Política

FIM DA NOVELA?

Flávio bate martelo sobre Senado em MS e manda Pollon sair candidato a deputado

Após pedido levado por Rogério Marinho, senador rejeitou o apelo do parlamentar e confirmou a "dobradinha" Azambuja e Contar

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, colocou um ponto final na disputa interna no partido pela segunda vaga ao Senado em Mato Grosso do Sul.

Após analisar o pedido levado pelo secretário-geral da legenda, senador Rogério Marinho (PL-RN), Flávio decidiu manter a escolha feita anteriormente pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e confirmou o ex-deputado estadual Capitão Contar como companheiro de chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja na corrida ao Senado.

Com a decisão, o deputado federal Marcos Pollon (PL) deixa de vez a disputa pela vaga majoritária e será candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.

A palavra final de Flávio Bolsonaro era aguardada nos bastidores do partido porque ele era considerado a única liderança com força política para reverter a decisão tomada por Valdemar Costa Neto.

No entanto, o senador optou por prestigiar a definição da executiva nacional e rejeitou o pedido de Pollon, encerrando a queda de braço que movimentou o PL de Mato Grosso do Sul nas últimas semanas.

A definição também representa a confirmação da estratégia eleitoral construída pela direção nacional da legenda. Desde a semana passada, Valdemar Costa Neto havia decidido que Capitão Contar seria o segundo nome do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul.

A escolha foi baseada, entre outros fatores, nos levantamentos realizados pelos institutos Quaest e Paraná Pesquisas, contratados para avaliar o cenário eleitoral no Estado.

Mesmo diante da decisão, Pollon não se conformou inicialmente com o resultado e intensificou uma articulação em Brasília na tentativa de reverter o quadro.

O parlamentar esteve reunido com Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho, oportunidade em que defendeu sua candidatura ao Senado, ressaltou que foi o deputado federal mais votado de Mato Grosso do Sul em 2022 e questionou os critérios utilizados pela direção nacional para optar por Capitão Contar.

Nos bastidores, a movimentação do deputado chegou a provocar um novo ambiente de incerteza dentro da legenda.

Diante da pressão exercida por Pollon, Valdemar evitou encerrar definitivamente o assunto e transferiu a discussão para Rogério Marinho, que decidiu consultar Flávio Bolsonaro antes de qualquer anúncio oficial.

O gesto alimentou a expectativa de aliados de Pollon de que a decisão pudesse ser revertida. Como Flávio Bolsonaro é uma das principais lideranças nacionais do partido e pré-candidato à Presidência da República, sua manifestação era vista como decisiva para solucionar o impasse.

Após conversar com Rogério Marinho e analisar o cenário, Flávio Bolsonaro decidiu manter a posição já adotada pela direção nacional.

Com isso, confirmou Capitão Contar como segundo pré-candidato ao Senado pelo PL, ao lado de Reinaldo Azambuja, preservando integralmente a decisão anteriormente tomada por Valdemar Costa Neto.

O desfecho encerra semanas de especulações e de intensa disputa interna entre os dois principais nomes do partido no Estado. Desde que a escolha de Contar foi anunciada, Pollon buscou apoio de lideranças nacionais para tentar reabrir a discussão, movimento que levou o assunto novamente à cúpula do partido.

Apesar da derrota política, Pollon afirmou a interlocutores que recebeu a decisão com serenidade. Em conversa após o desfecho, o deputado disse estar “em paz”, negou qualquer desentendimento com Flávio Bolsonaro e afirmou que aguarda apenas uma ligação do senador para conversar sobre o assunto.

De acordo com ele, não houve rompimento nem desgaste pessoal entre ambos. A manutenção de Pollon na chapa proporcional também atende à estratégia eleitoral do PL para a Câmara dos Deputados, onde o partido pretende ampliar sua bancada federal.

Como um dos principais puxadores de votos da legenda, Pollon passa a ser peça importante na composição da nominata de candidatos a deputado federal.

Com o impasse finalmente superado, a direção estadual do partido poderá concentrar esforços na preparação da convenção, marcada para o dia 1º de agosto, em Campo Grande, quando serão homologadas oficialmente as candidaturas do PL para as eleições deste ano.

Dessa forma, a chapa majoritária da legenda chega praticamente definida para a convenção: Reinaldo Azambuja ocupará a primeira vaga ao Senado, enquanto Capitão Contar será homologado como o segundo candidato da sigla.

Já Marcos Pollon buscará um novo mandato na Câmara dos Deputados, encerrando uma das principais disputas internas vividas pelo PL de Mato Grosso do Sul neste período pré-eleitoral.

*Saiba

A partir do dia 20, os partidos políticos e as federações iniciam uma das etapas mais importantes do calendário das eleições: o período de realização das convenções partidárias.

As reuniões poderão ocorrer até o dia 5 de agosto, prazo em que as legendas deverão oficializar seus candidatos e deliberar sobre a formação de coligações.

Evolução patrimonial

Patrimônio de Simone Tebet cresce R$ 8,3 milhões em quatro anos

Senadora alega que crescimento decorre de antecipação de herança realizada por sua mãe

14/08/2026 18h00

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSD)

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSD) Lula Marques/Agência Brasil

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O patrimônio declarado da ex-ministra e candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) cresceu R$ 8,3 milhões e saltou de R$ 2,3 milhões para R$ 10,6 milhões entre 2022 e 2026.

O acréscimo absoluto representa um crescimento nominal de 356,32%, o que equivale a um avanço de 275% quando considerada a correção da inflação do período pelo IPCA.

Natural de Três Lagoas, Tebet já foi senadora por Mato Grosso do Sul, registrou os dados no Tribunal Superior Eleitoral para disputar uma das duas vagas ao Senado pelo estado de São Paulo.

Segundo nota oficial divulgada pelo comitê de campanha da candidata, a evolução de R$ 8 milhões na declaração decorre da regularização de uma gleba de terra localizada em Alvorada do Sul, adquirida pela família há quase 30 anos.

O terreno foi transferido para o nome de Simone Tebet por meio de antecipação de herança realizada por sua mãe, que mantém o usufruto do imóvel.

A análise detalhada dos dados entregues à Justiça Eleitoral aponta que a maior parte do patrimônio da ex-ministra do Planejamento está imobilizada em propriedades e com pouca liquidez em caixa.

Em Três Lagoas, cidade onde Tebet já foi prefeita, possui três terrenos, uma casa e um apartamento, enquanto em Campo Grande  concentra outros três apartamentos.

Em contrapartida, as contas bancárias e aplicações financeiras da candidata somam apenas cerca de R$ 35 mil.

Os registros históricos do tribunal revelam que os bens cresceram de forma linear por 14 anos antes de sofrerem a variação abrupta atual.

Simone Tebet declarou R$ 1.297.586,18 em 2008, quantia que oscilou para R$ 1.595.867,88 em 2010 e R$ 1.575.566,39 em 2014, chegando a R$ 2.323.735,38 nas eleições de 2022, antes de atingir os atuais R$ 10.603.573,49.

Com informações de Estadão Conteúdo
 

Domingo

Pardal passa a receber denúncias de propaganda eleitoral irregular a partir do dia 16

Ferramenta estará disponível a partir de 16 de agosto, início oficial da propaganda eleitoral

14/08/2026 14h15

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou o uso do aplicativo Pardal Móvel para o recebimento de denúncias de propaganda eleitoral irregular nas Eleições Gerais de 2026, ferramenta disponível a partir deste domingo (16), prazo inicial para propagandas eleitorais.

O recurso permite que eleitoras e eleitores encaminhem denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pela fiscalização desse tipo de infração.

A regulamentação foi estabelecida pela Portaria TSE nº 451/2026, assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e publicada dia 27 de julho no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

O objetivo é ampliar a participação da população na fiscalização das campanhas eleitorais e agilizar o encaminhamento de informações sobre possíveis irregularidades.

O sistema será composto por três módulos. O Pardal Móvel será um aplicativo gratuito para smartphones e tablets, disponível nas plataformas Google Play e App Store.

Pardal ADM

Já o Pardal ADM será utilizado exclusivamente pela Justiça Eleitoral para gerenciar as denúncias recebidas, enquanto o Pardal Web permitirá o acompanhamento de estatísticas dos registros.

Para utilizar o aplicativo, será necessário fazer a autenticação por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. Apesar da identificação obrigatória, a identidade da pessoa denunciante permanecerá protegida por sigilo, independentemente da forma de acesso escolhida.

Ao registrar uma denúncia, o usuário deverá descrever a suposta irregularidade. Um agente automatizado fará uma classificação preliminar entre propaganda eleitoral irregular na internet e outras formas de propaganda irregular.

Antes do preenchimento das informações complementares, o sistema exibirá orientações sobre o que é permitido ou proibido pela legislação eleitoral, medida que busca reduzir o número de denúncias equivocadas.

A classificação sugerida poderá ser alterada pelo próprio denunciante. Também será possível anexar fotos, vídeos, áudios e links relacionados ao caso. Após o envio, o sistema emitirá um número de protocolo para acompanhamento da denúncia, que poderá ser consultada pelo aplicativo ou por um link enviado ao e-mail informado. A portaria prevê ainda que denúncias fora do escopo do Pardal sejam direcionadas aos canais competentes.

Casos relacionados à desinformação eleitoral serão encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), enquanto denúncias sobre crimes eleitorais e outros ilícitos deverão ser enviadas aos canais eletrônicos do Ministério Público Eleitoral (MPE) de cada estado.

No ambiente interno da Justiça Eleitoral, o Pardal ADM permitirá que TREs e juízos eleitorais façam a gestão das denúncias por diferentes perfis de acesso, como administrador, triagem, cartório e consulta.

O sistema também possibilitará o encaminhamento automático das ocorrências às zonas eleitorais competentes, conforme critérios como município, categoria da denúncia ou equipe responsável pela análise.

Outra novidade é a possibilidade de envio de notificações eletrônicas a candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações mencionados nas denúncias para apresentação de esclarecimentos ou comprovação da regularização da situação.

Além disso, as ocorrências poderão ser autuadas diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe), na classe processual Notícia de Irregularidade de Propaganda Eleitoral (Nipe), o que deve dar mais rapidez ao tratamento dos casos pela Justiça Eleitoral.

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