Na manhã desta domingo (4), a senadora Soraya Thronicke esteve na Escola Municipal Professor Arassuay Gomes de Castro, no bairro Vila Manoel da Costa Lima, em Campo Grande, para votação. A candidata mostrou tranquilidade em relação a estas eleições e expressou desconfiança nas pesquisas eleitorais.
Ela relembrou que nas eleições de 2018, quando foi eleita senadora, nem sequer apareceu nas pesquisas até a quinta-feira anterior ao pleito.
"Eu trabalhei pra reeleição e espero chegar. Na verdade, eu nunca estive em pesquisas em 18. A primeira vez que eu saí numa pesquisa foi na quinta-feira antes da eleição, em quinto lugar. No domingo, eu estava eleita. Então, assim, eu realmente não acredito. Tem uma emenda minha dentro da reforma eleitoral, para o selo do Instituto de Pesquisa. Ela tem que ter um selo de credibilidade".
A candidata aponta que há "muito estelionato eleitoral" e que atrapalha a democracia, pois influencia o eleitor.
"Todas as reuniões que fui, eu perguntava ao pessoal, levante a mão quem foi pesquisado nessa eleição. Uma ou outra pessoa, inclusive nós fizemos uma denúncia no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Eu recebi duas denúncias, ligaram para perguntar em quem votaria para o Senado, mas não dava uma opção do meu nome. A pessoa falou, eu quero votar na Soraya. E ele falou, "não, mas você tem que escolher só entre esses aqui que eu tenho".
Parcela de culpa
Soraya Thronicke também ressaltou que se as pessoas estão descontentes com os políticos, elas devem se lembrar que são elas que colocam eles no poder.
"Cada um tem a sua parcela de responsabilidade de quem está lá. E o Congresso Nacional, os políticos, são um reflexo da população. Então, a gente tem que parar para pensar e melhorar a nossa consciência, a nossa maturidade política".
Por fim, a senadora avaliou o cenário da influência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil.
"E o pior de tudo é isso, vindo de gente de fora, que ao invés de vestir a bandeira do Brasil, veste a bandeira dos Estados Unidos. É uma vergonha. É impressionante, um país do tamanho do nosso, uma nação como a nossa, rica e que tem condições de avançar, nós temos políticos freando e fazendo de tudo. Por que eles fazem isso? Porque eles têm um plano pessoal. O plano é para salvarem a si mesmos e seus familiares".
Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado
Após votar, Fábio Trad concedeu entrevista à imprensa e comentou as expectativas para as eleições deste domingo. Foto: Marcelo Vitor/Correio do Estado.
Candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul votou no Instituto São José, no Centro de Campo Grande. Foto: Marcelo Vitor/Correio do Estado.


