Política

Eleições 2022

Soraya prefere pagar multa do que votar em Lula ou Bolsonaro

Senadora de MS diz se negar ao voto e que sua atitude é um direito democrático

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A senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke, do União Brasil, que disputou à presidência da República, informou ao Correio do Estado que não vai votar no segundo turno por entender que "será oposição, independentemente do resultado". 

Ou seja, ela prefere pagar multa do que votar pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro, do PL, ex-aliado de Soraya ou no ex-presidente Lula, do PT.
"Não irei votar neste domingo, pagarei multa, mas me nego, é um direito que tenho em um país democrático", disse a senadora.

Na mensagem ao jornal, Soraya diz que o eleitor brasileiro deve concordar com o resultado do segundo turno.
"O Brasil se encontra em uma encruzilhada, o que nos resta é aceitar o resultado das urnas e tocar pra frente. Serei oposição, independente do resultado", afirmou Soraya, que ainda acrescentou:

"Assim que eu justificar ou pagar a multa (custa R$ 3,51), nada deverei para o nosso país. Isso é democracia. E que Deus cuide de nós!".

Assim que anunciado o resultado do primeiro turno, Soraya ficou na quinta colocação, atrás de Lula, Bolsonaro, Simone e Ciro Gomes, a senadora de MS postou em suas redes sociais que não votaria nem em Bolsonaro nem em Lula por os candidatos seriam "ladrões".

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Eleições 2026

PL contrata duas pesquisas para definir segundo candidato ao Senado

Presidente estadual da sigla, Azambuja informou que na próxima semana já terá o nome de quem vai compor a chapa com ele

02/06/2026 08h00

O ex-deputado Capitão Contar e o deputado federal Marcos Pollon

O ex-deputado Capitão Contar e o deputado federal Marcos Pollon Montagem

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O PL contratou dois institutos de pesquisa para definir quem ocupará a segunda vaga na chapa ao Senado em Mato Grosso do Sul nas eleições do dia 4 de outubro. 

A decisão deve ser anunciada na próxima semana, após a conclusão dos levantamentos encomendados pela legenda.

De acordo com o presidente estadual do partido e dono da primeira vaga da sigla ao Senado por Mato Grosso do Sul, ex-governador Reinaldo Azambuja, os institutos escolhidos foram a Quaest, que será paga pelo diretório estadual, e o Paraná Pesquisas, cujo pagamento será feito pelo diretório nacional da legenda.

Os resultados dos levantamentos de intenções de votos devem ser concluídos ainda nesta semana e serão encaminhados ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República. 

A definição dos nomes será discutida também com o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro. “Eu estive em Brasília [DF] para reunião da executiva nacional na semana passada e fui autorizado a contratar as duas pesquisas”, afirmou Azambuja ontem ao Correio do Estado, ao informar sobre o processo de escolha do segundo nome da chapa.

Conforme Azambuja, o senador Flávio Bolsonaro, que já retornou dos Estados Unidos, participará da avaliação dos resultados das pesquisas. 

“O senador Rogério Marinho [PL-RN, secretário-geral nacional da legenda] me falou que ele pediu para serem encaminhados os resultados das pesquisas para que possa despachar com o pai – Jair Bolsonaro”, disse.

A expectativa inicial era de que a definição ocorresse ainda em maio, mas o calendário foi impactado por outras agendas.

Com isso, o anúncio oficial do escolhido para compor a chapa ao lado de Azambuja será feito na próxima semana.

Nos bastidores do partido, a disputa pela segunda vaga envolve o ex-deputado estadual Capitão Contar e o deputado federal Marcos Pollon, que buscam o apoio dos bolsonaristas no Estado. 

A estratégia do PL é usar os levantamentos qualitativos e quantitativos para medir o potencial eleitoral dos dois postulantes antes de bater o martelo.

* Saiba 

Michelle reforça opção por Marcos Pollon

Em nova manifestação nas redes sociais, a ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro voltou a reforçar o nome de Marcos Pollon como o escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ser o segundo pré-candidato do PL ao Senado em MS.

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“Você continua sendo o nosso candidato, Pollon”, escreveu na postagem de vídeo em que o parlamentar mostra carta escrita pelo ex-presidente o indicando.

Declaração

Tarcísio considera 'positiva' a classificação de PCC e CV como grupos terroristas

Declarações foram feitas em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan FMD

01/06/2026 22h00

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo Foto: Arquivo

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O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira, 1, que considera "positiva" a classificação como grupos terroristas das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) pelos Estados Unidos.

As declarações foram feitas em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan FM. A Secretaria de Estado do governo dos EUA emitiu o comunicado na quinta-feira, 28. Tarcísio elogiou a medida nas redes sociais e destacou o papel do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Cada país tem a liberdade de fazer a sua classificação", disse o governador. "Eu entendo que isso é positivo porque, no final das contas, cria um braço de cooperação para que a gente possa trabalhar melhor essa questão do crime organizado."

Segundo Tarcísio, há casos de lavagem de dinheiro no exterior envolvendo grupos brasileiros, inclusive com braços e células do crime organizado nos Estados Unidos, o que teria levado os norte-americanos a identificar o problema. Ele observou que a tentativa de classificar facções criminosas como organizações terroristas já foi discutida diversas vezes no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), mas nunca houve consenso entre os países-membros sobre o tema.

Para o governador de São Paulo, a classificação faz sentido sob a ótica dos EUA. Do ponto de vista brasileiro, ele avaliou que a medida pode servir como mais uma ferramenta para ampliar a cooperação internacional, usar tecnologia no rastreamento de recursos e reforçar a asfixia financeira das organizações criminosas.

A classificação foi criticada foi criticada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, o Palácio do Planalto mencionou ameaças ao sistema Pix, defendeu a soberania nacional e classificou como deplorável o pedido da família Bolsonaro ao governo do presidente Donald Trump.

Subserviência aos EUA

Ao ser questionado sobre as declarações do pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), de que seria subserviente aos Estados Unidos, Tarcísio rechaçou a acusação. O governador afirmou que não há subserviência e disse que seu objetivo é combater o crime.

"Ele se tornou o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai, porque todas as empresas brasileiras foram para lá", retrucou o governador. "O cara só fala bobagem. Não tem subserviência nenhuma."

Segundo o governador, o ex-ministro deixou como saldo aumento da carga tributária, empresas endividadas, alta da inadimplência, recorde de recuperações judiciais, crescimento da relação dívida/PIB, rombo nas contas públicas e uma conta de energia mais cara para os brasileiros. Ele classificou a passagem de Haddad pela Fazenda como um "fracasso retumbante".

'Fim da Cracolândia' e 'Times Square Paulista'

O chefe do Executivo paulista também defendeu o projeto da "Times Square Paulista", oficialmente chamado de Boulevard São João, suspenso temporariamente pela Justiça de São Paulo no fim de maio. A liminar atendeu a uma ação popular que questiona possível enfraquecimento da Lei Cidade Limpa e impactos urbanísticos na região central da capital.

"Daqui a pouco reverte, porque é bom para São Paulo", disse. "É bom ter um lugar iluminado, que vai favorecer a circulação das pessoas. A gente tem que realmente inovar, ser disruptivo. Tenho certeza que, quando estiver instalado, as pessoas vão gostar."

A iniciativa se soma a outras apostas do governador para a região central, como o novo Centro Administrativo Campos Elíseos, leiloado em fevereiro na B3, com investimento estimado em R$ 6 bilhões, e a divulgação do que o governo classifica como "fim da Cracolândia". Também integra essa agenda a proposta de transformar a área da Favela do Moinho, hoje em processo de desapropriação, em parque e estação de trem - medida que provocou embate com o governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tarcísio também defendeu o que o governo classifica como "fim da Cracolândia". Segundo ele, é falsa a avaliação de que houve espalhamento da região de consumo de drogas. O governador afirmou que a gestão tem ampliado a rede de assistência e repetido, em outros pontos da cidade onde há concentração de pessoas em situação de rua, o modelo de abordagem adotado na Cracolândia.

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