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Brasil bate recorde e registra 1.161 desastres naturais em 2023, segundo Cemaden

Manaus (AM) foi o município com o maior número de registros, com 23 ocorrências registradas

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O Brasil registrou 1.161 ocorrências de desastres naturais ao longo de 2023, segundo levantamento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). A média foi de três ocorrências por dia. O resultado é o maior desde que o órgão se tornou efetivamente operacional, em dezembro de 2011.

Ao longo dos 12 meses de 2023, o Cemaden contabilizou no país 716 desastres hidrológicos (61,6%), que são inundações, enxurradas e alagamentos, além de 445 geológicos (38,3%), como erosões, deslizamentos e afundamentos, o que representa um desastre natural por dia no ano passado.

Esses desastres naturais causaram a morte de 132 pessoas, deixou 9.263 feridos, 74.787 desabrigados, e 524.863 desalojados.

O ano passado foi a primeira vez que o país registrou mais de 1.000 ocorrências do tipo. Os anos com maiores ocorrências foram 2022 e 2020, quando ficaram entre 800 e 900.

Entre os municípios com maior número de ocorrências de desastres, Manaus ocupa a primeira colocação com 23 registros.

CIDADES COM MAIS REGISTROS DE DESASTRES NATURAIS EM 2023

Município - Estado - Ocorrências

Manaus - AM - 23
São Paulo - SP - 22
Petrópolis - RJ - 18
Brusque - SC - 14
Barra Mansa - RJ - 14
Salvador - BA - 11
Curitiba - PR - 10
Itaquaquecetuba - SP - 10
Ubatuba - SP - 9
Xanxerê - SC - 9

Ainda no ano passado, foram emitidos 3.425 alertas de desastres, sendo 1.612 geológicos (47%) e 1.813 hidrológicos (52,9%).
Entre os municípios com mais registros de alertas de desastres naturais, Petrópolis (RJ) lidera o ranking com 61 alertas.

CIDADES COM MAIS REGISTROS DE ALERTAS DE DESASTRES NATURAIS EM 2023

Município - Estado - Ocorrências

Petrópolis - RJ - 61
São Paulo - SP - 56
Manaus - AM - 49
Belo Horizonte - MG - 40
Rio de Janeiro - RJ - 35
Juiz de Fora - MG - 34
Angra dos Reis - RJ - 30
Recife - PE - 26
Teresópolis - RJ - 25
Nova Friburgo - RJ - 25

Em fevereiro de 2023, por exemplo, fortes chuvas, nos dias 18 e 19, atingiram a cidade de São Sebastião, no litoral norte, causando deslizamentos, em especial no bairro Barra do Sahy, e a morte de 65 pessoas. Todas moravam em áreas de risco. Dos mortos, 64 foram encontrados no Sahy e um em Ubatuba.

Em outra ocorrência, em 9 de dezembro, dois idosos morreram afogados em Angra dos Reis e outras 300 pessoas ficaram desabrigadas em razão das chuvas no estado e a prefeitura teve de decretar situação de emergência por conta da destruição causada pelas fortes chuvas.

SOBERANIA

Lula conversa com Trump e reabre negociação sofre tarifaço

Conforme o Palácio do Planalto, a conversa foi "em tom amistoso e cordial" e durou uma hora e 20 minutos nesta sexta-feira

21/08/2026 13h10

A conversa entre Lula e Trump aconteceu pela manhã e combate ao crime organizado também foi tema

A conversa entre Lula e Trump aconteceu pela manhã e combate ao crime organizado também foi tema

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou nesta sexta-feira, 21, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula reiterou pedido para que Brasil e Estados Unidos insistam na negociação para retirar o tarifaço imposto a produtos brasileiros e Trump, segundo o governo brasileiro, "concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível".

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) nesta sexta-feira. O Palácio do Planalto informou que a conversa foi "em tom amistoso e cordial" e durou uma hora e 20 minutos.

"Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas. Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil, quanto os Estados Unidos, afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. Reiterou a importância de trabalhar juntos para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil", relatou o governo brasileiro na nota.

O comunicado foi divulgado pela Secom no início da tarde desta sexta. A conversa entre Lula e Trump aconteceu pela manhã. O combate ao crime organizado também foi assunto, assim como em outras conversas entre os dois chefes de Estado.

De acordo com a Secom, Lula "reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado" e "argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas". Também disse que o Brasil "tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las".

A Secom pouco falou sobre as reações de Trump às falas de Lula. Sobre a questão envolvendo o combate ao crime organizado e à decisão dos Estados Unidos de ter classificado facções criminosas do Brasil como terroristas, a Secom limitou-se a dizer que Trump "se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos nessa área".

A conversa entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos também passou pela Organização das Nações Unidas (ONU). Assim como fez com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, Lula reclamou a Trump sobre o conselho de segurança da ONU.

"O presidente Lula lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU e, a exemplo do que sugerira aos Presidentes Xi Jinping e Putin, propôs a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais. O presidente Lula afirmou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos", informou a Secom.

soberania

Navio-plataforma da Petrobras atinge produção máxima no pré-sal

A 180 km da costa do estado do Rio ded Janeiro, o navio Alexandre de Gusmão chegou à extração de 180 mil barris por dia

21/08/2026 07h20

navios-plataformas são usados para extrair, processar, guardar e escoar o petróleo e gás de um poço

navios-plataformas são usados para extrair, processar, guardar e escoar o petróleo e gás de um poço

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O navio-plataforma Alexandre de Gusmão, instalado no Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu seu patamar máximo de produção, com a extração de 180 mil barris de óleo por dia (bpd).

O Campo de Mero, a 180 km da costa do estado do Rio de Janeiro, é o terceiro maior produtor do Brasil, depois de Búzios e Tupi, que também ficam na Bacia de Santos. O campo de produção de óleo e gás é considerado de águas ultraprofundas, com profundidade de 2,1 mil metros. 

Também chamados de FPSO, os navios-plataformas são usados em alto-mar para extrair, processar, guardar e escoar a produção de petróleo e gás de um poço. 

Em texto divulgado pela Petrobras, a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, destaca que “cada unidade que atinge o patamar máximo de produção previsto em projeto, além de contribuir para o resultado da empresa, confirma a superação de grandes desafios técnicos e o acerto das estratégias adotadas".
  
Além do Alexandre de Gusmão, operam no campo de Mero os navios-plataforma Pioneiro de Libra, Guanabara, Sepetiba e Marechal Duque de Caxias.
 
A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, descreve que o ativo de Mero teve uma produção média de cerca de 740 mil barris de petróleo por dia (mbpd) no segundo trimestre de 2026, ainda sem o topo do Alexandre de Gusmão.

"O topo da unidade mostra que seguimos uma trajetória firme de aumento da eficiência operacional dos nossos ativos", analisa.

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