Política

CASO ENGECAP

TRF-3 confirma absolvição de André e Giroto

TRF-3 confirma absolvição de André e Giroto

FERNANDA BRIGATTI

02/09/2011 - 00h00
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O Tribunal Regional Federal 3ª Região (TRF-3), em São Paulo, confirmou, ontem, a sentença da Justiça Federal de Campo Grande absolvendo o governador André Puccinelli (PMDB) e o deputado federal Edson Giroto (PR) da denúncia de improbidade administrativa no caso do escândalo da Engecap, empreiteira registrada em nome de dois laranjas, que trabalham como garis na Capital.

O TRF-3 rejeitou o recurso do Ministério Público Federal (MPF) que pretendia reverter o trancamento da ação feito em juízo de primeira instância. O governador e o deputado foram acusados de envolvimento em um esquema de superfaturamento nas obras de urbanização de fundo de vale do Córrego Bandeira, em 2003, quando André Puccinelli era prefeito e Giroto secretário municipal de Obras Públicas.

A defesa do governador argumentou que a ação do MPF se baseou em um relatório de fiscalização realizada pela Controladoria Geral da União (CGU). O conteúdo do documento teria sido, no entanto, derrubado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que aprovou as contas do convênio suspeito. "Após exaustiva e complexa análise contábil, jurídica e pericial, decidiu o TCU, por unanimidade, pela inexistência de sobrepreço e pela legalidade da execução das obras de urbanização do Córrego Bandeira", defendeu Paulo Tadeu Haendchen, advogado do governador André Puccinelli.

O convênio em questão envolvia a Prefeitura de Campo Grande e o Ministério da Integração Nacional para a execução das obras. O MPF pedia a condenação de todos os envolvidos por improbidade administrativa e a devolução de R$ 3,9 milhões, valor que teria sido superfaturado no contrato com a Engecap.

A empresa venceu a licitação para a execução de uma parte da pavimentação e canalização do Córrego Bandeira prevista no projeto e, na época, tinha R$ 11 milhões em contratos com a prefeitura. A construtora estava no nome de dois garis, mas o contrato com a prefeitura foi assinado pelo engenheiro Éolo Genovês Ferrari, na condição de procurador, ele também réu na ação civil pública.

O relatório da CGU que balizou a ação aponta irregularidades no aproveitamento do contrato de licitação, depois que a Coesa Engenharia, vencedora de uma dos lotes da obra do Complexo Bandeira, cedeu cerca de 35% dos serviços à Engecap. "Atestou o TCU a licitude da decisão de dar continuidade à execução contratual, até porque não se tratou de aproveitamento de licitação, mas de cumprir contrato legalmente firmado e em vigor", afirmou o advogado.

Também são réus no processo quatro servidores que atuavam no Ministério da Integração Nacional: Eldan Veloso (diretor), Sebastião Jander da Siqueira (gerente de projeto), Aureliano Cesar Martins Silva (consultor-técnico) e Marcos da Silva Ramos (consultor-Técnico). Eles aprovaram preços acima da tabela de referência.

Os preços usados na apuração da CGU, segundo o TCU foram inadequados, por não seguiram a lei orçamentária. A defesa de André considerou que a fiscalização promovida pela CGU possuía "erros materiais grosseiros", "que, entre outros absurdos, cotou preços de formas de madeiras e escavações de apenas 2 metros, quando, em veras (em verdade), foram usadas formas metálicas e escavados canais de 4 a 7 metros". A defesa de Giroto foi feita pelo advogado Vladimir Rossi.

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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