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dia do idoso

Redes sociais ajudam idosos a manter mente ativa

Redes sociais ajudam idosos a manter mente ativa

ig

01/10/2011 - 21h00
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Quem acha que Facebook, Twitter, Orkut e tantas outras redes de relacionamento são apenas para jovens deve repensar essa opinião. Os muitos idosos que já descobriram as redes sociais mantêm a mente sã e um círculo social bem mais ativo. Especialistas e membros da terceira idade comentam, no Dia do Idoso (01), que os benefícios são muitos e vão desde a manutenção de conexões cerebrais em melhor estado até ter com quem conversar sobre problemas pessoais que não desejam que a família se envolva.

“A segunda coisa que faço todos os dias é ligar o computador e acessar Orkut e Facebook. A primeira é acordar”, diverte-se a dona de casa Licinia Vaz Fernandes, 59. Além de já acordar conectada, ela também vai dormir pensando que pode ter um recadinho no computador que ela ainda não leu. Faz questão de ressaltar, porém, que se precisar ficar sem acessar seus perfis, consegue. “Tem que ser saudável. Mas eu confesso que gosto mesmo. Encontro muitos amigos do passado e faço muitos outros novos”, diz a dona de casa.

“O idoso não pode abrir mão de ter amigos e de cuidar da saúde. Sãos duas coisas muito importantes para ter uma boa velhice”, observa a psicóloga clínica e psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) Blenda de Oliveira. Usar as redes sociais, além de dar a possibilidade de fazer e manter amizades virtuais, faz com que os idosos sejam desafiados a aprender coisas novas, já que precisam estar sempre sintonizados com as mudanças constantes que as redes fazem em seus sites.

O médico geriatra e responsável pelo laboratório de análises clínicas do Hospital Santa Virgínia Alexandre Fortini explica que o círculo social feito pessoalmente ou através das mídias sociais, além de beneficiar a saúde mental do idoso, também fornece suporte para um período de perdas. “A terceira idade é um período onde você perde amigos e familiares. Ter amigos ajuda a encarar e aceitar melhor essas perdas.”

Mais de 30 mulheres
Licinia conta que suas amizades virtuais a ajudam com os problemas cotidianos. “Como sempre fui de manter amizades, tenho com quem conversar. Poder ligar para um amigo ou entrar no MSN para bater-papo é muito bom, principalmente quando temos alguns problemas e precisamos de ajuda sem envolver a família em tudo. Eu também aconselho muito meus amigos, ajudo mesmo.”

Antes de se aventurar a mexer no computador, a dona de casa conta que tinha “pavor da flecha do mouse” e que não sabia que poderia gostar tanto de ficar conectada. “Até aniversário o site lembra para mim. Adoro parabenizar meus amigos pelo Facebook. Aliás, cada dia que passa gosto mais de usar redes sociais. Já chegamos a reunir um grupo de mais de 30 amigas do Orkut para nos encontrarmos. Foi muito bom”, conta deixando claro a importância que dá para o contato pessoal.

A administradora de empresas Walderez Santos Balieiro, 66, também é adepta dos amigos virtuais. “Não vivo sem meu computador. Como a gente é muito atarefada, nem sempre conseguimos ligar ou encontrar pessoalmente. A internet é mais rápida e conseguimos estar sempre presentes de alguma forma na vida de todos que gostamos. E também a internet obriga a gente a usar bastante a mente. Eu, por exemplo, gosto de sempre estar ocupada”.

Mente e corpo
“Atualmente sabe-se que a leitura frequente de jornais, revistas ou sites, participar de redes sociais, fazer palavras cruzadas, frequentar aulas em faculdades da terceira idade ou o aprendizado de línguas estrangeiras ajudam a manter conexões cerebrais em melhor estado”, afirma Alexandre. O médico também aconselha associar essas experiências à prática de atividades físicas para uma boa velhice. Tudo isso faz um trabalho preventivo.

“O contato físico nunca poderá ser menosprezado. Manter amigos pelo computador é ótimo, mas precisamos também estimular os idosos a terem contato com outras pessoas no dia a dia”, afirma Blenda.

É exatamente disso que Roy Burns, 70, não abre mão. Ele faz ginástica há cinco anos e não consegue ficar longe da academia por muito tempo. “Eu vou à academia de segunda a sábado. Se chove, mais de uma vez por dia. Ser bem orientado por um personal trainer fez toda a diferença para mim”, afirma Roy, que agora trabalha melhor, com treinos específicos, cada uma de suas necessidades como equilíbrio e flexibilidade.

Os resultados aparecem nas atividades cotidianas. O americano, que mora há mais de 40 anos no Brasil, conta que adora tomar uma cervejinha e consegue levantar 24 latinhas sem fazer muito esforço. “Vou ao supermercado e consigo pegar o pacote sem ajuda e sem fazer tanto esforço. Também é mais fácil sentar e levantar sem apoio. Além disso, sinto uma grande melhora na minha postura.”

“O idoso precisa dos mesmos cuidados que qualquer pessoa”, diz o instrutor e personal trainer David Coimbra. “Os alunos mais velhos são excelentes. São mais assíduos, observadores e interagem bastante com outras pessoas. Acho que tem um pouco de gostar do contato humano, de fazer amigos. Isso é bem presente no aluno da terceira idade”, afirma.
 

Tecnologia

Vivo abre crediário para vender celular

A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos

05/04/2026 12h30

Loja da operadora VIVO

Loja da operadora VIVO Divulgação

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A Telefônica Brasil, dona da Vivo, está adotando um mecanismo de vendas que é um velho conhecido do varejo nacional, mas, até então, era pouco explorado no universo das telecomunicações: o crediário. A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos (TVs, relógios, som, videogames e afins) nas suas lojas físicas e no aplicativo.

A medida tem como objetivo aumentar o volume e a variedade dos produtos vendidos, bem como ampliar o tíquete médio das vendas. Isso será possível atraindo os consumidores interessados em adquirir algum aparelho, mas que não têm cartão de crédito ou já esgotaram seu limite.

"Uma das maiores frustrações do consumidor é não ter crédito aprovado para fazer uma compra", diz o vice-presidente de inovação, Rodrigo Gruner. "Queremos permitir que o consumidor consiga comprar seu smartphone com a Vivo mesmo sem o cartão de crédito", complementa, citando que 95% das vendas dependem do cartão hoje em dia.

Quando um consumidor entrar na loja da Vivo, o vendedor já terá em mãos os seus limites de crédito pré-aprovados por meio da consulta do CPF ou número de telefone, aproveitando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da operadora. Com isso, poderá oferecer produtos que caibam no seu bolso.

A Vivo já tem uma receita líquida R$ 3,9 bilhões por ano com a venda de produtos na sua rede de 1,8 mil lojas e comércio eletrônico. Não é pouco. Trata-se de 13% do faturamento anual das Casas Bahia (R$ 29,2 bilhões) ou 10% da Magalu (R$ 38,7 bilhões), duas gigantes do varejo. Para 2026 em diante, a expectativa da operadora é ter um avanço "significativo" nas vendas graças à oferta do crediário, diz Gruner, que não abre metas de crescimento.

Segundo Gruner, será possível, inclusive, aproveitar a capilaridade da rede de lojas para abocanhar uma fatia do comércio das varejistas regionais - especialmente daquelas que estão sem caixa para manter um bom estoque de aparelhos. Em muitas cidades do interior, há poucas varejistas, e a loja da Vivo acaba sendo uma referência. "Esperamos aumentar nossa participação de mercado", frisa o vice-presidente.

No dia a dia, o crediário deve atender pessoas de menor renda a comprar o primeiro celular ou a trocar aparelhos defasados. Mas não só. A linha também deve servir para pessoas de maior poder aquisitivo interessadas em smartphones top de linha, cujos preços giram em torno de dois dígitos. "Muita gente não troca de aparelho por falta de crédito", cita Gruner.

No fim do dia, é esperado um estímulo para a renovação dos celulares. Hoje em dia, os consumidores trocam de aparelho a cada três anos, em média. No passado, esse giro acontecia em cerca de um ano e meio. "O ciclo de troca está mais longo", afirmou.

Fonte Nova

O crediário da operadora é baseado no seu braço de serviços financeiros, a Vivo Pay. A plataforma conta com recursos de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) subscrito pela Polígono Capital, uma joint venture do BTG Pactual com a Prisma. O Vivo Pay oferece empréstimo pessoal, antecipação de FGTS, consórcios, bem como seguros variados - aparelhos, vida e viagem. Desde o lançamento em 2020, já concedeu R$ 1,1 bilhão em crédito, gerando uma receita de R$ 488 milhões em 2025, alta de 5,9% perante 2024.

Assim, o crediário funcionará como uma nova fonte de receitas financeiras (os juros não são revelados), ao mesmo tempo em que ajudará a Vivo a vender produtos como seguros de aparelhos. "Hoje, 40% dos consumidores que adquirem um smartphone com a operadora também contratam seguro", conta Leandro Coelho, diretor do Vivo Pay.

Desde 2024, a Vivo recebeu do Banco Central (BC) licença para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, ficou autorizada a realizar operações de empréstimo e financiamento de forma direta, ou seja, sem a intermediação de um banco tradicional. Até então, a companhia contratava plataformas de terceiros, o chamado bank as a service.

Neste começo de ano, o Vivo Pay reabriu sua conta digital, que foi temporariamente suspensa para atualização da plataforma após a nova licença. Para os próximos meses, espera ampliar o portfólio de serviços e abrir linha de crédito para empresas.

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