Política

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Senado aprova verba de R$ 62 bi da Lei Kandir a estados e municípios

Questão é uma disputa antiga que foi resolvida com decisão do STF

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O Senado aprovou, hoje (18), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 133/2020, que trata da reposição de perdas de arrecadação dos estados em virtude da Lei Kandir, de 1996. Trata-se de um assunto antigo, que tem colocado estados e União em lados opostos, em uma briga que, inclusive, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O Projeto prevê o pagamento de R$ 62 bilhões da União para os estados, a título de compensação pelas perdas de arrecadação na época da Lei Kandir, de 1996. O acordo tem objetivo de fazer o ressarcimento de R$ 58 bilhões até 2037. Os outros R$ 4 bilhões ficam condicionados à realização do leilão de petróleo dos blocos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos (SP).

Entre 2020 e 2030 serão R$ 4 bilhões ao ano. A partir de 2031, haverá uma redução de R$ 500 milhões ao ano até zerar a entrega a partir de 2038. Os estados ficarão com 75% dos recursos, e os municípios, com os 25% restantes. Outros 3,6 bilhões, que totalizaria R$ 65,5 bilhões, serão repassados caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo seja aprovada.

O tema chegou a ser discutido no plenário do Senado em agosto, mas não houve acordo. Vários líderes foram contrários a um artigo que extingue o Fundo Social, cuja principal fonte de recursos é a parcela do óleo excedente devida à União nos contratos de partilha de produção do petróleo nas áreas do pré-sal.

O Fundo Social seria, originalmente, o financiador dessa reparação, já que parte desse fundo fica armazenada para amenizar o déficit fiscal da União e outra parte é usada para financiar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Como muitos senadores se mostraram contrários à extinção do Fundo Social, o relator da matéria, Antonio Anastasia (PSD-MG), decidiu excluir o artigo que previa essa extinção, mantendo o Fundo Social. Assim, foi possível aprovar o texto. A matéria segue para a Câmara dos Deputados.

No início de novembro, o Congresso aprovou um Projeto de Lei do Congresso (PLN) que alterou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) vigente, autorizando o pagamento desses valores caso o PLP 133 seja aprovado

Histórico

Em 1996, os estados exportadores abriram mão do ICMS sobre os produtos exportados, para estimular esse tipo de comércio e tornar os produtos nacionais mais competitivos no exterior. A lei leva o nome do então ministro do Planejamento, Antônio Kandir. Os estados deveriam ter sido ressarcidos, como contrapartida, mas isso não ocorreu.

Em 2003, a Constituição sofreu uma emenda que previa a aprovação de uma lei complementar com critérios para que a União compensasse a perda de arrecadação dos estados. Dez anos depois, em 2013, a lei complementar ainda não havia sido aprovada.

Foram anos de impasse entre a União e os estados. Esse impasse foi desfeito após um acordo mediado pelo STF, que determinou o pagamento de R$ 58 bilhões até 2037. A determinação do Supremo consta no PLP 133/2020.

governador

"Vou apoiar o adversário do presidente Lula", diz Riedel sobre eleições

Governador afirma que não acredita em terceira via e que eleição será polarizada, mas que é muito cedo para dizer se o candidato da direita será Flávio Bolsonaro

24/02/2026 15h30

Governador Eduardo Riedel dará palanque para candidado da direita à presidência

Governador Eduardo Riedel dará palanque para candidado da direita à presidência Marcelo Victor/Correio do Estado

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), disse que irá apoiar o candidato de direita que for adversário do presidente Lula nas eleições presidenciais deste ano. A princípio, o nome que se ventila como principal candidato da direita é Flávio Bolsonaro.

A afirmação foi feita durante entrevista ao programa CB Poder, do Correio Braziliense, nesta terça-feira (24).

Questionado se daria palanque a Flávio Bolsonaro no Estado, Riedel disse que acredita novamente na polarização entre Lula e um adversário e que, em seu ponto de vista, não haverá uma terceira via.

"Eu vou apoiar o adversário do presidente Lula ou o candidato nosso que está posicionado nesse campo da direita vai ser o palanque nosso no Mato Grosso do Sul", disse o governador.

Ele afirmou ainda não ter certeza se este adversário será mesmo Flávio Bolsonaro.

"Eu vejo um conjunto de candidatos à direita. É difícil saber ainda, tem muito chão pela frente, mas desse conjunto de candidatos à direita, provavelmente um ou dois ou até três estarão no primeiro turno, e no segundo turno isso vai polarizar para um candidato à direita e outro provavelmente à esquerda. E o nosso candidato vai ser o candidato à direita, mas ainda tem que andar para saber quem serão os candidatos", acrescentou Riedel.

Sobre as eleições estaduais, Riedel destacou que é pré-candidato à reeleição que o PP está fazendo uma frente de coalizão centro-direita no Estado, que envolve o PL, o União Brasil, e que também está sendo discutida com o Republicanos, o PSDB, o MDB e o PSD.

"Vai ser uma eleição contra o PT, que vai ter um candidato a governador no Estado, vai ter um candidato ao Senado, então essa eleição no Estado vai refletir um pouco o cenário nacional, que eu não vejo como não estar polarizada novamente", disse.

Sobre uma eventual candidatura de Tereza Cristina (PP) como vice-presidente, Riedel disse que ela é qualificada e elogiou a senadora, destacando sua "capacidade de articulação administrativa e senso de responsabilidade".

Mesmo afirmando ter divergências políticas com o governo federal, Riedel ressaltou que há uma relação administrativa de muito respeito.

"Temos diversas parcerias integradas, ações integradas em políticas públicas e respeito muito o conjunto do governo federal, tem excelentes ministros, respeito ao presidente, ao sentar na mesa e discutir políticas administrativas importantes para o Estado e para o Brasil, consequentemente. Mas, do ponto de vista político, nós temos divergências", concluiu o governador.

Eleições 2026

O primeiro turno das eleições será no dia 4 de outubro deste ano, para eleição de presidente da República, governador, senadores, deputados federais e estaduais. Caso necessário, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Uma das novidades do processo eleitoral é a alteração nas datas de posse. A partir de 2027, o presidente da República assumirá o cargo em 5 de janeiro, enquanto os governadores tomarão posse no dia seguinte, 6 de janeiro.

Quebra de decoro

Câmara suspende mandato de vereador que ameaçou ambulante

O parlamentar que expulsou o ambulante e destruiu seu isopor ficará afastado por mais de 40 dias por decisão unânime da Casa de Leis

24/02/2026 12h00

Crédito: Câmara Municipal de Corumbá

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A Câmara Municipal de Corumbá aprovou por unanimidade a suspensão, por 45 dias, do mandato do vereador Elio Moreira Junior, que em 2025 destruiu o isopor de um vendedor ambulante e afirmou que o trabalhador “iria apanhar mesmo”.

O ambulante estava gravando com o celular após ter sido proibido de trabalhar em frente ao comércio do vereador pela esposa dele, no dia 27 de dezembro de 2025.

Enquanto registrava o episódio, José Elizeu Lara foi surpreendido pelo vereador, que aparece dizendo ser proprietário do comércio e passa a expulsar o trabalhador, alegando que, se ele aparecesse novamente, “iria apanhar mesmo”.

Após o caso repercutir nacionalmente, a Câmara Municipal informou que a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar analisaria o caso.

Embora o regimento determine 90 dias para a conclusão, o processo ético-disciplinar foi instaurado no dia 9 de janeiro e, durante a sessão desta segunda-feira (23), a Casa de Leis decidiu suspender o mandato do vereador.
 

Entenda

No vídeo, gravado na tarde de 27 de dezembro, o trabalhador José Elizeu Lara alega que a esposa do vereador não estaria permitindo que ele circulasse pelo local para vender seus produtos.

Em determinado momento, o vereador aparece falando em voz alta que o estabelecimento comercial, localizado na rua Delamare, é de sua propriedade e que, por isso, o vendedor deveria filmá-lo, e não o local.

Após o vídeo circular nas redes sociais, Elinho Jr. pediu desculpas por meio do Instagram e alegou que, embora não seja seu costume agir daquela forma, acabou “perdendo a cabeça” por envolver sua família.

Expulsão do vendedor

No vídeo, o ambulante informa que acionou a polícia, enquanto o vereador utiliza palavras de baixo calão para se referir ao trabalhador.

“Tá pensando o quê? Aqui não, aqui não. Você não vem encher o saco da minha mulher não, seu porcaria. Se eu te pegar aqui, você vai apanhar mesmo, rapaz”, diz Elinho Jr. momentos antes de quebrar o isopor.

 

 

 

 

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