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Futuro do 3D é ultrapassar a percepção do olho humano

Futuro do 3D é ultrapassar a percepção do olho humano

terra

02/03/2011 - 23h30
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Imagine um mundo em que você poderia tocar os objetos, andar pelas pessoas na rua, ser bem atendido no supermercado ou ter as informações corretas no aeroporto, por exemplo. Tudo isso seria possível hoje - se não estivéssemos falando de um mundo virtual. Descrita pela primeira vez ainda no século XIX e após anos de aprimoramento das máquinas envolvidas no processo, o futuro das imagens em três dimensões é palpável: a intenção é ultrapassar a percepção humana.

Nos anos 2000, avanços significativos foram feitos com o uso desta tecnologia na indústria cinematográfica, como a construção do filme já icônico na área, Avatar, do diretor James Cameron. Mas é nas ferramentas do dia a dia que se podem perceber as mudanças mais sensíveis.

Nos últimos dois anos, uma série de eletrônicos com a tecnologia 3D foram lançados, de câmeras domésticas a notebooks, passando pelas primeiras super TVs com preços pouco populares e as mais recentes, que dispensam o uso dos óculos ou que usam óculos mais leves, mais confortáveis e mais baratos.

No início de 2011, a LG lançou o primeiro smartphone que pode visualizar e gravar vídeos em 3D sem o uso de óculos especiais. O Optimus 3D usa a tecnologia paralaxe para criar a ilusão da imagem em três dimensões em uma tela plana por meio de uma espécie de entrelaçamento de duas telas posicionadas em ângulos diferentes. Mas até onde a tecnologia das três dimensões para imitar a realidade do mundo físico pode chegar?

Para o coordenador do Departamento de Entretenimento Digital da Unisinos em São Leopoldo (RS), João Ricardo Bittencourt, o desafio do 3D para o futuro imediato são as projeções de elementos sintéticos sobre imagens reais e o trabalho com a realidade aumentada. Para ele, a resposta desta questão é encontrada voltando alguns anos atrás e se inspirando no Second Life, uma ferramenta na qual os usuários criam uma vida virtual paralela e podem comprar, encontrar amigos, trabalhar em um escritório, por exemplo - tudo virtualmente, sem sair da cadeira do computador.

Segundo Bittencourt, os avanços dos equipamentos para construção das imagens em três dimensões tendem a criar imagens dobráveis e fluidas - como fogo e água - cada vez mais definidas e, em um último estágio, trazer a experiência do Second Life para a vida real, em que o holograma faria parte real do cotidiano. "(A discussão sobre este assunto) está mais no domínio da ficção científica", ressalva o coordenador.

Já o especialista em Meios Eletrônicos Interativos e coordenador do Laboratório de Sistemas Integráveis da USP, em São Paulo, Marcelo Züffo, mergulha mais profundamente no que se refere ao que o 3D pode significar. Ele prevê um futuro mais distante, tanto no campo cronológico como no das ideias. No entanto, o que Züffo enxerga é completamente factível.

Para ele, o homem deu somente os primeiros passos quando o assunto é aproveitamento e aplicação do conceito das três dimensões no dia a dia. Züffo também prevê que entre 2012 e 2014 todos os televisores sejam produzidos em 3D Ready - um conceito que engloba um conjunto de diferentes técnicas e processos pelos quais é possível ver uma imagem tridimensional, com ou sem o uso de óculos.

Zuffo aponta que, deixando as máquinas e a construção da imagem em si de lado, um grande obstáculo para o desenvolvimento desta tecnologia é a difícil massificação, também consequência do alto preço da produção destas imagens, que, por sua vez, dependem do alto custo de aparelhos para que se possa visualizá-las. "O desafio é a produção de conteúdo, aplicações em educação, medicina e treinamento", explicou.

A perspectiva que se abre após esta barreira ser ultrapassada deve intensificar e otimizar o ensino nas escolas, por exemplo, como aponta Bittencourt. "Já pensou que legal seria aprender química em um espaço 3D interativo? Ou no caso de realidade aumentada, fazer um curso de conserto de computadores e poder ver manuais?", exemplifica o coordenador.

Para além da ficção científica e dos filmes da franquia Star Wars, pensar que, no futuro, atendentes de supermercado ou informantes de aeroportos, por exemplo, sejam meros hologramas é pensar em uma realidade bem mais palpável que a dos estúdios de Hollywood. Mas, na prática, para que substituir uma atendente humana por um holograma, uma imagem projetada em um espaço tridimensional programada para falar, sugerir e dar preços?

Sem entrar na discussão sócioeconômico de uma medida desta natureza, se imaginarmos um ambiente de uma joalheria de um grande shopping, por exemplo, em que todos os atendentes fossem hologramas, o sistema de fechamento das portas e acionamento da segurança do local no caso de um assalto seria mais eficaz e não haveria feridos.

Se a necessidade é a mãe da invenção, como afirmou o filósofo grego Platão há mais de dois mil anos, o que os especialistas da construção das imagens tridimensionais parecem querer provar é que, neste caso, é a fome pela invenção que deve guiar as necessidades da humanidade daqui para diante. E também a vontade de brincar um pouquinho de Deus, criando um universo paralelo em que se pode ter o controle de absolutamente tudo que existe - virtualmente.

PROTEÇÃO

Tem Iphone? Então você precisa fazer isso antes de levar em uma assistência técnica

O Modo de Reparo é um estado especial do iOS que permite que técnicos autorizados realizem diagnósticos e reparos no seu iPhone

09/02/2026 08h15

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Ao enviar seu iPhone para reparo, é crucial proteger seus dados pessoais. A Apple introduziu o Modo de Reparo (Repair State) no iOS 17.5, uma funcionalidade que permite que o dispositivo seja reparado sem a necessidade de desativar o recurso Buscar (Find My) ou o Bloqueio de Ativação.

Isso garante que seu iPhone permaneça rastreável e seguro durante o processo de assistência.

O que é o modo de reparo?

O Modo de Reparo é um estado especial do iOS que permite que técnicos autorizados realizem diagnósticos e reparos no seu iPhone, mantendo o Bloqueio de Ativação ativo. Isso significa que, mesmo que o dispositivo esteja nas mãos de um técnico, ele ainda estará vinculado ao seu ID Apple, impedindo o uso não autorizado.

Como ativar o modo de reparo (iOS 17.5 ou superior)

Siga os passos abaixo para ativar o Modo de Reparo no seu iPhone:

  1. Abra o aplicativo Buscar (Find My): Localize e toque no ícone do aplicativo Buscar na sua tela inicial.
  2. Acesse a aba "Dispositivos": Na parte inferior da tela, toque na aba "Dispositivos".
  3. Selecione o seu iPhone: Na lista de dispositivos, toque no iPhone que você deseja enviar para reparo.
  4. Toque em "Remover Este Dispositivo": Role a tela para baixo e toque na opção "Remover Este Dispositivo".
  5. Confirme a preparação para reparo: Uma mensagem aparecerá informando que o dispositivo não pode ser removido e perguntando se você deseja prepará-lo para reparo. Toque em "Continuar".
  6. Aguarde a ativação: Seu iPhone entrará no Modo de Reparo. Ele permanecerá visível no aplicativo Buscar e com o Bloqueio de Ativação ativado.
Feito por Denis Felipe com IA

Considerações Importantes

  • Não ative sem necessidade: O Modo de Reparo deve ser ativado apenas quando você realmente for enviar o iPhone para assistência. A desativação desse modo geralmente é feita pela própria assistência técnica após a conclusão do reparo.
  • Versão do iOS: Certifique-se de que seu iPhone esteja executando o iOS 17.5 ou uma versão posterior para ter acesso a este recurso.
  • Proteção de Dispositivo Roubado: Se você tiver a "Proteção de Dispositivo Roubado" ativada, pode haver um atraso de segurança de uma hora ao tentar desativar o Buscar ou outras configurações sensíveis, caso você não esteja em um local familiar. Certifique-se de estar em um local familiar ou desative temporariamente a Proteção de Dispositivo Roubado antes de ativar o Modo de Reparo, se necessário. No entanto, o Modo de Reparo foi projetado para funcionar com o Buscar ativado, então a desativação do Buscar não é necessária para o Modo de Reparo em si.

Recomendações Adicionais antes de Levar para a Assistência Técnica

Mesmo com o Modo de Reparo, é sempre bom tomar precauções adicionais:

  • Faça backup completo: Realize um backup completo do seu iPhone no iCloud ou no seu computador (Mac ou PC) para garantir que todos os seus dados estejam seguros.
  • Tenha a senha do ID Apple: Anote ou tenha fácil acesso à sua senha do ID Apple, pois ela pode ser necessária para o processo de reparo ou para reconfigurar o dispositivo após o retorno.
  • Remova cartões do Apple Pay: Por segurança, remova todos os cartões de crédito e débito associados ao Apple Pay.
  • Retire acessórios: Remova capas, películas protetoras e quaisquer outros acessórios do seu iPhone.

Tecnologia

Meta diz ao Cade que chatbots de IA se aproveitam do WhatsApp Business para uso não previsto

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes

02/02/2026 22h00

META/DIVULGAÇÃO

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A Meta disse ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que, ao utilizarem a API do WhatsApp Business, os Chatbots de inteligência artificial (IA) se aproveitaram da ausência de vedação expressa nos termos originais para criar e registrar suas próprias contas de "empresa", como se os usuários estivessem interagindo com uma empresa (como um prestador de serviços), quando, na realidade, estavam se comunicando com um Chatbot de IA.

"Esse tipo de interação, conforme mencionado, não foi previsto nem pretendido pela Meta quando do desenvolvimento da API", disse a empresa em manifestação apresentada ao órgão de defesa da concorrência na última sexta-feira, 30. API é a sigla, em inglês, para "Interface de Programação de Aplicações", conjunto de regras e protocolos que permite a integração de serviços entre aplicativos.

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes, como parte de uma mudança estrutural na forma como serviços digitais são ofertados aos usuários.

A manifestação da Meta é em resposta a um questionário enviado pela Superintendência-Geral (SG) do Cade, que, no mês passado, abriu um inquérito administrativo contra a Meta. Na ocasião, a SG também determinou medida preventiva para impedir a vigência dos novos termos de uso do WhatsApp para inteligência artificial (IA) até que o Cade avaliasse os indícios de infração à ordem econômica e ponderasse os argumentos e teses de defesa apresentados pela Meta, dona do serviço de mensagens.

A área técnica do Cade justificou que era necessário apurar se a Meta estaria abusando de sua posição dominante para favorecer sua própria inteligência artificial (Meta AI) e excluir concorrentes. No entanto, dias depois, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu a medida preventiva do Cade, permitindo à empresa aplicar os novos termos de uso do WhatsApp para IA. Em nota, a empresa disse ter recebido a decisão "com satisfação". "Os fatos não justificam uma intervenção no Brasil nem em qualquer outro lugar", defendeu.

O que a Meta disse ao Cade

O documento apresentado ao Cade possui informações de acesso restrito apenas ao Cade e às representadas, por conterem segredos comerciais e dados sigilosos.

Na versão pública, a empresa informou que os AI Providers serão afetados pelas mudanças nos termos acessaram a API do WhatsApp Business por meio do processo regular de cadastro aplicável a usuários empresariais, isto é, mediante a criação de uma conta no Meta Business Manager e o fornecimento das informações necessárias para a verificação da conta, seguidos da criação de uma conta no WhatsApp Business e do registro de um número de telefone vinculado à API.

A Meta também destacou que a indústria de IA ainda se encontra em estágio incipiente e atualmente o setor tem explorado quais casos de uso, formatos e modelos de negócios geram maior aderência junto aos consumidores, com ênfase na experimentação de funcionalidades baseadas em IA integradas a aplicações. "Nesse ambiente dinâmico, concorrentes lançam continuamente novas funcionalidades em navegadores, aplicativos, suítes de produtividade e mecanismos de busca."

Como exemplo, foi citado o lançamento, pela OpenAI, de novos recursos para expandir sua atuação em serviços de mensagens, incluindo a implementação de conversas em grupo. "Esse processo contínuo de experimentação, integração e inovação caracteriza a forma como os desenvolvedores de IA competem atualmente. Para o WhatsApp, a adoção dessas ferramentas é fundamental para manter a plataforma na vanguarda da inovação centrada no usuário, proporcionando melhorias relevantes sem comprometer a simplicidade e a confiabilidade valorizadas pelos usuários."

Por outro lado, a Meta disse entender que Chatbots de IA operados por terceiros "não constituem parte inerente da experiência do usuário no WhatsApp" e a empresa possui visibilidade limitada sobre os casos de uso específicos atendidos por esses Chatbots de IA no WhatsApp. A empresa sustentou que o WhatsApp é utilizado, predominantemente, como um canal adicional de distribuição para serviços que essas empresas já oferecem em outros ambientes.

Histórico

A investigação do órgão de defesa da concorrência no caso da Meta AI começou no fim de 2025, após uma denúncia das startups de chatbots Zapia e Luzia, que operam, principalmente, por meio do WhatsApp e Telegram. Elas alegam que os Novos Termos do WhatsApp (WhatsApp Business Solution Terms) irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa (AI Providers ou Desenvolvedores de IA), garantindo um monopólio artificial à Meta AI.

O WhatsApp sustenta que o surgimento de chatbots de IA na Business API coloca uma pressão sobre seus sistemas que eles não foram projetados para suportar. Na visão da empresa, a decisão original do Cade partiu do pressuposto de que o WhatsApp é, de alguma forma, uma "loja de apps". A gigante de tecnologia defende que as rotas de acesso ao mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com a indústria, não a plataforma do WhatsApp Business.

A discussão no Cade é sobre o uso exclusivo do chatbot da Meta, ou seja, se há uma justificativa técnica para a restrição - a chamada "regra da razão" (do inglês, rule of reason). Essa análise jurídica pondera os efeitos pró e anticompetitivos de uma conduta empresarial, em vez de presumir sua ilicitude.

Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que a decisão judicial que suspendeu a medida preventiva não impede a análise do caso pelo Cade. Segundo fontes, o órgão deverá se debruçar sobre o processo ainda no primeiro semestre deste ano.

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