Política

Guerra

Zelenski vai à Turquia para negociar fim da guerra: se Putin não aparecer, não quer a paz

No dia 10, Putin declarou que o país estava disposto a reiniciar os diálogos diretos, paralisados desde 2022, sem condições prévias.

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O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, confirmou que vai viajar a Turquia na quinta-feira, 15, para se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e discutir o fim da guerra.

O líder russo ainda não confirmou a presença na mesa de negociações, que será intermediada pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan. Para Zelenski, se Putin faltar as negociações, significa que ele não quer a paz.

O encontro pode acontecer no momento em que Estados Unidos e a União Europeia, principais aliados da Ucrânia, aumentam a pressão para uma trégua no conflito, que começou em fevereiro de 2022.

Países com maior interlocução com a Rússia, a exemplo de Brasil e China, que foram a Moscou na semana passada, também apoiam negociações diretas entre os dois países.

A ideia surgiu da própria Rússia. No dia 10, Putin declarou que o país estava disposto a reiniciar os diálogos diretos, paralisados desde 2022, sem condições prévias.

Um encontro entre os dois líderes não estava previsto, mas é tentado por Zelenski e aliados europeus para pressionar Putin a demonstrar se tem a intenção real de acabar com a guerra. A Ucrânia também quer o cessar-fogo do conflito para começar a negociar.

Zelenski confirmou a viagem durante uma coletiva de imprensa em Kiev nesta quinta. Ele vai se encontrar com Erdogan em Ancara na quinta-feira e os dois devem aguardar Putin.

"(Eu) faria de tudo para concordar com um cessar-fogo, porque é com (Putin) que devo negociar o cessar-fogo, pois só ele pode decidir sobre isso", declarou. "Se Putin não aparecer e fizer joguinhos, o ponto final é que ele não quer a paz."

Até o momento, o russo não confirmou presença. Questionado, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que uma delegação russa estará presente nas negociações, mas que não tem resposta sobre Putin. "Assim que o presidente considerar necessário, faremos um anúncio", disse.

O encontro também pode ter a participação do presidente dos EUA, Donald Trump, que está no Oriente Médio esta semana, na primeira viagem oficial de seu segundo mandato.

A presença do americano foi ideia dele mesmo e contou com aprovação de Zelenski, que busca construir uma boa relação entre os dois após um início de ano conturbado, no qual os dois brigaram durante um encontro no Salão Oval da Casa Branca.

Desde que retornou à Casa Branca em janeiro, Trump tem dialogado com Moscou e Kiev para alcançar o fim da guerra.

Os EUA chegaram a apresentar um plano de cessar-fogo que inclui reconhecer a Crimeia como território russo, mas o plano foi avaliado por ucranianos e aliados europeus como favorável à Rússia e é rejeitado.

Os EUA sugeriram em março um cessar-fogo de 30 dias na guerra, mas a proposta foi rejeitada pelo Kremlin.

Os países europeus voltaram a sugerir o plano na semana passada para possibilitar as negociações e ameaçam impor mais sanções econômicas contra a Rússia, caso não haja uma demonstração real de disposição em acabar com a guerra.

Em Moscou, Peskov minimizou a ameaça de sanções. "A linguagem dos ultimatos é inaceitável - não se pode falar com a Rússia assim", disse às agências russas.

A bola está com a Rússia, dizem autoridades

Com a disposição de Zelenski de viajar para a Turquia, as autoridades montaram uma estratégia que põe à prova as declarações de Putin de que a Rússia está interessada em negociar o fim da guerra. Se ele não for a Turquia, as declarações serão vistas como mentirosas. "A bola está com Moscou", declarou o chefe de gabinete de Zelenski, Andri Yermak

Kiev afirma querer um cessar-fogo imediato como condição para iniciar as negociações pelo fim da guerra. Moscou, por outro lado, rejeitou essa ideia na semana passada, mas sugeriu o diálogo direto entre autoridades.

A confirmação de Zelenski de que sentaria a mesa de negociação com Putin dobrou a aposta, sugerindo que esse diálogo aconteça entre os chefes de Estado. "Não daremos motivos para a Rússia nos acusar de sabotar o processo de paz", acrescentou Yermak.

Em diversas ocasiões, Putin acusou Kiev de manter uma atitude agressiva e não querer o fim do conflito. Kiev sempre rechaçou as declarações.

Os aliados da Ucrânia endossaram as declarações de Zelenski e Yermak e também esperam ver a presença de Putin na quinta-feira como uma prova de interesse pelo fim da guerra.

"Ou a Rússia é séria e quer a paz, ou não é séria e temos que impor ainda mais sanções", disse o presidente da França, Emmanuel Macron.

Em Londres, o secretário de Relações Exteriores britânico, David Lammy, afirmou que era hora de a Rússia parar de enrolar.

"Este é o momento de Vladimir Putin levar a sério a paz na Europa, levar a sério um cessar-fogo e levar a sério as negociações", afirmou.

O chanceler alemão Friedrich Merz também pediu um cessar-fogo no conflito.

"Concordamos que, caso não haja progresso real esta semana, queremos pressionar a nível europeu por um endurecimento significativo das sanções", declarou em viagem à Grécia. "Cabe a Putin aceitar esta oferta de negociações." 

NOVO ENDEREÇO

Beto Pereira anuncia amanhã sua filiação ao Republicanos

Em fevereiro deste ano, o deputado federal havia assumido a presidência do PSDB

25/03/2026 08h25

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos Divulgação

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O deputado federal Beto Pereira oficializa amanhã a troca do PSDB pelo Republicanos para tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

A confirmação foi obtida pelo Correio do Estado junto a interlocutores do parlamentar, que deve assumir a presidência estadual do partido em Mato Grosso do Sul no lugar do deputado estadual Antonio Vaz.

A reportagem apurou que a chegada do deputado federal ao Republicanos foi articulada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) diretamente com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), durante reunião em Brasília (DF).

Beto Pereira vai para o Republicanos com a finalidade de consolidar a aliança da legenda com o grupo político de Riedel e Azambuja, que tinha PL, PP, União Brasil e PSDB, e tem como meta a reeleição do governador e a eleição de dois senadores da República, um deles o ex-governador.

Além de Beto Pereira, o Republicanos também ganhará o reforço do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto, ambos do PSD, do senador Nelsinho Trad, que informou o apoio à reeleição de Riedel, mesmo que o partido não faça parte dessa ampla aliança.

Com a adesão do grupo governista, o Republicanos projeta montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados, com potencial para conquistar ao menos uma vaga, tendo, além de Beto Pereira, a vereadora Isa Marcondes, a Cavala, que foi a mais votada de Dourados nas eleições municipais de 2024.

HISTÓRICO

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o RepublicanosO deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos - Forto: Divulgação

Nascido em Campo Grande, em 14 de novembro de 1977, Humberto Rezende Pereira, mais conhecido como Beto Pereira, é formado em Direito e iniciou sua carreira política como prefeito de Terenos. Ele é filho do ex-senador Valter Pereira e tataraneto do fundador da Capital, José Antônio Pereira.

Em 2004, foi eleito prefeito do município de Terenos aos 26 anos, tornando-se o gestor mais jovem do Estado na época. No ano de 2008, foi reeleito com mais de 70% dos votos dos eleitores.

Em 2009, assumiu a presidência da Associação Sul-Mato-Grossense de Municípios (Assomasul) e, em 2012, Beto Pereira se tornou vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – o primeiro sul-mato-grossense a assumir essa função.

Em 2014, foi eleito deputado estadual, com 27.182 votos, e, em 2017, assumiu a presidência estadual do PSDB de Mato Grosso do Sul, enquanto em 2018 se elegeu deputado federal, com 80.500 votos.

No ano de 2019, foi eleito secretário-geral do PSDB nacional e, em 2022, foi reeleito deputado federal, com 97.872 votos, por Mato Grosso do Sul.

Em fevereiro de 2023, foi eleito para compor a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Um ano depois, em 2024, foi candidato a prefeito de Campo Grande, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.

 

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ELEIÇÕES 2026

Vereadores do PSDB se recusam a servir de escada para deputados estaduais

Os parlamentares municipais da Capital querem na chapa tucana somente um entre Jamilson Name e Pedro Caravina

25/03/2026 08h20

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem Luciana Nassar/Alems

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A formação da chapa para deputados estaduais pelo PSDB em Mato Grosso do Sul deixou de ser uma negociação tranquila para virar o estopim para um motim por parte dos vereadores do partido em Campo Grande que têm pretensões de concorrer a vagas na Assembleia Legislativa do Estado no pleito deste ano.

O Correio do Estado apurou que os vereadores Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha deram um ultimato ao partido depois que foram informados que os deputados estaduais Jamilson Name e Pedro Caravina vão continuar no ninho tucano para tentar a reeleição, inviabilizando que, pelo menos, um parlamentar municipal tenha chance real de ser eleito.

Na semana passada, conforme fontes ouvidas pela reportagem, estava tudo certo para que o deputado estadual Pedro Caravina fosse para o PP, ficando apenas Jamilson Name no partido, com a deputada estadual Lia Nogueira, o que permitiria que os três vereadores tivessem a oportunidade de disputar as cadeiras na Casa de Leis.

Porém, nesta semana, Caravina refez a conta de votos necessários para ser reeleito e constatou que, com os três vereadores na chapa, seria muito mais fácil garantir o retorno à Assembleia Legislativa se continuasse no PSDB do que tentando a sorte no PP, da senadora Tereza Cristina.

CAMPEÕES DE VOTOS

Entretanto, a permanência dele, de acordo com apuração do Correio do Estado, fará com que a chapa fique com dois deputados estaduais campeões de votos, tornando a campanha eleitoral de Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha muito mais difícil, pois dificilmente a chapa fará mais do que três parlamentares na eleição deste ano.

Portanto, com essa matemática, será mais fácil que Jamilson e Caravina sejam reeleitos, restando apenas uma possível cadeira na Assembleia Legislativa para o ninho tucano, que seria disputada pelos três vereadores e ainda pelos deputados estaduais Lia Nogueira e Paulo Duarte, que deve trocar o PSB pelo PSDB.

Por isso, os três vereadores avisaram que não pretendem ser “escada” para os deputados estaduais no pleito deste ano e, caso Jamilson ou Caravina resolvam bater o pé sobre ficar no PSDB, Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha não serão mais candidatos neste ano, enfraquecendo a chapa.

Para complicar ainda mais a situação, além da chegada de Paulo Duarte, também é cogitada a pré-candidatura do ex-prefeito de Três Lagoas Ângelo Guerreiro como deputado estadual pelo PSDB, outro nome com muitos votos, principalmente, na região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul.

OUTRO LADO

Procurados pelo Correio do Estado, os três vereadores não consideraram comentar, mesmo posicionamento do deputado estadual Jamilson Name, enquanto o deputado estadual Pedro Caravina disse que não estava sabendo do ultimato.

“Eu entendo que a chapa desenhada pelo PSDB tem total condição de eleger de quatro a cinco deputados estaduais. Com quatro deputados estaduais de mandato, os três vereadores da Capital e com outras lideranças filiadas, teremos uma chapa muito competitiva”, projetou.

No entanto, ainda conforme Caravina, a decisão de sair candidato não é para agora, mas somente nas convenções. “Agora é filiação, e todos estão filiados”, analisou, prevendo que tudo deve ser resolvido.

Agora, a definição final sobre a formação da chapa para deputados estaduais terá de passar pelas mãos do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do atual governador Eduardo Riedel (PP), que estão à frente das negociações dos partidos da ampla aliança formada para a reeleição de Riedel e eleição de Azambuja ao Senado.

 

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