Política

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Sibutramina: faz mal ou não?

Sibutramina: faz mal ou não?

Redação

09/03/2010 - 07h57
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Você sabia que o Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de medicamentos para emagrecer? Mais de 40% da nossa população vive com sobrepeso e mais de 10% sofre com os efeitos da obesidade. Para enfrentar o problema, muitas pessoas correm para o consultório médico o que resulta em três recomendações: reeducação alimentar, prática regular de atividades físicas e remédio para emagrecer. Pois agora um dos medicamentos mais populares para perda de peso, a sibutramina, está na mira de autoridades sanitárias de todo o mundo. O motivo? Um estudo feito na Europa, que envolveu 10 mil pacientes durante seis anos, apontou que os riscos com o seu uso parecem ser muito maiores do que os benefícios. Problemas cardiovasculares Concluído em 2009, o estudo mostrou um crescimento de 16% das chances de desenvolvimento de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio, parada cardíaca e derrame entre os pacientes obesos ou com sobrepeso que usam medicamentos à base de sibutramina. De acordo com as autoridades sanitárias da Europa, a perda de peso resultante do uso desses medicamentos é bem pequena – em média, de dois a quatro quilos. Ou seja: afeta a saúde e não resolve o problema. O resultado repercutiu em vários países. Nos Estados Unidos, mesmo com pedidos de grupos de defesa de consumidores para que os produtos sejam retirados do mercado, os órgãos responsáveis pela regulação de medicamentos, pediram aos fabricantes que coloquem na bula a contraindicação do uso em pacientes com histórico de doenças cardiovasculares. Na Europa, a decisão foi radical: no dia 21 de janeiro deste ano, a Agência Europeia de Medicamentos (Emea) proibiu o uso da sibutramina no continente. No Brasil a situação está sendo avaliada. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), recebeu 37 notificações sobre reações adversas decorrentes do uso da sibutramina, sendo 14 delas referentes a problemas cardiovasculares. Ninguém morreu, mas foi dado o alerta. Em nosso país, a bula dos medicamentos com sibutramina fala da possibilidade de haver efeitos adversos sobre o coração, porém a única contraindicação se dirige a pessoas com histórico de distúrbios alimentares, como a anorexia. Porém, depois que a Emea soltou o comunicado sobre a proibição da sibutramina na Europa, a Anvisa enviou um alerta a médicos e farmacêuticos e ampliou o perfil dos pacientes que não devem usar a substância. Agora ela não pode mais ser prescrita a pacientes obesos com problemas ou antecedentes de doenças cardio e cerebrovasculares e também a quem é obeso, sofre de diabete mellitus tipo 2 e apresenta risco de desenvolvimento de problemas cardiovasculares. Ainda assim, a Câmara Técnica de Medicamentos da Anvisa vai se reunir para analisar se amplia as contraindicações ou proíbe de vez a sibutramina no Brasil.

1ª discussão

Deputados aprovam projeto que atualiza taxa de fiscalização do gás canalizado

Proposta modifica a metodologia de cálculo, cobrança e recolhimento da taxa, com o objetivo de adequar a regulação ao cenário atual do mercado de gás natural

09/12/2025 14h15

Foto: Divulgação / Alems

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Os deputados estaduais aprovaram, em primeira discussão, o Projeto de Lei 299/2025, que atualiza a Taxa de Fiscalização sobre os Serviços Públicos de Distribuição de Gás Canalizado (TFSG) em Mato Grosso do Sul.

A proposta, enviada pelo Governo do Estado, modifica a metodologia de cálculo, cobrança e recolhimento da taxa, com o objetivo de adequar a regulação ao cenário atual do mercado de gás natural. O texto segue agora para análise das comissões de mérito.

A aprovação ocorreu com dois votos contrários, mas, segundo o deputado Paulo Duarte (PSD), não se trata da criação de uma nova taxa. “Está fazendo uma equalização dos serviços e não a criação de uma nova taxa”, afirmou durante a sessão desta terça-feira (9).

O projeto foi apresentado em meio às mudanças estruturais no setor de gás natural no país. Na justificativa, o Executivo destaca que a abertura gradual do mercado e a ampliação do mercado livre provocaram uma transformação significativa na estrutura tarifária e regulatória, especialmente pela separação entre as atividades de comercialização, transporte e distribuição.

Diante desse novo contexto, o governo argumenta que a metodologia atual, baseada exclusivamente na receita bruta da distribuidora, tornou-se inadequada por “não refletir a efetiva dimensão econômica da atividade regulada”. O projeto propõe uma fórmula revisada para o cálculo da TFSG, considerada mais compatível com a realidade operacional e financeira do setor.

Após a aprovação em primeira discussão, segue o trâmite legislativo com encaminhamento às comissões responsáveis pela avaliação de mérito, antes de retornar ao plenário para segunda votação.

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PESQUISA

Direita e esquerda perdem abrangência para o centro em Mato Grosso do Sul

Pesquisa do Correio do Estado/IPR entrevistou 1.700 pessoas nos 12 maiores municípios de MS no período de 1º a 6 de dezembro

09/12/2025 08h20

Nos últimos três meses, o número de pessoas que se consideram mais alinhadas com o centro aumentou

Nos últimos três meses, o número de pessoas que se consideram mais alinhadas com o centro aumentou Divulgação/Antonio Augusto/Ascom/TSE

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A prisão do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) e o receio de uma possível repetição da polarização política entre direita e esquerda nas eleições de 2026, como a ocorrida no pleito de 2022, já começam a transparecer entre os eleitores sul-mato-grossense, conforme demonstrou pesquisa realizada pelo Correio do Estado e o Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) sobre como as pessoas se consideram mais alinhadas politicamente.

De acordo com o levantamento, nos últimos três meses, o número de pessoas que se consideram mais alinhadas com o centro aumentou, enquanto o número daquelas que se consideram mais à direita ou mais à esquerda caiu no Estado.

No caso da direita, o porcentual diminuiu de 40,00%, em agosto, para 34,76%, em dezembro, ou seja, queda de 5,24 pontos porcentuais no período.

Já a esquerda caiu de 13,75%, em agosto, para 11,06%, em dezembro, isto é, redução de 2,69 pontos porcentuais, enquanto o centro subiu de 23,25% para 28,82%, aumento de 5,57 pontos porcentuais.

O porcentual das pessoas que não sabem ou não quiseram responder também cresceu, saindo de 23,00% para 25,35%, crescimento de 2,35 pontos porcentuais.

Segundo análise do diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, essa questão da identificação das pessoas com direita, esquerda ou centro precisa ser avaliada com cuidado.

“Tanto o pessoal que é de direita quanto os que são de esquerda, com o tempo, parecem que estão diminuindo em Mato Grosso do Sul. Por outro lado, o número de quem se diz de centro ou de nenhuma corrente política tem crescido consideravelmente”, assegurou.

Para o diretor do IPR, isso só pode significar que quem está falando que é de centro ainda tem uma ideologia, ou seja, era de direita ou esquerda, se decepcionou e fala que é de centro porque ficou desapontado com alguma ação, alguma atitude da ideologia da qual era partidário.

“E esse ‘nenhum deles’ é do tipo de pessoas que não quer se alinhar à política. Eles são indiferentes, tanto faz a direita quanto a esquerda”, analisou.

Conforme Aruaque Barbosa, o porcentual somado dos que se declararam de centro mais os que não sabem ou não quiseram responder deu 54,17% neste mês, ou seja, “quem conseguir transitar para um espaço de não radicalismo vai pegar uma fatia grande desse eleitorado”.

“Porque, se você pegar os porcentuais da direita, que tem quase 35%, e da esquerda, com quase 12%, não são suficientes para eleger um governador ou um senador. Pois para se eleger um senador vai precisar dos votos desse pessoal de centro ou que se identifica como nenhum deles. E esse pessoal não está satisfeito com o extremismo, nem de um lado nem do outro”, afirmou.

O diretor do IPR apontou que os entrevistados estão cheios dessa questão da reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da ampla anistia para o ex-presidente Bolsonaro, que já está cumprindo uma pena de mais de 27 anos de prisão.

“Eles querem virar a página. Por isso que eles não estão se identificando com esse tipo de tema, não está tendo um clamor popular por esses temas”, assegurou.

Nos últimos três meses, o número de pessoas que se consideram mais alinhadas com o centro aumentou

A PESQUISA

O levantamento ouviu, no período de 1º a 6 de dezembro de 2025, 1.700 pessoas com 16 anos ou mais, distribuídas pelos municípios de Campo Grande, Dourados, Sidrolândia, Ponta Porã, Nova Andradina, Amambai, Paranaíba, Aquidauana, Três Lagoas, Naviraí, Maracaju e Corumbá, tendo grau de confiança de 95%, com margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Apesar de ter sido feita nos 12 maiores municípios sul-mato-grossenses, a pesquisa cobre a maior parte da capacidade eleitoral do Estado, ou seja, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

Como as 12 cidades pesquisadas concentram mais de dois terços de todos os eleitores, a ausência dos municípios pequenos não distorce a tendência geral.

Dois terços do eleitorado representam cerca de 1,25 milhão de eleitores, enquanto o Estado tem cerca de 1,88 milhão de eleitores (dado utilizado nas análises de 2022-2024).

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