Política

SEM TRANSPARÊNCIA

Sem cumprir Lei de Acesso à Informação, vereadores chamam Prefeitura de "administração do esconde"

Solicitada há 57 dias, via Lei de Acesso à Informação, executivo municipal não expõe nem explica qual situação do aterro de Campo Grande, que precisa ser desativado até 2023

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Situação que, tecnicamente, deveria ser resolvida até 31 de dezembro deste ano, a recusa da Prefeitura em sinalizar um novo aterro sanitário municipal - além da demora para responder solicitação, via Lei de Acesso à Informação, ao Correio do Estado -, deu ao Executivo da Capital o apelido de "administração do esconde". 

Durante sessão na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Marcos Tabosa (PDT) afirmou que o portal da transparência municipal "não vale nada, esconde tudo". 

"Se a Prefeitura está escondendo coisas do aterro sanitário: a licitação; o que está acontecendo; quem vai ganhar... o que ela não esconde mais?", questionou o parlamentar. 

Tabosa aponta que, além da documentação do novo terreno a ser utilizado como aterro sanitário, o Executivo Municipal esconde supersalários. 

"Tem pessoas na Prefeitura, hoje, ganhando R$ 30, 40, 45 mil. É uma prefeitura que tem a mania de esconder as coisas. O que tem nesse aterro sanitário que não pode ninguém ter acesso? Não estou entendendo", disse. 

Importante destacar que Campo Grande ainda utiliza o aterro Dom Antônio Barbosa 2, local essa cuja a vida útil venceu em junho 2021. 

Sem licenças para o início da construção, o Dom Antônio Barbosa 2 segue como esse local provisório para destinação sanitária. 

Também durante sessão na Casa de Leis, citando a manchete desta quinta-feira (17) do Correio do Estado, o vereador Zé da Farmácia (Podemos) lembrou que o antigo aterro já venceu e ainda não há informações sendo repassadas. 

"Meu gabinete tentou levantar junto ao Caio, que é gerente de licenciamento, e também não obteve resposta alguma se tem algo acontecendo, como está o processo". 

Em seguida, o Presidente da Casa, vereador Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, apontou que a secretaria de meio ambiente deve dar um retorno. 

"E também comunicar o secretário de governo da Prefeita, para dar uma resposta ainda na parte da manhã, para que a imprensa e até os vereadores tenham alguma informação sobre isso", complementou. 

O outro lado

Pressionada pela solicitação do Correio do Estado, e agora pelos próprios vereadores, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, tinha agenda marcada às 08h30, no Parque Ayrton Senna, mas não compareceu. 

Nessa ocasião, onde seria questionada pela equipe, ela faria o lançamento da segunda fase da Operação Mosquito Zero. 

No período da manhã, simultaneamente, Tabosa justamente usava seu momento de palavra para questionar o motivo de a Prefeita "já começar escondendo as coisas". 

"A senhora já começou escondendo as coisas? Não dá! Escondendo salário; documentação do aterro; plano de trabalho; encisos; produtividades; dinheiro do Previne Brasil; a da Fiotec. Então, vai ser uma administração do esconde. Para ninguém ficar sabendo se pode ou ter não alguma maracutaia?", disse o vereador. 

Em resposta, o representante da Prefeitura na Câmara, vereador Beto Avelar, apontou que o colega quer "legislar, participar e tomar decisão", pelo Executivo Municipal. 

"Daqui a pouco ele deve estar no judiciário também. No Diogrande 6.828, consta procedimento administrativo disciplinar para apurar esses fatos. Depois de um feriado longo, ele continua aí com a língua afiada", rebateu.

Quanto às críticas do próprio Tabosa, sobre o portal muncipal que "não vale nada", Avelar argumentou duramente dizendo ser falta de atenção daqueles que realizam a busca. 

"Transparência é, muitas das vezes, de você olhar o site e verificar. É uma questão de entendimento, que muitas vezes você não tem, ou procura não ter", pontuou. 

Já ao Correio do Estado, respondendo em marcha - sem parar para dar entrevista -, Beto disse que o responsável pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), Luís Eduardo Costa, fez os devidos encaminhamentos para a Procuradoria Geral do Município. 

"Já passou para a Procuradoria Geral do Município, que eles tem o maior interesse em resolver essa situação. Sobre o novo aterro, há o maior interesse da Prefeitura de resolver o quanto antes", finalizou. 

 

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COSTURA POLÍTICA

Secretário diz que acordo entre Azambuja e Nelsinho pode redesenhar disputa de 2028

Walter Carneiro Jr. reforça que aliança não é apenas eleitoral e vê condições para grupo permanecer unido no próximo pleito

10/08/2026 07h35

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado Foto: Reprodução

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O acordo político que colocou o senador Nelsinho Trad (PSD) como primeiro-suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na disputa pelo Senado pode ultrapassar as eleições deste ano e influenciar diretamente a formação das alianças para o pleito municipal de 2028.

A avaliação é do secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, completando que a composição entre o ex-governador e o senador não deve ser vista apenas como uma solução para acomodar as forças políticas que integram a base do governador Eduardo Riedel (PP) na eleição deste ano, mas como parte de uma aliança com potencial para permanecer unida nos próximos pleitos.

“Esse time político não se uniu agora, há muito tempo já caminham juntos. O que está sendo construído é algo maior do que uma composição eleitoral pontual”, afirmou ao Correio do Estado.

A declaração ganha peso diante do novo desenho político estabelecido após Nelsinho desistir da tentativa de reeleição ao Senado e aceitar ocupar a primeira-suplência de Azambuja.

A movimentação aproximou ainda mais duas das principais forças políticas da base governista e abriu espaço para que o entendimento firmado neste ano seja reproduzido nas eleições seguintes.

Walter Carneiro Jr. não confirmou, porém, nenhum acordo envolvendo nomes ou candidaturas para 2028. Segundo o secretário, a composição atual cria condições políticas para a continuidade da aliança, mas eventuais definições sobre a próxima eleição deverão ocorrer mais adiante.

“Vejo esse entendimento como um gesto de maturidade política. Reinaldo e Nelsinho estão demonstrando que é possível colocar o projeto de Estado acima das disputas individuais”, declarou.

Para Carneiro Jr., a união de lideranças com experiência e presença política permite construir uma base que pode se consolidar ao longo do tempo e alcançar futuras eleições.

Além da perspectiva de continuidade da aliança, ele revelou que um dos principais fatores que pesou na desistência de Nelsinho foi um obstáculo jurídico envolvendo a candidatura à reeleição pelo PSD e a permanência do partido na coligação encabeçada por Riedel.

“O governador validou uma decisão tomada pelos nove partidos que fazem parte da nossa coligação, foi uma decisão colegiada apresentada pelos presidentes de partido. Uma decisão de cunho muito pessoal do senador Nelsinho, que enxergou um cenário muito difícil quando foi colocado que, juridicamente, ele não teria como disputar a reeleição pelo PSD coligado com a chapa encabeçada pelo governador Eduardo [Riedel]. Talvez esse tenha sido o maior entrave”, explicou.

Walter Carneiro Jr. classificou a decisão de Nelsinho como um “ato de grandeza”, por abrir mão de um projeto individual em favor da manutenção da unidade política.

A nova composição também amplia o espaço de Azambuja na campanha pela reeleição de Riedel. O secretário não chegou a apontar formalmente o ex-governador como coordenador político da campanha, mas deixou claro que ele terá posição estratégica.

“Ele já é o nome escolhido da nossa coligação para representar Mato Grosso do Sul no Senado. Trata-se de uma liderança política consolidada, com ampla experiência administrativa e reconhecida capacidade de diálogo e articulação”, afirmou.

Na avaliação de Carneiro Jr., caso seja eleito, Azambuja também poderá desempenhar papel importante na articulação da bancada federal do Estado.

Ele afirmou ainda que os nove partidos reunidos em torno de Riedel caminharão com um único candidato à Presidência da República. “Em Mato Grosso do Sul, a realidade política é diferente, nossa base política de centro-direita está unida e caminhará de forma coesa. Teremos um único candidato à Presidência da República, que é o Flávio Bolsonaro [PL]”, declarou.

BTG/Nexus

Lula tem 47% e Flávio 44% no 2º turno, seguem empatados tecnicamente

Na pesquisa anterior deste mesmo instituto, de 3 de agosto, Lula aparecia com 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro

10/08/2026 06h58

No quesito rejeição, Lula recuou um ponto percentual. Flávio, por sua vez, oscilou um ponto para cima, chegando a 50%

No quesito rejeição, Lula recuou um ponto percentual. Flávio, por sua vez, oscilou um ponto para cima, chegando a 50%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, em um eventual 2º turno das eleições presidenciais, de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 10. O petista, contudo, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 44%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%. Na pesquisa anterior, de 3 de agosto, Lula aparecia com 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o cenário também é de empate técnico, com Lula pontuando 46% e o ex-governador de Goiás, 42%. É o mesmo resultado da pesquisa de 3 de agosto. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 9%. Eleitores que não sabem são 2%.

Em eventual disputa contra Romeu Zema (Novo) no 2º turno, Lula venceria o ex-governador mineiro por 47% contra 40%. Na pesquisa anterior, o presidente pontuou 46% contra os mesmos 40% de Zema. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 46% a 37% se a eleição fosse realizada hoje. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 3%. Na simulação de 2º turno da pesquisa anterior, Lula liderava por 47% a 37%.

PRIMEIRO TURNO 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno da disputa presidencial com 40% das intenções de voto contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa .

A intenção de voto no petista na disputa no primeiro turno oscilou negativamente 1 ponto porcentual, na comparação com a pesquisa divulgada no dia 3 de agosto, quando Lula havia pontuado 41%.

Já Flávio Bolsonaro oscilou negativamente em 2 p.p., de 37% na mostra anterior para 35% na de hoje.

Veja um cronograma das variações de vantagem do petista sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no último mês:

- 29 de junho: Lula tinha 8 pontos porcentuais de vantagem em relação a Flávio

- 13 de julho: vantagem do petista era de 6 p.p;

- 27 de julho: subiu para 9 pontos porcentuais;

- 3 de agosto: vantagem caiu para 4 pontos;

- 10 de agosto: voltou a subir para 5 pontos.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5%, empatado tecnicamente com o ativista Renan Santos (Missão) que tem 4% e do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registrou 3%. Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 5%. Eleitores que não sabem são 3%.

REJEIÇÃO

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguem empatados tecnicamente na liderança dos presidenciáveis mais rejeitados.

A rejeição a Lula oscilou negativamente em 1 p.p, de 49% na pesquisa anterior (de 3 de agosto) para 48% na pesquisa atual. No caso de Flávio, a oscilação foi positiva, de 49% para 50%. As variações foram dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

Ainda no quesito rejeição, Romeu Zema (Novo) registra 31%, Ronaldo Caiado 29% e Renan Santos (Missão) 29%. Santos segue como o mais desconhecido, com 47% dos eleitores que dizem não conhecê-lo. Zema é desconhecido por 35% dos eleitores e Caiado, por 33%.

O levantamento mostra ainda que 38% dos brasileiros preferem que o próximo presidente da República seja Luiz Inácio Lula da Silva Na pesquisa de 3 de agosto eram 37%.

Outros 33% afirmam que gostariam de ver eleito Flávio Bolsonaro, um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou um membro de sua família. Na mostra anterior, eram 35%.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta segunda, 24% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo. Na última pesquisa, eram 22%. Brancos, nulos e indecisos somam 1%. Não sabem ou não responderam são 3%

De acordo com o cruzamento de dados apresentado pelo levantamento, entre os eleitores que preferem uma terceira via, 19% votariam em Lula; 15%, em Flávio; e 48% nos demais candidatos.

A Nexus ouviu 2.001 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 7 a 9 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08428/2026.

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