Cidades

JUDICIÁRIO

ONG ligada a ex-vereador quer paralisar construção civil em Campo Grande

Mais de 15 mil unidades habitacionais são alvo de ação que começou em briga contra edifício no Bairro Chácara Cachoeira

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Ação civil pública ajuizada pelo ex-vereador Marcelo Bluma (PV), por meio de uma organização não governamental (ONG) denominada Auditar Brasil, pretende paralisar o setor de construção civil em Campo Grande. Alegando a não realização de audiências públicas para debater os Estudos de Impacto de Vizinhança (EIVs) de 65 projetos, ele pediu à Justiça para que todos sejam paralisados até que as consultas sejam realizadas. 

Caso o Judiciário atenda ao pedido do ex-vereador, mais de 15 mil unidades habitacionais, muitas delas já prontas e comercializadas, poderão ser embargadas ou ter suas obras suspensas.

A ONG autora da ação, a Auditar Brasil, funciona na Rua Bela Cintra, no Bairro Tiradentes, no mesmo endereço da sede do Partido Verde, historicamente comandado por Marcelo Bluma. A cruzada de Bluma contra a construção civil em Campo Grande teve início depois que a incorporadora Plaenge decidiu lançar um residencial vertical de 94 unidades a poucas quadras de sua casa, no Bairro Chácara Cachoeira.

Por causa deste projeto, Bluma, apoiado por vizinhos, ingressou com outra ação civil pública, em que obteve liminar favorável para suspender a Guia de Diretrizes Urbanísticas (GDU), documento que autoriza a incorporadora a dar início à construção do edifício. 

O grupo resiste à verticalização no bairro e, agora, pelo teor desta ação civil pública, faz a disputa escalar ainda mais, pedindo a paralisação de 65 projetos em Campo Grande.

Entre as obras que poderão ser suspensas ou embargadas estão edifícios já concluídos da construtora Northern Capital, cujo nome de fantasia é Jooy, no Bairro Mata do Jacinto. 

Neste residencial, o Jooy Style, todos os apartamentos foram vendidos. Em outro residencial da mesma construtora, o Jooy Wonder, na Vila Planalto, as obras estão 68% prontas, quase todas as unidades foram comercializadas e todas as torres já estão em pé. Ao lado delas, um outro residencial, que integra o projeto Reviva Campo Grande, que tem como objetivo revitalizar o centro da cidade, também poderá ter suas obras embargadas.

As 792 unidades do Reviva Campo Grande, levantadas pela Cesari Construtora, já estão sendo comercializadas e o canteiro de obras já foi todo mobilizado.

“Pedido inconsequente”

A MRV, construtora que teve franca ascensão com o programa Minha Casa, Minha Vida, é outra que poderá ser prejudicada com a ação ajuizada pela ONG representada pelo ex-vereador. Ao todo, 14 projetos, alguns deles em comercialização e com obras em andamento, também são alvo do pedido de suspensão das GDUs.

Só da MRV, quase 5 mil unidades estão comprometidas. As construtoras Plaenge e Vanguart, que integram o mesmo grupo e que foram pivô da reação de Bluma e de vizinhos do Bairro Chácara Cachoeira, também poderá perder mais de R$ 100 milhões em investimentos de aquisição de terrenos, mobilizações de canteiros de obras e projetos de prédios que não foram lançados. 

Também há quase 500 unidades habitacionais da Plaenge e mais de 700 da Vanguart na mira da ação de Bluma.

As construtoras Jooy, Plaenge, Vanguart e MRV já pediram para integrar a ação civil pública, por serem potencialmente prejudicadas pelo pedido da ONG Auditar Brasil. 

Nas petições ajuizadas, as construtoras classificam a ação da ONG Auditar Brasil como “pedido inconsequente” e que poderá gerar grande prejuízo, não somente às empresas, mas a toda a cadeia da construção civil.

A Procuradoria-Geral do Município entende que o pleito de Bluma é equivocado, pois a necessidade de realização de audiência pública não deve ocorrer necessariamente durante a expedição do EIV, e sim em outras fases da obra, como, por exemplo, o licenciamento ambiental. 

O Plano Diretor e o Estatuto das Cidades são genéricos ao requererem a participação popular nos projetos de expansão urbana. O primeiro exige que a população seja consultada, sem especificar a fase, enquanto o segundo apenas menciona a participação popular por meio de princípio.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em seu parecer, reconhece a necessidade de consulta à população, e não necessariamente a realização de audiências públicas em cada um dos projetos.

O órgão, porém, não vê problema em suspender algumas das GDUs, ainda que temporariamente, até a realização da consulta.

A ação civil pública tramita na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grannde, cujo titular é o juiz Marcelo Ivo de Oliveira.

sem explicação

Revendas ampliam boicote ao consumidor e elevam preço da gasolina

No dia 10 de outubro foi anunciada redução de 26 centavos nos impostos federais, mas o preço da gasolina no Estado subiu desde então

21/10/2026 11h10

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49 Marcelo Victor

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No dia 9 de outubro o Governo Federal anunciou a ampliação da desoneração de tributos federais sobre a gasolina e previu redução da ordem de 26 centavos no preço ao consumidor. Em Mato Grosso do Sul, porém, o preço médio aumentou em um centavo e em Campo Grande, a redução foi de apenas um centavo, conforme mostra pesquisa publicada pela Angência Nacional do Petróleo (ANP) nesta terça-feira (20).

A medida anunciada pela União no começo do mês têm validade por 30 dias e a previsão é de que seja renovada. A redução tributária sobre a gasolina passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis.

Naquela dada, o porta-voz dos proprietários de postos de combustíveis de Campo Grande, Edson Lazaroto, previu que os preços começariam a cair logo em seguida. “Deve ocorrer a partir da semana que vem. Haverá queda somente no preço da gasolina. Etanol e diesel permanecem normal”, afirmou ele em mensagem enviada ao Correio do Estado no dia 10.

Até agora, porém, as distribuidoras e proprietários de postos não repassaram esta diferença e estão literalmente embolsando esta diferença. Conforme a pesquisa da ANP feita em 60 postos, no dia 10 de outubro o preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,42. Na pesquisa divulgada nesta terça-feira (20), o valor médio havia subido para R$ 6,43.

Fazendo o recorte somente nos 23 postos de Campo Grande onde foi feito o levantamento, a situação é parecida. No começo do mês o preço estava em R$ 6,28. Agora, recuou um centavo, para R$ 6,27.

Levando em consideração que em Mato Grosso do Sul são vendidos uma média de dois milhões de litros de gasolina por dia, o setor de distribuição e revenda está embolsando algo em torno de R$ 520 mil todos os dias, já que não está repassando ao consumidor a isenção fiscal concedida para aliviar o bolso daqueles que abastecem seus veículos.

E este boicote aos consumidores, que não ocorre somente em Mato Grosso do Sul, está longe de ser um fato isolado. No começo de setembro a Petrobras anunciou redução de 19 centavos no litro da gasolina. Na época, o sindicato dos proprietários de postos de Campo Grande previu redução de 12 centavos nas bombas. 

Em vez disso, porém, o preço subiu. Naquela data, segundo a mesma pesquisa da ANP, o preço médio nas bombas de Campo Grande era de R$ 6,25. Na prática, porém, está dois centavos acima disso, apesar das duas reduções anunciadas pela Petrobras e pelo Governo Federal, que juntas somam 38 centavos.

E no restante do Estado a situação é idêntica, evidenciando que existe movimento coordenado e sincronizado para impedir a redução do preço nas bombas. No começo de setembro o preço médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,40. Agora, apesar da redução de 38 centavos, está em R$ 6,43.

Levando em consideração que o setor não repassou a redução de 38 centavos e e ainda elevou os preços em três, a diferença a maior na margem de lucro é de 41 centavos por litro. Multiplicando este valor pelo volume vendido diariamente em Mato Grosso do Sul, as distribuidoras e donos de postos elevaram seus lucros em R$ 820 mil por dia somente em Mato Grosso do Sul. 

GUERRA NO IRÃ

A disparada no preço mundial do petróleo ocorreu depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no dia 28 de fevereiro. Naquela dada, conforme a ANP, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,89.

E, apesar de o preço do petróleo ter disparado no mercado internacional, ultrapassando os 100 dólares o barril, a Petrobras elevou em apenas 4 centavos o valor nas refinarias. Aumento de 48 centavos chegou a ser praticado, mas o Governo ofereceu subsídio de 40 centavos evitar que o reajuste chegasse aos consumidores. 

Mesmo assim, as distribuidoras e donos de postos elevaram os preços sob a alegação de que o preço do petróleo havia aumentado. Depois disso, os preços internacionais recuaram, mas o preço da gasolina ao consumidor segue bem acima daquele patamar. 

Até o final de feveriro, Campo Grande tinha o menor preço médio da gasolina comum entre todas as capitais. Agora, está em terceiro lugar, ficando atrás de cidades como Vitória e Porto Alegre.

Esta tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina ocorre desde o fim do ano passado. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro de 2025, o preço médio do combustível em Campo Grande estava em R$ 5,78. 

No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pela redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto. 


 
 

PRISÕES

Dupla é presa ao tentar recuperar cabelo humano avaliado em R$ 22 mil

Ao todo, 60 kg de cabelo humano foram furtados, com prejuízo estimado de R$ 440 mil, mas apenas 3 kg foram recuperados

21/10/2026 11h00

Carga foi roubada na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero

Carga foi roubada na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero Divulgação: Polícia Civil

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Dois homens foram presos ao apresentaram uma nota fiscal eletrônica falsa e tentarem a restituição de uma carga de cabelos humanos, apreendida como objeto do crime de descaminho e avaliada em R$ 22 mil. Durante a checagem do documento fiscal, os policiais verificaram que era falso, motivo pelo qual ambos os indivíduos receberam voz de prisão em flagrante.

A carga de mechas de cabelo humano foi objeto de um crime de roubo ocorrido no dia 11 de outubro, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, fronteira com o município de Ponta Porã. O prejuízo estimado foi de em  R$ 440 mil. 

Na oportunidade do roubo, foram subtraídos aproximadamente 60kg de cabelo humano, dos quais foram recuperados pouco mais de 3kg do produto, avaliados em R$ 22 mil, na última segunda-feira (19), em Campo Grande. 

A carga foi apreendida em posse de um homem de nacionalidade paraguaia, apontado como sendo um dos suspeitos do crime cometido em território estrangeiro.

A Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECCO) e a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) foram as responsáveis pela ação de recuperação dos produtos.

 

 

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