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Saúde

Novo Mais Médicos terá 85 profissionais em MS; 28 atuarão em terras indígenas

Informação foi enviada com exclusividade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Correio do Estado

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Trinta e um municípios de Mato Grosso do Sul serão contemplados com 57 profissionais durante a retomada do programa Mais Médicos, anunciada pelo governo federal no mês passado. O Ministério da Saúde vai designar ainda outros 28 médicos para atuação em terras indígenas no Estado.

A informação foi enviada com exclusividade ao Correio do Estado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme artigo (página 2) publicado na edição desta segunda-feira (1).

Em todo o Brasil, a retomada do programa de assistência à saúde terá 15 mil novas vagas. Até o fim deste ano, serão 28 mil profissionais atuando em todo o País, principalmente nas áreas de extrema pobreza. Com isso, mais de 96 milhões de brasileiros terão a garantia de atendimento médico na atenção primária, a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

No novo formato do programa, que foi rebatizado de Mais Saúde para o Brasil, a expectativa é de que sejam anunciados incentivos de permanência para os profissionais nos municípios em que atuarão.

O presidente Lula destacou durante o relançamento do Mais Médicos, no mês passado, que o foco de agora está em garantir a presença de profissionais brasileiros no programa.

"Caso não houver quantitativo, teremos a opção de médicos brasileiros formados no exterior. Se ainda assim não tivermos os profissionais, optaremos por médicos estrangeiros", disse.

"O nosso objetivo não é saber a nacionalidade do médico, mas a nacionalidade do paciente, que é um brasileiro que precisa de saúde", complementou Lula.

Das novas vagas previstas para este ano, 5 mil começaram a ser ofertadas já no mês passado. As outras 10 mil serão oferecidas em um formato que prevê a contrapartida dos municípios.

Essa forma de contratação garante às prefeituras menor custo, maior agilidade na reposição do profissional e até permanência nessas localidades. O investimento por parte do governo federal neste ano será de R$ 712 milhões.

INCENTIVOS

Um dos principais desafios no atendimento às regiões de difícil acesso, as quais historicamente sofrem com a falta de médicos, é com relação à permanência desses profissionais.

De acordo com levantamento feito pelo Ministério da Saúde, 41% dos participantes do programa desistem em busca de capacitação e qualificação.

Para reduzir a rotatividade e garantir a continuidade da assistência à população, o Mais Médicos trouxe, entre as principais novidades em sua reformulação, mais oportunidades educacionais.

Os profissionais que participam do programa, os quais são selecionados por meio de edital, poderão fazer especialização e mestrado em até quatro anos. Os médicos também passarão a receber benefícios proporcionais ao valor mensal da bolsa para atuarem nas periferias e regiões mais remotas do País.

Para apoiar a continuidade de mulheres no programa, também será feita uma compensação para atingir o mesmo valor da bolsa durante o período de seis meses de licença-maternidade, complementando o auxílio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Já para os participantes do Mais Médicos que se tornarem pais, será garantida a licença com manutenção de 20 dias.

O programa também quer atrair os profissionais formados com apoio do governo federal. Os beneficiados pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) que participarem do Mais Médicos poderão receber incentivos, o que ajudará no pagamento da dívida.

Outro desafio é a ampliação da formação de médicos de família e comunidade, aqueles direcionados para o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. Os profissionais do Fies aprovados e que cumprirem o programa de residência em áreas com falta de especialistas também receberão incentivos do Ministério da Saúde.

DESMONTE

Criado em 2013, durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o Mais Médicos representou uma importante e inédita iniciativa de acesso da população ao atendimento básico de saúde.

No entanto, nos últimos quatro anos, o programa sofreu com a falta de incentivos, com o ano passado sendo classificado como o período de maior desassistência profissional nos municípios brasileiros.

Em 2018, o então presidente Jair Bolsonaro decidiu encerrar a parceria do governo federal com Cuba. A medida resultou no desligamento de pelo menos 114 profissionais dos 205 que atuavam em solo sul-mato-grossense por meio do Mais Médicos.

RESULTADOS

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o programa tornou possível preencher dezenas de milhares de vagas em mais de 4 mil cidades brasileiras e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). 

Conforme informações do Ministério da Saúde, após a implementação do Mais Médicos, 700 municípios localizados em áreas remotas do Brasil passaram a ter, pela primeira vez em sua história, profissional médico residindo nas localidades, para atendimento na atenção básica entre os anos de 2013 e 2015.

Na última data, mais de 70% dos municípios brasileiros tinham aderido ao Mais Médicos. Segundo a Opas, o programa contribuiu para a fixação de profissionais e a redução da rotatividade, bem como para a inserção do médico nas equipes incompletas ou irregulares.

Após o primeiro ano de implantação do programa, constatou-se o provimento de 294 médicos para atuarem em todos os 34 DSEIs, isto é, uma cobertura de 100%.

Segundo dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), 339 profissionais foram incorporados aos DSEIs durante o Mais Médicos, o que representa um crescimento de 79% em relação ao quantitativo registrado em agosto de 2013.

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Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

Justiça federal

Tribunal lança Inteligência Artificial para auxiliar juízes e desembargadores em processos

Plataforma LIA 3R será usada em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas da Justiça Federal

06/03/2026 18h00

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lançou a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

De acordo com o desembargador federal Nino Toldo, membro efetivo da Comissão Permanente de Informática do TRF3, a ferramenta integra tecnologia e prática judicial para tornar o trabalho dos magistrados mais ágil e eficiente, preservando a segurança e a qualidade das informações processuais. 

Ele explica que a ideia de inteligência artificial começou com um projeto que se chamava Sigma, pois há, na Justiça Federal, muitos processos semelhantes.

"A partir de decisões, vamos dizer assim, padronizadas, se constitui um banco de dados e aí foi sendo feito um trabalho de sugestão, o sistema analisava o processo e sugeria para o usuário essa ou aquela minuta de decisão, de despacho para utilizá-la. E depois, com o avanço dos sistemas, dos programas de inteligência artificial, isso foi sendo aprofundado e agora desenvolveu o sistema LIA", explica.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias e não irá substituir os magistrados.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor", ressaltou.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares, sendo ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada. 

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).  

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta. 

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG, técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta, e integrações que enriquecem a resposta. 

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos, segundo o TRF3.

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados e documentos fornecidos pelo usuário na conversa, como textos e anexos.

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Segundo o Tribunal, trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil. 

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência ArtificialPlataforma LIA 3R

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