Política

Eleições 2026

Única mulher candidata à presidência quer dobrar salário mínimo e escala 4x3

O programa de governo da UP, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 67 páginas e está organizado em 18 eixos temáticos

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Sendo a única mulher candidata à presidência nas Eleições 2026, Samara Martins é cirurgiã-dentista e trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte e, entre outros pontos do programa de governo da candidata do partido Unidade Popular (UP), quer lutar para dobrar o salário mínimo e instituir a escala 4x3. 

Sob o título Unidade Popular pelo Socialismo, o programa de governo da candidata apresenta explicitamente um projeto de transformação estrutural do modelo econômico e político brasileiro. O objetivo declarado no documento é superar as desigualdades do capitalismo e construir uma sociedade socialista.

Partido criado em 2016 e identificado com o campo da esquerda radical, a UP disputa a Presidência da República em 2026 com uma candidatura formada exclusivamente por mulheres.

Cabeça da chapa, Samara, 38 anos, foi candidata a vice-presidente pela legenda em 2022, com Leonardo Péricles, atual presidente do partido. A candidata a vice é Raquel Brício, 34 anos, guarda portuária e dirigente sindical no Pará, que já disputou eleições para deputada estadual e para a prefeitura de Belém.

"O Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas o povo vive na pobreza. Essa desigualdade não é natural. Ela resulta de um modelo econômico que coloca os interesses dos capitalistas acima das necessidades populares", diz o programa, que faz um diagnóstico extremamente crítico da economia de mercado e propõe medidas radicais para modificar o sistema em vigor.

"Defendemos que saúde, educação, água, energia, saneamento, moradia, transporte, cultura e comunicação sejam direitos, e não mercadorias. Defendemos o fim da escala 6x1, a redução da jornada com aumento salarial, a elevação em 100% do salário mínimo, a reindustrialização, a reforma agrária, a soberania nacional, o fortalecimento da ciência e a recuperação do controle público dos setores estratégicos", prossegue o texto.

Salário e emprego

A UP também promete enfrentar "todas as formas de exploração", como racismo, machismo, LGBTfobia, capacitismo e opressão, bem como assegurar territórios e proteção de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

O programa de governo da UP, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 67 páginas e está organizado em 18 eixos temáticos. No tema de trabalho e salário, por exemplo, o partido propõe dobrar o valor atual do salário mínimo de forma imediata, o que significaria um acréscimo exato de R$ 1.621, fazendo o novo valor totalizar R$ 3.242.

Também defende o fim da escala 6x1 e o estabelecimento da escala 4x3 para todos os trabalhadores do país, além de garantia de emprego para todas as pessoas adultas capazes de trabalhar.

Economia

Na área econômica, o programa propõe a suspensão imediata do pagamento da dívida pública e realização de auditoria cidadã. A UP afirma que os recursos liberados seriam redirecionados para políticas sociais e estima em cerca de R$ 2 trilhões o montante que poderia ser deslocado do serviço da dívida.

O partido também se compromete com a nacionalização dos bancos e estatização do sistema financeiro, com fusão das instituições bancárias sob controle estatal e gestão dos trabalhadores. Propõe ainda o fim da autonomia do Banco Central (BC), submetendo as políticas monetária e cambial às diretrizes do governo ao que o programa denomina desenvolvimento social.

O programa da UP ainda prevê reestatização de empresas privatizadas, citando expressamente Eletrobras e a Petrobras, que passariam a ter controle 100% estatal, e retomada de empresas como Vale, companhias que controlam ferrovias, e empresas de saneamento e telecomunicações.

O programa também propõe monopólio público em geração de energia, mineração, produção e distribuição de combustíveis e indústria de defesa.

O texto também estabelece o fim de novas privatizações e dos leilões de petróleo e revisão e eventual revogação das concessões privadas de portos, aeroportos e rodovias.

No transporte urbano, prevê estatização das frotas, criação de empresas públicas e reestatização de linhas privatizadas de metrô e trem, incluindo o fortalecimento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa pública federal que administra linhas férreas em diferentes estados.

Na parte tributária, a UP propõe isenção do Imposto de Renda para trabalhadores, retirada de impostos sobre itens da cesta básica e produtos essenciais e instituição de tributação progressiva sobre grandes fortunas, lucros, dividendos e heranças de bilionários. Também propõe mudanças nos impostos ICMS/IVA, com redução de alíquotas e isenções para determinados produtos.

Direitos humanos

A candidatura de Samara Martins cita ainda propostas de criminalização da misoginia, ampliação da rede de atendimento às mulheres, igualdade salarial com homens, rede pública de cuidados e descriminalização e legalização do aborto.

Para a população negra, o plano de governo fala em ampliação das ações afirmativas e titulação de territórios quilombolas. A demarcação e a titulação de terras indígenas também são pontos abordados no programa. O documento propõe também realização de ampla reforma agrária e "nacionalização da terra".

O programa cita reforma urbana, com produção pública de moradias, urbanização de favelas, regularização fundiária, utilização de imóveis públicos ociosos e desapropriação de propriedades que não cumpram função social.

Segurança pública e Justiça

Na área de segurança, o programa da UP prevê desmilitarização das polícias, reorganização das carreiras policiais e mudança do modelo de segurança.

O Poder Judiciário passaria a ter eleição direta de juízes e tribunais superiores, com o fim dos chamados "penduricalhos" que aumentam os salários muito acima do teto constitucional. O plano também defende o fortalecimento da Justiça do Trabalho e reforma do sistema penitenciário.

Cultura e comunicação
No setor de comunicações, o programa prevê o que chama de "estatização dos monopólios de TV e rádio" e apoio à imprensa comunitária e alternativa. Já as políticas culturais teriam como prioridade o incentivo à cultura popular e uma proposta de nacionalização de grandes gravadoras e produtoras cinematográficas.

 

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Bancada Federal

PL elege três deputados e passar a ter a maior bancada de MS na Câmara

Camila Jara é reeleita como a candidata mais votada do Estado; bancada terá quatro mulheres pela 1ª vez

05/10/2026 08h10

O deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon

O deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon Foto: Runo Spada/Câmara dos Deputados

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Mato Grosso do Sul terá três deputados federais do Partido Liberal (PL) a partir de 2027. Com 100% das urnas apuradas às 20h de ontem, o partido elegeu Marcos Pollon, Mara Caseiro e Rodolfo Nogueira e passou a formar a maior bancada do Estado na Câmara dos Deputados.

Dos oito parlamentares eleitos, cinco foram reeleitos e três conquistaram o primeiro mandato federal. A disputa também ampliou a presença feminina na representação de Mato Grosso do Sul em Brasília.

Camila Jara (PT) foi reeleita e terminou a eleição como a candidata mais votada para a Câmara no Estado, com 154.157 votos. A petista terá mais quatro anos de mandato a partir de fevereiro de 2027.

Marcos Pollon (PL) ficou em segundo lugar na votação, seguido por Rose Modesto (União Brasil). Pollon também foi reeleito e permanecerá na Câmara. Rose, que já foi deputada federal entre 2019 e 2023, retorna ao Congresso Nacional.

A quarta maior votação ficou com Mara Caseiro (PL), atualmente deputada estadual. Com a eleição, ela deixa a Assembleia Legislativa e passa a integrar a bancada federal de Mato Grosso do Sul.
Rodolfo Nogueira (PL) também garantiu a reeleição. O parlamentar, que integra a atual bancada federal, permanecerá na Câmara no próximo mandato.

O Republicanos elegeu dois deputados. Beto Pereira foi reeleito, enquanto Isa Marcondes conquistou uma das cadeiras. A nova deputada federal tem atuação política como vereadora em Dourados e assumirá seu primeiro mandato em Brasília.

A última vaga ficou com Dagoberto Nogueira (PP), que também foi reeleito.

O deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon

QUATRO MULHERES

A nova composição da bancada federal de Mato Grosso do Sul terá quatro mulheres, o maior número registrado na representação do Estado na Câmara. Além de Camila Jara, que foi reeleita, passam a integrar a bancada Mara Caseiro, Isa Marcondes e Rose Modesto.

Com isso, as mulheres ocuparão metade das oito cadeiras destinadas a MS na Câmara dos Deputados. A atual bancada conta com apenas uma mulher, Camila Jara. As outras três parlamentares eleitas ontem substituem deputados que não conseguiram a reeleição ou não disputaram novamente a vaga.

A renovação da bancada federal será de três cadeiras. Permanecem na Câmara, além de Camila Jara, Marcos Pollon, Rodolfo Nogueira, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira.

As mudanças serão provocadas pela eleição de Mara Caseiro, Isa Marcondes e pelo retorno de Rose Modesto.

Com três representantes, o PL será responsável pela maior bancada de Mato Grosso do Sul na Câmara. O Republicanos terá dois deputados, enquanto PT, União Brasil e PP terão um parlamentar cada.
Os eleitos assumem os novos mandatos em fevereiro de 2027.
 

Eleições 2026

PL chega a nove vagas na Assembleia Legislativa e MDB fica com apenas uma

O deputado estadual Zé Teixeira (PL) alcançou 54.080 votos e foi o mais votado no pleito deste ano; os ex-prefeitos Odilon, Ângelo Guerreiro e Hélio Peluffo estão entre os eleitos

05/10/2026 07h55

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Divulgação: ALEMS

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O PL conquistou nove das 24 vagas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e terá a maior bancada da próxima legislatura, com 37,5% dos assentos. 

Com 100% das urnas apuradas na noite de ontem, o deputado estadual Zé Teixeira (PL) terminou como o candidato mais votado, com 54.080 votos, seguido pelo deputado estadual Paulo Corrêa (PL), com 44.541, ambos foram reeleitos.

O resultado assegurou quatro cadeiras ao PT, porém reduziu a representação feminina. Duas mulheres integram a nova composição: a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), e a deputada estadual Professora Gleice Jane (PT), que foi reeleita.

Também foram eleitos os ex-prefeitos Odilon Ribeiro (PL), de Aquidauana, Ângelo Guerreiro (PSDB), de Três Lagoas, e Hélio Peluffo (PP), de Ponta Porã.

Conforme a distribuição de vagas apresentada, as federações União Progressista e Brasil da Esperança ficaram com quatro cadeiras cada. 

A Federação PSDB-Cidadania conquistou três cadeiras, enquanto o Republicanos obteve duas. MDB e Avante ficaram com uma vaga cada.

Além de Zé Teixeira e Paulo Corrêa, a bancada do PL reúne o deputado estadual Coronel David, Gianni Nogueira, Odilon Ribeiro, Daverson Matos, o vereador campo-grandense André Salineiro e os deputados estaduais Lucas de Lima e Marcio Fernandes. 

A legenda ficou com os dois candidatos mais votados e três dos cinco primeiros colocados na votação individual.

Coronel David recebeu 41.492 votos, enquanto Gianni Nogueira somou 36.108 e Odilon Ribeiro, 35.905. Daverson Matos terminou com 30.604 votos, seguido por André Salineiro, com 28.437, Lucas de Lima, com 26.204, e Marcio Fernandes, com 23.122.

Zé Teixeira abriu uma diferença de 9.539 votos sobre Paulo Corrêa. A terceira maior votação foi a do deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), com 43.845 votos, à frente do deputado estadual Zeca do PT, que recebeu 42.714, e Coronel David.

Com nove deputados, o PL terá peso nas negociações pela presidência da Alems, a composição da Mesa Diretora e a formação das comissões. 

A bancada não alcança isoladamente a maioria das 24 cadeiras, mantendo a necessidade de articulação com outras legendas.

O PT garantiu quatro vagas e formará a segunda maior bancada partidária da Casa. Zeca do PT, Tiago Botelho, Professora Gleice Jane e o deputado estadual Pedro Kemp preencheram as cadeiras da Federação Brasil da Esperança, concentrando no partido toda a representação do grupo.

Tiago Botelho encerrou a apuração com 39.387 votos, Gleice Jane recebeu 29.844 e Pedro Kemp, 28.397. Somados aos votos de Zeca, os quatro petistas eleitos contabilizaram 140.342 votos. A bancada ocupará um sexto dos assentos da Assembleia, o equivalente a aproximadamente 16,7%.

A vereadora campo-grandense Luiza Ribeiro, também do PT, recebeu 25.472 votos e ficou abaixo dos quatro candidatos que conquistaram as vagas da federação. A diferença em relação a Pedro Kemp, o quarto colocado do grupo, foi de 2.925 votos.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

MENOS MULHERES

A representação feminina caiu e ficará restrita a Gianni Nogueira e Gleice Jane. As duas ocuparão aproximadamente 8,3% das cadeiras, enquanto os homens preencherão 22 dos 24 assentos da próxima legislatura.

Gianni e Gleice somaram 65.952 votos. A presença feminina ficará distribuída entre as duas maiores bancadas partidárias, com uma representante no PL e outra no PT.
Entre Odilon Ribeiro, Ângelo Guerreiro e Hélio

Peluffo, Guerreiro teve a maior votação, com 37.704 votos. Odilon conquistou 35.905, enquanto Peluffo recebeu 31.435. Juntos, os três somaram 105.044 votos.

Com trajetórias à frente das prefeituras de Aquidauana, Três Lagoas e Ponta Porã, eles levarão à Assembleia a experiência de gestão municipal. Os três estarão em bancadas diferentes, representando PL, PSDB e PP.

Na Federação União Progressista, três das quatro cadeiras ficaram com o PP: Gerson Claro, com 35.767 votos; Londres Machado, com 33.581; e Hélio Peluffo, com 31.435. A quarta vaga ficou com Professor Rinaldo Modesto, do União Brasil, que recebeu 23.763 votos.

Jamilson Name (PP) somou 35.211 votos, mas sua votação aparece classificada como “anulado sub judice”. Ele não integra a composição descrita com base na distribuição de cadeiras apresentada.

Outros candidatos da federação ficaram abaixo dos quatro nomes que preencheram as vagas. Professor Marcelo Miranda (PP) recebeu 23.112 votos, enquanto Jerson Domingos (União Brasil) terminou com 16.884.

A Federação PSDB-Cidadania terá Caravina, Ângelo Guerreiro e o deputado estadual Paulo Duarte, todos do PSDB. Além das votações de Caravina e Guerreiro, Paulo Duarte conquistou 20.029 votos. O vereador campo-grandense Silvio Pitu, também do partido, recebeu 18.392 votos e ficou de fora da composição apresentada.

MDB ENFRAQUECIDO

O ex-governador André Puccinelli (MDB) recebeu 40.602 votos e ficou com a única cadeira do MDB. O deputado estadual Junior Mochi, que somou 23.721, não integra a lista dos 24 nomes resultante da distribuição informada.

No Republicanos, as duas vagas ficaram com os deputados estaduais Renato Câmara e Pedrossian Neto. Renato recebeu 20.976 votos, enquanto Pedrossian Neto somou 19.516. O deputado estadual Antonio Vaz terminou com 19.101, ficando 415 votos atrás do segundo colocado do partido.

O deputado estadual Lidio Lopes recebeu 20.801 votos e conquistou a única cadeira do Avante. Com isso, a nova composição reúne oito partidos, considerando a divisão das vagas das federações entre as legendas dos candidatos eleitos.

OS MAIORES

PL e PT terão, juntos, 13 dos 24 deputados, o equivalente a aproximadamente 54,2% das cadeiras. A soma representa mais da metade da composição da Assembleia, embora não signifique que os dois partidos atuarão como um bloco político.

PP e PSDB terão três representantes cada e, somados, ocuparão um quarto dos assentos. Republicanos, MDB, União Brasil e Avante reúnem as seis cadeiras restantes. A distribuição amplia a importância das negociações entre as bancadas para a construção de maiorias.

O resultado evidencia ainda a diferença entre votação individual e conquista de uma cadeira. Junior Mochi, com 23.721 votos, e Professor Marcelo Miranda, com 23.112, receberam mais votos que alguns dos eleitos por outras legendas, ainda assim, ficaram de fora da composição apresentada, pois a distribuição dos assentos também considera o desempenho dos partidos e das federações.

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