Política

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Supremo mantém prisão de Fernando Baiano

STF negou hoje (18) pedido de liberdade do empresário

AGENCIA BRASIL

18/08/2015 - 20h00
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou hoje (18) pedido de liberdade do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, investigado na Operação Lava Jato. Baiano está preso a nove meses, acusado de intermediar o pagamento de propina em contratos para aluguel de navios-sondas pela Petrobras. Por unanimidade, a Turma seguiu voto do relator, Teori Zavascki, e entendeu que o empresário deve continuar preso por tempo indeterminado devido à gravidade dos fatos investigados.

De acordo com o relator, Baiano tinha atuação semelhante a do doleiro Alberto Youssef, que intermediava o pagamento de propina em contratos da estatal. Zavascki lembrou que as investigações apontam que o lobista era destinatário de contas off shore na Suíça e em Hong Kong. “Os indícios probatórios destacados nos decretos prisionais apontam para maior periculosidade do paciente na prática de crimes reiterados contra Petrobras”, disse o ministro.

Durante o julgamento, o advogado de Fernando Soares criticou a atuação do juiz Sérgio Moro e disse que a manutenção da prisão é ilegal. Segundo Nélio Machado, Moro coleciona prisões e desrespeita o direito de defesa. “Quem delata é solto, quem não delata permanece preso. Seria medievalístico pensar que as prisões tenham algum propósito da obtenção de delações. Mas já se contam as dezenas as delações”, argumentou.

Ontem (17), Fernando Baiano foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 16 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é apontado como um dos operadores do esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras e pagamento de propina a partidos e agentes políticos.

Política Internacional

Conheça os cotados a substituir Biden nas Eleições Presidenciais dos Estados Unidos

Ao menos cinco nomes já estão sendo cotados

21/07/2024 21h00

Reprodução

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A decisão do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de não se candidatar à reeleição, anunciada neste domingo (21), abriu caminho para diversos democratas proeminentes que buscam a indicação do partido na corrida à Casa Branca. No topo da lista está a vice-presidente Kamala Harris, mas governadores e outras figuras políticas também são frequentemente mencionados. Confira abaixo uma lista elaborada pelo jornal The New York Times com alguns dos possíveis candidatos.

Kamala Harris

Ex-procuradora e senadora da Califórnia, Kamala já enfrentou dificuldades para definir seu papel ao lado de Biden. Inicialmente encarregada de lidar com a polêmica questão da migração ilegal, a advogada encontrou seu espaço ao se tornar a principal voz da Casa Branca em relação ao direito ao aborto. Primeira vice-presidente negra, Kamala também trabalhou para fortalecer o apoio a Biden entre eleitores negros e jovens, um dos pontos fracos do democrata.

Gavin Newsom

O governador da Califórnia e ex-prefeito de São Francisco, Gavin Newsom, tem algumas vantagens claras: é um político experiente de um estado importante e usou sua plataforma para criticar Trump e fortalecer o Partido Democrata. No entanto, em uma eventual campanha, Newsom teria que explicar os vários problemas que a Califórnia enfrentou na última década, como a situação de moradores de rua, altos impostos e custos crescentes de moradia.

Gretchen Whitmer

Governadora de Michigan e vice-presidente do Comitê Nacional Democrata, Gretchen Whitmer se tornou uma estrela nacional do partido, em parte, pelo antagonismo com Trump, que se referia a ela como "aquela mulher de Michigan". Em 2022, liderou a campanha que deu aos democratas a maioria no Legislativo estadual pela primeira vez em 40 anos, permitindo a promulgação de uma extensa lista de políticas progressistas.

JB Pritzker

O governador de Illinois, JB Pritzker, destacou-se por suas críticas afiadas a Trump e por vitórias notáveis no direito ao aborto e controle de armas em seus dois mandatos. Herdeiro bilionário dos Hotéis Hyatt, Pritzker também tem a vantagem de uma fortuna estimada em cerca de US$ 3,5 bilhões, que ele não hesita em usar em suas ambições políticas. Registros de campanha mostram que ele gastou um total de US$ 350 milhões em suas duas campanhas para governador.

Josh Shapiro

O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, ex-procurador-geral do estado, é conhecido como um líder ponderado que se concentrou principalmente em questões não ideológicas durante seu mandato. Essa postura lhe rendeu uma taxa de aprovação de 64%, segundo uma pesquisa do Muhlenberg College divulgada em abril, em um estado crucial para qualquer oponente de Trump.

Outras possibilidades

Há outros nomes menos prováveis entre os cotados para a candidatura, como o secretário de Transportes, Pete Buttigieg, e os senadores Cory Booker, de Nova Jersey, e Amy Klobuchar, de Minnesota. Todos os três já concorreram à presidência antes e são conhecidos dos eleitores democratas. O governador de Kentucky, Andy Beshear, reeleito em 2023, também ganhou atenção nacional por seu sucesso improvável como democrata em um estado republicano, onde Biden é profundamente impopular. Beshear derrotou seu oponente republicano, Daniel Cameron, por 5 pontos, mesmo enquanto outros candidatos democratas em corridas estaduais perderam por margens significativas.

Finalmente, duas figuras que já viveram na Casa Branca: Hillary Clinton e Michelle Obama, esposas dos ex-presidentes Bill Clinton e Barack Obama, respectivamente. Vale lembrar que Obama, apesar de ainda ser muito popular entre os eleitores registrados, é impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato.

Com informações de Folha Press

Política Internacional

"Minha intenção é merecer e ganhar essa nomeação", diz Kamala Harris

Vice-presidente de Biden é uma das cotadas para ser a nova candidata do Partido Democrata nas eleições

21/07/2024 20h00

Reprodução: Kamala Harris via X

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Após a desistência de Joe Biden, a vice-presidente Kamala Harris declarou a sua intenção de substituir o atual presidente dos Estados Unidos como candidata à presidência pelo Partido Democrata.

"Estou honrada em ter o endosso do presidente e minha intenção é merecer e ganhar essa nomeação", afirmou Harris em nota oficial.

Além de Biden, Harris também recebeu o apoio dos Clintons e de outras lideranças do partido, incluindo a bancada negra. No entanto, alguns membros do partido, como o ex-presidente Barack Obama, limitaram-se a elogiar Biden e defender um processo de substituição transparente.

Até o momento, nenhum outro nome se apresentou publicamente como alternativa a Kamala Harris. A convenção do partido está marcada para ocorrer em quatro semanas, em Chicago.

"Durante o último ano, viajei pelo país, conversando com americanos sobre a escolha clara nesta eleição importante. E é isso que continuarei a fazer nos próximos dias e semanas. Farei tudo ao meu alcance para unir o Partido Democrata — e a nossa nação — para derrotar Donald Trump e sua agenda extremista Projeto 2025", declarou Harris.

Carta de Biden

Confira, na íntegra, a carta publicada pelo atual presidente e, até então, pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden:

"Meus caros americanos,
Nos últimos três anos e meio, fizemos grandes progressos como nação.

Hoje, a América tem a economia mais forte do mundo. Fizemos investimentos históricos na reconstrução de nossa nação, na redução dos custos de medicamentos para idosos e na expansão do atendimento médico acessível para um número recorde de americanos. Prestamos cuidados criticamente necessários a um milhão de veteranos expostos a substâncias tóxicas. Aprovamos a primeira lei de segurança de armas em 30 anos. Nomeamos a primeira mulher afro-americana para a Suprema Corte. E aprovamos a legislação climática mais significativa da história do mundo. A América nunca esteve melhor posicionada para liderar do que estamos hoje.

Sei que nada disso poderia ter sido feito sem vocês, o povo americano. Juntos, superamos uma pandemia única no século e a pior crise econômica desde a Grande Depressão. Protegemos e preservamos nossa democracia. E revitalizamos e fortalecemos nossas alianças ao redor do mundo.

Foi a maior honra da minha vida servir como seu presidente. E embora tenha sido minha intenção buscar a reeleição, acredito que é melhor para o meu partido e para o país que eu renuncie e me concentre exclusivamente em cumprir meus deveres como presidente pelo restante do meu mandato.

Falarei à nação mais detalhadamente sobre minha decisão ainda nesta semana.

Por enquanto, permitam-me expressar minha mais profunda gratidão a todos aqueles que trabalharam tão arduamente para me ver reeleito. Quero agradecer à vice-presidente Kamala Harris por ser uma parceira extraordinária em todo esse trabalho. E permitam-me expressar minha sincera apreciação ao povo americano pela fé e confiança que depositaram em mim.

Acredito hoje no que sempre acreditei: que não há nada que a América não possa fazer -quando fazemos juntos. Só precisamos lembrar que somos os Estados Unidos da América."

Com informações de Folha Press

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