Política

ELEIÇÕES 2026

Vereadores tucanos vencem a queda de braço e partido terá chapa competitiva

Após intervenção de Riedel e Azambuja, o deputado estadual Jamilson Name deixa o PSDB e se filia ao PP pela reeleição

Continue lendo...

No último dia de abertura da janela partidária, período de 30 dias em que parlamentares eleitos em pleitos proporcionais podem mudar de partido político sem o risco de perderem o mandato por infidelidade à legenda, os vereadores campo-grandenses tucanos Flávio Cabo Almi, Dr. Victor Rocha e Silvio Pitu venceram a queda de braço dentro do PSDB e tiraram da sigla um dos campeões de votos, para que possam ter chances de vitória na eleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) no pleito de outubro deste ano.

Após as intervenções dos caciques políticos Eduardo Riedel (PP), atual governador, e Reinaldo Azambuja (PL), ex-governador, o deputado estadual Jamilson Name deixou o PSDB e se filiou ao PP, onde tentará mais uma reeleição, pondo fim, dessa forma, à ameaça dos três vereadores tucanos de não saírem candidatos a deputado estadual para não servirem de escadas políticas para o agora ex-colega de sigla e também para os deputados estaduais Pedro Caravina, Lia Nogueira e Paulo Duarte.

Segundo apuração do Correio do Estado, a formação da chapa para deputados estaduais pelo PSDB em Mato Grosso do Sul tinha deixado de ser uma negociação tranquila para virar um estopim de um barril de pólvora, em decorrência de os três vereadores do partido em Campo Grande ameaçarem não participar do pleito, enfraquecendo a legenda, que sonha em conquistar de quatro a cinco cadeiras na Alems.

O imbróglio começou depois que Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha deram um ultimato ao partido, após serem informados que os deputados estaduais Jamilson Name e Pedro Caravina continuariam no ninho tucano para tentar as respectivas reeleições, inviabilizando que pelo menos um dos parlamentares municipais tivesse chances reais de ser eleito para o Legislativo estadual.

Conforme fontes ouvidas pela reportagem, estava tudo certo para que o deputado estadual Pedro Caravina fosse para o PP, ficando apenas Jamilson Name no partido, com a deputada estadual Lia Nogueira, o que permitiria que os três vereadores tivessem a oportunidade de pelo menos disputar as cadeiras na Assembleia Legislativa.

Porém, Caravina refez a conta de votos necessários para ser reeleito e constatou que, com os três vereadores na chapa, seria muito mais fácil garantir o retorno à Casa de Leis se continuasse no PSDB do que tentando a sorte no PP, da senadora Tereza Cristina, entretanto, a permanência dele faria com que a chapa ficasse com dois deputados estaduais campeões de votos, tornando a campanha eleitoral de Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha muito mais difícil.

Com essa matemática, seria muito mais fácil que Jamilson e Caravina fossem reeleitos, restando apenas duas possíveis cadeiras na Assembleia Legislativa para o ninho tucano, que seriam disputadas pelos três vereadores e ainda pelos deputados estaduais Lia Nogueira e Paulo Duarte, o ex-secretário estadual Eduardo Rocha e o ex-prefeito de Três Lagoas Angelo Guerreiro.

Diante desse quadro, Riedel e Azambuja tiveram de intervir, no apagar das luzes do período de janela partidária, para convencer Jamilson Name a deixar o ninho tucano, pois Caravina tinha batido o pé que ficaria no PSDB.

Após intensas negociações, que se arrastaram até a noite de quinta-feira, Jamilson cedeu e aceitou se filiar ao PP, pondo fim ao embate que poderia comprometer os planos do governador e do ex-governador.

“O partido foi escolha do governador Eduardo Riedel, e eu aceitei me filiar ao PP, pois acredito que a chapa da federação partidária União Progressista faça seis deputados estaduais no pleito de outubro”, projetou o deputado estadual Jamilson Name.

Ele negou que o fato de seu tio, o conselheiro de contas aposentado Jerson Domingos (União Brasil), também concorrer a uma cadeira na Alems possa provocar algum atrito. “Da minha parte, não tem problema nenhum estar ao lado do meu tio, pois ambos vamos trabalhar pelos votos. E que vença o melhor”, finalizou.

Assine o Correio do Estado

INTERNACIONAL

Trump diz que não haverá cobrança de pedágio em Ormuz a menos que seja imposto pelos EUA

O líder norte-americano descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio

20/06/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

Continue Lendo...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde deste sábado, 20, que não haverá cobrança de "pedágios" no Estreito de Ormuz, a menos que a cobrança "seja imposta pelos Estados Unidos". Em postagem na Truth Social, Trump disse que, caso o acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo pode cobrar taxas "como forma de reembolso de custos".

O líder norte-americano também descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio e disse que uma eventual cobrança teria como objetivo "reembolsar custos passados, presentes e futuros", justificando a medida como pagamento por "serviços prestados" pelos EUA na região.

Na sexta, o Irã afirmou que não cobrará taxa de navios no Estreito de Ormuz pelos próximos 60 dias. Há cinco dias, porém, Teerã anunciou que, após esse prazo - período em que vigora o acordo com os EUA -, pretende instituir uma "taxa por serviço" para embarcações que cruzarem a rota marítima.

ELEIÇÕES 2026

Em cenário de 1º turno, Lula tem 41%, Flávio, 31%, Caiado, 3% e Renan Santos, 3%

No último levantamento, divulgado em 22 de maio, Lula tinha nove pontos percentuais de vantagem em relação a Flávio: 40% a 31%

20/06/2026 14h00

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial Reprodução: Folha de São Paulo

Continue Lendo...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dez pontos de vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto no 1º turno para a Presidência da República. É o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 20.

Na simulação de 1º turno, o petista registrou 41% ante 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No último levantamento, divulgado em 22 de maio, Lula tinha nove pontos percentuais de vantagem em relação a Flávio: 40% a 31%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o empresário Renan Santos (Missão) possuem 3% das intenções de voto cada.

Já o deputado federal Aécio Neves (PSDB), o escritor Augusto Cury (Avante), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e a ativista Samara Martins (UP) possuem 2% cada.

O ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) e o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) possuem 1% das intenções de voto cada.

Brancos, nulos ou nenhum somam 7%. Eleitores que não sabem em quem votar são 4%.

Comparada com a pesquisa anterior do Datafolha, Lula variou positivamente 1 p.p, enquanto Flávio não teve o percentual alterado. Caiado, Zema e Samara oscilaram negativamente 1 p.p.

2º turno

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial. O petista, no entanto, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 43%. Os percentuais são os mesmos da última pesquisa do instituto, divulgada em 22 de maio. Eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou não escolher nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber em quem votar são 1%.

Já no cenário em que o candidato da oposição é Ronaldo Caiado (PSD), Lula chega a 47% das intenções de voto e o ex-governador de Goiás, 41%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 10% Eleitores indecisos somam 2%.

O presidente também venceria o ex-governador Romeu Zema (Novo) por 48% a 39%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.

O Datafolha ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, em 139 cidades, de 17 a 18 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).