O mercado de motocicletas no Brasil continua vivendo um período tenebroso. De acordo com dados da Fenabrave, entidade que reúne revendedores de veículos, as perspectivas para 2017 são de fechar com queda de 15% em relação a 2016 – que já foi um ano bem ruim.
Na verdade, desde 2011, quando atingiu 1.940 mil unidades emplacadas, o segmento enfrenta uma sequência assustadora de quedas. Este ano, a expectativa é fechar pouco abaixo de 900 mil unidades. Mas em meio a números bem negativos, pode-se identificar uma pequena reação. Em janeiro, a queda em relação ao ano anterior era de 29%. Já em novembro, a perda recuou para 15,4.
Dados da Abraciclo, que reúne os fabricantes de motocicletas, mostram que foram fabricadas 83.106 motos em novembro, uma alta de 5,6% na comparação com outubro e de 18,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
E nos 11 primeiros meses de 2017, saíram das linhas de produção 813.868 motos, um recuo de 4,8% sobre o mesmo período de 2016 (854.839). Para Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, os números dos últimos dois meses fazem com que a sensação seja de início de uma retomada no setor.
Na Honda, que detém 78,14% do mercado de motos entre janeiro e novembro de 2017 – em 2016, fechou com 72,61%, ou seja, cresceu 5,5% –, o pensamento é esse mesmo.
Para Alexandre Cury, diretor comercial da marca japonesa no Brasil, é preciso estudar o ano que termina em diferentes períodos. “Tivemos três momentos: o início, o final do primeiro semestre e agora, os últimos meses. O mercado de motocicletas sentiu muito nos últimos anos os efeitos da restrição de crédito, variações cambiais, inflação, entre outros fatores, que estavam sendo muito percebidos até junho.


