Política

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Um dia após assumir prefeitura, Délia já fala em disputar eleição

Um dia após assumir prefeitura, Délia já fala em disputar eleição

Redação

10/10/2010 - 01h00
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Fábio Dorta, Dourados

Exatamente 24 horas depois de assumir interinamente a Prefeitura de Dourados, a vereadora Délia Razuk (PMDB) admitiu entrar na disputa eleitoral caso a Justiça casse os mandatos do prefeito afastado Ari Artuzi (sem partido) e do vice Carlinhos Cantor (PR) e sejam convocadas eleições diretas. O juiz Eduardo Rocha, que assumiu a administração municipal antes de Délia, também cogitou a possibilidade de concorrer. Assim, uma eventual disputa em Dourados já teria pelo menos seis pré-candidatos.
“Eu faço parte de um partido político, o PMDB, um partido forte. Se houver eleições, as pessoas me perguntam muito se eu vou ser candidata. Olha, eu coloco meu nome à disposição do meu partido se eu estiver bem nas pesquisas”, disse Délia ontem pela manhã, em entrevista à rádio Grande FM.
Além de Délia e Eduardo Rocha, também querem disputar o cargo se houver nova eleição no município o ex-presidente da Cassems (Caixa de Asssitência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) Lauro Davi, eleito deputado estadual, e os deputados federais Geraldo Resende (PMDB) e Marçal Filho (PMD). O vice-governador Murilo Zauith (DEM) também foi cogitado a concorrer (leia matéria na página 3A).
Segundo a prefeita interina, independente da questão política, seu objetivo é fazer um bom trabalho enquanto estiver no cargo. “Vou fazer um trabalho transparente. (...) É uma grande missão, mas tenho certeza que vou realizar um trabalho responsável. Tenho certeza que neste tempo que eu estarei à frente da prefeitura, o meu povo, a minha comunidade não vai se envergonhar”.
Délia destacou que seus principais objetivos são reorganizar a administração e resgatar a imagem do município, prejudicada com os escândalos de corrupção revelados pela Operação Uragano da Polícia Federal. No início de setembro, cerca de 30 pessoas foram presas acusadas de corrupção, entre elas o prefeito afastado Ari Artuzi, o vice Carlinhos Cantor e toda antiga mesa diretora da Câmara Municipal.
“É lamentável a situação que estamos passando, inclusive com repercussão em nível nacional. Estamos passando por um período de incertezas, de dificuldades. Mas nós queremos restabelecer a ordem no setor administrativo e fortalecer nosso município e resgatar a imagem da nossa cidade, que é a vontade da nossa população”, disse Délia.
Délia observou ainda que a situação financeira do município é muito complicada e que será necessário buscar parcerias com governo estadual e federal e ter criatividade para enfrentar os problemas. “Quando a gente é dona de casa a gente aprende muito isso. Você administra sua casa com recurso mínimo, você tem que pagar a escola do seu filho, tem que fazer a compra da tua casa, água, luz”, acrescentou a prefeita.

Secretariado e eleição
Délia Razuk disse ainda que está escolhendo os secretários municipais e assessores diretos com os quais irá formar sua equipe de trabalho e afirmou que vai demitir servidores contratados que não estejam trabalhando ou que ocupem cargos que não sejam indispensáveis ao funcionamento da máquina administrativa. O objetivo é diminuir despesas e garantir, por exemplo, o pagamento do 13º salário dos servidores. (colaborou Maria Matheus)a

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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