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Bem-estar B+: Frutas: você sabe como e quando comer? Confira algumas dicas

Nada melhor do que reforçar a importância desse alimento, neste mês em que se comemora o Dia Mundial da Fruta, em 1º de julho.

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Além da variedade de cores, sabores e benefícios para a saúde, as frutas também representam uma importante fonte de negócios para o país. Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,38 bilhão em frutas frescas e preparadas, ultrapassando um milhão de toneladas embarcadas, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Por isso, nada melhor do que reforçar a importância desse alimento, neste mês em que se comemora o Dia Mundial da Fruta, em 1º de julho.

Sobre a recomendação

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o consumo de, pelo menos, 400 gramas de frutas e hortaliças por dia — o equivalente a cinco porções —, essenciais para compor uma alimentação equilibrada e diversificada, que contribui para a prevenção de doenças.

"A orientação se baseia em evidências científicas que mostram que essa quantidade contribui para o bom funcionamento do organismo. As frutas são ricas em fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais, além de possuírem água – indispensável para uma boa hidratação e para o auxílio no processo digestivo. Porém, deve-se ter atenção à quantidade de açúcar, que varia entre as frutas", destaca o Prof. Dr. Durval Ribas Filho - Médico Nutrólogo, Fellow da The Obesity Society – TOS (USA), Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e palestrante do CBN 2025, que dá dicas de como aproveitar o melhor das frutas.

Como equilibrar as porções ao longo do dia

As frutas são alimentos nutritivos e versáteis, pois podem ser facilmente incorporadas a qualquer dieta, não exigem preparo e são práticas para o consumo. No entanto, a quantidade ideal deve levar em consideração idade, sexo e nível de atividade física.

A dica é variar a forma de consumo — misture com iogurtes, em vitaminas ou saladas, e consuma no café da manhã, lanche da tarde ou como sobremesa. Para adultos, uma porção de fruta equivale a cerca de uma xícara de fruta fresca:

  • Frutas grandes: 1 fatia de mamão, 1 fatia de melão, 1 rodela grande de abacaxi ou 2 fatias de manga;
  • Frutas médias: 1 maçã, banana, pera ou laranja;
  • Frutas pequenas: 2 ameixas, 2 kiwis, 3 damascos, 6 lichias, 7 morangos ou 14 cerejas.

Frutas previnem doenças

O consumo regular reduz o risco de doenças crônicas como cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer.

Melhoram a saúde digestiva

  • Por serem ricas em fibras, auxiliam no processo digestivo e favorecem o bom funcionamento intestinal.
  • Podem estar presentes em dietas para emagrecimento

Estão liberadas, desde que consumidas com moderação. São ricas em água e fibras, promovem saciedade e auxiliam na manutenção do peso corporal. Mas é importante observar a quantidade de açúcar de cada fruta e contar com a orientação de um especialista na melhor escolha.

Fortalecem o sistema imunológico

Como fonte de vitaminas como C, A e E são essenciais para o fortalecimento das defesas do organismo.

Ajudam no envelhecimento saudável

Alguns nutrientes têm ação antioxidante e combatem os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e doenças inflamatórias.

Essenciais na hidratação

Melancia, laranja e melão, por exemplo, têm alto teor de água, contribuindo para a hidratação do corpo.

Têm açúcar

Algumas frutas são ricas em frutose, um tipo de açúcar natural. O consumo excessivo pode desregular as taxas de glicose no sangue. Por isso, é importante variar e associá-las a alimentos ricos em fibras, como aveia, chia ou linhaça, para retardar a resposta glicêmica. Diabéticos e pessoas em dietas de emagrecimento devem observar o índice glicêmico e buscar orientação nutricional.

  • É melhor consumir frutas com casca
  • Quando possível. Muitas cascas concentram nutrientes importantes, como no caso da maçã.

Manga faz mal à noite

Não. Isso é um mito. A manga é de fácil digestão e não interfere na qualidade do sono. No entanto, à noite o ideal é consumir frutas com baixo índice glicêmico, como abacate, ameixa, maçã, morango, kiwi, pera e pêssego, para evitar picos de glicose desnecessários.

Bem-estar B+: Frutas: você sabe como e quando comer?  - Divulgação - Freepik

As cores das frutas interferem nos nutrientes
A cor está relacionada à presença de compostos bioativos. Por isso, a dica é variar:

  • Vermelhas (morango, framboesa, romã): ricas em licopeno e flavonoides; ação antioxidante e anti-inflamatória.
  • Laranjas ou amarelas (manga, mamão, laranja): ricas em carotenoides; auxiliam na saúde dos olhos e imunidade.
  • Roxas (amora, mirtilo, uva): fontes de antocianinas; proteção cardiovascular.
  • Verdes (abacate, kiwi): ricas em clorofila e luteína; proteção da visão.
  • Brancas (banana, pera): fontes de antoxantinas; auxiliam no controle da pressão e do colesterol.

Antes ou depois das refeições

Depende do objetivo.

Antes das refeições: opte por frutas leves e ricas em fibras e água e enzimas digestivas como maçã, pera, mamão e melancia, que ajudam no controle do apetite e na preparação do sistema digestivo, para alimentos mais densos, o que contribui para uma refeição mais saudável e equilibrada.

Depois das refeições: prefira as que auxiliam na digestão, como abacaxi, laranja e kiwi. Banana e frutas vermelhas são boas para satisfazer o paladar, saciar a vontade de doce e fornecem energia ou antioxidantes.

 

 

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Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

26/07/2026 14h00

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, muitos meninos cresceram ouvindo mensagens semelhantes: “engole o choro”, “seja forte”, “homem não demonstra fraqueza”. Embora essas frases pareçam inofensivas, elas ensinam algo profundo: que sentir deve ser escondido.

O problema é que emoções não desaparecem quando são reprimidas. Elas apenas encontram outras formas de se manifestar. Muitas vezes surgem como irritação, agressividade, isolamento ou dificuldade para construir relacionamentos saudáveis.

Quando falamos sobre prevenção da violência, saúde mental e relações mais equilibradas, também estamos falando sobre educação emocional. Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

A cultura costuma valorizar nos homens características como autonomia, coragem e firmeza. Todas elas são importantes. Mas podem coexistir com empatia, sensibilidade e capacidade de pedir ajuda. Uma habilidade não exclui a outra.

Pais, mães e educadores têm papel fundamental nesse processo. Quando acolhem emoções em vez de ridicularizá-las, ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio mundo interno. Quando demonstram que tristeza, medo e vulnerabilidade fazem parte da experiência humana, oferecem uma importante ferramenta de proteção emocional.

Isso também contribui para relações futuras. Adultos que conseguem identificar sentimentos tendem a comunicar necessidades com mais clareza, lidar melhor com frustrações e construir vínculos mais respeitosos.

Educar meninos para sentir não é apenas uma questão individual. É uma escolha que impacta famílias, relacionamentos e a sociedade como um todo. Afinal, homens emocionalmente conectados consigo mesmos costumam ser mais capazes de se conectar de forma saudável com os outros.

Talvez uma das maiores formas de proteção que possamos oferecer seja permitir que eles descubram que sentir não diminui ninguém. Humaniza.

Vamos desatar esses nós?

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

26/07/2026 13h00

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus? Foto: Divulgação

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Há alguns dias estou vivendo novamente o verão italiano. E, mesmo depois de tantos anos frequentando o país, uma cena continua chamando minha atenção: enquanto os termômetros ultrapassam os 35 graus, homens e mulheres caminham pelas ruas de cidades italianas com uma elegância que parece quase intuitiva.

Não se trata de um dom, muito menos de uma questão financeira, o segredo está nas escolhas.

Frequentemente associamos calor a roupas excessivamente informais ou ao desconforto de quem acredita que elegância exige sacrifício, os italianos mostram justamente o contrário: é possível vestir-se bem sem abrir mão do conforto.

A explicação começa pelo tecido. No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

São materiais que permitem a circulação do ar, absorvem melhor a umidade e acompanham o movimento do corpo.

O curioso é que o linho, tão valorizado pelos italianos, ainda desperta certa resistência no Brasil por amarrotar com facilidade.

Como consultora de imagem acredito que uma das maiores lições seja aceitar que alguns tecidos carregam naturalmente as marcas da vida. Um linho levemente amarrotado transmite autenticidade. É muito mais elegante do que um tecido sintético impecavelmente esticado, mas que denuncia desconforto.

Outro detalhe quase imperceptível para quem visita a Itália é a predominância das cores suaves durante o verão.

Brancos, beges, areia, azul-claro, verde-sálvia, terracota suave e tons inspirados na própria paisagem mediterrânea aparecem constantemente.

Além de refletirem melhor o calor, essas cores conversam entre si. Isso significa que praticamente todas as peças do guarda-roupa podem ser combinadas. O resultado é uma imagem sofisticada sem esforço.

Enquanto muitas pessoas acreditam que precisam de dezenas de roupas para enfrentar uma estação, o italiano demonstra exatamente o oposto.

Existe uma lógica muito presente na cultura italiana: comprar menos e comprar melhor. Ao invés de um armário repleto de tendências passageiras, é comum encontrar poucas peças de excelente qualidade que funcionam em diferentes combinações.

Uma camisa de linho pode ser usada aberta sobre uma camiseta pela manhã, fechada para um almoço, dobrando as mangas para um passeio no fim da tarde ou combinada com um blazer leve para o jantar.

O mesmo vestido muda completamente com um cinto, uma bolsa ou uma sandália diferente.

Essa versatilidade é uma das maiores expressões da elegância contemporânea.

Outro aspecto importante é o caimento.

Roupas excessivamente justas aquecem mais, limitam os movimentos e frequentemente criam uma imagem de desconforto.

Os italianos preferem modelagens que acompanham o corpo sem apertá-lo. Vestidos fluidos, calças amplas em linho, camisas levemente soltas, bermudas de alfaiataria e peças com estrutura bem construída permitem que o ar circule naturalmente.

O importante é a roupa trabalhar a favor do corpo, e não contra ele. Na Itália, a elegância está muito ligada à naturalidade.

Vestir-se -se de maneira apropriada para cada ocasião é respeitar o próprio corpo, o clima e o contexto.

Há beleza em quem caminha confortavelmente por uma praça histórica, toma um café em uma cafeteria de bairro ou atravessa a cidade de bicicleta usando roupas simples, mas bem escolhidas.

O verdadeiro segredo da elegância italiana não está no guarda-roupa. Mas na consciência de que vestir-se bem não significa impressionar os outros, mas viver melhor dentro das próprias roupas.

E por fim 5 lições da elegância italiana para enfrentar o calor com estilo. 

1. Priorize tecidos naturais

Linho, algodão, seda e viscose de qualidade permitem que a pele respire, absorvem melhor a umidade e proporcionam conforto mesmo nos dias mais quentes. Antes de comprar uma peça, leia a etiqueta: a composição faz toda a diferença.

2. Aposte em uma cartela de cores coordenada

Branco, off-white, bege, areia, azul-claro, verde-oliva e tons terrosos claros combinam entre si e facilitam a criação de diversos looks com poucas peças, além de transmitirem frescor e sofisticação.

3. Escolha modelagens que favoreçam o movimento

Peças muito justas retêm calor e limitam a mobilidade. Prefira camisas de linho, vestidos fluidos, calças de pernas amplas e bermudas de alfaiataria com bom caimento. Elegância também é sentir-se confortável.

4. Monte um guarda-roupa inteligente, não um guarda-roupa cheio

Invista em peças versáteis que conversem entre si. Uma camisa de linho, uma calça de alfaiataria leve, um vestido atemporal e uma boa sandália podem render inúmeras combinações. Na moda italiana, qualidade supera quantidade.

5. Lembre-se: elegância é atitude, não sacrifício

A maior lição do verão italiano talvez seja esta: vestir-se bem não significa sofrer com o calor. Estar adequado ao clima, à ocasião e à sua personalidade transmite uma imagem muito mais refinada do que insistir em tendências ou peças desconfortáveis.

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