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SAÚDE

Faustão recebe alta de hospital duas semanas após transplante do coração

Usuários nas redes sociais começaram a comentar que a rapidez para se obter o órgão estava relacionada ao suposto fato de ele ter furado a fila do SUS

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Fausto Silva recebeu alta do hospital Albert Einstein na manhã deste domingo (10). Em boletim médico, a instituição afirmou que Faustão vai continuar com o tratamento de transplante em casa, recebendo orientações médicas.

"O paciente seguirá sob as orientações médicas e nutricionais necessárias para a reabilitação após o transplante cardíaco", diz a nota, assinada por Fernando Bacal, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Fábio Antônio Gaiotto, cirurgião cardiovascular; e Miguel Cendoroglo Neto, Diretor Médico, que estão cuidando de Faustão diariamente.

Na sexta, os médicos já haviam dito que o coração novo de Faustão não havia sido rejeitado. Ele foi diagnosticado no início de agosto com quadro de insuficiência cardíaca, e precisou passar por um transplante.

Recentemente, o apresentador postou um vídeo no Instagram e afirmou que será eternamente grato ao doador, o ex-jogador de futebol de várzea, Fábio Cordeiro da Silva, e à família dele.

"Quero fazer um agradecimento especial ao José Pereira da Silva, pai do Fábio, que teve uma grandiosidade incrível, generosidade absurda e proporcionou que eu continuasse vivo. Ele me deixou a chance de viver de novo."

Fábio era apaixonado por futebol e jogava na lateral esquerda. Assistir aos jogos do Brasileiro pela TV era um dos seus programas preferidos aos domingos. Mesmo dia da semana em que Faustão sempre trabalhou, até quando iniciou a carreira como repórter esportivo.

Agora, Faustão deverá se dedicar a uma produtora de programas, montada por ele e seus ex-diretores de Globo e Band. Será essa produtora que fará o novo programa de seu filho, João Guilherme Silva, que estreia na Band em outubro.

Transplante de órgãos

Quando divulgado que o apresentador Fausto Silva, 73, estava em cirurgia para receber o transplante de coração, usuários nas redes sociais começaram a comentar que a rapidez para se obter o órgão estava relacionada ao suposto fato de ele ter furado a fila do SUS (Sistema Único de Saúde).

A informação, que é falsa, logo foi desmentida pelo Ministério da Saúde. Apesar de a desconfiança preocupar, médicos que operaram Faustão afirmam que o desconhecimento da população mostra que esse é um momento é oportuno para se falar do programa de transplantes único e público do país.

"Deu a oportunidade para o Ministério da Saúde explicar como é a coordenação desta lista nacional única de transplantes para os pacientes e que segue critérios de peso, tamanho, parte imunológica, tipo sanguíneo e critérios muito bem definidos de gravidade", diz Fernando Bacal, coordenador do Programa de Insuficiência Cardíaca e Transplante do Hospital Albert Einstein.

Fábio Antônio Gaiotto, cirurgião cardiovascular do Einstein, afirma que a operação do apresentador provocou uma comoção.

"Trabalho há 12 anos com transplante de órgãos e nunca se falou tanto de fila de transplante. O que era desconhecimento hoje é moeda corrente de conversa, conversa de corredor de shopping, todas pessoas falam disso", afirma.

Apesar de o Brasil ser referência mundial em doação e transplantes de órgãos, a parcela de familiares de pacientes com morte cerebral -um dos critérios para que o paciente seja elegível para alguns transplantes, como de coração- que recusaram que a pessoa fosse doadora é alta e tem crescido.

Segundo dados divulgados pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), no primeiro semestre de 2022, era de 45%. No mesmo período deste ano, a taxa subiu para 49%.

Para os médicos, os números demonstram que é preciso explicar para a população a respeito de todo o processo, desde a avaliação do paciente até a realização do transplante, o segmento de pós-transplante e casos de sucesso em que os pacientes voltar a viver muito bem depois da operação.

"É um trabalho de formiguinha de mostrar e conscientizar as pessoas sobre a importância de falar sobre o transplante em casa", diz Bacal.

A conversa é fundamental, uma vez que no Brasil a decisão de autorizar ou não a doação de órgãos do paciente é da família. "Se não há essa conversa, no caso de uma fatalidade, não é tão simples a família tomar uma decisão", explica Bacal.

Para o médico, a divulgação sobre procedimento é um caminho para que no futuro o Brasil tenha números semelhantes aos da Espanha, campeã em doação, que tem 40 doadores por milhão de habitantes.

Neste semestre, o Brasil registrou 19, número que representa um aumento em relação as taxas durante a pandemia, quando o índice caiu para 13,7, em 2021, antes os 16,9 de 2019.

Entre 60% a 70% dos pacientes que estão com doença cardíaca em fase avançada poderiam morrer em um ano caso não tivessem recebido o transplante. Apesar de a chance do sucesso ser alta, de 90%, há a possibilidade de rejeição do corpo.

O pós-operatório envolve entre 15 a 30 dias no hospital e até o sexto mês existe a possibilidade de o corpo rejeitar o órgão transplantado, por isso são prescritos remédios e o período requer cuidado elevado. Mas, em geral, pacientes que passaram pelo procedimento costumam voltar a trabalhar depois de dois a três meses.

Além da saúde física, há uma preocupação com a saúde mental. "Costumamos deixar muito claro que aquele coração é daquele paciente que tem que retomar a sua vida plenamente", diz Bacal.

O médico reforça ainda a importância do anonimato entre doador e receptor para que a família do doador possa viver esse luto de forma natural e a família do paciente que recebe possa retomar a sua vida plenamente.

Entre os ensinamentos dos pacientes que aguardam pelo transplante está a luta pela vida. "Se tem vida, tem que ter esperança para que esse coração chegue. Não pode desistir. A situação de quase morte transforma demais a vida dos transplantados", diz Gaiotto. "Eles renascem."

 

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Brasil

Brasil cria política para ampliar produção de minerais críticos

O objetivo é estimular a pesquisa, extração e transformação de minerais críticos e estratégicos.

17/09/2026 07h30

Lei sancionada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União

Lei sancionada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A lei prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais. 

O objetivo é estimular a pesquisa, extração e transformação de minerais críticos e estratégicos.

“A mineração exige investimentos intensivos e ciclos produtivos que frequentemente chegam a 40 anos. Por isso, previsibilidade e estabilidade, especialmente a fiscal, são premissas indispensáveis para atrair investimento de longo prazo”, explicou Pablo Cesário, do Instituto Brasileiro de Mineração.

A lei sancionada hoje cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões. O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política.

O Ministro minas e energia, Alexandre Silveira, afirmou que a nova lei será importante para o Brasil conhecer melhor os recursos que tem. “O Brasil vai conhecer em profundidade seus recursos e preservar a capacidade de decisão sobre suas cadeias produtivas”, disse.

Ele explicou que o Serviço Geológico do Brasil terá um aumento de verba, de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões, para investir em pesquisa para conhecimento do solo.

Soberania

Após a assinatura da lei, Lula defendeu o investimento na formação de novos profissionais para um mercado que promete se expandir. Lula convidou as universidades e institutos federais a participar da formação de novos cursos “para não ficarmos devendo a ninguém no mundo em preparação”.

O presidente destacou a importância em ter um mercado de mineração desenvolvido, com industrialização e tecnologia de refino e produção no Brasil. Em seguida, afirmou que existem “traidores da pátria” que quiseram vender, “a preço de banana, como fizeram com o minério de ferro”, minerais críticos em estado bruto para os Estados Unidos.

“Não permitiremos que a história se repita. Que os inimigos do Brasil entendam de uma vez por todas. Nossa soberania não está à venda. A riqueza do Brasil tem um único dono, o povo brasileiro”.

Lula também assinou o decreto que cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. Caberá ao conselho a coordenação, planejamento e acompanhamento da política nacional. O conselho deverá propor políticas e ações públicas destinadas ao desenvolvimento das cadeias produtivas e minerais críticos e estratégicos.

Minerais Críticos

Os minerais críticos e terras raras são insumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia, automobilística, defesa e para a concretização da transição energética.

Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.

Terras raras são um grupo específico de minerais críticos. São 17 elementos químicos dispersos na natureza, o que dificulta a extração. Elas são essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.

A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. As terras raras, por sua vez, também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto.

transparência

STF deve decidir sobre investigação contra Moraes com sete votos

Devem votar os ministros, nesta ordem: Edson Fachin (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes

15/09/2026 14h05

Dois ministros já se declararam impedidos e o próprio Alexandre de Moraes não deve perticipar da votação

Dois ministros já se declararam impedidos e o próprio Alexandre de Moraes não deve perticipar da votação

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Com parte dos ministros envolvidos no caso Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir sobre a abertura de investigação de Alexandre de Moraes com apenas sete integrantes. No início da sessão desta terça-feira, 15, convocada para analisar as conversas de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos. Além deles, o próprio Moraes não poderá se manifestar, já que é objeto de análise no julgamento.

Também há dúvidas sobre a participação de André Mendonça, já que a Corte vai analisar a nulidade do relatório da PF com as conversas de Moraes e Vorcaro, produzido após sua determinação. Moraes acusou Mendonça de abuso de autoridade e de viés político, mas esse julgamento foi marcado para a próxima quarta-feira, dia 23.

Devem votar os seguintes ministros, nesta ordem: Edson Fachin (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Mendonça e Fux já deram sinais de serem favoráveis à abertura de investigação, enquanto Dino e Gilmar indicaram contrariedade.

AJUDA EXTERNA

Depois de experimentar um período de cinco meses sob as sanções da Lei Magnitsky, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou, em sua defesa, que o relatório da Polícia Federal que destrincha sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro "é imprestável" e foi produzido com auxílio de "órgão externo, provavelmente estrangeiro".

O ministro disse que o relatório foi produzido "demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito". O STF define nesta terça-feira, 15, sobre a abertura de uma investigação contra Moraes.

Ele sugeriu que o documento foi plantado nos sistemas da PF. "Há, inclusive, a suspeita de que o providencial afastamento do diretor da PF (delegado Andrei Rodrigues), que estranhamente foi comemorado por autoridades estrangeiras, foi para que não pudesse averiguar a produção externa desse relatório", afirmou Moraes. Para o ministro, "não é demais relembrar as inúmeras pressões estrangeiras contra a Justiça brasileira e esse STF, inclusive com a cassação do visto de diversas autoridades e a aplicação da Lei Magnitski".

Alexandre de Moraes foi sancionado pelo governo Donald Trump em 30 de julho de 2025. Os EUA optaram pela aplicação da Lei Magnitsky, que pune estrangeiros por supostas violações de direitos humanos e restrições à liberdade de expressão. A medida incluiu o bloqueio de eventuais bens e restrições a transações financeiras nos Estados Unidos. Em 12 de dezembro de 2025, a administração trumpista retirou o ministro e sua mulher, Viviane Barci, da lista de sanções.

Em sua defesa de 44 páginas entregue à presidência do STF, Moraes afirmou que a quebra da "cadeia de custódia" permite a inserção de arquivos falsos, mensagens em "blocos de notas" e outras irregularidades, principalmente quando o material apreendido é enviado ao gabinete do magistrado relator sem a "observância de procedimentos mínimos de segurança".

O ministro reiterou a hipótese de acesso de terceiros ao arquivo, "possivelmente autoridades estrangeiras".

"O prazo de elaboração foi de 72 horas, impossível para aquele relatório, mas os metadados comprovam que o relato não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos - pela forma de produção, provavelmente estrangeiros, comprovando a tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras - que somente enviaram o resultado para a Polícia Federal", disse Moraes.

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