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Ministro abre negociação e se compromete a apresentar proposta de reoneração até quinta

Lideranças do Senado tentam incluir a volta do DPVAT como medida compensatória

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reabriu negociações e se comprometeu com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a apresentar até esta quinta-feira (9) uma nova proposta de reoneração gradual da folha de pagamentos de 17 setores da economia.

Como contrapartida, as empresas querem que a elevação do tributo não incida sobre o 13º salário dos funcionários. O governo, por outro lado, cobra a compensação da perda de arrecadação com a reoneração gradual. Lideranças do Senado tentam incluir a volta do DPVAT como medida compensatória.

A sinalização do ministro Haddad ao comando do Senado ocorre depois de o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter entrado com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a desoneração das empresas e prefeituras aprovada no ano passado pelo Congresso.

As negociações avançaram porque no próximo dia 20 de maio as empresas terão que pagar a contribuição previdenciária já com a alíquota majorada, após o ministro Cristiano Zanin, do STF, ter concedido uma liminar suspendendo a desoneração.

A alta da tributação vale também para os municípios, que com a liminar de Zanin tiveram suspensa a redução da alíquota de 20% para 8% da contribuição —também aprovada pelos congressistas.

A nova proposta de reoneração do governo será com base em um modelo híbrido, confirmou o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).

Após uma reunião com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Pacheco disse que a negociação não pode ser "capenga" e precisa abarcar uma solução para os municípios.

Ele defendeu o adiamento do prazo de pagamento no dia 20. "Com o mínimo de boa vontade do governo, já teria resolvido o problema imediato deste mês, fazendo uma orientação a respeito. Eu acho que juridicamente é possível", disse Pacheco.

Uma proposta de reoneração híbrida já foi apresentada aos representantes das empresas dos 17 setores na segunda-feira (6) por emissários do governo.

"Vai ser híbrida. Basicamente nesses termos", disse Randolfe. Em 2027, a reoneração estaria concluída com a volta da cobrança da alíquota integral de 20% da contribuição previdenciária sobre a folha de salários.

O líder do Congresso afirmou que haverá também uma proposta para solucionar a reoneração dos municípios. Segundo ele, a tragédia climática no Rio Grande do Sul, que atingiu vários municípios, tornou mais urgente a busca de uma solução para a desoneração dos municípios e para a dívida dos estados.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), manifestou confiança em um acordo até o dia 20. "Se ele [Haddad] disse que é até quinta, é antes do dia. Quando se faz acordo, conta-se a firma e aprovam", disse Wagner à reportagem.
Mais cedo, o líder do governo já havia garantido que a desoneração não seria zerada.

"As conversas estão sendo feitas. Só para explicar que não será zerada [a desoneração], posso garantir isso aqui. Vamos chegar a um acordo que poderia ter se chegado antes, mas não quero voltar na história", afirmou Wagner, que esteve com o ministro Haddad.

Autor do projeto de desoneração, o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) confirmou que o modelo em discussão é de um modelo de desoneração híbrido com a volta da tributação integral em 2027. Os valores da tabela de redução da desoneração e aumento da alíquota ainda podem ser revistos.

O ponto ainda de discussão, reconheceu, são as medidas de compensação. Efraim disse que a premissa do Congresso para aceitar o acordo é que em 2024 não haja reoneração para que as empresas possam se preparar para o aumento da tributação.

"Os setores precisam se preparar, se adequar, para que não dê um impacto a ponto de gerar demissões em série. Porque esse é o grande risco. Se não houver resultado até o dia 20, vários setores e empresas já disseram que vão dar aviso prévio", afirmou.
Efraim citou a cobrança do DPVAT como medida de compensação. O projeto teve sua votação adiada. Na avaliação de técnicos do governo, porém, a proposta não é viável.

Integrantes da equipe econômica, ouvidos pela reportagem, admitem que a crise dos municípios torna mais difícil não negociar com prefeitos.

A equipe econômica resiste à desoneração da contribuição ao INSS dos municípios, que foi incluída no projeto que prorrogou a desoneração da folha até 2027.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) disse que a proposta de Haddad será conciliatória. "Não atende na plenitude aquilo que nós aprovamos, mas não deixa aqueles que foram beneficiados sem uma resposta a contento", ressaltou.

Um integrante da equipe econômica disse acreditar que será possível encontrar uma boa saída para o impasse que levou o governo a recorrer ao STF.

O modelo híbrido em negociação prevê uma diminuição gradual da cobrança da CPRB (Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta), o nome técnico da desoneração da folha.

Ao mesmo tempo, a proposta estabelece uma volta, também gradual, da contribuição sobre a folha de salários na direção da alíquota de 20% —valor cobrado hoje das demais empresas que não são beneficiadas pela desoneração.

Pela proposta de reoneração híbrida, a desoneração seria mantida neste ano. Em 2025, o modelo híbrido entraria em funcionamento com 80% das alíquotas setoriais da CPRB e outra parcela com uma alíquota de 5% sobre a folha de salários.

Em 2026, a parcela da alíquota da CPRB cairia para 60% e da folha de salários subiria para 10%. O modelo chegaria a 40% da alíquota da CPRB em 2027, combinado com uma alíquota de 15% incidente sobre a folha de salários.

O modelo de desoneração da folha, suspenso por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, permite o pagamento de alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários para a Previdência. As alíquotas variam a depender de cada um dos 17 setores beneficiados.

A desoneração da folha foi criada em 2011, na gestão Dilma Rousseff (PT), e prorrogada sucessivas vezes. Entre os 17 setores, estão o de comunicação, calçados, call center, confecção e vestuário, construção civil, entre outros.

(INFORMAÇÕES DA FOLHAPRESS)

acompanhamento domiciliar

Carlos Alberto Parreira recebe alta após 80 dias internado

Ex-técnico da Seleção Brasileira de Futebol, no comando da conquista do tetracampeonato, em 1994, foi internado para tratar uma inflamação pulmonar

05/09/2026 17h00

Em 2023, foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin  tipo de câncer que afeta o sistema de defesa do organismo.

Em 2023, foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin tipo de câncer que afeta o sistema de defesa do organismo. Reprodução/Divulgação/Hospital Samaritano

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Ex-técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlos Alberto Parreira, aos 83 anos, recebeu alta médica neste sábado (5), após ficar 80 dias internado no Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, no Rio de Janeiro. Ele foi internado para tratar uma inflamação pulmonar.

Segundo o hospital, Parreira seguirá em acompanhamento domiciliar e ambulatorial para monitoramento do estado geral de saúde. Durante o período de hospitalização, o ex-técnico foi acompanhado pela equipe do pneumologista Arthur Vianna e por profissionais multidisciplinares da unidade.

Em 2023, foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin – tipo de câncer que afeta o sistema de defesa do organismo. Desde 2025, segue com acompanhamento médico permanente.

Trajetória

Professor de educação física, formado pelo Exército, Parreira é um dos nomes mais vitoriosos da história do futebol brasileiro. Parreira foi preparador físico da Seleção no tricampeonato mundial de 1970 e técnico do Brasil na conquista do tetracampeonato, em 1994.

Também comandou a equipe nas Copas de 1986 e 2006 e foi coordenador técnico em 2014. Pela Seleção, conquistou ainda a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005.

 

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A TODO VAPOR

Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto

O resultado é quase 24% acima daquilo que foi alcançado em agosto do ano passado

05/09/2026 07h36

A soma de exportações e importações alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor já registrado para meses de agosto na série histórica

A soma de exportações e importações alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor já registrado para meses de agosto na série histórica

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Com a ajuda do petróleo, da soja, do cobre e do café, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, resultado 23,8% superior ao do mesmo mês de 2025.

Esse é o terceiro maior superávit comercial para meses de agosto, só perdendo para o recorde de agosto de 2023 (US$ 9,6 bilhões) e de 2021 (US$ 7,7 bilhões). 

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram quase 12,2% no período, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 58,9 bilhões, o maior valor já registrado para meses de agosto na série histórica.

Principais números

Superávit: US$ 7,4 bilhões (+23,8% ante agosto de 2025);
Exportações: US$ 33,2 bilhões (+12,2%);
Importações: US$ 25,8 bilhões (+9,2%);
Corrente de comércio: US$ 58,9 bilhões (+10,9%).
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.

Exportações por setor:

Indústria extrativa: US$ 8,3 bilhões (+16,4% ante agosto de 2025);
Indústria de transformação: US$ 17,2 bilhões (+10,2%);
Agropecuária: US$ 7,4 bilhões (+11,4%).

Indústria extrativa: minérios de cobre e concentrados (+223,1%); minérios de níquel e concentrados (+120,7%); e petróleo bruto  (+18% ante agosto do ano passado), minério de ferro (+20%);
Indústria de transformação: combustíveis (+61,6%); carnes de aves (+40,5%); e farelos de soja e outros alimentos para animais (+36,6%);

Agropecuária: soja (+14%); café não torrado (+24,1%); e animais vivos, exceto pescados e crustáceos (+174,3%).

Apesar do crescimento geral das exportações, as vendas externas de minério de ferro caíram 10,8% em relação a agosto do ano passado, por causa tanto da queda de 4,4% no preço médio e de 6,7% no volume.

As exportações de carne bovina recuaram 19,7% na mesma comparação, em meio ao atingimento da cota estabelecida pela China. No fim do ano passado, o país asiático, principal destino da carne brasileira, estabeleceu um limite de importação de 1,106 milhão de toneladas para a carne brasileira. O que exceder esse volume entra no país com uma sobretaxa de 55%.

Destinos das vendas

As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países.

Ásia (exceto Oriente Médio): US$ 13,6 bilhões (+0,7% ante agosto do ano passado);
Europa: US$ 7,3 bilhões (+22,1%);
América do Norte: US$ 4,6 bilhões (+11,5%);
América do Sul: US$ 3,6 bilhões (-1,5%);
África: US$ 1,7 bilhão (+20,5%);
Oriente Médio: US$ 1,4 bilhão (+12,6%).
As vendas para os Estados Unidos avançaram 12,1% na comparação com agosto do ano passado, mesmo com as novas tarifas de 25% e de 12,5% sobre produtos brasileiros.

Importações avançam

As compras brasileiras no exterior também cresceram em agosto, principalmente de bens de consumo e bens intermediários.

Bens intermediários: US$ 15 bilhões (+3,1%);
Bens de consumo: US$ 3,9 bilhões (+15%);
Bens de capital: US$ 3,9 bilhões (+29,3%);
Combustíveis: US$ 3 bilhões (+7,4%).
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a agosto, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões.

No período:

Exportações: US$ 250,9 bilhões (+10,3%);
Importações: US$ 195,5 bilhões (+6,1%);
Saldo comercial: US$ 55,3 bilhões (+28,2%).
O valor é o segundo maior para o período desde o início da série histórica, em 1989. Só perde para janeiro a agosto de 2023, quando o superávit estava em US$ 62,4 bilhões.

Projeções

Em julho, o MDIC revisou para cima sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.

A previsão de exportações foi elevada de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões. A próxima estimativa será divulgada em outubro.

As estimativas estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 78 bilhões para este ano.

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