Política

REFORMA POLÍTICA

Sociedade prepara propostas de projeto

Sociedade prepara propostas de projeto

AGÊNCIA BRASIL

29/03/2011 - 19h10
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Um conjunto de propostas de iniciativa popular que visam a reforma política foi apresentado hoje (29) por entidades representativas da sociedade civil, entre elas a Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). O documento tem o objetivo de elaborar uma proposta de projeto de lei de iniciativa popular para ser entregue ao Congresso nacional.

O texto receberá contribuições e críticas até o dia 25 de abril. Os encaminhamentos podem ser feitos para o e-mail [email protected]. "Somente com a participação popular, com propostas e contribuições é que poderemos encaminhar ao Congresso, um projeto de lei efetivamente para a sociedade, assim como foi o projeto que se transformou na Lei da Ficha Limpa", disse Osíris de Almeida, representante do MCCE.

Com o documento, a sociedade civil espera alcançar o fortalecimento da democracia direta, a democratização dos partidos políticos, uma reforma não só política, mas no sistema eleitoral brasileiro, e um controle social do processo eleitoral. "A partir dessa reforma, esperamos contribuir para aprimorar o sistema eleitoral brasileiro e aprofundar a democracia", disse Osíris de Almeida.

A sociedade civil também propõe que seja feito um referendo para definir o aumento no salário e benefícios dos parlamentares, dos ministros de estado, do presidente da República e de ministros do STF. Que os partidos só poderão ser financiados por recursos próprios e por contribuições de seus filiados e a destinação de pelo menos 30% do tempo de propaganda política para a promoção da participação da mulher, do afro-descendentes, dos indígenas, do público LGBT, dos jovens e de pessoas com deficiência.

senadora por ms

Tereza Cristina: Se eleito, Flávio Bolsonaro terá de equilibrar relação com China e EUA

Senadora de MS disse que as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais

12/10/2026 20h00

Foto: Senado

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou à GloboNews que, caso Flávio Bolsonaro (PL) assuma a Presidência da República, terá de equilibrar as relações comerciais do Brasil com a China e os Estados Unidos, diante dos interesses concorrentes das duas potências no agronegócio. Segundo ela, as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais.

"Quando a pessoa senta naquela cadeira, as responsabilidades mudam", afirmou a senadora, em entrevista ao comentar como poderá ser a política de comércio exterior em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. "Ele vai ter que ver as questões do Brasil, o que é importante para o Brasil", acrescentou.

Tereza Cristina disse que não conversou com Flávio sobre como ele pretende conduzir a política externa e comercial. Ressaltou, porém, que o agronegócio brasileiro mantém uma relação comercial importante com a China, principal compradora dos produtos do setor, enquanto os Estados Unidos são um concorrente do Brasil no abastecimento desse mercado em várias commodities.

"O agro que exporta tem uma relação com a China muito forte, porque ela é a nossa maior compradora, e competimos com os Estados Unidos com essa relação", disse.

Na avaliação da senadora, a relação com Washington também exigirá equilíbrio, considerando a importância dos investimentos norte-americanos no Brasil. Ela afirmou que os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no País e um parceiro importante para a economia brasileira.

Tereza Cristina afirmou que espera uma condução equilibrada das relações comerciais com os dois países. Segundo ela, o Brasil conseguiu manter parcerias tanto com os chineses quanto com os norte-americanos mesmo diante de divergências. "Eu tenho certeza que o equilíbrio vai ser colocado à mesa nessas discussões", disse.

A senadora também atribuiu as tensões comerciais recentes à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ela, não se restringe ao Brasil. "O presidente Donald Trump resolveu rever tarifas e discutir no seu governo com todos os países, não só com o Brasil", afirmou.

Política

Flávio Bolsonaro reclama de propaganda eleitoral exibida sem som: Não vão calar minha voz

TSE alega problema técnico e diz que haverá nova exibição

12/10/2026 18h00

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República Carlos Moura/Agência Senado

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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, reclamou nesta segunda-feira, 12, sobre a transmissão da sua propaganda eleitoral na televisão ter ocorrido sem som. As declarações aparecem em vídeo nas suas redes sociais.

O senador do Rio de Janeiro se referiu ao horário eleitoral do segundo turno exibido no horário do almoço desta segunda. A propaganda do seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi transmitida normalmente.

"Hoje, pela primeira vez na história de uma campanha presidencial, o meu programa eleitoral foi transmitido sem som. É isso mesmo, mudo", disse Flávio. "Você acredita em coincidência? Cara, não. Não acredito, não existe coincidência. Vocês acham que vão calar a minha voz? Não vão calar, não vão conseguir, não adianta."

O candidato do PL também pediu para que os seus eleitores compartilhem a sua propaganda na internet, com áudio. "Ninguém vai calar a voz do povo brasileiro", declarou.

De acordo com o plano de mídia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a transmissão das propagandas eleitorais são de responsabilidade de um "pool" de emissoras.

O TSE declarou que houve um "problema técnico" na exibição da propaganda eleitoral do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e que o material vai ser transmitido novamente. A manifestação ocorreu em nota nesta segunda-feira, 12.

A Corte prossegue: "No momento da finalização das mídias, antes da exibição, não foram carregados os áudios de nenhuma das duas propagandas de televisão em bloco desta segunda-feira (12), às 13h, para o cargo de presidente da República".

O TSE afirma ainda: "Contudo, houve tempo hábil para a correção do problema antes da exibição da segunda propaganda, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. O arquivo com a propaganda do candidato Flávio Bolsonaro foi corrigido e será reexibido".

A reportagem também enviou questionamentos ao "pool" de emissoras responsável pela transmissão, mas não obteve retorno.

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