Política

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Sérgio Cabral renuncia ao cargo de governador do Rio

Sérgio Cabral renuncia ao cargo de governador do Rio

Terra

03/04/2014 - 20h00
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Sérgio Cabral renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro nesta tarde. Por volta das 16h30, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo, leu a carta de renúncia enviada por Cabral, que tinha poucas linhas. Na carta, Cabral citou artigo da Constituição Federal que diz que chefes do Executivo têm que deixar o cargo caso queiram se candidatar nas eleições. Cabral deve concorrer a uma vaga no Senado. Luiz Fernando Pezão é governador interino até que seja empossado nesta sexta-feira. Pezão é pré-candidato ao governo do Estado.

Sérgio Cabral não compareceu ao ato que seria o seu último no cargo, na manhã desta quinta-feira. Ele era esperado às 9h no bairro de Campo Grande, para acompanhar o início das obras de construção do edifício sede da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO). Segundo a assessoria de imprensa do governo, Cabral faltou ao compromisso em Campo Grande porque estava em reuniões internas que se prolongaram mais do que o esperado.

Popularidade em queda
Cabral foi eleito governador em 2006 e reeleito em 2010. Nos últimos meses, a popularidade dele estava caindo. Segundo pesquisa do Datafolha realizada em de novembro de 2013, a taxa de aprovação do governador caiu 35% em três anos, passando de 55% para 20% entre novembro de 2010 a novembro de 2013. Em novembro do ano passado, 38% dos ouvidos pela pesquisa avaliaram a gestão de Cabral como ruim ou péssima, 38% disseram que ela era regular e 20% responderam que era ótima ou boa. O percentual dos que não souberam avaliar ficou em 3%. Os percentuais para "ótimo e bom" e "ruim ou péssima" foram recordes desde março de 2007 (quando o governador estava no terceiro mês de seu segundo mandato).

DEMOCRACIA

Azambuja ficou em 1º em 66 municípios na disputa ao Senado em MS

Nos oputros 13, inclusive em Campo Grande, o primeiro colocado na disputa foi o Capitão Contar, também do PL

05/10/2026 13h28

O ex-governador Reinaldo Azambuja ficou em iprimeiro inclusive em municípios nos quais o presidente Lula superou Flávio Bolsonaro

O ex-governador Reinaldo Azambuja ficou em iprimeiro inclusive em municípios nos quais o presidente Lula superou Flávio Bolsonaro

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Com o discurso municipalista desde o primeiro mandato como governador e com apoio da maior parte dos prefeitos na disputa ao Senado neste ano, Reinaldo Azambuja (PL) foi o primeiro colocado em 66 dos 79 municípios neste domingo (34). Ele obteve 903.554, o que represanta 34,64% dos votos válidos.

Nos demais municípios, o vencedor foi o Capitão Contar, que recebeu 32,82% dos voto, ou 856.042. Preferido entre os “bolsonaristas raiz”, o militar aposentado venceu em municípios que estão entre os primeiros na produção agrícola, como Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia.

Campo Grande foi outro município que deu a maioria dos votos ao ex-militar. Foram 281.204 (32,76%). Azambuja, que é do mesmo partido, ficou perto disso, 272.817 (31,78%).

Desempenho semelhante ele obteve em Três Lagoas, cidade que está em terceiro lugar no ranking dos municípios com o maior número de eleitores. A diferença foi de apenas 586 votos. Foram 35.921 (34,44%) para o Capitão Contar e 35.335 (33,88%) para o ex-governador.

Entre as 13 cidades nas quais o chamado “bolsonarista raiz” se saiu melhor foi em Ivinhema, cidade comanda pelo prefeito youtuber Juliano Ferro, tradicional aliado de Reinaldo Azambuja e um dos poucos prefeitos que declaradamente disse estar apoiando o petista Vander Lubet para o Senado.

Os números das urnas mostraram que prestígio nas redes sociais está longe de ser sinônimo de transferência de votos. Ele tem mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais, mas o deputado federal Vander Loubet conseguiu apenas 13,03% dos votos, ou 3.368. O percentual ficou abaixo, inclusive, à média estadual do petista, que fechou com 13,88% dos votos, um total 361.920.

E, mesmo sendo preterido pelo prefeito Juliano Ferro, Contar ficou em primeiro lugar em Ivinhema, conseguindo 34,63% dos votos, ou 8.949.  São 147 votos a mair que o ex-governador, que ficou com 34,06% dos votos válidos, 8.802  

Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) foram eleitos senadores por Mato Grosso do Sul neste domingo (4). Com 100% das seções apuradas, Azambuja teve 903.554 votos, sendo 34,64%, e 856.045, 32,82%.

O município no qual Reinaldo Azambuja teve o melhor desempenho foi em Aral Moreira, na fronteira com o Paraguai. Dos votos válidos, recebeu 42,9% dos votos, o que equivale a 4.986. A vantagem sobre o colega de partido por de 1.222 votos.

Azambuja venceu até mesmo em Japorã, município onde o presidente Lula superou Flávio Bolsonaro na disputa à presidência, com 67,26% (3.273) contra 29,84% (1.452 ). Umas principais explicações é que em torno da metade do eleitorado é composto por indígenas e por conta disso o deputado Vander Lubet ficou em segundo lugar para o Senado, superando Contar.

Em outras cidades com vitória de Lula no primeiro turno também deixaram o Capital Contar para trás. Em Miranda, ele ficou em terceiro, mas com Azambuja em Primeiro. Em Dois Irmãos do Buriti, o mais bem votado foi Azambuja, seguido por Soraya Tronicke, Vander Loubet e Capital Contar.

RIVAIS HISTÓRICOS

Após 30 anos, Zeca derrota Puccinelli nas urnas pela primeira vez

Depois de protagonizarem embates em pleitos para o cargo de prefeito e governador, petista conseguiu vitória sobre André em eleição onde não eram 'rivais' diretos apesar das provocações

05/10/2026 10h40

Após iniciarem a década de 90 como contemporâneos na Assembleia Legislativa, ambos voltam à Casa de Leis

Após iniciarem a década de 90 como contemporâneos na Assembleia Legislativa, ambos voltam à Casa de Leis Gerson Oliveira e Marcelo Victor/Montagem Correio do Estado

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Concorrendo dessa vez na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, conseguiu a primeira vitória em 30 anos contra seu rival histórico André Puccinelli. Com ambos disputando para deputado estadual, o petista teve 42.714 contra 40.602 votos válidos. 

Segundo o resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após todas as urnas apuradas no último domingo (05), a diferença entre os rivais históricos nas Eleições 2026 foi de 2.112 votos válidos. Com Zeca pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e Puccinelli pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ambos conseguiram uma cadeira na Assembleia Legislativa. 

Após iniciarem a década de 90 como contemporâneos na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, ambos buscavam voltar à Casa de Leis, depois de travarem embates em pleitos para o Governo do Estado e também para o Executivo da Capital, Campo Grande, ainda em 1996, o que marcou o início dessa rivalidade.

Neste ano Mato Grosso do Sul alcançou o feito histórico pois estava sem reeleger governador no primeiro turno há 16 anos, ocasião justamente em que André Puccinelli conseguiu sua segunda vitória direta sobre Zeca, em 2010. 

2 a 1

Já em março deste ano, em entrevista à rádio Rede Top FM, André relembrou a disputa contra o petista e provocou, afirmando que Zeca poderia "pedir música no Fantástico" após o resultado das urnas nas eleições de 2026. 

Nessa entrevista Puccinelli relembrou o pleito disputado em 1996, o qual André e Zeca disputavam pela cadeira de prefeito de Campo Grande e que o emedebista venceu no segundo turno por 131.124 contra 130.713, uma diferença de 411 votos válidos. 

"Ele ainda tem dor de cotovelo porque eu ganhei por 411 votos de diferença. Até hoje o Zeca reclama que ganhei roubando a eleição dele". 

Depois disso passaram um tempo sem se enfrentarem diretamente, com um sempre "surfando na onda" da candidatura do outro pelo embate histórico, e com cada um conseguindo derrotar o projeto político apoiado pelo rival quando não estavam frente a frente nas urnas. 

Foi o que aconteceu em 2022, por exemplo, quando Zeca do PT conseguiu se reeleger governador por Mato Grosso do Sul no segundo turno em cima de Marisa Serrano, com mais de 81 mil votos válidos à frente da candidata apoiada à época por Puccinelli. 

Como já estava dois mandatos consecutivos como chefe do Executivo de MS, Zeca não pôde disputar a eleição de 2006, mas viu o candidato por ele apoiado, Delcídio do Amaral, ser esmagado por Puccinelli já no primeiro turno com uma diferença de 276.059 votos válidos.  

Dados compilados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS), sobre a eleição de 2010, mostram que André faturou o pleito em questão com uma larga margem sobre seu rival Zeca do PT, sendo 704.407 contra 534.601 votos válidos. 

Neste caso eles disputavam um retorno para o cargo de Governador, com a vitória do emedebista consolidada por 169.806 votos de diferença. "Ou seja, está 2x0 para o André Puccinelli, lavada de novo", afirmou em março deste ano. 

Porém, neste ano o petista conseguiu superar o desafio público feito por André e "descontar no placar". Na mesma entrevista em março deste ano, Puccinelli afirmou que conseguiria mais votos que Zeca e ainda daria uma vantagem para o adversário. 

"Faço um desafio público: Zeca, vou lhe dar 15 mil votos de lambuja no Estado e, mesmo assim, tenho certeza que farei mais votos que você. E você poderá pedir música no fantástico, pois será a terceira derrota para mim", disse Puccinelli em tom de ironia. 

 

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