Política

AGORA É OFICIAL

Simone, enfim, concordou em compor governo de Lula como ministra do Planejamento

Agora, MS, terá duas ministras na gestão petista, a senadora do MDB e Cida Gonçalves, do PT, anunciada ministra da Mulher

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Agora, sim, é oficial: a senadora sul-mato-grossense Simone Tebet, do MDB, enfim, deve ser anunciada entre esta terça-feira (27) e amanhã, a escolhida pelo eleito presidente Lula, como a ministra do Planejamento do governo petista, que assume o mandato no domingo (1).

A informação foi confirmada por aliados de Simone e colunistas da imprensa que cobre a política, em Brasília.

Semana passada, Lula anunciou como a ministra da Mulher, a petista Cida Gonçalves, que mora em Campo Grande (MS) há quase quatro décadas e que atuou no governo de Zeca do PT, em 1999.

Cida também atuou nos mandatos de Lula e Dilma.

INDECISA


Até ontem, segunda-feira (26), Simone estaria indecisa entre os ministérios das Cidades e o do Planejamento.

Antes, contudo, ela quis chefiar o ministério do Desenvolvimento Social, mas o PT não abriu mão da pasta por achar que a senadora poderia privilegiar-se politicamente porque ia lidar com questões sociais amplas, como o programa Bolsa Família. 

A senadora, acreditam os petistas, potencial candidata à Presidência da República, daqui quatro anos, poderia crescer sua popularidade no comanda da pasta, daí o impasse de qual ministério ele ocuparia.

O ministério do Planejamento também conquistou maior visibilidade.

É que uma das missões da pasta é o do conduzir o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). E, antes de Simone aceitar o convite de Lula a PPI seria uma atribuição da Casa Civil do governo petista.

Simone Tebet tem 52 anos de idade, já ocupou em MS mandatos de deputada estadual, prefeita de Três Lagoas, vice-governadora e senadora.

Ela ainda não se manifestou sobre sua ida para o Planejamento.

Bens

Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível

20/05/2026 19h00

Carla Zambelli

Carla Zambelli Agência Câmara

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A ex-deputada federal Carla Zambelli terá um imóvel penhorado por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Na ação, a parlamentar foi condenada a pagar indenização de R$ 17,7 mil pelo uso indevido de uma foto de Guilherme Boulos (PSOL-SP). Como não quitou a dívida, a Justiça determinou a penhora do bem. A decisão foi publicada na segunda-feira, 18.

A execução ocorrerá em um imóvel localizado em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo. No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível de Itaquera, determinou que o "oficial de justiça deverá relacionar os bens que encontrar, ainda que entenda não serem passíveis de penhora" Os itens serão avaliados e poderão ser levados a leilão.

Em 2021, Zambelli publicou críticas a Boulos e utilizou uma imagem produzida pelo fotógrafo Peter Leone. Segundo o processo, a parlamentar não pagou os direitos autorais nem obteve autorização do profissional para usar a foto.

A defesa do fotógrafo afirmou que Zambelli "usurpou trabalho alheio". Já a ex-parlamentar argumentou que Leone havia cedido a imagem a um banco de imagens e que, por isso, ela poderia utilizá-la sem pagamento. A justificativa, no entanto, foi rejeitada pela Justiça paulista, uma vez que a ex-deputada não comprovou no processo que a foto havia sido disponibilizada para uso livre de direitos autorais.

Zambelli está presa na Itália desde 2025 e enfrenta um processo de extradição. Ela deixou o país após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, assim como o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para acessar o sistema do CNJ e inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em outro processo, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O caso diz respeito à ocasião em que ela perseguiu, armada, um homem após uma discussão política em São Paulo.

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Suspensão

Conselho aprova suspensão de Pollon e outros dois deputados por motim na Câmara

Documento destaca que a representação possui "vícios insanáveis, os quais afrontam diretamente a Constituição Federal"

20/05/2026 16h45

Divulgação

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Os deputados federais Marcos Pollon (PL), Marcell van Hattem (Novo-RS), e Zé Trovão (PL-SC) apresentaram, na terça-feira (19), recursos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados contra a decisão de suspensão de dois meses aprovada pelo Conselho de Ética, pela ocupação da mesa diretora em defesa dos presos de oito de janeiro.

Ala bolsonarista ocupou o plenário da Câmara por mais de 30h após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pedem a anulação do processo e alegam desproporcionalidade da medida aplicada.

O documento destaca que a representação possui "vícios insanáveis, os quais afrontam diretamente a Constituição Federal, o devido processo legal o contraditório, a ampla defesa e os princípios mais elementares do direito sancionador", destacou o deputado.

A defesa aponta nulidade do processo devido ausência de individualização da conduta atribuída a Pollon e os demais parlamentares, em afronta ao artigo 41 do Código de Processo Penal, aplicado subsidiariamente ao processo disciplinar parlamentar. 

O deputado também aponta o cerceamento de defesa, pois, segundo ele, "todas as testemunhas apresentadas foram impedidas de depor". 

A CCJ vai avaliar se houve falha ou abuso procedimental durante o processo no Conselho de Ética. O processo também precisa passar por votação do plenário da Câmara dos Deputados.  São necessários 257 votos para confirmar a suspensão.

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