Política

Bichos

Viajar com animais exige cuidados especiais

Viajar com animais exige cuidados especiais

Michelle Rossi

20/01/2010 - 05h01
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É bastante comum que cães e gatos acompanhem os proprietários nas pequenas viagens de final de semana ou nas férias. Colocar um pet na estrada não é tão difícil quanto se imagina, mas é preciso estar atento a alguns cuidados para preservar a saúde do animal de estimação, além de observar as leis sanitárias. A n imais, como pei xes, aves, roedores e tartarugas somente devem ser transportados em caso de mudanças ou viagens definitivas. Essas espécies se estressam muito durante o transporte em decorrência das mudanças e oscilações de temperatura e mesmo por causa do manejo e da movimentação anormal. Também não é recomendado transportar (qualquer animal) fêmeas prenhes ou idosos principalmente aqueles com diagnóstico de alguma doença cardiorrespiratória ou neurológica. Os cães e gatos estão dispensados da exigência da GTA – Guia de Trânsito Animal, documento que é emitido somente por veterinários credenciados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Hoje para viajar com um pet em território nacional, tanto por via área quanto rodoviária, basta que o proprietário leve a carteira de vacinação atualizada, com destaque para a imunização antirrábica e um atestado sanitário, emitido por um médico veterinário credenciado ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), do Estado de origem do animal. “Este documento garante que o cão ou gato está livre de doenças contagiosas e que pode, portanto, circular”, diz o médico veterinário Marcelo Quinzani. “O ideal é que o proprietário programe com antecedência uma visita ao médico veterinário de sua confiança, que vai checar o estado de saúde geral do animal e emitir o documento”, continua. O atestado tem validade de 10 dias e se a viagem durar mais tempo é preciso que o proprietário vá a um médico veterinário no local da viagem para obter um novo o documento para retornar. A GTA ainda é exigida no transporte de todos os outros animais.

A maneira correta de transportar os cães e gatos depende do meio de locomoção escolhido: No ar Os cães e gatos estão liberados para viagens aéreas, mas é preciso agendar previamente o embarque com o bicho, pois cada companhia tem dias prédefinidos para decolar com animais e existe um número limite de pets por voo. Para poderem ir na cabine de passageiros, junto com seus donos, os pets devem pesar no máximo 15 quilos e estar em malas ou caixas próprias para a viagem. A partir desse peso o animal precisa ser levado no compartimento de bagagens. As companhias aéreas determinam o tamanho da caixa de transporte de acordo com o peso e tamanho do animal. Antes de embarcar são necessários cuidados como: jejum alimentar de no mínimo três horas; deixar o animal urinar e defecar antes de colocá-lo na caixa de transporte; se o animal estiver acostumado, colocar uma roupa para aquecê-lo em consequência do frio do compartimento de carga. O uso de sedativo pode ser uma exigência da companhia, e deve ser avaliado pelo médico veterinário responsável pelo animal. O animal deve portar uma coleira com identificação, assim como a identificação da caixa de transporte. Se a viagem for muito longa é preciso assegurar ainda a oferta de água ao animal durante o trajeto. Na estrada Em ônibus o transporte é bastante limitado sendo permitido somente animais de pequeno porte, desde que estejam em recipiente adequado e sempre acompanhado do proprietário, como bagagem de mão. Vale a pena checar as regras da empresa com antecedência antes da viagem. Durante as paradas aproveite para levar o animal para urinar e defecar. Se o meio de transporte escolhido for o carro, a primeira regra é nunca levar os animais soltos dentro do veículo. Eles devem estar dentro de caixas de transporte ou presos com cinto de segurança especiais para animais. Para cães muito grandes é recomendado o uso de reboques especiais. Em todos os casos os animais devem ser acondicionados com conforto e segurança. A maioria dos animais enjoa durante a viagem e por conta disso não deve ser alimentada pelo menos três horas antes da partida. A oferta de água deve ser constante, mas o volume oferecido deve ser controlado para diminuir a produção de urina e possíveis vômitos. É importante ainda tomar alguns cuidados especiais com a temperatura ambiente. Deve-se dar preferência às horas mais frescas do dia, ou viajar durante a noite, se possível o uso do arcondicionado deve ser constante em todo o trajeto. Os cães não transpiram como o homem, sendo a respiração a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Quando submetidos a calor ambiental intenso ou situações de estresse podem não ter condições de perder calor e entrar no processo que chamamos de hipertermia ou Heat Stroke que pode levar à morte na maioria dos casos. Os cães braquicéfalos (de focinho curto) como os bulldogs, pugs, boxers, shitsu, lhasa apso, boston, entre outros, sofrem mais com isso em razão da anatômica dificuldade de respirar e perder calor.

Câmara

Em MS, deputados de oposição ficaram com mais da metade das "emendas Pix"

Deputados federais de MS que votam contra o governo federal dominam liberação das transferências especiais no Orçamento

04/12/2025 09h30

Deputados federais de MS da esquerda para a direita: Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Luiz Ovando (PP)

Deputados federais de MS da esquerda para a direita: Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Luiz Ovando (PP) MONTAGEM

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Os deputados federais de oposição foram os que mais receberam as emendas parlamentares de transferência especial, também conhecidas como "emendas Pix", este ano.

Levantamento feito pelo Correio do Estado, com dados da plataforma Siga Brasil, divulgada pelo Senado, mostra que 60,45% dos R$ 59.478.181,29 em emendas parlamentares, pagos de janeiro até o início deste mês, foram indicados pelos deputados federais Rodolfo Nogueira (PL), Marcos Pollon (PL) e Dr. Luiz Ovando (PP), declaradamente de oposição e que têm votado sistematicamente contra os projetos do governo federal na Câmara dos Deputados.

O "rei" das emendas parlamentares em Mato Grosso do Sul é justamente Rodolfo Nogueira, o parlamentar que mais votou contra o governo de Lula na Câmara dos Deputados. Essa liberação de verbas é possibilitada pelo mecanismo das emendas impositivas, que garantem o repasse de recursos no Orçamento federal, sem depender do chefe do Poder Executivo.

Sozinho, Nogueira mandou "emendas Pix" no valor de R$ 13,5 milhões, o que equivale a 22% de todas as "emendas Pix" enviadas para Mato Grosso do Sul este ano.

Os parlamentares de centro, notadamente os três deputados federais do PSDB, são responsáveis pelo segundo maior naco de "emendas Pix": R$ 18,7 milhões, ou 31,5% do total. Um detalhe: Geraldo Resende não teve nenhuma "emenda Pix" liberada este ano, e os R$ 12 milhões pagos sob indicação de Dagoberto Nogueira (20% do total) e os R$ 6,7 milhões destinados a Beto Pereira (11,3%) respondem pelo bloco do centro.
Voltando ao bloco da direita, Luiz Ovando conseguiu liberar R$ 11,3 milhões em "emendas Pix", o que equivale a 19,01% do total, e Marcos Pollon, R$ 11,01 milhões (18,67%).

Os parlamentares abertamente de situação, os petistas Camila Jara e Vander Loubet, são os que menos recebem "emendas Pix" depois, claro, de Geraldo Resende. Juntos, a situação abocanhou 7,99% de todas as emendas desta modalidade: R$ 4,7 milhões. O valor transferido aos petistas, somado, é inferior ao total transferido a Beto Pereira, que aparece imediatamente à frente deles.

Camila Jara transferiu R$ 3,6 milhões (6,16% do total), enquanto Vander Loubet transferiu R$ 1,08 milhão (1,83%). O maior destinatário das "emendas Pix" é o estado de Mato Grosso do Sul, que recebeu quase R$ 30 milhões em emendas. O restante foi dividido entre vários municípios, com Dourados e Campo Grande sendo os mais beneficiados.

As "emendas Pix"

As "emendas Pix" são transferências diretas feitas por deputados e senadores para Estados e prefeituras, sem necessidade de convênios ou etapas prévias de análise. O dinheiro cai na conta do ente beneficiado praticamente na hora daí o apelido "emenda Pix" e pode ser usado com relativa liberdade, desde que a aplicação esteja vinculada à área indicada pelo parlamentar no momento da destinação.

A simplicidade do modelo, no entanto, é justamente o que dificulta o rastreamento. Como o recurso entra direto no caixa do município ou do estado, sem projeto detalhado e sem etapa prévia de aprovação técnica, o controle sobre a execução real da verba depende quase inteiramente da política local. Isso abre espaço para pulverização de recursos, uso ineficiente e até irregularidades, especialmente quando os valores são destinados a localidades pequenas e com baixa estrutura administrativa.

A prestação de contas, quando ocorre, é feita depois da execução, e não antes. Ou seja, primeiro se gasta, depois se justifica o gasto um processo que fragiliza a fiscalização, já que muitos órgãos de controle só conseguem agir após os valores terem sido utilizados. Além disso, como o dinheiro não exige a assinatura de convênios formais, há menos documentos e etapas para verificar, o que reduz a rastreabilidade.

Nos últimos anos, passou a ser exigido ao menos um plano de trabalho básico, após determinação do Supremo Tribunal Federal, identificando a finalidade geral do recurso. Ainda assim, o documento costuma ser genérico e não impede que estados e prefeituras executem despesas de forma ampla, sem detalhamento suficiente.

Deputados federais de MS da esquerda para a direita: Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Luiz Ovando (PP)
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polêmica

Decisão sobre impeachment de ministro do STF divide bancada federal do Estado

O ministro Gilmar Mendes estabeleceu que apenas a PGR poderá fazer tal proposição e aumentou quórum de senadores

04/12/2025 08h15

O ministro Gilmar Mendes determinou que só a PGR pode pedir impeachment de magistrados do STF

O ministro Gilmar Mendes determinou que só a PGR pode pedir impeachment de magistrados do STF Gustavo Moreno/STF

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Proferida ontem pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão de restringir à Procuradoria-Geral da República (PGR) o poder para abrir processo de impeachment contra os magistrados da Corte e aumentar o quórum no Senado de um terço para dois terços para levar à admissibilidade e ao recebimento da denúncia contra membros do Judiciário dividiu a bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.

No caso dos três senadores do Estado, apenas Nelsinho Trad (PSD) se posicionou, enquanto Soraya Thronicke (Podemos) preferiu não se manifestar e Tereza Cristina (PP) não atendeu a reportagem. Entre os oito deputados federais sul-mato-grossenses, só Rodolfo Nogueira (PL), Dr. Luiz Ovando (PP) e Vander Loubet (PT) se manifestaram, e os outros cinco não retornaram o contato do Correio do Estado até o fechamento desta edição.

Em entrevista ao Correio do Estado, Nelsinho Trad revelou que já foram apresentadas propostas de emenda à Constituição (PECs) para reverter a ordem judicial.

“Quem propõe legislação, debate e vota é o Poder Legislativo. Essa situação mostra que a legislação, que foi interpretada pelo ministro e data de 1950, precisa ser revista. Já começou no Senado a tramitação de coleta de assinaturas para a PEC que vai atualizar essa questão, como foi feito com o Código do Processo Civil”, declarou, adiantando que vai assinar.

O parlamentar ainda citou que o colega de Câmara Alta senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) já solicitou o apoio para PEC que vai alterar o artigo 52 da Constituição Federal, para dispor sobre a legitimidade para propor denúncia por crime de responsabilidade contra ministros do STF.

“A proposta dele conferirá maior clareza e segurança jurídica ao processo de responsabilização de ministros do Supremo, ao explicitar quem possui legitimidade para apresentar denúncia e qual o quórum necessário para sua admissibilidade no Senado”, detalhou.

DEPUTADOS

Para o deputado federal Rodolfo Nogueira, a decisão de Gilmar Mendes ocorreu porque o ministro sabe que o Senado terá mudanças significativas nas eleições de 2026 capazes “de finalmente pôr limite a uma corte que extrapola as suas competências”.

“O ministro Gilmar Mendes está se movimentando para blindar a si mesmo e seus colegas. A mais nova manobra seria que somente o procurador-geral da República, indicado pelo presidente da República, poderia solicitar o impeachment de ministro, tirando o poder de qualquer cidadão. Colocar impeachment nas mãos exclusivas da PGR é, principalmente, cancelar o direito de fiscalização democrática. É dar carta-branca para ministros que já acumulam decisões polêmicas e concentrar poder onde ninguém se elegeu”, assegurou.
Já o deputado federal Dr. Luiz Ovando manifestou “profunda preocupação” com a decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes. “A determinação, em sua essência, interfere diretamente nas prerrogativas constitucionais do Congresso Nacional, eliminando uma das funções mais sensíveis do parlamento: a capacidade de exercer controle político e institucional sobre os demais Poderes”, declarou.

O deputado federal Vander Loubet reforçou que é público e notório que, nos últimos anos, infelizmente, senadores da extrema direita têm feito repetidas ameaças de impeachment aos ministros do STF que contrariam seus interesses particulares. 

“Nesse sentido, vejo essa decisão do ministro Gilmar Mendes como um esforço para proteger o STF desse tipo de ação político-partidária, desse tipo de tentativa de intimidação, garantindo a independência do Poder Judiciário”, analisou o parlamentar.

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