Política

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Sob risco de ataque, Artuzi é transferido para o Garras

Sob risco de ataque, Artuzi é transferido para o Garras

Redação

25/09/2010 - 09h27
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Fernanda Brigatti e Maria Matheus

O prefeito Ari Artuzi (sem partido) foi transferido secretamente na noite de quinta-feira (23) do 3º Distrito Policial de Campo Grande, por medidas de segurança, para a delegacia do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros). A mudança foi necessária porque informes da polícia relataram a armação de um possível ataque ao 3º DP, cujo efetivo, no plantão, é de dois policiais. O prefeito teria sido ameaçado de morte.
Além da segurança de Artuzi em risco, a transferência também foi necessária para normalizar o funcionamento do 3º DP, segundo o secretário de Estado de Justiça e de Segurança Pública, Wantuir Jacini. “O efetivo da delegacia estava todo empregado na segurança do prefeito. Em compensação, as investigações e inquéritos estavam sofrendo prejuízos, porque ele estava há 23 dias lá”, explicou.
Agora, com a saída de Artuzi, o contingente da delegacia voltará a fazer diligências de inquéritos em andamento, mas que ficaram parados no período. Na avaliação de Jacini, as informações levantadas pelos policiais sobre ameaças a Artuzi não tinham consistência. Mesmo considerando inverossímel a notícia de possíveis ataques à delegacia, por precaução, ele decidiu transferir o prefeito e determinar a investigação de eventuais planos de matá-lo.
Ari Artuzi foi preso pela Polícia Federal, em Dourados, em 1º de Setembro. No mesmo dia foi transferido para a Capital, também como medida de segurança. Ele é um dos 60 indiciados pela PF em decorrência da Operação Uragano, que desmontou um esquema de pagamento de propina e fraude em licitações, que envolvia vereadores, empreiteiros, secretários municipais e servidores.

Liberdade
A defesa de Ari Artuzi ingressou ontem com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar tirá-lo da cadeia, assim como a primeira-dama de Dourados, Maria Aparecida de Freitas. O advogado Carlos Marques considera “absurdo” a Justiça manter seu cliente atrás das grades, mesmo depois de decidir afastá-lo do cargo e de decretar o sequestro de seus bens. Marques suspeita de um movimento para forçar o prefeito a renunciar ao mandato.
O Tribunal de Justiça só julgaria em outubro o pedido da defesa para libertar o prefeito afastado. “Não tem motivos para mantê-los presos. Eles já foram denunciados, todas as provas foram colhidas, ele foi afastado da função, teve sequestro dos bens, o que mais eles querem?”, questionou o advogado. “Querem que as meninas fiquem sem pai e sem mãe! Isso é totalmente sem sentido, sem noção!”, criticou.
O advogado comentou que o Ministério Público propôs a advogados de outros réus o benefício da delação premiada, mas com a condição de renunciarem o mandato.  “Não sei se chega a ser uma manobra (para forçá-lo a renunciar), mas é no mínimo estranho (manter Artuzi na cadeia)”, comentou. Segundo o advogado, o MP não propôs a Artuzi a renúncia. O prefeito afastado descarta a possibilidade de renunciar.
A expectativa é que o STJ julgue o habeas corpus até quarta-feira, três dias antes das eleições. Artuzi só concederá entrevista à imprensa depois de deixar a cadeia.

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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