Brasil

SOBERANIA

"Ninguém tem o direito de nos dizer com quem devemos fazer negócios", diz Lula

Defesa da soberania brasileira foi feita durante o pronunciamento do presidente alusivo ao 7 de Setembro, Dia da Independência

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a soberania do Brasil por ocasião do Dia da Independência nesta segunda-feira, enfatizando que o país não é uma "colônia" e que ninguém tem o direito de decidir sobre suas reservas naturais ou com quem ele deve comercializar.

As afirmações foram feitas Lula em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão transmitido neste domingo (6), em alusão ao Dia da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro.

"O Brasil trabalha pela paz mundial e pela harmonia entre as nações. Defendemos o livre comércio. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de nos dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender", afirmou o presidente brasileiro, que defendeu a "luta" pelas reservas naturais do país, como o petróleo, os elementos raros ou a água doce.

"Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro. O Congresso aprovou o marco legal que permitirá ao Brasil transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro", afirmou, ressaltando que isso deve resultar no "desenvolvimento de tecnologia de ponta e na geração de empregos de qualidade".

Dessa forma, ele exortou a não "abaixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em uma colônia". "Não somos uma colônia e não seremos colônia de ninguém", afirmou, reiterando que um país "soberano" deve defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo "diante de qualquer interesse estrangeiro".

Nesse sentido, ele enfatizou que o Brasil é "um país soberano". "Nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", concluiu.

Esse discurso de Lula ocorre em pleno conflito com os Estados Unidos devido às novas tarifas americanas de 25% contra o país, que, segundo Brasília, carecem de qualquer tipo de fundamento.

Além disso, a comemoração coincide com o período eleitoral no Brasil, que realizará eleições presidenciais no próximo dia 4 de outubro, nas quais se decidirá entre a continuidade de Lula, que está no governo há dez anos em dois mandatos distintos, e o retorno da extrema direita com a candidatura de Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado após a vitória eleitoral de Lula em 2023.

crescimento econômico

Emplacamento de veículos bate recorde em setembro no País

Em setembro foram quase 510 mil. Considerando o acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta foi de 14,41%, com mais de 4,2 milhões de unidades emplacadas

06/10/2026 07h16

A previsão é de que o ano acabe com 5,3 milhões de emplacamentos. Em 2022, o total foi de 1,96 milhão

A previsão é de que o ano acabe com 5,3 milhões de emplacamentos. Em 2022, o total foi de 1,96 milhão

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Emplacamentos de veículos bateram recorde para o mês, em setembro. Foram registradas 509.686 unidades – crescimento de 8,32% na comparação com setembro de 2025 e de 1,15% sobre agosto. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Esse resultado engloba a venda de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários [como reboques e carrocerias].

Considerando o acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta foi de 14,41%, com mais de 4,2 milhões de unidades emplacadas.

“O mercado continua demonstrando demanda por veículos novos, mesmo em um ambiente ainda complexo de crédito”, explica o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

Segundo ele, para automóveis e comerciais leves, por exemplo, a concorrência entre marcas e os programas especiais de fomentação do setor – como o Move Brasil e o Carro Sustentável – continuam tendo peso importante na decisão do consumidor. 

De acordo com Arcelio Junior, o Programa Move, que ofereceu incentivos para a renovação da frota de caminhões, ajudou a “estancar o movimento de queda” desse segmento. 

Com isso, o segmento de caminhões cresceu 2,51% na comparação com agosto e 2,65% sobre setembro de 2025, embora o acumulado do ano continue a se apresentar negativo (-3,89%).

“Nos veículos pesados, o custo financeiro tem impacto importante porque estamos falando de um investimento ligado à atividade econômica. Mas as linhas especiais ligadas ao Move Brasil, já esgotadas, ajudaram a reverter o movimento de queda”, destacou o presidente da federação.

Demais segmentos

O segmento de automóveis e comerciais leves continua crescendo acima do esperado. Na comparação com agosto, o crescimento foi de 2,13%. Já em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 16,16%.

Quanto aos ônibus, o crescimento foi de 12,09% sobre agosto e de 18,43% em relação a setembro de 2025. Alta também impulsionada pelo programa Move Brasil. 

Já o segmento de motocicletas apresentou queda de 0,09% em relação a agosto e de 0,41% sobre o ano passado, resultado considerado “próximo da estabilidade” pela Fenabrave.

Projeções

A Fenabrave manteve a expectativa de crescimento nos emplacamentos para o fechamento deste ano. A previsão é de que o setor, como um todo, deva crescer em torno de 8,6%, com mais de 5,3 milhões de unidades comercializadas.

A entidade admite, no entanto, que essa previsão poderá ser revisada em novembro. “Os resultados atuais nos indicam um fechamento de ano melhor do que o esperado, para a maior parte dos segmentos, mas vamos aguardar o desempenho de outubro, que pode apontar ajustes no mercado”, afirmou Arcelio Junior.

DEMOCRACIA

Kassio rebate ameaças internacionais à eleição, mas se preocupa com IA

Sete representações internacionais enviaram delegações ao Brasil para acompanhar o processo eleitoral em andamento

03/10/2026 07h57

Kassio Nunes Marques falou sobre as eleições deste domingo durante entrevista ao SBT

Kassio Nunes Marques falou sobre as eleições deste domingo durante entrevista ao SBT

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Em declaração dada ao SBT, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, contraria preocupações com ameaças internacionais às eleições do País e cita desinformação e uso irregular de inteligência artificial como preocupações maiores.

"É importante dizer que o Brasil e as demais nações democráticas do mundo, historicamente, trocam conhecimentos e contribuem mutuamente para o fortalecimento das democracias. Nações democráticas dialogam, não interferem", declarou.

Em seguida, o ministro faz referências às organizações internacionais que mandaram observadores para o processo eleitoral brasileiro. Ao todo, são sete delegações, que representam a União Europeia, o Parlamento do Mercosul, a Liga dos Estados Árabes, a Organização dos Estados Americanos, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa, a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).

"Eles vão poder perceber que o escopo da atuação da Justiça Eleitoral está centrado no eleitor e nas situações que possam afetar a votação, a apuração e a segurança do processo eleitoral", continua.

Nunes Marques, no entanto, não faz referência a uma possível interferência dos Estados Unidos no pleito brasileiro a fim de influenciar o resultado, tema que surgiu nos últimos dias. Renan Santos (Missão), candidato à presidência, acusou Flávio Bolsonaro (PL), também presidenciável, de receber apoio financeiro do grupo empresarial Rockbridge Network, que teria o vice-presidente dos EUA, JD Vance, como um dos fundadores.

Além disso, o The Guardian liberou informações de que democratas do Congresso dos EUA acusaram o governo do presidente Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais do Brasil. No documento, os congressistas afirmam que medidas adotadas pela administração norte-americana buscam favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.

Nunes Marques seguiu o seu discurso destacando a desinformação, o uso irregular da inteligência artificial, a violência política de gênero e os abusos na propaganda como desafios urgentes para estas eleições. Ele também defendeu o papel da Justiça Eleitoral

"Nossa prioridade é garantir que a eleitora e o eleitor possam exercer seu direito de voto com liberdade, segurança e tranquilidade [...] A atuação institucional, respeitando os limites constitucionais, é a nossa premissa. A Justiça Eleitoral, apesar de toda sua ramificação, consegue manter unicidade na missão de ser a justiça da democracia", anuncia.

O ministro ainda divulga uma nova ação para o pleito atual: o convite direcionado para os dois últimos eleitores de cada seção para acompanhar o encerramento da seção eleitoral. "Serão centenas de milhares de pessoas que poderão atestar que, depois delas, ninguém mais votou naquela seção."

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