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Senado deve instalar hoje CPI da Petrobras

Senado deve instalar hoje CPI da Petrobras

r7

06/05/2014 - 10h15
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O Congresso Nacional deverá dar início nesta terça-feira (6) a uma investigação parlamentar sobre denúncias "e irregularidades na Petrobras sob forte influência da pré-campanha nos Estados.

A expectativa é de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), instale uma CPI exclusiva na Casa e peça que os líderes no Senado e na Câmara indiquem os integrantes para uma segunda comissão, mista, também voltada para apurar denúncias que envolvem a estatal.

O futuro das investigações, porém, terá relação direta com a solução de nós nas alianças eleitorais entre PT e PMDB nos Estados. Maior bancada no Senado e segunda maior da Câmara, a legenda deve indicar a presidência das duas comissões e, assim, ter papel decisivo nas votações para aprovar ou rejeitar requerimentos. Entretanto, com acordos eleitorais com petistas travados em Estados-chave, o partido já avalia atuar contra os interesses do Planalto.

O problema começa pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, candidato ao governo do Ceará que desde o início do ano reivindica o apoio dos petistas. Sem qualquer sinalização, Eunício escolheu o dia em que o Congresso deve definir os rumos da CPI para se encontrar com o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência. O tucano propõe apoio ao peemedebista no Ceará. Apesar de contar com apoio verbal da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, formalmente o PT tende a apoiar um nome indicado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes, do PROS. A própria presidente se reuniu com Cid, mas não conseguiu ajudar Eunício.

O caso é semelhante ao de outros peemedebistas na Casa, como o líder do governo, Eduardo Braga (AM), e os senadores Romero Jucá (RR) e Vital do Rêgo Filho (PB), que enfrentam problemas regionais com o PT.

Ingerência

Quem vive situação semelhante é o próprio Renan, que tem a promessa de apoio do PT nacional a seu filho, o deputado Renan Filho, na corrida ao governo de Alagoas. No entanto, o diretório petista no Estado resiste. Com isso, Renan joga tanto em prol da oposição, ao ceder às pressões pela CPI mista, quanto a favor do governo.

O presidente do Senado recorreu nesta terça ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão da ministra Rosa Weber, que determinou a instalação de uma CPI exclusiva da Petrobras. Para Renan, a liminar é uma "ingerência" do Judiciário sobre o Legislativo.

O recurso assinado pelo presidente do Congresso ao Supremo diz que "em caráter preventivo e precoce, porque não havia lesão ou ameaça a direito de quem quer que seja, subtraiu-se do Legislativo que deliberasse e decidisse sobre a questão".

Os impasses entre PT e PMDB também afetariam uma eventual CPI mista. No Rio, do líder peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha, a campanha à reeleição de Luiz Fernando Pezão caminha para um palanque com espaço para Dilma, Aécio e o pastor Everaldo Dias (PSC). O PT deve lançar o senador Lindbergh Farias como candidato ao governo. Cunha deve indicar para a CPI mista o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente do diretório da Bahia, Estado no qual o PMDB local já declarou apoio a Aécio.

Para efetivar a instalação da CPI, é necessário que todos os partidos que têm direito a cadeiras indiquem os membros. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), já anunciou que não escalará seus representantes para a CPI mista. O líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP), retirou as indicações de Álvaro Dias (PR) e Mário Couto (PA) da CPI do Senado, como forma de pressionar pela comissão mista. O DEM sequer indicou o membro a que tem direito, mesma situação do PMDB. Na semana passada, Renan disse que usaria da sua prerrogativa, como presidente do Congresso, para indicar os nomes que faltarem.

PoderData/Aya

Flávio Bolsonaro amplia vantagem e vai a 53%; Lula tem 47%

No primeiro turno da disputa presidencial, com 100% das urnas apuradas, Flávio pontuou 47,03% e Lula 45,16% dos votos válidos

08/10/2026 08h55

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição, que reucou três pontos

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição, que reucou três pontos

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Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8) mostra que o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ampliou a vantagem que teve ao final do primeiro turno sobre o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a pesquisa, que é a primeira divulgada neste segundo turno, Flávio aparece com 53% dos votos válidos e Lula com 47%. No primeiro turno da disputa presidencial, com 100% das urnas apuradas, Flávio pontuou 47,03% e Lula 45,16%, uma vantagem para o senador de 1,87 p.p. Pela pesquisa divulgada hoje, a vantagem do candidato do PL é de 6 p.p.

De acordo com o PoderData/Aya, Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado, como as mulheres, onde registra 50% das intenções de voto, contra 42% do senador do PL. Flávio vai melhor no Centro-Oeste (54%), no Sudeste (51%) e no Sul (58%) e entre os que cursaram o ensino médio (55%).

Expectativa de vitória

Os eleitores também foram questionados sobre quem tem mais chances de vencer a disputa pelo Palácio do Planalto neste segundo turno, medindo a expectativa de vitória, não de voto: 54% avaliam que Flávio tem mais chances de vencer a eleição, enquanto 37% consideram Lula o candidato com maior probabilidade de vitória. Outros 9% não souberam responder.

Em uma semana, a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro cresceu 9 pontos porcentuais, enquanto a de Lula recuou 11 pontos porcentuais. Na pesquisa anterior, 45% apostavam na vitória do senador, ante 48% que esperavam a reeleição de Lula.

Rejeição

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição. Nesta nova rodada do PoderData/Aya, 43% dos entrevistados dizem que não votariam "de jeito nenhum" no senador, um recuo de 3 pontos porcentuais em 7 dias. Entre os que rejeitam Lula, a taxa oscilou de 47% para 46%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 5 a 7 de outubro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, com 3 mil eleitores de todo o País. A margem de erro é der 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos, o nível de confiança é de 95% e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-08134/2026.

MANDATO 2027-2030

Riedel e Barbosinha tomarão posse em 6 de janeiro

Diferentemente de outros anos, posse não ocorrerá mais em 1° de janeiro

08/10/2026 08h35

Barbosinha e Riedel em coletiva de imprensa

Barbosinha e Riedel em coletiva de imprensa GERSON OLIVEIRA

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Governador reeleito Eduardo Riedel e seu vice José Carlos Barbosa vão tomar posse novamente em 6 de janeiro de 2027, quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Eles assumirão mais um mandato de quatro anos (2027-2030). Ao todo, ficarão oito anos no poder executivo estadual, de 2023 a 2030. Isto significa que nas eleições gerais de 2030, Riedel não poderá mais concorrer ao cargo de governador.

Diferentemente de outros anos, a posse não ocorrerá mais em 1° de janeiro. O motivo da mudança de data é evitar que o dia coincida com as festas de fim de ano (revéillon), quando muitas pessoas estão viajando ou comemorando com família e amigos.

Com isso, pela primeira vez, a posse de governadores e vice ocorrerá simultaneamente em 6 de janeiro em todos os estados brasileiros.

A posse do presidente da República acontecerá um dia antes, em 5 de janeiro, terça-feira. A diplomação dos candidatos eleitos ocorrerá em 18 de dezembro de 2026.

Em 26 de novembro de 2025, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou a mudança na data da posse para governador, com a justificativa de que a Casa de Leis deve adotar o princípio de simetria, que determina que estados e municípios adotem normas equivalentes às previstas na Constituição Federal.

O Projeto de Emenda Constitucional é de autoria do deputado Zé Teixeira e coautoria de Gerson Claro, Gleice Jane, Lia Nogueira, Caravina, Junior Mochi, Marcio Fernandes, Paulo Corrêa, Paulo Duarte, Pedro Kemp e Zeca do PT.

A posse dos deputados estaduais eleitos será em fevereiro de 2027.

ELEIÇÕES 2026

Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul, no primeiro turno, por mais quatro anos. Ele recebeu 914.323 votos (67,07%).

O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) terminou a disputa em segundo lugar, com 322.807 votos (23,68%). O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) ficou em terceiro 98.677 votos (7,24%).

A vantagem de Riedel sobre o candidato petista foi de 43,39 pontos porcentuais e 591.516 votos.

Após a vitória, o governador agradeceu a confiança dos eleitores e o empenho da equipe. "Obrigado, Mato Grosso do Sul! Juntos, nós fizemos história", disse o chefe do executivo estadual em suas redes sociais.

 

 

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