Política

JUSTIÇA

Senadora insiste em ameaça e vai buscar instância superior

Soraya denunciou então presidente do partido por ameaça em 2018 mas perdeu no TRE-MS

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A senadora pelo Estado e presidente regional do PSL, Soraya Thronicke, disse que vai buscar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para recorrer contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE) sobre  a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que ingressou em 2018 junto com o seu segundo suplente, Danny Fabrício Gomes, contra o primeiro suplente e então presidente da sigla, Rodolfo Nogueira, por abuso do poder político e econômico, pleiteando a cassação de registro ou diploma e a decretação de sua inelegibilidade.

Na ação ela declara Rodolfo fez campanha para os então candidatos ao Senado, Nelson Trad (PSD), e Marcelo Miglioli (PSDB). Segundo os representantes, Nogueira cometeu abuso do poder político e abuso do poder econômico, além de haver violado o estatuto do PSL e desrespeitado o princípio da boa fé objetiva e o princípio da lisura das eleições. 

Em depoimento à Polícia Civil, a senadora denunciou a insatisfação de Nogueira no episódio em que ela teria levado reclamação ao então presidente nacional do PSL, o advogado Gustavo Bebianno, sobre “santinhos” que estavam sendo confeccionados com a imagem do então candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL), associada a outros candidatos que não faziam parte do partido e que estariam apenas “pegando carona” na onda “bolsonariana”. Porém, Nogueira teria se incomodado com a reclamação da senadora e a ameaçou por meio de uma ligação telefônica.

Conforme a denúncia de Soraya, Nogueira teria ameaçado a senadora por telefone. “Eu vou te avisar, nunca mais passe por cima de mim. Escute bem: na próxima vez que você passar por cima de mim, eu acabo com você. Você não sabe do que eu sou capaz. Eu vou acabar com você. Eu vou arrebentar com você”, teria dito o então presidente.

Com base na denúncia de Soraya, o relator do processo no TRE, desembargador Julizar Trindade, serão objeto de AIJE apenas quando demonstrado que a propaganda irregular foi veiculada com abuso de poder político, abuso de poder econômico ou uso irregular de meio de comunicação social. De acordo com ele, os relatos da senadora não comprovam tais irregularidades. 

No voto ele pondera ainda que “não houve a prova de que as práticas imputadas ao agravado acarretaram prejuízos à campanha dos agravantes, que foram eleitos com resultado expressivo nas urnas (373.712 votos válidos). Por fim, o princípio da indivisibilidade de chapa veda o prosseguimento da presente demanda, uma vez que o representado é 1° suplente de senador na mesma chapa integrada pelos representantes, nos termos da Súmula 38 do TSE. Ou seja, à vista da unicidade da chapa, a decisão final prejudicaria, em tese, a esfera jurídica de todos os seus membros, inclusive, in casu, a dos agravantes”. Por unanimidade e conforme o parecer, o TRE negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator.

A senadora declarou que vai recorrer da decisão. “Não existe caso como este na justiça, já ocorreu no Executivo, mas no legislativo não. Nosso TRE, pelo que se viu, é bastante conservador, não se sentiu à vontade para criar um precedente. Eu respeito. Mas não é por isso que deixarei de recorrer. A jurisprudência existe exatamente para romper barreiras, preencher lacunas ou decidir sobre fatos da vida que a legislação não previu”.

Ela reforça que o então presidente e seu primeiro suplente nas urnas fez campanha para os candidatos do MDB, Nelson Trad, e o PSDB, Marcelo Miglioli. “Mas realmente, eu compreendo, é inédito o fato de um suplente que age e faz campanha contra a titular. É surreal, inexplicável! Deve ser muito difícil para ele (Rodolfo), que possivelmente tenha se arrependido por haver escolhido outro rumo, por não ter acreditado no projeto, a ponto de ter feito campanha para concorrentes e, pelo que a lógica indica, não ter sequer votado em si mesmo”, destacou. 

 

eleições 2026

Cúpula da Justiça Eleitoral debaterá em Campo Grande fake news criadas por IA

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian informou que o 59º Ccorelb vai tratar de outros desafios impostos pela tecnologia

21/04/2026 08h30

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian detalhou o evento

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian detalhou o evento divulgação

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De 22 a 24 de julho, o auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, vai receber a cúpula da Justiça Eleitoral para a 59ª edição do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil (Ccorelb), tendo como um dos principais focos o debate para combater as fake news impulsionadas por inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano.

Conforme o juiz eleitoral Olivar Augusto Roberti Coneglian, que atua como auxiliar da Vice-Presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), esse tema vem ganhando centralidade no debate eleitoral brasileiro diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.

Para isso, de acordo com ele, o evento reunirá autoridades de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Brasil, além de representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidando-se como um dos principais fóruns de articulação da Justiça Eleitoral no País.

O magistrado sul-mato-grossense explicou que o Ccorelb é um colegiado que reúne corregedores eleitorais de todo o Brasil para debater e aprimorar práticas relacionadas com a gestão, fiscalização e regularidade dos serviços eleitorais. 

Realizados três vezes ao ano, os encontros funcionam como espaços estratégicos para troca de experiências, alinhamento de procedimentos e fortalecimento da atuação conjunta da Justiça Eleitoral.

Olivar Augusto Coneglian acrescentou que Campo Grande foi escolhida para sediar a 59ª edição do
Ccorelb, que é a última antes da eleição deste ano, por vários motivos. “O principal é que o TRE-MS está há vários anos entre as cortes eleitorais que mais rapidamente apura as eleições. E, mais que isso, Mato Grosso do Sul é um dos estados que têm um melhor desenvolvimento do pleito, isso significa que a população tem acesso fácil às urnas e consegue desenvolver a contento seu direito ao voto”, argumentou.

Entre os temas em destaque nesta edição, além do enfrentamento à desinformação produzida com o uso de inteligência artificial, estarão as auditorias periódicas que garantem a segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro – frequentemente apontado como referência internacional –, bem como estudos voltados à melhoria da logística eleitoral. 

A redução de filas em locais de votação, problema recorrente em grandes centros urbanos e regiões com alta densidade eleitoral, também deve entrar na pauta. “O avanço das tecnologias exige uma atuação cada vez mais coordenada da Justiça Eleitoral, especialmente no enfrentamento às fake news produzidas por inteligência artificial, que representam um dos maiores desafios para a lisura do processo eleitoral”, assegurou.

Por isso, os corregedores e equipes das corregedorias, além da organização das eleições, também debaterão o assunto. “Combater a produção e a disseminação das notícias falsas sempre foi e sempre será uma das obrigações da Justiça eleitoral”, reforçou.

Dentro desta máxima, ele pontuou que, apesar de ter ainda muito para se estudar e decidir sobre IA, um entendimento que vem se fixando é que não é o caso de só se sancionar quem produz, mas também quem divulga e quem se beneficia do falso. 

“Não basta a pessoa alegar que não sabia que uma notícia que reenviou era falsa, cada cidadão tem a obrigação de verificar antes de replicar”, alertou.

O magistrado ainda explicou que devem ser discutidas iniciativas de modernização dos serviços prestados ao eleitor, como o uso de ferramentas digitais, a ampliação do atendimento remoto e estratégias para aumentar a transparência e a confiança pública nas eleições.

Eleições

Caiado afirma que Kassab seria nome ideal para vice em chapa: 'Perfeito, completo em tudo'

A declaração foi dada neste domingo, 19, durante agenda em que os dois participaram no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá

20/04/2026 21h00

Divulgação

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Pré-candidato à Presidência pelo PSD, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado afirmou que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, seria o nome ideal para compor sua chapa como vice.

A declaração foi dada neste domingo, 19, durante agenda em que os dois participaram no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP).

"Era perfeito, completo em tudo. Maior articulador. Já tenho o seu apoio. Pode ter certeza, isso daí fecharia com chave de ouro", disse Caiado a jornalistas.

Segundo o ex-governador de Goiás, a negociação sobre a formação da chapa tem sido articulada dentro do partido.

"Nós estamos evoluindo, mas, neste momento, eu quero deixar claro que nós estamos evoluindo mais na parte da construção do plano de governo.", disse. A previsão é que a construção do programa seja finalizada até a convenção do PSD, prevista para julho.

Ronaldo Caiado foi escolhido pré-candidato ao Planalto pela sigla no fim do mês passado. Após a desistência do governador paranaense Ratinho Júnior, o PSD deveria optar entre Caiado e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Kassab registrou o compromisso em Guaratinguetá e ressaltou que após a cerimônia no santuário, o prefeito Junior Filippo (PSD) e "lideranças políticas e empresariais da região" ofereceram um almoço a Caiado.

No passado, a relação entre os dois já foi marcada por embates públicos. Em 2015, então senador, Caiado se referiu a Kassab como "traíra" e "cafetão do Planalto", acusando-o de cooptar parlamentares. Também afirmou que ele tinha "caráter líquido" e se moldava "ao formato do poder".

As postagens no X em que os comentários foram feitos já não estão mais no ar. Gilberto Kassab comentou o assunto no início do ano, pouco depois da filiação de Caiado ao PSD, quando prints das publicações voltaram a circular nas redes.

Segundo o dirigente, os dois mantêm uma relação de amizade "há muitos anos" e as críticas ocorreram em um momento de "muito estresse", em que o PSD se consolidava e o então Democratas (DEM), ao qual Caiado era filiado, atravessava uma crise interna

O presidente do PSD afirmou ainda que, poucos dias depois das publicações, Caiado entrou em contato para se retratar. "O Caiado ligou, pediu desculpas e, durante esses anos todos, tivemos várias oportunidades juntos. Eu posso dizer que somos amigos e há muito respeito da minha parte com ele e dele comigo", disse.

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