Política

BRASÍLIA

Três deputados de MS foram contra mudanças no distribuição de verbas do orçamento secreto

Cinco parlamentares foram favoráveis; no Senado, Simone e Soraya não votaram

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Após o Supremo Tribunal Federal começar a analisar a constitucionalidade das emendas de relator ao Orçamento da União, mais conhecido como orçamento secreto, nesta sexta-feira (16), a Câmara dos Deputados e o Senado votaram uma resolução para direcionar a distribuição de recursos conforme o tamanho das bancadas partidárias.

Na Câmara, a proposta foi aprovada por 398 votos favoráveis contra 66 desfavoráveis. Já no Senado a aprovação se deu por 66 votos a favor contra 20 negativos.

Dos oito deputados que representam Mato Grosso do Sul na Câmara, cinco foram favoráveis às mudanças propostas. São eles: Beto Pereira (PSDB), Dagoberto Nogueira (PSDB), Loester Trutis (PL), Tereza Cristina (PP) e Rose Modesto (União Brasil).

Já os outros três foram desfavoráveis à proposta que tem, como uma das finalidades, tornar as remessas de recursos mais transparente. Os parlamentares que foram contra são Luiz Ovando, Fábio Trad e Vander Loubet.

Ao Correio do Estado, a deputada Rose Modesto afirmou que sempre será a favor de trazer recursos para seu estado. E acrescentou que irá direcionar a verba para pautas prioritárias como saúde, educação e projetos para a área social.

Por sua vez, Vander Loubet disse que é favorável à proposta, mas votou contra de forma equivocada. O parlamentar ainda esclareceu que toda a bancada petista na Câmara e no Senado já tinham acordado votar favoravelmente à resolução.

“As bancadas do PT na Câmara e no Senado haviam fechado posição pelo voto "sim", porém uma confusão na hora da votação fez com que o deputado registrasse o voto contrário”, afirmou por meio de nota.

E destacou que a mudança votada hoje é uma fundamental para solucionar os problemas que são levantados em relação às emendas do relator.

Quem também votou contra a mudança foi o parlamentar do PSD Fábio Trad. No entender dele, por mais que sejam adotadas medidas para tornar essa parte do orçamento da União mais transparente, "sempre vai parar dúvida a respeito de suposta barganha”.

E completou: “Votei contra porque penso que as emendas impositivas e de bancada já são suficientes para legitimar a atividade parlamentar na parte orçamentária”. 

SENADO

No Senado a proposta também foi aprovada com 66 votos favoráveis, 20 contra e duas abstenções. 

Entre os três representantes de MS no Senado, apenas o senador Nelsinho Trad (PSD) foi favorável às mudanças. Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil). 

MUDANÇAS 

Rodeado de polêmicas, o chamado orçamento secreto passou a ser alvo de análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros votaram quanto à legalidade e constitucionalidade do mecanismo de distribuição de recursos. 

A votação foi paralisada nesta quinta-feira (15) e só deve ser retomada na segunda-feira (19), último dia de sessão antes do recesso parlamentar. Ainda faltam os pareceres dos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. 

Lewandowski pediu vistas do processo justamente por conta da proposta que está tramitando no Congresso para propor mudanças nos critérios usados para a distribuição de recursos. Ele também apontou que se trata de uma matéria complexa.

Durante a votação, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram a favor do mecanismo, mas desde que sejam seguidas uma série de regras. 

Assim, os parlamentares aprovaram por 328 votos a favor. Na Câmara era preciso que 257 parlamentares fossem favoráveis. No Senado eram necessários 41 votos e 44 senadores foram a favor do texto substitutivo. 

Agora, a proposta é de os recursos sejam concentrados nas mãos dos chefes da Câmara e do Senado, que vão dividir os valores conforme o tamanho das bancadas de cada partido dentro das casas legislativas. 

Se hoje, o destino dos valores fica na mão do relator-geral, com a mudança esses recursos só poderão ser as indicações foram feitas exclusivamente por algum parlamentar, assim o relator-geral não pode decidir para onde irá cada valor disponível. 

O projeto ainda afirma que as emendas não podem ser maiores que o total das emendas individuais ou de bancada, sendo que metade dos recursos precisam ser destinados para ações de saúde, assistência social e educação. 

O valor das emendas é de R$ 19,4 bilhões, sendo que pela nova norma deve ser distribuído da seguinte maneira: 7,5% para Câmara e para o Senador, 5% para a Comissão Mista de Orçamento e os outros 80% para as bancadas conforme o tamanho de cada uma.

NOVO DESEMBARGADOR

Com lista da OAB definida, TJ seleciona até julho os 3 nomes para enviar a governador

Após receber lista sêxtupla do quinto constitucional, o Tribunal Pleno da Corte tem a missão de reduzir pela metade essa relação

30/05/2026 08h30

Bitto Pereira com Ewerton de Brito, Regina Bezerra, José Cury, Silmara Salamaia, Ana Ali e José da Rosa

Bitto Pereira com Ewerton de Brito, Regina Bezerra, José Cury, Silmara Salamaia, Ana Ali e José da Rosa Gerson Walber/OAB-MS

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Com a definição da lista sêxtupla da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), a escolha do novo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) pelo quinto constitucional entra em sua fase decisiva, que deve ser concluída até julho.

No entanto, a partir de agora, cabe ao Tribunal Pleno da Corte de Justiça analisar os seis indicados e formar a lista tríplice que será encaminhada ao governador Eduardo Riedel (PP), responsável pela nomeação do novo integrante do TJMS.

Após receber formalmente a relação elaborada pela OAB-MS, o Tribunal Pleno terá a missão de reduzir pela metade o número de candidatos, escolhendo três nomes entre os seis advogados selecionados pela categoria. 

Embora não exista prazo legal para essa definição, a expectativa é de que a votação ocorra até julho, seguindo o ritmo tradicional adotado pelo Tribunal em processos semelhantes.

A lista sêxtupla foi definida na sexta-feira pelo Conselho Seccional da OAB-MS, sendo que a procuradora do Estado Ana Carolina Ali Garcia foi a mais votada, com 43 votos.

Também foram escolhidos Regina Iara Ayub e Silmara Salamaia Gonçalves, ambas com 42 votos, José Eduardo Chemin Cury, mais conhecido como “Dadinho Cury”, com 41 votos, Ewerton Araújo de Brito, com 39 votos, e José Roberto Rodrigues da Rosa, com 35 votos.

A composição atende à regra de paridade de gênero adotada pela entidade para as vagas do quinto constitucional, reunindo três mulheres e três homens.

Ao encerrar a sessão, o presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, informou ao Correio do Estado que a lista será encaminhada ao presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, nesta segunda-feira.

Ele também  destacou o nível do processo e o compromisso institucional da entidade. “Foi uma eleição em altíssimo nível, com debates relevantes. Fizemos aquilo que compete ao Conselho: um trabalho sério, digno, na escolha dos representantes da advocacia”, afirmou.

Bitto Pereira ainda  ressaltou a responsabilidade dos eleitos na representação da classe. “A partir deste momento, a nossa história fica atrelada à de vocês. Que jamais se esqueçam de que chegaram ao tribunal escolhidos pela advocacia e que devem honrar esse compromisso com a defesa das prerrogativas e com a valorização da profissão”, declarou.

TRIBUNAL PLENO

A partir desse momento, os desembargadores passarão a avaliar os currículos e trajetórias dos candidatos antes da votação que definirá os três finalistas.

Concluída essa etapa, a lista tríplice será enviada ao governador Eduardo Riedel, que terá prazo constitucional de 20 dias para escolher o novo desembargador.

Caso a nomeação não ocorra dentro desse período, a vaga será preenchida pelo candidato mais votado pelo Tribunal Pleno, conforme artigo 94 da Constituição.

Entretanto, a reportagem apurou que é a intenção de Riedel fazer a nomeação o mais rápido possível para não atrapalhar a sua campanha eleitoral pela reeleição ao cargo de governador.

Porém, a expectativa nos meios jurídico e político é de que todo o processo seja concluído em cerca de 60 dias, dependendo do calendário de sessões do TJMS e da tramitação interna dos atos necessários na escolha.

O futuro desembargador ocupará a vaga deixada por Ary Raghiant Neto, que deixou a magistratura em março deste ano após três anos e meio no cargo para retornar ao exercício da advocacia.

*Saiba

As advogadas escolhidas são Ana Carolina Ali Garcia, Regina Iara Ayub Bezerra e Silmara Salamaia Gonçalves, enquanto os advogados são José Eduardo Chemin Cury, Ewerton Araújo de Brito e José Roberto Rodrigues da Rosa.

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Proposta

ALEMS propõe órgão exclusivo para defesa dos direitos das mulheres

Projeto prevê estrutura permanente voltada ao combate à violência de gênero e à defesa dos direitos das mulheres no Parlamento estadual

29/05/2026 16h17

Divulgação/Alems

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) começou a analisar uma proposta que cria a Procuradoria Especial da Mulher, estrutura parlamentar destinada à defesa dos direitos femininos, ao enfrentamento da violência de gênero e ao fortalecimento da participação das mulheres nos espaços de representação política.

A medida está prevista no Projeto de Resolução 21/2026, que tramita na Casa de Leis e propõe alterações no Regimento Interno da Assembleia.

A matéria foi apresentada pela Mesa Diretora, com coautoria da deputada Mara Caseiro (PL), e agora segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

A proposta prevê mudanças no artigo 46 do Regimento Interno, ampliando as atribuições relacionadas à discussão e ao acompanhamento de políticas públicas voltadas às mulheres.

Entre os temas que passarão a receber atenção específica estão o combate à violência doméstica e familiar, ao feminicídio, ao assédio moral e sexual, além de questões ligadas à saúde, segurança, igualdade de gênero e ao atendimento policial e pericial especializado.

Outro ponto central do projeto é a criação do Capítulo III, denominado “Da Procuradoria Especial da Mulher”. Pelo texto, o órgão será composto por uma procuradora-geral e uma procuradora-adjunta, escolhidas entre as deputadas em exercício e designadas pela Presidência da Assembleia.

O mandato será de dois anos, coincidindo com o período da Mesa Diretora, sendo permitida uma recondução.

Atribuições

Entre as competências previstas para a Procuradoria Especial da Mulher estão a defesa dos direitos das mulheres, a fiscalização e o acompanhamento de políticas públicas voltadas à proteção feminina e ao combate à violência doméstica, além do recebimento, análise e encaminhamento de denúncias de violência e discriminação aos órgãos competentes.

A proposta também estabelece que a estrutura poderá atuar como elo entre a população e os órgãos responsáveis pela proteção das mulheres, contribuindo para ampliar o acesso a mecanismos de denúncia e acolhimento.

Protocolo de acolhimento

Na justificativa do projeto, os autores destacam que a criação da Procuradoria Especial da Mulher representa um avanço institucional para fortalecer a proteção feminina dentro e fora do ambiente legislativo.

“A matéria altera o Regimento Interno, com o objetivo de criar a Procuradoria Especial da Mulher, uma estrutura parlamentar voltada à defesa dos direitos das mulheres, ao enfrentamento da violência de gênero e ao fortalecimento da representação feminina na política. Entre as competências atribuídas à procuradoria, figura a elaboração do protocolo de Atendimento, Acolhimento e Prevenção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar, estabelecendo desde já o caminho institucional para que a proteção às mulheres no âmbito da Casa Legislativa ganhe forma concreta e padronizada”, destaca a justificativa da matéria. 

O texto também ressalta a necessidade de adequação das atribuições das comissões permanentes ligadas à defesa dos direitos da mulher e ao combate à violência doméstica e familiar, de forma a integrar as ações do novo órgão à estrutura já existente na Assembleia Legislativa.

Caso seja aprovado pelas comissões e pelo plenário, o projeto incorporará a Procuradoria Especial da Mulher ao Regimento Interno da ALEMS, criando um espaço institucional permanente para acompanhamento, fiscalização e promoção de políticas voltadas à proteção e garantia dos direitos das mulheres em Mato Grosso do Sul.



 

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