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Senadores não têm consenso sobre indicação de Eduardo Bolsonaro

Filho do presidente pode ser nomeado como embaixador do Brasil nos Estados Unidos

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Os senadores sul-mato-grossenses têm opiniões antagônicas em relação à indicação de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, e deputado federal, para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O Senado é responsável por validar ou não a indicação. A senadora Simone Tebet (MDB) se mostra contrária; o senador Nelsinho Trad (PSD) não quer opinar; e a senadora Soraya Thronicke (PSL) defende o nome.

As opiniões que podem resultar no voto que vai validar a indicação têm argumentos distintos, a favor ou contra.
A senadora Soraya Thronicke afirmou que votará a favor de Eduardo Bolsonaro para o cargo, caso seja efetivada a indicação, por considerar que ele, embora tenha sido o parlamentar da Câmara dos Deputados mais votado do Brasil nessa legislatura, “vai para um cargo de uma concepção menor, (...) vai pegar ‘bucha’, vai trabalhar nos bastidores”. “Estou sendo pragmática. O Eduardo tem alma de diplomata, ele agrega”, citando que ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do qual teria certa proximidade, têm pensamentos de direita.

Já o senador Nelson Trad (PSD) optou por não manifestar sua posição sobre a indicação, por ser presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal. “Não vou entrar no mérito de fazer um comentário que possa ser tendencioso para lá ou para cá, até porque sou presidente [do colegiado]. O presidente tem de ser magistrado e o magistrado tem de ficar calado, na imparcialidade”, explicando que vai seguir o regimento da Casa na apreciação da indicação, na comissão.

Na segunda-feira, a senadora Simone Tebet se posicionou contra a indicação de Eduardo Bolsonaro, afirmando que foi “o maior erro do presidente até agora” em razão de envolver o próprio filho, apontando que Jair Bolsonaro pode sofrer uma derrota, além de expor demais o governo.

O debate sobre a indicação do filho do presidente para o cargo existe porque o ato pode ser interpretado como nepotismo. A súmula vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal diz que “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição”.

O parágrafo único do artigo 4º do Decreto 7.203/2010 afirma que: “Em qualquer caso, é vedada a manutenção de familiar ocupante de cargo em comissão ou função de confiança sob subordinação direta do agente público”.

O embaixador responde diretamente ao presidente da República. Para o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, a indicação configura nepotismo. 

ELEIÇÕES 2026

Prazo para regularizar título de eleitor encerra em dois meses

Após o dia 6 de maio, o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

06/03/2026 17h45

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio Arquivo/ Correio do Estado

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O prazo para regularizar o título eleitoral começa a entrar nos últimos dois meses. A partir desta sexta-feira (6), faltam exatamente 60 dias para os eleitores terem todos os documentos regularizados para que executem seu direito de cidadão.

O último dia para isto é 6 de maio. Após essa data o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

De acordo com a Lei das Eleições, nº 9.504 de 1997, a data limite e improrrogável para ficar certo com a Justiça Eleitoral, ocorre 150 dias antes da eleição.

O eleitor deve procurar o Cartório Eleitoral para regularizar a situação, onde pode solicitar pelos seguintes serviços:

  • transferência de domicílio
  • alteração de endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • atualização de dados cadastrais
  • ou cadastro biométrico

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) orienta para não deixar para a última hora, a fim de evitar filas, eventuais instabilidades do sistema ou imprevistos. É importante lembrar que quem não estiver em dia com a Justiça Eleitoral, não poderá votar nas eleições de outubro.

Como consultar?

Para consultar sua situação eleitoral, basta acessar o  autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral - (TSE) e preencher seus dados.

Como regularizar?

Em Campo Grande, a Central de Atendimento Ao Eleitor funciona das 12 às 18h, e está localizada na Rua Delegado José Alfredo Hardman, 180, Jardim Veraneio.

Também há atendimento eleitoral no Centro Integrado de Justiça - (CIJUS), das 12h às 18h.

O horário de expediente é o mesmo para os Fóruns Eleitorais localizados no interior do Estado.

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União

Governo Federal cumpre agenda para demarcar áreas no entorno do Rio Paraguai

Secretaria do Patrimônio da União deu início a uma série de audiências para proteger Pantanal

06/03/2026 17h20

Foto: Divulgação

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Por meio de audiências públicas, a Secretaria do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS), encabeçada pelo superintendente Tiago Botelho, iniciou no último mês o processo de demarcação de áreas no entorno do Rio Paraguai. O Governo Federal visa abrir diálogos para atuar na proteção dos rios sul-mato-grossenses.

Botelho, representou a União na abertura dos diálogos, que já aconteceram em Miranda, Ladário, Corumbá, Aquidauana e Anastácio. As próximas audiências estão previstas para Maracaju, Bonito, Jardim, Porto Murtinho, Naviraí, Itaquiraí e Jateí, nos meses de março e abril.

O diálogo ocorre em um momento considerado estratégico para o Governo Federal, após a revogação do decreto nº 12.856, que previa a inclusão de trechos de rios federais no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Corumbá recebeu a abertura oficial do procedimento administrativo de definição da linha média de enchente ordinária, parâmetro técnico que delimita as áreas de domínio público federal ao longo do rio Paraguai. As conversas têm objetivo discutir a separação de áreas públicas e privadas, com base em estudos técnicos, ambientais e jurídicos, para assegurar a transparência e participação social.

Foto: Divulgação / SPU 

"A demarcação tem metodologia técnica e embasamento jurídico. É um instrumento fundamental para proteger as margens do Rio Paraguai, ordenar o uso do solo e evitar conflitos fundiários", afirmou Botelho ao ressaltar o papel da SPU em proteger o patrimônio público e garantir que ele cumpra sua função social.

Entre os objetivos das audiências públicas estão a apresentação dos estudos técnicos que fundamentam a delimitação, a escuta de moradores, prefeituras, organizações da sociedade civil e órgãos ambientais, além da coleta de contribuições e eventuais contestações.

O processo também subsidia a decisão final da SPU quanto à homologação ou retificação dos limites, orientando medidas posteriores como registro cartográfico, regularização de ocupações, restrições de uso quando necessárias e ações de fiscalização.

Durante a audiência, a SPU/MS também apresentou balanço das ações recentes no estado. Entre 2023 e 2026, cerca de R$ 350 milhões em imóveis da União foram destinados a políticas públicas. Areas antes ociosas ou com pendências administrativas passaram a ser direcionadas para finalidades como saúde, educação, assistência social e regularização fundiária.

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