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Turismo foi avisado sobre investigação do TCU

Turismo foi avisado sobre investigação do TCU

DA REDAÇÃO

14/08/2011 - 11h28
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Além da Polícia Federal, o TCU (Tribunal de Contas da União) também avisou o gabinete do ministro Pedro Novais (Turismo) há quatro meses sobre suspeitas de fraude em convênio no Amapá.

Em 7 de abril, o TCU enviou ofício ao ministério pedindo esclarecimentos sobre um contrato para treinamento de mão de obra firmado com o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável).

No dia 12 de maio, o Turismo respondeu ao TCU negando qualquer irregularidade na contratação da ONG.

Como a Folha noticiou ontem, a PF informou ao ministro Pedro Novais que investigava o caso e solicitou que ele mandasse, "com urgência", cópia integral do processo que resultou no convênio. O ofício com o pedido foi assinado por um delegado da PF e enviado em 13 de abril.

Na época, o ministro Pedro Novais não anunciou qualquer medida para sanear o convênio ou interromper a liberação de verbas.

Na terça-feira passada, a PF desencadeou a Operação Voucher, com a prisão de 36 pessoas, entre funcionários da pasta e de empresas ligadas ao convênio.

Elas são investigadas por envolvimento em um esquema que teria desviado recursos R$ 4 milhões do convênio entre o Ibrasi e o Turismo.

Anteontem, três dias depois da operação, o ministério publicou uma portaria endurecendo as regras para convênios do Turismo.

Outro Lado

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Ministério do Turismo negou inicialmente que o ministro e a cúpula da pasta soubessem que o convênio do Amapá estava sendo investigado pela PF.

Posteriormente, confrontada com o documento, o ministério informou que o pedido da PF foi enviado diretamente ao chefe da assessoria especial de Controle Interno.

O setor é responsável pela prestação de informações aos órgãos de fiscalização do governo, e não teria ligação direta com o ministro.

Ainda de acordo com a assessoria, pedidos de informações sobre diversos assuntos do Turismo são comuns.

O ministério não soube informar por que este ofício, que informava que um inquérito da PF estava em andamento, não foi levado ao ministro. A Folha não conseguiu contato com o chefe do departamento que recebeu o pedido do delegado.

(Fonte: FolhaOnline)

ex-deputada

Zambelli contrata novo advogado para contestar extradição e condenações no STF

Carla Zambelli está solta desde maio, após permanecer presa na Itália em meio ao processo de extradição para o Brasil

18/09/2026 21h00

Ex-deputada federal Carla Zambelli

Ex-deputada federal Carla Zambelli Fotos: Lula Marques/ Agência Brasil

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A ex-deputada federal Carla Zambelli contratou o advogado brasileiro Eduardo Maurício para reforçar sua defesa e contestar as condenações impostas a ela pela Justiça brasileira. O novo advogado passou a atuar no caso na quinta-feira, 17, e trabalhará em conjunto com o italiano Pieremilio Sammarco em medidas relacionadas aos processos e ao pedido de extradição de Zambelli.

Em nota, Maurício afirmou que pretende adotar medidas processuais para tentar anular as duas condenações. Segundo o advogado, as decisões seriam resultado de "perseguição política" e teriam sido tomadas em processos nos quais, na avaliação da defesa, não foram respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a busca pela verdade dos fatos.

A defesa também pretende contestar o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália. De acordo com Maurício, a estratégia inclui questionar a imparcialidade dos julgadores envolvidos nos processos, citando os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

"Estão sendo tomadas as medidas processuais para afastar a segunda extradição requerida pelo Brasil à Itália, justamente pelo fato dos julgadores serem os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, ambos envolvidos em polêmicas no STF ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro", afirmou o advogado em nota.

Maurício declarou ainda que, na avaliação da defesa, não haveria garantia de um julgamento justo e imparcial caso Zambelli seja entregue ao Brasil. O advogado afirmou que entregar Zambelli ao Brasil seria o mesmo que "condená-la à morte".

Em 2025, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes

A ex-deputada também recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O caso ocorreu no segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu, com uma arma em punho, o jornalista Luan Araújo pelas ruas da região dos Jardins, em São Paulo.

A situação de Zambelli na Itália

Carla Zambelli está solta desde maio, após permanecer presa na Itália em meio ao processo de extradição para o Brasil. A Justiça italiana havia autorizado, em março deste ano, o envio da ex-deputada ao País para que ela respondesse às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

O processo de extradição, porém, não foi concluído. A instância máxima do Judiciário italiano anulou, em duas ocasiões, as decisões que autorizavam a extradição, o que resultou na soltura de Zambelli. O Brasil voltou a pedir a extradição da ex-deputada, mantendo em aberto o processo para que ela seja enviada ao País e cumpra as penas determinadas pelo STF.

Eleições em MS

Herdeira do Itaú está entre as doadoras da campanha de Soraya Thronicke

Beatriz Bracher também doou recursos para a campanha de Marina Silva e Tábata Amaral

18/09/2026 18h09

Senadora Soraya Thronicke recebeu doação de Beatriz Bracher

Senadora Soraya Thronicke recebeu doação de Beatriz Bracher Divulgação

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A escritora e herdeira do Bnaco Itaú, Beatriz Sawaya Botelho Bracher, destinou R$ 65 mil para a campanha à reeleição da senadora Soraya Thronicke em Mato Grosso do Sul. 

Beatriz é filha de Fernão Bracher, fundador do banco BBA — instituição financeira que posteriormente foi vendida ao banco Itaú. Além de autora de livros premiados, a escritora tem forte ligação com causas culturais e atua como conselheira do Instituto Acaia, entidade sem fins lucrativos dedicada à educação. No pleito deste ano, a doadora passou a integrar o grupo dos maiores doadores das eleições, figurando entre os 20 principais nomes do país entre os dias 2 e 3 de setembro.

Apoio estratégico a candidaturas femininas

O repasse de R$ 65 mil a Soraya Thronicke faz parte de uma estratégia focada no financiamento de candidaturas femininas para os cargos de senadora e deputada federal. Ao todo, Beatriz direcionou R$ 905 mil exclusivamente para campanhas de mulheres, somando R$ 1 milhão em doações totais apuradas para a campanha deste ano.

A maior contribuição individual do ciclo foi concedida a Marina Silva (ex-ministra de Lula), que recebeu R$ 150 mil para sua candidatura ao Senado por São Paulo. 

Na sequência dos repasses para a mesma Casa Legislativa, figuram Áurea Carolina (MG), com R$ 140 mil, e Manuela D’Ávila (RS), contemplada com R$ 80 mil. 

Já para a Câmara dos Deputados, a escritora ajudou a financiar as candidaturas paulistas de Marina Helou e Tabata Amaral, repassando R$ 60 mil para cada uma.

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