Política

CONFLITOS NO CAMPO

Simone Tebet sugere indenização de fazendeiros como problema para demarcação de terras indígenas

Em entrevista coletiva Tebet lembrou que uma PEC prevendo indenização está parada na Câmara dos Deputados há quatro anos

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A ministra do Planejamento e Orçamento Nacional, Simone Tebet, afirmou, durante entrevista coletiva em Campo Grande, nesta segunda-feira (15), que a demarcação de terras indígenas será resolvida se os fazendeiros donos de propriedades localizadas em territórios ancestrais forem indenizados para que deixem suas terras. 

De acordo com Tebet, para ser uma solução ainda é preciso que a indenização seja em dinheiro e calculada de forma justa, contudo, a ministra não detalhou qual seria a melhor forma de estimar de quanto seria o valor indenizatório e quais os critérios levados em consideração. 

A ministra ainda lembrou que quando foi senadora por Mato Grosso do Sul, em 2011, ajudou na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 71/2011, em que a indenização de proprietários rurais é prevista. 

“Eu ajudei a elaborar essa PEC e aprovamos por unanimidade, mas ela está parada na Câmara [dos Deputados] faz quatro anos. Nós temos que retomar essa PEC, melhorar e garantir a aprovação”. 

E completou: “É um pleito que veio do governador e nós vamos ajudar nisso pra que a gente possa garantir paz no campo e resolver a questão fundiária”, pontuou. 

Apesar de propor esta solução, Tebet também destacou que a resolução dos conflitos no campo só poderá ter andamento se o governo tiver vontade política e responsabilidade com a população indígena e com os produtores rurais porque é uma questão relevante e necessária. 

Por outro lado, a ministra enfatizou que se aprovada, a PEC não vai garantir indenizações para todos os proprietários porque em casos de grilagem, mineração ilegal e desmatamento de terra pública, o proprietário da área ou quem atua nela não pode receber dinheiro para deixa-lá. 

“Porém, toda demarcação de áreas indígenas podem ser feitas, desde que haja o pagamento prévio e justo em dinheiro porque a Constituição [Federal] não previa o pagamento e isso gerou conflito. 

“Se isso foi feito eu acho que a gente resolve grande parte do problema. Ninguém é contra a demarcação de área indígena, mas também não podemos tirar o proprietário que tem título, que comprou, que planta e produz sem o devido direito à indenização”, concluiu.

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filho investigado

Lula diz tratar com 'muita seriedade' caso sobre Lulinha e afirma: 'Investigue-se'

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de tráfico de influência em negócios de aliados no governo federal

23/08/2026 20h00

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Reprodução

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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre as investigações contra o seu primogênito, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, neste domingo, 23. Em entrevista à Record, Lula diz tratar com "muita seriedade" o caso envolvendo o filho.

A entrevista com o presidente está prevista para ser transmitida no mesmo horário do debate presidencial da Band em parceria com o Estadão na noite do domingo.

Lula desistiu de enfrentar os adversários e reclamou do convite aos candidatos Romeu Zema (Novo), que também disse que vai se ausentar no domingo, e Renan Santos (Missão).

À Record, o presidente negou tentar barrar as investigações contra Lulinha. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. [...] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", disse.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações conduzidas pela Polícia Federal investigam suspeitas de tráfico de influência em negócios de aliados no governo federal.

Os casos envolvem o Ministério da Saúde, a Dataprev e outras estruturas da administração pública.

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

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