Cidades

Mato Grosso do Sul

Consórcio liderado pela XP assume Rota da Celulose no fim de janeiro

Termo de transferência deve ser assinado na terça-feira (27) e a cobrança de pedágio começa até 1 ano após o cumprimento de exigências

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As rodovias federais e estaduais que integram a Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul serão entregues à iniciativa privada neste mês e, no início de fevereiro, o governo do Estado de Mato Grosso do Sul e a concessionária, a XP Investimentos, pretendem realizar um evento para marcar a transferência dos ativos para a empresa vencedora da concorrência realizada no ano passado.

A assinatura do termo de transferência dos ativos está prevista para terça-feira, segundo informou o governador Eduardo Riedel (PP). Após essa formalização, a XP Investimentos passa a ser responsável por 870,3 quilômetros de rodovias federais e estaduais na região leste do Estado.

Os trechos que ficarão sob responsabilidade da XP são os da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas; da MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo; da MS-338, entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu; e da BR-267, entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul.

A companhia sob controle da XP Investimentos que administrará o conjunto de quatro rodovias receberá um nome semelhante ao do conjunto de rodovias denominado no edital do leilão: “Caminhos da Celulose”.

MS-040 é uma das rodovias que integram a Rota da Celulose

O contrato entre a XP Investimentos e o governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do escritório de parcerias estratégicas (EPE), prevê investimentos de mais de R$ 10 bilhões nas rodovias ao longo dos próximos 30 anos.

Entre os investimentos previstos ao longo da concessão estão a duplicação de 115 km de rodovias, 245 km de terceiras faixas, 38 km de contornos urbanos e 12 km de vias marginais, além da criação de 22 passagens de fauna e 20 alargamentos de pontes.

“As primeiras obras serão as adequações de sinalização, pavimento, construção de serviços de atendimento ao usuário, entre outras melhorias”, explicou ao Correio do Estado o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.

PEDÁGIO

O contrato prevê que a Rota da Celulose só passe a cobrar pedágio depois de atender a todas as exigências contratuais para tal. 

Até o início das cobranças, as rodovias sob responsabilidade da XP terão de apresentar padrões mínimos de regularidade do pavimento; sinalização horizontal e vertical em conformidade com as normas vigentes, inclusive com elementos retrorefletivos; revisão completa dos sistemas de drenagem, com ausência total de trechos com empoçamento de água; correção de todos os aterros da rodovia, de modo a zerar qualquer risco de deslizamento; além da adoção de práticas de manutenção permanente, como roçada das margens da rodovia e correção do pavimento.

O cumprimento de todas essas exigências deve fazer com que o usuário das rodovias já perceba uma grande diferença ao trafegar por elas.

Depois que as exigências forem cumpridas, a Rota da Celulose instalará o sistema de pedágio no modelo free flow, um sistema eletrônico que elimina praças físicas e cancelas e permite que os veículos passem sem parar, com a cobrança feita automaticamente por pórticos que leem tags ou placas (OCR) e registram a passagem e o trecho percorrido.

Serão 12 pórticos de cobrança, e o valor da tarifa variará de R$ 5,15 por veículo ou eixo a até R$ 16,55.

O consórcio Caminhos da Celulose, que vai administrar as rodovias, é composto pelas empresas XP Infra V Fundo de Investimento em Participações (FIV), CLD Construtora, Ética Construtora, Distribuidora Brasileira de Asfalto, Conter Construções e Comércio e Conster Construções e Terraplanagem.

As obras de duplicação devem ter início no segundo ano da concessão, já com a cobrança de pedágio em vigor. O contrato prevê que as duplicações na BR-262, em um trecho de 86 km entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, e de 3,2 km próximo a Três Lagoas, estejam concluídas até o sexto ano da concessão.

O trecho de duplicação da BR-267, entre Bataguassu e o Rio Paraná, com extensão de 13,5 quilômetros, deve começar no sétimo ano da concessão e ser concluído no oitavo ano.

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Sete Quedas (MS)

MP investiga qualidade da água após forte odor e choque elétrico em torneira

Moradores relatam diversas queixas após ativação de um novo poço no sistema de abastecimento

01/02/2026 18h00

Água caindo da torneira

Água caindo da torneira ARQUIVO

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Qualidade da água está sendo questionada por moradores de Sete Quedas, município localizado no extremo Sul de MS, a 469 quilômetros de Campo Grande.

As queixas começaram a surgir após ativação de um novo poço no sistema de abastecimento.

As reclamações incluem:

  • Forte odor
  • Gosto salobro
  • Resíduos sólidos no líquido
  • Choque elétrico em chuveiros e torneiras metálicas
  • Escurecimento de panelas durante o cozimento
  • Rápido escurecimento das velas de filtros domésticos - indicando possível concentração elevada de minerais ou resíduos metálicos

Com isso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Sete Quedas (MS), está investigando a qualidade da água fornecida pela concessionária responsável pelo serviço no município.

Portanto, o MPMS solicitou:

  • Laudos físico-químicos, microbiológicos e coleta independente de amostras à Vigilância Sanitária Municipal
  • Informações sobre possíveis doenças de veiculação hídrica à Secretaria Municipal de Saúde
  • Informações sobre a regularidade da outorga do novo poço no sistema de abastecimento

Após a coleta de dados, o Ministério Público poderá adotar medidas cabíveis, como recomendações, celebração de termo de ajustamento de conduta, conversão em inquérito civil ou ajuizamento de ação judicial.

A concessionária responsável pelo abastecimento de água e coleta de esgoto em Sete Quedas (MS) é a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).

CÃES E GATOS

Caso Orelha: MS teve 18 mil casos de maus-tratos contra animais em 2025

Médica Veterinária revela que maus-tratos vai muito além da violência, como levar o animal para passear em horários de sol intenso e viajar e deixar o bicho sozinho

01/02/2026 17h00

Cachorro de rua

Cachorro de rua Gerson Oliveira

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Violência e maus-tratos contra animais está cada vez mais comum no Brasil.

O cão Orelha, cachorro comunitário que possui aproximadamente 10 anos, foi espancado a pauladas por quatro adolescentes, em 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis, litoral de Santa Catarina (SC).

Ele foi encontrado agonizando, sangrando e cheio de feridas, por moradores da região, um dia depois. Em seguida, foi levado a clínica veterinária, mas, faleceu. Em razão das dores e ferimentos, ele teve que ser sacrificado.

A morte do cachorro gerou repercussão nacional e uma onda de indignação nas redes sociais. Vários protestos foram

Dados da Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (Suprova) apontam que 18.268 denúncias de maus-tratos contra animais domésticos foram registrados, no ano de 2025, em Mato Grosso do Sul. Com isso, a média foi de 1.660 denúncias por dia.

Em novembro de 2025, foram registrados 942 denúncias contra cachorros e 540 contra gatos.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, a médica veterinária Beatriz Calepso afirmou que várias atitudes podem ser consideradas como maus-tratos. Confira:

  • Bater, com a intenção de "educar"
  • Machucar, espancar, violentar e ferir
  • Abandono
  • Levar o animal para passear em horários de sol intenso - o asfalto pode atingir temperaturas muito altas e causar queimaduras nas patinhas, o que é doloroso para animais. Além disso, o calor excessivo pode causar hipertermia, que gera consequências graves como convulsões, taquipneia e respiração ofegante
  • Deixar o animal sem água, alimentação ou abrigo
  • Viajar e deixar o animal sozinho
  • Expor o animal a situação de stress constante
  • Zoofilia

Além disso, de acordo com a veterinária, os sintomas/sinais que o animal apresenta quando é vítima de maus-tratos é:

  • Medo excessivo
  • Comportamento retraído/recluso
  • Permanecer isolado em um canto
  • Dificuldade de socializar com pessoas
  • Animal bravo defesa exagerada
  • Presença de lesões, feridas e hematomas

"O Caso Orelha foi algo que chocou muito. Eu acho que pela forma que aconteceu, algo que humanamente, pensando para mim, era impossível, mas a gente vê que isso se torna tão comum, quantos animaizinhos devem passar por isso e a gente nem sabe. Graças a Deus isso viralizou e as pessoas puderam ver que isso infelizmente é mais real do que a gente pensa', pontou a veterinária.

ONDE DENUNCIAR?

É possível denunciar maus-tratos contra animais domésticos nos seguintes números:

  • Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) - (67) 3313-5000 / (67) 3313-5001
  • Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) - (67) 3325-2567 / 3382-9271
  • Delegacia Virtual (Devir) através do site

"O canal de denúncias é uma ferramenta essencial para combater os maus-tratos. Ele facilita o acesso da população e fortalece a rede de proteção animal em todo o estado", destacou o superintendente estadual de Proteção da Vida Animal, Carlos Eduardo Rodrigues.

CRIME

Maus-tratos contra animais é crime no Brasil, de acordo com a LEi nº  9.605/1998.

As penas variam de três meses a um ano de reclusão e multa.

A Lei 14.064/2020 aumentou a gravidade da punição, especialmente para crimes contra cães e gatos, que passaram a ter penas de 2 a 5 anos de prisão.

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