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15 perguntas sobre o Sisu 2024, que abre seleção única nesta segunda

Há algumas mudanças em relação às edições anteriores. Uma delas é que a seleção acontecerá apenas uma vez por ano. Além disso, há mudanças na Lei de Cotas

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As inscrições do Sisu 2024 começam nesta segunda-feira (22). O Sistema de Seleção Unificada é a plataforma do Ministério da Educação em participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se inscrevem para vagas de ensino superior em instituições públicas.

Neste ano, há algumas mudanças em relação às edições anteriores. Uma delas é que a seleção acontecerá apenas uma vez por ano. Além disso, há mudanças na Lei de Cotas, que reserva 50% das vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência que cursaram o ensino médio em escola pública.

Veja 15 perguntas e respostas sobre o Sisu 2024

Qual é o período de inscrição no Sisu?

As inscrições para a edição do Sisu 2024 poderão ser feitas entre 22 de janeiro e as 23h59 do dia 25 de janeiro de 2024, pelo site sisu.mec.gov.br.

Qualquer pessoa pode se inscrever?

Podem se inscrever os candidatos que fizeram o Enem de 2023 e tenham obtido nota maior do que zero na prova de redação. Além disso, as instituições de ensino podem adotar notas mínimas para inscrição em seus cursos.

Como se inscrever?

A inscrição no Sisu é feita por meio do Login Único do governo federal, a partir de uma conta gov.br. No sistema, o candidato precisa atualizar seus dados e responder às perguntas que classificam se ele pode se candidatar por meio da Lei de Cotas.

A inscrição é de graça?

Sim. A inscrição é feita exclusivamente pela internet, no portal único sem a cobrança de taxas.

Quais documentos são necessários para realizar a inscrição?

No ato da inscrição não é necessária a apresentação de documentação. Para se inscrever no Sisu, o candidato só precisa concluir seu login clicando no botão "Entrar com gov.br" disponível na página do Sisu.
Mas as instituições de ensino exigirão documentação para efetivação da matrícula dos aprovados na seleção. Essa lista estará disponível no momento da inscrição.

Quem já está cursando em uma instituição pode participar do Sisu?

Sim, desde que tenha feito o Enem de 2023 e não tenha recebido nota zero na redação.

Quantas vagas estão sendo ofertadas?

Serão ofertadas 264.360 vagas em 127 instituições de ensino, sendo que quase metade, 121.750, será destinada para cotistas.

Como se candidatar para as vagas do segundo semestre?

Pela primeira vez, a principal porta de entrada para universidades públicas acontecerá apenas no começo do ano e não terá uma segunda edição em junho. Dessa forma, a classificação do candidato definirá se ele ingressará no primeiro ou no segundo semestre.

Como os aprovados são escolhidos?

O candidato é selecionado quando a nota obtida no Enem, considerando a média dos pesos definida em cada curso, está entre as maiores da opção de curso escolhida.

Há mudanças na Lei de Cotas?

A partir de agora, a classificação dependerá do desempenho do estudante no Enem 2023. Isso porque candidatos pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência concorrerão às vagas reservadas apenas se não alcançarem, inicialmente, as notas para ampla concorrência. Dessa forma, em um primeiro momento, todos os candidatos competem juntos, sem distinções de seleção. Caso um aluno que faça parte dos grupos cotistas passe na ampla concorrência, este não faz uso da cota e, portanto, não ocupa vaga enquanto cotista.

Como na lei anterior, a reserva de vagas para esses grupos será proporcional à quantidade de pessoas assim autodeclaradas no estado da seleção, conforme o último Censo do IBGE.

Onde é divulgado o resultado do Sisu?

O resultado do Sisu pode ser consultado no boletim do candidato, na página do Sisu, nas instituições participantes e na Central de Atendimento do MEC, no telefone 0800-616161.

Quem for aprovado para na segunda opção de curso pode continuar concorrendo à primeira?

Sim, mas não é possível se matricular em dois cursos ao mesmo tempo.

O candidato pode alterar suas opções?

Sim, mas somente até o limite do prazo final de inscrição

Como saber se o candidato ficou na lista de espera?

Restando vagas disponíveis para os cursos, a instituição de ensino convocará os candidatos que manifestaram interesse em participar da lista de espera do Sisu. A convocação segue a classificação utilizada para a chamada regular, mas considerando apenas os candidatos que manifestaram interesse para a lista de espera. Na lista de espera, a convocação dos candidatos para a matrícula cabe às próprias instituições de ensino, então é importante que os candidatos acompanhem as convocações da lista de espera junto à instituição de ensino para a qual tenha manifestado interesse.

CALENDÁRIO DO SISU 2024
- Inscrição: de 22.jan às 23h59 de 25.jan, em acessounico.mec.gov.br/sisu 
- Resultado da chamada regular: 30.jan 
- Matrícula: de 1º a 7.fev, observando dias, horários e locais de atendimento definidos pela instituição escolhida 
- Inscrição na lista de espera: de 30.jan às 23h59 de 7.fev

Brasil

Brasil cria política para ampliar produção de minerais críticos

O objetivo é estimular a pesquisa, extração e transformação de minerais críticos e estratégicos.

17/09/2026 07h30

Lei sancionada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União

Lei sancionada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A lei prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais. 

O objetivo é estimular a pesquisa, extração e transformação de minerais críticos e estratégicos.

“A mineração exige investimentos intensivos e ciclos produtivos que frequentemente chegam a 40 anos. Por isso, previsibilidade e estabilidade, especialmente a fiscal, são premissas indispensáveis para atrair investimento de longo prazo”, explicou Pablo Cesário, do Instituto Brasileiro de Mineração.

A lei sancionada hoje cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões. O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política.

O Ministro minas e energia, Alexandre Silveira, afirmou que a nova lei será importante para o Brasil conhecer melhor os recursos que tem. “O Brasil vai conhecer em profundidade seus recursos e preservar a capacidade de decisão sobre suas cadeias produtivas”, disse.

Ele explicou que o Serviço Geológico do Brasil terá um aumento de verba, de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões, para investir em pesquisa para conhecimento do solo.

Soberania

Após a assinatura da lei, Lula defendeu o investimento na formação de novos profissionais para um mercado que promete se expandir. Lula convidou as universidades e institutos federais a participar da formação de novos cursos “para não ficarmos devendo a ninguém no mundo em preparação”.

O presidente destacou a importância em ter um mercado de mineração desenvolvido, com industrialização e tecnologia de refino e produção no Brasil. Em seguida, afirmou que existem “traidores da pátria” que quiseram vender, “a preço de banana, como fizeram com o minério de ferro”, minerais críticos em estado bruto para os Estados Unidos.

“Não permitiremos que a história se repita. Que os inimigos do Brasil entendam de uma vez por todas. Nossa soberania não está à venda. A riqueza do Brasil tem um único dono, o povo brasileiro”.

Lula também assinou o decreto que cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. Caberá ao conselho a coordenação, planejamento e acompanhamento da política nacional. O conselho deverá propor políticas e ações públicas destinadas ao desenvolvimento das cadeias produtivas e minerais críticos e estratégicos.

Minerais Críticos

Os minerais críticos e terras raras são insumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia, automobilística, defesa e para a concretização da transição energética.

Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.

Terras raras são um grupo específico de minerais críticos. São 17 elementos químicos dispersos na natureza, o que dificulta a extração. Elas são essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.

A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. As terras raras, por sua vez, também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto.

transparência

STF deve decidir sobre investigação contra Moraes com sete votos

Devem votar os ministros, nesta ordem: Edson Fachin (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes

15/09/2026 14h05

Dois ministros já se declararam impedidos e o próprio Alexandre de Moraes não deve perticipar da votação

Dois ministros já se declararam impedidos e o próprio Alexandre de Moraes não deve perticipar da votação

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Com parte dos ministros envolvidos no caso Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir sobre a abertura de investigação de Alexandre de Moraes com apenas sete integrantes. No início da sessão desta terça-feira, 15, convocada para analisar as conversas de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos. Além deles, o próprio Moraes não poderá se manifestar, já que é objeto de análise no julgamento.

Também há dúvidas sobre a participação de André Mendonça, já que a Corte vai analisar a nulidade do relatório da PF com as conversas de Moraes e Vorcaro, produzido após sua determinação. Moraes acusou Mendonça de abuso de autoridade e de viés político, mas esse julgamento foi marcado para a próxima quarta-feira, dia 23.

Devem votar os seguintes ministros, nesta ordem: Edson Fachin (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Mendonça e Fux já deram sinais de serem favoráveis à abertura de investigação, enquanto Dino e Gilmar indicaram contrariedade.

AJUDA EXTERNA

Depois de experimentar um período de cinco meses sob as sanções da Lei Magnitsky, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou, em sua defesa, que o relatório da Polícia Federal que destrincha sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro "é imprestável" e foi produzido com auxílio de "órgão externo, provavelmente estrangeiro".

O ministro disse que o relatório foi produzido "demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito". O STF define nesta terça-feira, 15, sobre a abertura de uma investigação contra Moraes.

Ele sugeriu que o documento foi plantado nos sistemas da PF. "Há, inclusive, a suspeita de que o providencial afastamento do diretor da PF (delegado Andrei Rodrigues), que estranhamente foi comemorado por autoridades estrangeiras, foi para que não pudesse averiguar a produção externa desse relatório", afirmou Moraes. Para o ministro, "não é demais relembrar as inúmeras pressões estrangeiras contra a Justiça brasileira e esse STF, inclusive com a cassação do visto de diversas autoridades e a aplicação da Lei Magnitski".

Alexandre de Moraes foi sancionado pelo governo Donald Trump em 30 de julho de 2025. Os EUA optaram pela aplicação da Lei Magnitsky, que pune estrangeiros por supostas violações de direitos humanos e restrições à liberdade de expressão. A medida incluiu o bloqueio de eventuais bens e restrições a transações financeiras nos Estados Unidos. Em 12 de dezembro de 2025, a administração trumpista retirou o ministro e sua mulher, Viviane Barci, da lista de sanções.

Em sua defesa de 44 páginas entregue à presidência do STF, Moraes afirmou que a quebra da "cadeia de custódia" permite a inserção de arquivos falsos, mensagens em "blocos de notas" e outras irregularidades, principalmente quando o material apreendido é enviado ao gabinete do magistrado relator sem a "observância de procedimentos mínimos de segurança".

O ministro reiterou a hipótese de acesso de terceiros ao arquivo, "possivelmente autoridades estrangeiras".

"O prazo de elaboração foi de 72 horas, impossível para aquele relatório, mas os metadados comprovam que o relato não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos - pela forma de produção, provavelmente estrangeiros, comprovando a tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras - que somente enviaram o resultado para a Polícia Federal", disse Moraes.

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