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Justiça condena usina a pagar R$ 291 milhões a prefeitura de MS

O valor a ser pago pela Cesp e empresa chinesa à prefeitura de Selvíria ainda precisa ser corrigido, o que faz o montante ultrapassar os R$ 410 milhões.

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Exatos 17 anos depois do pedido de indenização, a Justiça condenou a Cesp e a empresa chinesa Rio Paraná Energia ao pagamento de R$ 291,2 milhões, mais juros, ao município de Selvíria, localizado na região nordeste de Mato Grosso do Sul, às margens do lago da hidrelétrica de Ilha Silteira, na divisa com o estado de São Paulo, por danos ambientais e morais provocados pelo lago de hidrelétrica.

A ação civil pública deu entrada em 27 de agosto de 2009 e em publicação no Diário da Justiça desta segunda-feira (24) o juízo da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos da comarca de Três Lagoas condenou as duas empresas a pagarem a indenização ao município que tem menos de 9 mil habitantes.

Mas, a não ser que ocorra algum tipo de acordo, tanto a Cesp quanto a Rio Paraná Energia, controlada pela China Three Gorges Corporation (CTG Brasil), ainda devem recorrer ao Tribunal de Justiça, para onde o caso foi encaminhado depois de tramitar na primeira instância. 

Conforme a decisão judicial, um total de R$ 290.295.763,10 são relativos a danos ambientais provocados pelo lago da hidrelétrica, que tem em torno de 120 mil hectares. Sobre este valor ainda deve ser calculada “correção monetária pelo IPCA-E e juros de mora de 1% ao mês, com incidência a partir da data constante do laudo pericial, 24/04/2024”.

Isso equivale a um acréscimo da ordem de R$ 4,3 milhões por mês, ou cerca R$ 120 milhões acima dos R$ 290 milhões apontados pela perícia concluída em abril de 2024, ou 28 meses atrás.

Ou seja, em valores atualizados a indenização é da ordem R$ 410 milhões. O montante equivale a mais de três anos de orçamento da prefeitura de Selvíria, fixado em R$ 112,7 milhões para 2026.

Na decisão publicada nesta segunda-feira, a Justiça também manda corrigir a multa por danos morais coletivos, fixada em R$ 1 milhão. 

Normalmente os advogados que representam a parte vencedora do pedido de indenização firmam acordo para receberem um determinado percentual da causa, que pode chegar a 30%. Porém, nesta ação civil pública, o magistrado determinou que eles recebam o pagamento de R$ 100 mil, que terão de ser pagos pelas duas condenadas. 

Em 2009, a  prefeitura de Selvíria alegou ter sofrido perdas ligadas à biodiversidade, vegetação natural, ciclo hidrológico, sequestro de carbono, produtos madeireiros e não madeireiros e outros serviços ecológicos afetados pela formação do reservatório, criado em 1973, quando a hidrelétrica entrou em operação.

Naquela época, o município de Selvíria nem mesmo existia. Ele foi criado em maio de 1980 e surgiu justamente por conta da movimentação econômica e de pessoas durante o período de construção da hidrelétrica. 

Mas, apesar do alto valor, prefeitura de Selvíria exigia quase o dobro. Em uma das últimas manifestações ela cobrava acréscimo de R$ 203 milhões. O pleito, porém, foi rejeitado pela Justiça em decisão anunciada em maio deste ano.

Dentre as alegações de danos ambientais, a prefeitura de Selvíria alega que ocorreu erosão de margens, áreas de preservação permanente sem cobertura vegetal, assoreamento, degradação de áreas de empréstimo utilizadas durante as obras e alterações ambientais no Rio Pântano.

Tanto a Cesp quando a empresa chinesa alegam que parte dos danos ambientais já foi indenizada ao longo dos anos por meio de programas ambientais e antes mesmo da ativação da hidrelétrica. As empresas também argumentam que algumas áreas citadas no processo pertencem atualmente a terceiros, incluindo a própria prefeitura e instituições públicas.


 

Aniversário

Bolo de 800 quilos será distribuído gratuitamente após desfile

Com 540 quilos de massa, 160 quilos de recheio e 1,4 mil ovos, produção promete marcar as comemorações do aniversário da Capital

24/08/2026 12h45

Foto: Divulgação

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O bolo para o aniversário de 127 anos de Campo Grande, está entrando em fase final de confecção. A iniciativa de fazer um bolo de mais de 30 metros de comprimento partiu do Sistema Comércio MS, que é formado por Fecomércio MS, Sesc MS, Senac MS, Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF) e sindicatos empresariais.

Ao todo o bolo terá cerca de 32 metros de comprimento, 10 centímetros de altura e o seu peso final pode chegar a uma tonelada. Ao todo serão mais 540 quilos de massa, 160 quilos de recheio de doce de leite e impressionantes 1,4 mil ovos. 

Para produzir um bolo dessa magnitude, está sendo utilizada a cozinha e equipe de Gastronomia do Senac MS, a equipe já está na produção e prevê cerca de 16 horas apenas para montagem e finalização do bolo. 

Por conta de seu tamanho e da quantidade de ingredientes utilizados, é necessário um cuidado extra com a segurança dos alimentos, além dos procedimentos padrões como boa prática na manipulação, também serão coletadas amostras de cada lote produzido. 

Dessa forma, se tem o controle de qualidade para armazenar de forma adequada as amostras coletadas.

O transporte também exige cuidado e será realizado em condições adequadas para manter a preservação do alimento. 

O bolo será distribuído no dia 26 de agosto, data em que Campo Grande completa 127 anos. O local da distribuição será na Avenida Afonso Pena, entre as ruas 14 de julho e Calógeras.
 

SAÚDE

Prefeitura contrata laboratório por R$ 8,2 milhões sem licitação em Campo Grande

Contrato da Sesau tem duração de seis meses e prevê realização de exames bioquímicos, imunológicos e hormonais, além da cessão de equipamentos e insumos

24/08/2026 12h30

Contrato de R$ 8,2 milhões prevê exames laboratoriais, equipamentos e insumos para atendimento da rede municipal de saúde

Contrato de R$ 8,2 milhões prevê exames laboratoriais, equipamentos e insumos para atendimento da rede municipal de saúde Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande firmou contrato de R$ 8,2 milhões, por meio de dispensa de licitação, para a realização de exames laboratoriais na rede municipal de saúde. O acordo, celebrado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e pelo Fundo Municipal de Saúde com a Central Lab Distribuidora de Produtos para Saúde Ltda., terá vigência de seis meses.

Conforme extrato do Contrato nº 208/2026, publicado pelo município, o valor total da contratação é de R$ 8.219.637,18. O procedimento teve origem na Dispensa de Licitação nº 057/2026, vinculada ao Processo Administrativo SEI nº 036025/2026-99.

A dispensa foi homologada em 25 de junho 

deste ano pela prefeita Adriane Lopes. O contrato tem como fundamento a Lei Federal nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos.

A empresa foi contratada para a realização de exames bioquímicos, imunológicos e dosagens hormonais. O serviço inclui ainda a cessão de equipamentos e o fornecimento dos insumos necessários para os procedimentos, conforme as especificações e quantidades estabelecidas no contrato e no termo de referência.

Apesar do valor milionário, o extrato divulgado pela administração municipal não detalha o dispositivo específico da Lei nº 14.133/2021 utilizado para justificar a dispensa de licitação. A fundamentação completa para a contratação direta deve constar no processo administrativo.

Os recursos para custear o contrato são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo fontes vinculadas ao SUS e ao Estado. As despesas estão classificadas, entre outros itens, como material laboratorial e locação de máquinas e equipamentos.

A vigência será de seis meses, contados a partir da data da última assinatura. A reportagem entrou em contato com a Sesau para obter esclarecimentos sobre os motivos que justificaram a dispensa de licitação. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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