Política

TCU

TCU retira de pauta prestação de contas da Petrobras na época de Delcídio na diretoria

Petista foi diretor de Gás e Energia entre 2000 e 2002

GABRIEL MAYMONE

20/10/2015 - 17h08
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O Tribunal de Contas da União (TCU) retirou da pauta a prestação de Contas da Petrobras de 2001, que tinha à época, entre seus diretores, o atual senador sul-mato-grossense e líder do Governo, Delcídio do Amaral (PT). O julgamento estava previsto para esta terça-feira (20) e não há previsão de quando será realizado novamente. A retirada da pauta se deu por conta de pedido do relator do processo, que não informou o motivo.

O petista, que foi diretor de Gás e Energia entre 2000 e 2002, ainda faz parte em tomada de contas especial do TCU  desde julho de 2014 , instaurado após ele e 12 diretores da Petrobras, bem como a empresa Termoceará Ltda. serem investigados pelo Tribunal por “prática de ato de gestão ilegal”. Também o senador está arrolado em processo de prestação de contas da Petrobras, do ano de 2000, em aberto no TCU.

O colegiado decidiu ter acesso às atas das reuniões dos Conselhos de Administração e Fiscal, já que os diretores, entre eles Delcídio, se recusaram a enviar tais documentos. O tribunal considerou que houve sonegação de informações na realização da inspeção.

Política

Com mistura de 32% gasolina ficará mais barata e haverá autossuficiência, diz ministro

Pasta assegura que está garantida a segurança na implementação

24/04/2026 22h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta sexta-feira, 24, que a gasolina ficará mais barata com a elevação da mistura de etanol para 32% (E32). Ele também argumentou que a medida tem potencial de reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para zerar a dependência externa da importação do combustível. Ou seja, na avaliação dele, poderá ser atingida a condição de autossuficiência.

A medida será adotada após os testes já realizados no país, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para a mistura de 30% em 2025, segundo o MME. A Pasta assegura que está garantida a segurança na implementação.

O fator central para a decisão é o preço. A cotação do petróleo no mercado internacional, com reflexo em derivados como a gasolina, foi elevada significativamente após o acirramento do conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, ampliar o uso do etanol seria uma medida para reduzir custos.

"Já tivemos os testes aprovados quando adotamos o E30. E nós nos tornaremos autossuficientes em gasolina. Absurdamente, o governo anterior vendeu refinarias. No momento de guerra, como essa, vemos a importância da segurança do suprimento", afirmou o ministro, que participa nesta sexta da 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, evento organizado pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

A elevação da mistura terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, conforme deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). "A proposta integra um conjunto de ações do MME voltadas a garantir segurança energética no curto prazo e consolidar soluções estruturais para o País", declarou o MME.

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Política

Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que 'fingem trabalhar'

Presidente afirmou que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva

24/04/2026 19h00

Foto: Divulgação / Governo Federal

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A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu nesta quinta-feira, 23, a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre suposta falta de atuação de integrantes da corporação.

Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o "comprometimento de delegados da Polícia Federal" e "simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado".

O presidente afirmou que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para convocar delegados que estão fora da corporação a atuarem no combate ao crime organizado. Só iriam ficar de fora, disse, agentes que estão "fingindo trabalhar".

No comunicado, a ADPF afirma que, atualmente, 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total em atividade. Para a associação, esse número não justifica a avaliação feita pelo presidente nem sustenta a expectativa de impacto significativo no combate ao crime.

A entidade ressalta que o enfrentamento ao crime organizado exige "menos propaganda e mais ações concretas", como investimentos em capacitação dos profissionais e inteligência estratégica. "Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança", diz a nota.

A associação alerta para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado de Polícia Federal e perda de talentos: "Enquanto 104 novos delegados ingressaram na instituição nos últimos três anos, 50 optaram por deixá-la para assumir outros cargos. Paralelamente, houve redução significativa no interesse pelos concursos públicos, com queda de 321 mil inscritos em 2021 para 218 mil em 2025".

O combate ao crime organizado é considerado um assunto estratégico para o governo, pelo impacto que pode ter nas eleições de outubro. Conforme indicam as pesquisas eleitorais, a segurança pública tende a ser uma das principais pautas do pleito.

Na quarta-feira, 22, o presidente Lula assinou um decreto convocando mil novos agentes para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas. Ele afirma que é a primeira vez que todos os cargos da Polícia Federal serão ocupados por servidores

"Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado", disse Lula.

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