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Gripe: vacina não pode ficar para a última hora

Gripe: vacina não pode ficar para a última hora

G1

10/05/2014 - 13h00
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Após adesão de apenas 53,6% dos integrantes de grupos de risco, o Ministério da Saúde resolveu prorrogar a campanha da vacinação contra a gripe em todo o país. O colunista do Café com Jornal e diretor técnico do Serviço de Clínica Geral e Propedêutica do Hospital das Clínicas de São Paulo, Arnaldo Lichtenstein, porém, alerta que não adianta deixar para ir ao posto médico na última hora.

“A vacina da gripe demora cerca de duas semanas para fazer efeito. Caso a população demore para ir ao posto, vai chegar ao inverno – período de maior incidência da doença – sem estar totalmente imune a ela”, explica.

A vacina da gripe é feita de forma gratuita para crianças entre seis meses e cinco anos, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais.

Segundo o especialista, os portadores de doenças crônicas devem dar uma atenção mais especial à vacina, pois a gripe pode acarretar o agravamento de doenças pré-existentes. “A gripe pode auxiliar na piora de uma bronquite, por exemplo, e acarretar em uma pneumonia”, alerta.

“A gripe também pode deixar uma pessoa sete dias de cama e, infelizmente, ainda hoje, pode matar”, reforça Lichtenstein.

Segundo o Ministério da Saúde, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da gripe.