Política

SIGLA RACHADA

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Velha guarda do PT insiste em apoiar Rose e rifar Camila na disputa pela prefeitura da capital

Deputados petistas Vander e Zeca divulgam nota um dia antes de a deputada federal anunciar pretensão por eventual pré-candidatura

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Nota divulgada pelos deputados Vander Loubet (federal), 60, e Zeca do PT (estadual), 73, divulgada neste domingo (18), contrasta com as intenções políticas da colega deles, a deputada federal Camila Jara, 29, que anunciou para amanhã, segunda, em Campo Grande, em coletiva de imprensa para difundir a ideia de que ela quer ser a pré-candidata do PT na briga pela prefeitura da cidade, nas eleições de novembro, daqui nove meses.

Ou seja, pelos comunicados dos parlamentares petistas, escancarou-se que o partido rachou-se, ao menos por enquanto quando o assunto tratado tem a ver com as eleições municipais.

Em recentes declarações, tanto Zeca quanto Vander, tio e sobrinho, o PT de Mato Grosso do Sul deve focar num propósito, que seria o de abandonar o plano de candidatura própria e juntar-se ao projeto da ex-deputada federal Rose Modesto, do União Brasil, provável pré-candidata à prefeitura de Campo Grande.

No caso, Camila ficaria fora do pleito.

Note aqui trecho da nota divulgada por Zeca e Vander que evidencia a renúncia da candidatura própria:

“É legitima a decisão do Diretório Municipal em apontar, articular e defender a candidatura própria do PT. Não questionamos. E muito menos temos qualquer questionamento à legitimidade da pré-candidata apontada pelo Diretório, a companheira deputada federal Camila Jara, a quem reconhecemos como jovem liderança de grande importância”, cita de modo sutil os parlamentares que, logo depois, arrematam o raciocínio defendido, que rejeita o projeto de Camila:

“A questão, para nós, é outra: a candidatura própria é o único e/ou o melhor caminho para o PT de Campo Grande nas eleições de 2024?”.

Seguindo, o comunicado dos deputados busca uma justificativa pelo não a pré-candidatura da deputada federal.

Para os dois deputados, mais importante que as eleições municipais, também a candidatura de Camila, é o PT de MS mirar suas forças pelo que chamam de “sustentabilidade do governo de Lula”.

Deixam a entender, os deputados, que os petistas devem brigar aqui em MS, majoritariamente, pelo fortalecimento político do presidente Lula.

Outra razão destacada pelos deputados em questão, espalhada nos bastidores, que explicaria o apoio a ex-deputada Rose, teria a ver com o plano político do deputado federal Vander Loubet, já em seu sexto mandato como congressista de MS em Brasília.

Vander ambiciona concorrer a uma vaga ao Senado, em 2026. A ele interessaria o apoio a Rose, neste ano, por ela vantajosa popularidade em Campo Grande. E isso, como aliada, ajudaria o petista na briga pelo Senado.

Rose Modesto, que já disputou eleição pela prefeitura de Campo Grande, nunca havia mantido proximidade com governos de Lula, hoje ocupa a chefia da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste, Sudeco, por indicação de seu partido, o União Brasil.

Retornando a nota de Vander e Zeca, os dois amenizam a ideia do racha no partido:

“Apesar de a Executiva Municipal do PT, ou de parte dela, tomar a iniciativa de convocar, intempestivamente, uma coletiva com a imprensa, nomeando as lideranças com mandato que estarão presentes e excluindo os não nominados que também têm mandato popular, não há que se falar em divisão interna. Trata-se de um processo natural de construção da nossa unidade interna. Pensamos e propomos caminhos diferentes”.

COLETIVA

Até a publicação deste material, a deputada Camila Jara não havia se manifestado quanto a nota dos deputados Vander e Zeca.

Também por meio de comunicado, a coletiva de imprensa que vai tratar da eventual pré-candidatura de Camila, foi anunciada neste domingo e informou que o evento contará com a presença dos vereadores petistas de Campo Grande Ayrton Araújo e Luiza Ribeiro, dos deputados estaduais Pedro Kemp e Gleice Jane, da deputada federal Camila Jara, além do presidente estadual do partido em MS, Vladimir Ferreira, e do presidente municipal do partido, Agamenon do Prado.

 

MATO GROSSO DO SUL

Bolsonaro marca agenda dias 14 e 15 de maio em MS, um mês depois de Lula

Visita de ex-presidente é esperada desde o dia 24 de fevereiro, quando Michelle Bolsonaro veio à Campo Grande para evento do PL Mulher

16/04/2024 13h07

Nomes ligados ao PL, como Marcos Pollon e o candidato à prefeitura de Campo Grande, Rafael Tavares, já dão a visita do ex-presidente como certa em suas redes sociai Reprodução

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Cerca de um mês depois do então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, pisar em solo mato-grossense, o ex-chefe do Executivo Federal, Jair Bolsonaro, tem agenda marcada com seus correligionários em Mato Grosso do Sul já para o mês de maio. 

Conforme o presidente municipal do Partido Liberal em Campo Grande, Aparecido Andrade Portela - o Tenente Portela -, as datas em que o ex-presidente virá para MS até então são os dias 14 e 15 do próximo e  mês. 

Ao Correio do Estado, o responsável pela sigla no município de Campo Grande destacou que a presença de Jair Bolsonaro já está confirmada para a Exposição Agropecuária de Dourados, que acontece entre os dias 10 e 19 de maio, com shows de Ana Castela; Gusttavo Lima; Alok e Léo Santana. 

Considerado amigo do ex-presidente e descrevendo-se como "eterno defensor de Bolsonaro", Portela assumiu o diretório municipal do PL em Campo Grande neste ano. 

Visita prometida

Nomes ligados ao Partido Liberal, como Marcos Pollon (comandante estadual do PL em MS) e o candidato à prefeitura de Campo Grande, Rafael Tavares, também já dão a visita do ex-presidente como certa através de suas redes sociais. 

Vale lembrar que a vinda de Bolsonaro a Mato Grosso do Sul é esperada entre seus apoiadores desde o dia 24 de fevereiro, quando a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, esteve em Campo Grande para o encontro do PL Mulher na Capital. 

Na ocasião, enquanto Michelle ocupava o palco, o ex-mandatário apareceu por meio de uma "videoconferência", rememorando mais uma vez seus tempos como militar em Mato Grosso do Sul. 

"Esse estado que me acolheu por três anos lá em nossa querida Nioaque. Ela [Michelle] está presente aí não só levando o nome do Partido Liberal, bem como a importância das mulheres participarem da política, não por cotas, mas com vontade de ajudar o seu município, seu estado e seu País", argumentou. 

Esse evento em Campo Grande antecedeu o ato realizado no dia 25 de fevereiro na Avenida Paulista (SP), quando o ex-presidente. 

Na data, discursou de improviso para seus apoiadores, reclamando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por sua inelegibilidade, com críticas estendidas também ao STF pelas penas impostas aos que participaram dos ataques de 8 de janeiro. 

Protegido por colete à prova de balas, além de escudos posicionados por seus seguranças, fez a sua declaração ao público em cima de um trio elétrico ao lado de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia. 

Inclusive, ainda que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), tenha confirmado presença no evento após recepcionar a ex-primeira dama um dia antes, a mandatária da Capital sul-mato-grossense ficou distante do palanque e entre a multidão. 

“Aceitei o convite prontamente para juntar aos milhares de brasileiros, em prol da nossa democracia, da nossa liberdade e também dos valores cristãos. O ato será pacífico e ressalta o nosso posicionamento político”, disse ela. 

 

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GUERRA IMINENTE

Assembleia Legislativa de MS manifesta temor por conflito entre Israel e Irã

Deputado Gerson Claro afirmou que a iminente guerra pode causar crise com efeitos no Brasil e em MS

16/04/2024 12h00

Presidente da Assembleia Legislativa se manifestou em nome da Casa Foto: Luciana Nassar

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O ataque do Irã a Israel ocorrido no último fim de semana pode levar a uma escalada nos conflitos da região e acende o alerta em toda a comunidade internacional. Em Mato Grosso do Sul, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), manifestou temor com a possibilidade de uma guerra.

Ele usou a palavra antes da abertura da sessão desta terça-feira (16) e disse, em nome da Casa, que é iminente o conflito e há uma pressão na política internacional, já tendo havido manifestação de autoridades brasileiras.

“Nós não poderíamos deixar de nos manifestar com preocupação, porque é certo que qualquer reação neste momento de crise pode ocorrer que esse conflito se torne em um acontecimento, que já é de influência mundial, seja ainda maior", disse.

"A gente pede, nesse momento, em nome do Parlamento sul-mato-grossense, que as autoridades, sejam elas americanas que tenham influência na ONU [Organização das Nações Unidas], ou nacionais, em nossas embaixadas, possam agir de maneira a buscar o diálogo e a tolerância, porque esse conflito, e a maneira que o próprio Irã respondeu a um eventual ataque ainda não assumido por Israel, nos preocupa e nos coloca em alerta, porque sabemos que os acontecimentos iminentes podem atingir nosso País”, acrescentou.

"A gente acompanha com muito temor e com expectativa que o equilíbrio possa tomar conta das negociações nesse momento e que esse iminente perigo de uma guerra possa parar onde está", concluiu Gerson Claro.

Conflito no Oriente Médio

A guerra teve início em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas fez um ataque surpresa a Israel, que deixou 1,4 mil mortos e capturou cerca de 200 reféns.

Desde então, mais de 32 mil pessoas perderam a vida em toda a Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo 13 mil crianças, e mais de 74 mil ficaram feridos, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Cerca de 1,7 milhão, quase 80% da população da Faixa de Gaza, foram deslocadas. Dessas, 850 mil são crianças.

No início deste mês, aviões de combate supostamente israelenses bombardearam a Embaixada do Irã na Síria. O ataque matou sete conselheiros militares iranianos e três comandantes seniores.

No sábado (13), a ofensiva foi do Irã, que atacou o território israelense com mísseis e drones, que em grande parte foram interceptados pelas forças de defesa israelenses.

Após o ataque iraniano, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou, no sábado (13) à noite, uma nota no qual o governo brasileiro manifesta "grave preocupação" com relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel.

De acordo com a nota, a ação militar deixou em alerta países vizinhos e exige que a comunidade internacional mobilize esforços para evitar uma escalada no conflito.

* Com Agência Brasil

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