Brasil

auge da carreira

Bad Bunny faz em SP show histórico que Brasil sempre mereceu

Estádio do Palmeiras estava lotado por um público de diversos países que acompanhou o show de duas horas e meia

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Bad Bunny - ou Benito Ocasio, para os mais íntimos - começou seu primeiro show no Brasil nesta sexta, 20, cercado pelo público no Allianz Parque, em São Paulo. Literalmente cercado por pessoas de todas as partes da América. Havia porto-riquenhos, venezuelanos e até filhos de imigrantes que vivem nos Estados Unidos.

E, claro, brasileiros - tidos como os fãs mais apaixonados do mundo. Benito entregou uma estrutura completa, no auge da sua carreira, em um show histórico que o Brasil sempre mereceu assistir.

Um vídeo de dois jovens brasileiros anunciou sua chegada. Do escuro, Benito apareceu. Visivelmente emocionado com o estádio lotado, foi ovacionado por minutos. Na verdade, pelas duas horas e meia de show.

E o cantor não escondia sua admiração pelo carinho que recebeu do público brasileiro. Cruzando a nossa fronteira, ele percebeu que sua missão foi cumprida. "Eu não sabia o que esperar. Não sabia que teria tanta gente linda", disse em certo momento do primeiro ato.

"Um abraço para mamãe e papai, porque eles arrasaram" foi a primeira frase de Bad Bunny em um palco no Brasil. Era a chave para La Mudanza, a última faixa do álbum que o consagrou como o artista mais importante da atualidade, Debí Tirar Más Fotos.

Benito tem uma característica raríssima em seus shows da Debí Tirar Más Fotos World Tour: há ingressos para pits bem ao seu lado e para uma arquibancada posicionada atrás do palco, chamada de Los Vecinos, além das categorias comuns. E há La Casita, em que o cantor vai literalmente para o meio da pista.

Foi assim, sem medo de um contato intenso com os fãs, que Bad Bunny aproveitou cada momento no palco. Não teve pressa de terminar nenhuma música e deixou seus músicos, excelentes como ele, brilharem. Logo no começo, um deles tocou Garota de Ipanema em um violão de doze cordas.

Benito voltou a se emocionar após cantar Weltita com a banda porto-riquenha Chuwi: "Eu estou muito feliz. Realizei meu sonho de visitar o Brasil. Muito obrigado por isso", disse, agora em português mesmo.

A maioria dos artistas segue um roteiro de provocar uma catarse apenas no final do show. Não é a regra de Bad Bunny. O cantor distribuiu diversas catarses ao longo da apresentação. A primeira delas com a ótima Baile Inolvidable.

O Allianz Parque se transformou em um verdadeiro baile, com desconhecidos dançando juntos, igualzinho ao clipe da música. E Benito ainda emendou com uma sequência irresistível com Nuevayol, em que foi acompanhado por dançarinos.

No caminho do cantor para a Casita, o sapo concho, seu grande símbolo, apareceu no telão e fez uma brincadeira em português com o público. Disse ter comido feijoada, pão de queijo, churrasco e até parmegiana de carne.

Na Casita, um dos momentos mais aguardados do show e o mais dançante, Bad Bunny fez o chão tremer com Tití Me Preguntó. Esteve acompanhado de sortudos previamente escolhidos que deram o toque brasileiro com movimentos de funk, assim como os dançarinos.

Benito desceu do palco e levou longos minutos para escolher um fã para gritar a introdução de Voy a Llevarte a PR. A comemoração do estádio foi tanta que era como se o fã finalmente gritasse tudo o que o público brasileiro desejou agradecer ao porto-riquenho.

"Só por essa noite, nós somos brasileiros e vocês são porto-riquenhos", prometeu o cantor. O momento ainda contou com uma música exclusiva para o Brasil, Vete, e sua banda tocando e cantando Mas, Que Nada, de Jorge Ben Jor, enquanto Bad Bunny retornava ao palco principal.

De volta, Benito apareceu mais romântico com uma sequência de Ojitos Lindos e La Canción. Mais político, cantou El Apagón: "Agora todos querem ser latinos, mas lhes falta tempero".

A maior catarse, claro, foi o final com DtMF. "Aproveitem a vida, o presente e o máximo que puderem", disse no meio da música, antes de pedir para que todos guardassem o celular. O pedido não foi completamente atendido, mas rendeu um momento bonito de todos pulando em conjunto.

Não foi com saudosismo, porém, que Bad Bunny se despediu da primeira noite em São Paulo. Foi com a energia de EoO e uma chuva de fogos nos quatro cantos do Allianz Parque.

Essa era a estrutura completa de uma turnê que ficou um mês em Porto Rico e não teve datas marcadas nos Estados Unidos. Os brasileiros já se acostumaram a receber shows simplórios, com apenas jogos de luzes e efeitos pirotécnicos. E há até artistas que citam uma dificuldade de trazer recursos de sua turnê para cá. Benito, porém, provou que é possível construir uma casa para o Brasil.

Se ele hoje está no centro do mundo, o Brasil tem motivos para continuar o baile inesquecível que entregou na noite de sexta por muito tempo. Ele se apresenta novamente no Allianz Parque neste sábado, 21. Os ingressos estão esgotados.

Genial/Quaest

Lula registra 42% contra 41% de Flávio Bolsonaro no segundo turno

Presidente reverteu tendência de queda e subiu dois pontos desde a última pesquisa. Flávio recuou um ponto percentual

13/05/2026 07h43

As variações verificadas na pesquisa ocorreram dentro da margem de erro tanto do presidente Lula quanto de Flávio Bolsonaro

As variações verificadas na pesquisa ocorreram dentro da margem de erro tanto do presidente Lula quanto de Flávio Bolsonaro

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Genial/Quaest: Lula registra 42% contra 41% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, em empate técnico
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a aparecer numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na simulação de segundo turno da disputa presidencial. O petista registra 42% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 41%.

Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Nesse mesmo cenário, 14% dos entrevistados declaram voto em branco ou nulo, enquanto 3% disseram estar indecisos.

Em relação ao levantamento anterior da Quaest, divulgado no mês passado, Lula oscilou dois pontos porcentuais para cima. O resultado interrompe a tendência de queda que vinha sendo registrada nas pesquisas anteriores. Já Flávio Bolsonaro recuou um ponto. Ambas as variações ocorreram dentro da margem de erro.

O levantamento também mostra Lula na liderança das intenções de voto no primeiro turno. No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o presidente aparece com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Lula oscilou dois pontos para cima, enquanto o senador subiu um ponto, mudanças também dentro da margem.

Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 4% cada. Caiado oscilou dois pontos para baixo, enquanto Zema variou um ponto para cima. Ambos estão empatados tecnicamente com Renan Santos, fundador da Missão, que aparece na pesquisa com 2%.

Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) foram citados por 1% dos entrevistados cada. Aldo Rebelo (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Há ainda 5% de indecisos e 10% de entrevistados que afirmam votar em branco ou nulo.

A pesquisa Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.

Lula venceria os demais adversários testados pela pesquisa. Contra Zema, o presidente registra 44%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais soma 37%. Nesse cenário, 15% declararam voto branco ou nulo e 4% disseram estar indecisos.

Em uma eventual disputa contra Caiado, Lula mantém 44% das intenções de voto, enquanto o governador goiano aparece com 35%. Nesse caso, 17% afirmam votar em branco ou nulo, e 4% permanecem indecisos.

A maior vantagem de Lula ocorre em um cenário contra Renan Santos. O presidente teria 45% das intenções de voto, enquanto o fundador da Missão alcançaria 28%. O porcentual de eleitores que declaram voto branco ou nulo chega a 22%, e os indecisos somam 5%.

Rejeição

Segundo o levantamento, Lula e Flávio Bolsonaro continuam sendo os pré-candidatos mais rejeitados da disputa presidencial. De acordo com a pesquisa, 54% dos entrevistados conhecem e não votariam em Flávio e 53% dizem o mesmo de Lula, em novo empate técnico. Na pesquisa de abril, Lula estava numericamente à frente de Flávio nesse quesito.

polêmica

Presidente do PL diz que vê Nunes Marques mais aberto a voto impresso

Eu sou a favor do voto impresso. É uma segurança. Não vai atrapalhar o voto eletrônico. Não vai atrapalhar a máquina, afirmou Valdemar Costa Neto

13/05/2026 07h24

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O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que vê o ministro Kássio Nunes Marques mais aberto para defender a instituição do voto impresso no sistema eleitoral brasileiro. As declarações ocorreram após a solenidade de posse de Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta terça-feira, 12, em Brasília.

"Eu acho que sim", respondeu Costa Neto, questionado pelo Broadcast Político se considera que o novo presidente do TSE tem uma abertura maior para defender o voto impresso. "Eu sou a favor do voto impresso. É uma segurança. Não vai atrapalhar o voto eletrônico. Não vai atrapalhar a máquina. Você vota na máquina e sai um papelzinho lá para você poder conferir depois", disse.

Questionado novamente se vê Nunes Marques mais aberto, Costa Neto reiterou: "Eu acho que sim, e dá para eles implantarem. Eu não sei se dá tempo. Quiseram fazer isso no tempo do Alexandre (de Moraes, presidente do TSE em 2022) num período em que não dava tempo para implantar. A Câmara queria aprovar e não dava tempo para implantar. Por isso que não foi implantado. Mas ninguém é contra isso".

O presidente do PL disse também que prevê mais tranquilidade para a disputa eleitoral deste ano. "O Nunes é uma pessoa que é ligada mais a nós. Nós vamos ter uma eleição bem mais tranquila, pode ter certeza, do que nós tivemos quatro anos atrás", afirmou

Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, o magistrado substitui Carmen Lúcia no comando do TSE e terá dois anos de mandato à frente da Corte. O novo vice-presidente é o ministro André Mendonça, também indicado ao STF por Bolsonaro, em 2021. A dupla ficará responsável, portanto, por liderar o Tribunal durante as eleições de outubro.

No discurso de posse, diante de autoridades, Nunes Marques defendeu as urnas eletrônicas, mas afirmou que não há impedimentos para aprimoramentos.

"O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui patrimônio institucional da nossa democracia. No tocante à recepção, à apuração e à divulgação dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo. Essa posição de destaque global não impede o constante aperfeiçoamento do nosso sistema", disse.

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