Política

PROTEÇÃO

Simone Tebet é ameaçada de morte e pede escolta da Polícia Legislativa

As ameaças mais graves ocorrem de maneira on-line

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Após declarar voto e fazer expressiva campanha no segundo turno para o presidente eleito Lula, do PT, a senadora Simone Tebet, do MDB, que concorreu ao pleito no primeiro turno, passou a ser alvo de bolsonaristas e a receber ataques e ameaças de morte pelas redes sociais. Nas úlimas semanas as ofensas se intensificaram.


As ações contra a integridade física da senadora, a obrigou a solicitar uma escolta permanente da Polícia Legislativa do Senado.


A assessoria de Tebet explicou ao Correio do Estado que após o primeiro turno das eleições, ela ficou sem segurança, pois equipe da Polícia Federal (PF) acompanhava ela enquanto candidata no primeiro turno, mas ficou restrita apenas enquanto concorria ao pleito.


"De fato a senadora solicitou segurança legislativa. Que é concedida ao parlamentar, mediante solicitação, para quando não estiver em Brasília", disse a assessoria, que reiterou que as ameças mais agressivas ocorrem de maneira on-line.


Também foi confirmado que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do PSD, autorizou a escolpa à Simone, que a partir de agora terá 24 horas de proteção onde quer que ela esteja.

Adiamento

Câmara adia definição sobre possível suspensão de Pollon

Representação está relacionada a um discurso realizado pelo parlamentar durante manifestação em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro

19/05/2026 16h30

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados adiou para esta quarta-feira (20) o parecer sobre a suspensão do mandato do deputado federal Marcos Pollon (PL). 

A suspensão previa afastamento de três meses, contudo, a punição a ser votada nesta quarta prevê punição de 60 dias, representação relacionada a um discurso realizado pelo parlamentar durante manifestação em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, discurso realizado em agosto do ano passado, em Campo Grande.

No parecer apresentado ao colegiado, o relator entendeu que a manifestação do deputado ultrapassou os limites considerados adequados para o exercício parlamentar.

Pollon, no entanto, afirma ser alvo de perseguição política e questiona a condução do processo disciplinar. Segundo o deputado, o pedido de punição foi motivado diretamente pelo discurso em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

"Discursar é não apenas um direito, mas uma das funções essenciais do mandato, atividade indispensável à democracia e integralmente protegida pela Constituição, independentemente do conteúdo da fala", declarou o parlamentar ao comentar a representação.

Além da análise do novo parecer, também terminou nesta terça-feira o prazo para apresentação de recurso à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) contra outra decisão do Conselho de Ética que já havia recomendado suspensão de dois meses do mandato do deputado federal.

Neste caso, o processo está relacionado à ocupação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados durante protesto de parlamentares em defesa dos presos pelos atos antidemocráticos.

Segundo aliados do deputado, mais de 100 parlamentares participaram da manifestação, mas apenas três foram alvo de representação disciplinar.

Indefinição

Apesar do apoio do ex-presidente, o nome de Pollon não é unanimidade no partido e a segunda vaga segue em disputa, já que Pollon afirma ter direito a vaga pelo partido, enquanto o pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diz que haverá uma pesquisa para definição do nome, que inclui o ex-deputado estadual Capitão Contar no páreo. 

No mês passado, em sua primeira visita a Campo Grande como pré-candidato, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que, até o momento, o ex-governador Reinaldo Azambuja é o único pré-candidato ao Senado pelo PL que tem um lugar assegurado na chapa para disputar as eleições de outubro.

Flávio Bolsonaro disse que o nome de quem será o pré-candidato será decidido após pesquisas e minimizou a carta escrita pelo pai, afirmando que ele não sabia do acordo que haveria uma pesquisa.

*Atualizado às 16h50 para acréscimo de informações 

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Declaração

'Tarcísio não é invencível e tem telhado de vidro', diz Simone Tebet em entrevista

Tebet citou problemas de gestão e entregas atribuídas a governos anteriores e ao governo federal

19/05/2026 15h00

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet Arquivo

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Tarcísio de Freitas (Republicanos) não é "invencível" e tem "telhado de vidro" para a disputa eleitoral em São Paulo, disse Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento e pré-candidata ao Senado, no Frente a Frente, do Canal UOL nesta segunda-feira (18). 

Questionada sobre o cenário paulista e a avaliação de que o governador paulista teria reeleição fácil, Tebet que migrou recentemente para o PSB, citou problemas de gestão e entregas atribuídas a governos anteriores e ao governo federal.

"Ninguém é invencível em uma eleição. Eleição é uma caixinha de surpresa; só sabemos o resultado depois que as urnas são fechadas e apuradas. Tarcísio não é invencível. Ele tem telhado de vidro, com políticas que foram prometidas e que não foram entregues. Um marketing muito bom".

A ex-ministra disse que pretende contestar a narrativa de entregas do governo paulista e apontou que parte das obras e programas em São Paulo depende de recursos federais. Na avaliação dela, isso abre espaço para disputa política durante a campanha.

"Nós vamos mostrar que outras tantas são fruto ou de financiamento aprovado pelo governo federal ou mesmo de investimentos maciços, que vão desde programas habitacionais até obras estruturantes do governo federal aqui no estado de São Paulo". 

À frente nas pesquisas

Pesquisa Gerp divulgada nesta segunda-feira (18) mostra Simone Tebet na liderança da corrida ao Senado por São Paulo, com 24% das intenções de voto. Marina Silva (Rede) aparece logo atrás, com 23%.

O deputado Guilherme Derrite (PP-SP) registra 18% e também aparece em empate técnico com Marina.

Segundo o instituto, Derrite lidera em cenário no qual os eleitores são informados sobre apoios de Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro.

Levantamento ouviu 1.400 pessoas entre os dias 11 e 15 de maio. A margem de erro é de 2,67 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95,55%.

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