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Temer cria autoridade de proteção de dados vinculada à Presidência

Temer cria autoridade de proteção de dados vinculada à Presidência

FOLHAPRESS

28/12/2018 - 07h32
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 Em um dos últimos atos de seu mandato, o presidente Michel Temer assinou uma medida provisória que cria a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais). A decisão saiu em decisão do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (28).

A agência havia sido vetada por ele na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (13.709), sancionada em agosto. O argumento era de que o Legislativo não tinha poder para propor uma autarquia, portanto com independência orçamentária.

Na época, o governo afirmou que solucionaria a pendência. A Medida Provisória 869 funda um órgão ligado à Presidência da República, e não uma autoridade independente, como previa o projeto original.

Na prática, o governo criou uma agência que flexibiliza o poder fiscalizatório sobre o tratamento de dados do Estado e mantém as regras para o setor privado. Quando o tema era debatido no Congresso em formato de projeto de lei, a Casa Civil já havia sinalizado a preferência por normas mais brandas para a administração pública, que é responsável pelo gerenciamento de grande bases, como de Denatran, Enem e Fies.

O projeto de lei original criava uma autarquia ligada ao Ministério da Justiça. A MP 869, que passa a valer já nesta sexta-feira, institui um órgão sem aumento de despesas à União, vinculada à  Presidência e com autonomia técnica.

A autoridade poderia se equiparar a uma agência como o Cade, mas perde força com a nova decisão.
O órgão será formado por um conselho diretor de cinco pessoas, a ser indicado pelo presidente, e por um conselho consultivo de 23 integrantes. Eles representarão setores privado e público, Comitê Gestor da Internet e Terceiro Setor.

Caberá à autoridade orientar sobre a adequação à lei e determinar diretrizes específicas para o tratamento de dados no Brasil. Além de outras atribuições, a ANPD fica responsável pela fiscalização e imposição de multas, que podem chegar a 2% do faturamento no último exercício, limitada a R$ 50 milhões por infração.

A autoridade é um elemento central para a implementação da lei, que é inspirada no GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia), em vigor desde maio. Apesar de aprovada este ano, o debate legislativo sobre a norma brasileira existe desde 2010.

Com uma conjuntura internacional agitada em relação a regulações de privacidade e um ano pautado por episódios de grande repercussão sobre o uso irregular de dados, em especial o que envolveu o Facebook e a Cambridge Analytica, e março, a pauta ganhou força no Brasil no primeiro semestre.

A lei de proteção de dados é um marco para questões relativas à privacidade e à transparência, e vale para a coleta de dados online e offline.

De modo geral, determina que empresas comuniquem de forma clara sobre o tratamento de dados de clientes (da coleta ao armazenamento), que estabeleçam medidas adequadas de segurança em seus bancos de dados, para evitar vazamentos na internet ou uso irregular por terceiros, e que tenham um compliance sobre todos os processos relativos a dados pessoais em seu controle.

REAÇÃO

O setor privado, como empresas de tecnologia, birôs de crédito e a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), que representa 68 grupos empresariais, pedia que a criação da agência fosse feita o mais rápido possível, com receio de que a pauta perdesse fôlego no Congresso em 2019.

Por esse motivo, a medida é bem-vinda, embora alterações no texto sejam criticadas.

Representantes da Abradi, uma associação que reúne 600 empresas, em especial agências de publicidade, veem risco em uma autoridade vinculada ao Executivo.

"A preocupação principal é de as decisões não serem apenas técnicas, mas políticas. O texto também muda a forma que o governo deve informar sobre o uso de dados dos cidadãos", diz Marcelo Souza, presidente da Abradi.

Entre os pontos elogiados estão a manutenção das cadeiras do conselho consultivo e a definição mais clara do "encarregado", pessoa que atuará para a conformidade da lei dentro das empresas. Existiam dúvidas se o profissional deveria ser um empregado CLT. Com a nova redação, advogados entendem que pode ser um escritório ou um prestador de serviço.

"Não é uma agência perfeita, mas é melhor do que não ter uma agência reguladora. Com o desenho desse órgão, é mais fácil para o mercado se organizar o quanto antes", diz Adriano Mendes, advogado de direito digital e ligado a Assespro (Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação).

política

Com morte de Marcelo Miranda, MS só tem três ex-governadores vivos

Dos 8 ex-governadores de MS, 5 estão mortos e 3 estão vivos; veja quais são

23/06/2026 18h00

Zeca, Azambuja e Puccinelli

Zeca, Azambuja e Puccinelli Montagem de fotos

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Ex-governador de Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda Soares, faleceu nesta terça-feira (23), aos 88 anos, em Campo Grande. Ele vinha enfrentando problemas de saúde e passou por inúmeras sessões de hemodiálise.

Marcelo se juntou a lista dos “eternos” governadores do Estado. Com sua morte, o Estado chega a cinco ex-chefes do executivo estadual falecidos.

Dos 8 ex-governadores de MS, 5 estão mortos e 3 estão vivos.

Os falecidos são Harry Amorim, Pedro Pedrossian, Wilson Barbosa, Ramez Tebet e, a partir de então, Marcelo Miranda também entrou para a lista.

Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja são os únicos ex-governadores vivos.

Confira a lista de ex-governadores de MS, o período de mandato e se está vivo/morto:

  • Harry Amorim Costa (1979-1980) – falecido
  • Marcelo Miranda Soares (1980-1983) (1987-1991) – falecido
  • Pedro Pedrossian (1980-1981) (1991-1994) – falecido
  • Wilson Barbosa Martins (1983-1986) (1995-1999) – falecido
  • Ramez Tebet (1986-1987) – falecido
  • Zeca do PT (1999-2003) (2003-2007) – vivo
  • André Puccinelli (2007-2011) (2011-2015) – vivo
  • Reinaldo Azambuja (2015-2019) (2019-2023) – vivo

O trio ainda está ativo na vida política e irá se candidatar nas eleições deste ano: André e Zeca para deputado estadual e Azambuja para senador.

PUCCINELLI

André Puccinelli tem 77 anos e nasceu em 2 de julho de 1948 em Viareggio, na Itália. Ele se mudou para o Brasil ainda quando era criança.

É formado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Possui extensa trajetória na vida política:

  • Secretário estadual de Saúde no governo de Wilson Barbosa Martins (1983-1985)
  • Deputado estadual por dois mandatos (1987–1995)
  • Deputado federal (1995–1997)
  • Prefeito de Campo Grande (1997–2005)
  • Governador de MS (2007-2015)

Atualmente, nas eleições de 2026, vai concorrer a deputado estadual.

AZAMBUJA

Reinaldo Azambuja tem 63 anos e nasceu em 13 de maio de 1963 em Campo Grande (MS).

Possui extensa trajetória na vida política:

  • Prefeito de Maracaju (1997-2004)
  • Deputado estadual (2007-2010)
  • Deputado federal (2011-2014)
  • Governador de MS (2015-2022)

Atualmente, nas eleições de 2026, vai concorrer ao cargo de senador.

ZECA DO PT

Zeca do PT tem 76 anos e nasceu em 24 de fevereiro de 1950 em Porto Murtinho (MS). É formado em Direito e foi bancário do Banco do Brasil.

Possui extensa trajetória na vida política:

  • Deputado estadual (1991-1998)
  • Governador de MS (1999-2007)
  • Vereador de Campo Grande (2013–2016)
  • Deputado Federal (2015-2018)
  • Deputado Estadual (2023-atual)

Atualmente, nas eleições de 2026, vai concorrer a deputado estadual.

LUTO

Ex-governador de Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda Soares, faleceu nesta terça-feira (23), aos 88 anos, em Campo Grande.

Ele vinha enfrentando problemas de saúde e passou por inúmeras sessões de hemodiálise.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), decretou luto oficial de três dias, em todo o Estado, pelo falecimento do ex-governador.

Seu velório será realizado a partir das 8 horas desta quarta-feira (24), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), localizada na avenida Desembargador José Nunes da Cunha, Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Ainda não há informações sobre horário e local do sepultamento.

LUTO

Velório de ex-governador será realizado na Assembleia Legislativa

Ainda não há informações sobre horário e local do sepultamento

23/06/2026 16h15

Marcelo Miranda Soares foi governador de MS por dois mandatos

Marcelo Miranda Soares foi governador de MS por dois mandatos Foto: Reprodução Instagram @joaohenriquecatan

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Velório do ex-governador de MS, Marcelo Miranda, será realizado a partir das 8 horas desta quarta-feira (24), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), localizada na avenida Desembargador José Nunes da Cunha, Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Ainda não há informações sobre horário e local do sepultamento.

Marcelo Miranda Soares faleceu nesta terça-feira (23), aos 88 anos, em Campo Grande. Ele vinha enfrentando problemas de saúde e passou por inúmeras sessões de hemodiálise.

A morte foi confirmada pelo seu neto, deputado estadual João Henrique Catan, em suas redes sociais.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), decretou luto oficial de três dias, em todo o Estado, pelo falecimento do ex-governador.

TRAJETÓRIA

Marcelo Miranda nasceu em 1° de dezembro de 1938 em Uberaba (MG) e tinha 88 anos.

Ele fez história na política de Mato Grosso do Sul:

  • Foi prefeito de Campo Grande (1977–1978)
  • Foi governador de Mato Grosso do Sul em dois mandatos: governador nomeado (1979–1980) e governador eleito (1987–1990)
  • Foi senador da República (1983-1987)
  • Foi superintendente regional do DNIT em Mato Grosso do Sul

Antes da carreira política, atuou como engenheiro e participou da construção da barragem de Usina Hidrelétrica de Jupiá e de projetos rodoviários no Estado.

Também implantou 400 quilômetros de linha de energia elétrica, entre Campo Grande e Corumbá; criou 15 municípios e pavimentou rodovias importantes para Mato Grosso do Sul que, inclusive, foram posteriormente federalizadas.

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