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PREFEITURAS

TCE rejeita oito prestações de contas

TCE rejeita oito prestações de contas

DA REDAÇÃO

05/10/2011 - 00h00
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Durante a sessão da 2ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE/MS), realizada  ontem (04) foram rejeitadas oito prestações de contas de prefeituras do interior e um total de 40 processos julgados.

Entre os processos considerados irregulares está o firmado entre a Prefeitura Municipal de Coxim e a empresa Comércio de Combustíveis Salomão Cândia Ltda., que teve por objeto a aquisição de combustível onde foram encontradas as seguintes irregularidades: diferenças referentes ao total empenhado com as notas fiscais e ordens de pagamento, o não encaminhamento de requisição de abastecimento e documento essencial para comprovação da destinação do produto objeto do contrato administrativo.

 De acordo com o processo, “para a constatação da regularidade da execução contratual, é necessário que todos os documentos exigidos estejam presentes, a ausência de qualquer documento enseja a declaração de ilegalidade da execução financeira”.

 Diante das irregularidades o conselheiro relator Paulo Roberto Capiberibe Saldanha declarou irregular e ilegal a execução do contrato e aplicou multa a prefeita de Coxim, Dinalva Garcia Lemos de Morais Mourão no valor correspondente a 200 Uferms pelo não encaminhamento de qualquer documento ao TCE/MS e ainda a impugnou a pagar a quantia de R$ 219.411,52 no prazo de 60 dias.

 Já o processo referente a execução do contrato entre a Prefeitura de Eldorado e a empresa Pozzer & Martinazzo Ltda., cujo objetivo foi para a aquisição de combustíveis para atender as necessidades da prefeitura, incluindo transporte escolar, o conselheiro Waldir Neves considerou irregular a execução do referido contrato pois “a mesma não foi totalmente comprovada, restaram ausentes documentos comprobatórios do total da despesa paga”.

 Waldir Neves aplicou multa a prefeita de Eldorado Marta Maria de Araujo, no valor corresponde a 50 Uferms sendo 25 Uferms pela não comprovação do total da despesa realizada em desobediência à legislação pertinente e 25 Uferms pelo não encaminhamento de documentos. 

 O conselheiro José Ancelmo dos Santos relatou dez processos destacando-se um referente à apuração de responsabilidade que trata do não encaminhamento de informações e documentos do Sicap. O Prefeito Municipal de Batayporã, Edson Peres Ibrahim foi multado em 500 Uferms.

 Em alguns destes, cabe recurso por parte dos ordenadores de despesas, após a publicação no Diário Oficial Eletrônico (DOE) do TCE/MS.

Imbróglio

STF tem bate-boca entre ministros e discute unificação de casos envolvendo Moraes e Mendonça

Sessão desta terça-feira foi marcada por acusações de interferência político-eleitoral, críticas à condução do caso Master e debate sobre relatório da PF que cita Alexandre de Moraes

15/09/2026 16h50

Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes

Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes Fotos: STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (15) a análise sobre a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes a partir de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens e outros registros relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master.

A sessão, considerada inédita por envolver a possibilidade de investigação criminal de um integrante da própria Corte, foi marcada por um bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça e por uma disputa sobre a forma de condução dos processos.

Antes de avançar sobre o conteúdo do relatório, os ministros passaram a discutir uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para que os casos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente e em uma nova sessão, marcada para o próximo dia 23.

A proposta recebeu votos favoráveis de Flávio Dino e Cristiano Zanin, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que os processos continuem sendo analisados separadamente.

O debate provocou um dos momentos mais tensos da sessão. Gilmar acusou Mendonça de ter conduzido o caso Master com viés político-eleitoral e afirmou que a divulgação de informações relacionadas a Moraes teria ocorrido em um contexto de disputa política.

"É evidente que se trata de um 'pixuleco', de um boneco eleitoral", afirmou Gilmar, ao criticar a atuação do colega. O ministro também classificou a atitude como "covarde" e "vil" e disse que "até a máfia tem ética". Mendonça respondeu acusando Gilmar de ser "leviano" e pediu que o colega não apontasse o dedo para ele.

De modo geral, o termo "pixuleco" ganhou notoriedade no Brasil durante a Operação Lava Jato, em 2015. Na época, a expressão foi associada a valores de propina atribuídos a contratos de empreiteiras com a Petrobras. O termo também foi incorporado ao nome da 17ª fase da operação, a Operação Pixuleco, que teve como principal alvo o ex-ministro José Dirceu.

A palavra posteriormente passou a ser utilizada para identificar um boneco inflável que representava o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário durante manifestações contra o governo Dilma Rousseff e o PT. O personagem se tornou um dos símbolos dos protestos de 2015.

A referência voltou ao centro da disputa política neste ano. Em 7 de setembro, um boneco de Mendonça foi colocado na Avenida Paulista durante um ato bolsonarista. O ministro recebeu pedidos de oração e manifestações de apoio pela condução do caso Master, enquanto o boneco ficou próximo ao trio elétrico principal.

Rebatida

Durante a sessão, Flávio Dino também apresentou uma questão de ordem e criticou a decisão de Fachin de assumir a relatoria dos processos relacionados a Moraes e Mendonça.

Para Dino, a utilização da chamada "avocatória" para retirar a relatoria de Mendonça e concentrar os processos na Presidência do STF não teria previsão para a situação discutida no caso. O ministro defendeu que os procedimentos tenham um rito único e que os casos sejam analisados conjuntamente.

Dino também criticou o que chamou de "combate seletivo" à corrupção. Segundo o ministro, existem dezenas de pessoas citadas em diferentes situações relacionadas ao caso Master e outros processos, envolvendo integrantes do Judiciário, Ministério Público e advocacia.

"Por que um vai abrir o processo hoje, e os outros, um outro, que seria o ministro André, na próxima, e os outros, sabe Deus quando? Não tem data", questionou.

O ministro citou ainda a Operação Lava Jato como exemplo dos efeitos institucionais que podem decorrer da condução de grandes investigações. Segundo Dino, apesar da relevância jurídica de decisões tomadas durante a operação, também houve consequências institucionais que deveriam servir de aprendizado para o Judiciário.

Dino afirmou ainda que existem no STF "processos zumbis", expressão utilizada para se referir a processos que permanecem no tribunal sem uma definição clara. Para ele, houve situações em que foram sacrificados "ritos, formas e o devido processo legal".

Impasse

A primeira discussão do plenário nesta terça-feira não foi sobre a existência ou não de elementos para investigar Moraes, mas sobre o próprio rito do julgamento e a possibilidade de reunir os casos.

Na questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, a proposta é suspender a análise desta terça-feira, reunir os procedimentos relacionados a Moraes e Mendonça e retomar o julgamento na semana que vem. 

Novamente, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela reunião dos processos e divergiram de Fachin, que defendeu a manutenção da análise separada.

O próprio Alexandre de Moraes também participou da discussão da questão de ordem e votou pela reunião dos casos, conforme atualização da sessão. Como o ministro é o alvo da possível investigação, porém, sua participação na análise do mérito sobre eventual abertura de procedimento contra ele é uma questão distinta.

A composição do julgamento também foi alterada antes da análise do caso. O ministro Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de participar da votação, enquanto Dias Toffoli declarou-se suspeito. Com isso, o número de ministros aptos a participar da análise sobre eventual investigação de Moraes foi reduzido. Moraes também não participa da votação sobre a abertura de investigação contra si.

Julgamento 

O julgamento foi convocado para analisar um relatório produzido pela Polícia Federal que reúne mensagens e outros registros envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O documento passou a ser público depois que Mendonça levantou o sigilo sobre o material.

A Procuradoria-Geral da República questiona a forma como o relatório foi produzido e pede que o documento seja anulado. A PGR sustenta que Mendonça determinou a produção do material sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter anteriormente a medida ao plenário.

A partir dessa discussão, os ministros deverão decidir primeiro se o relatório pode ser utilizado e, posteriormente, se os elementos apresentados são suficientes para justificar a abertura de uma investigação contra Moraes.

Cabe destacar que até o fechamento desta matéria, a decisão sobre a eventual investigação de Moraes ainda não foi tomada. Caso a decisão termine em empate, Fachin decide sobre a investigação. 


 

eleições 2026

PRTB troca Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na disputa à presidência

Marçal apresentou carta de renúncia da candidatura; ele está inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico durante a campanha para a prefeitura de São Paulo, em 2024

15/09/2026 15h43

Pablo Marçal renunciou a candidatura

Pablo Marçal renunciou a candidatura Foto: Divulgação

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O PRTB decidiu substituir Pablo Marçal como candidato na disputa pela Presidência da República. Em seu lugar, entrará na disputa Leonardo Avalanche, que é presidente da sigla.

A decisão pela substituição foi tomada ontem (14) após Marçal apresentar carta de renúncia da candidatura a presidente.

Na última sexta-feira (11), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, indeferir o registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. A Corte Eleitoral aceitou o argumento do Ministério Público Eleitoral (MPE) de que Marçal não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de partido. Até então, ele estava filiado ao União Brasil.

Além disso, Pablo Marçal está inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico durante a campanha para a prefeitura de São Paulo, em 2024.

O dia 14 também era o último prazo legal para a substituição de candidaturas. Para concorrer na cabeça de chapa, Leonardo Avalanche também apresentou renúncia. Ele era o candidato a vice de Marçal.

Com a nova decisão, a chapa terá como candidata a vice-presidente Silvia Helena da Silva Pereira. A nova chapa já aparece na página do TSE.

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