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ATENTADO

Polícia Argentina detém dois brasileiros procurados pelo 8 de janeiro

Segundo investigações da Polícia Federal, cerca de 60 brasileiros que participaram do atentado ao STF seguem foragidos em terras vizinhas

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A Polícia argentina deteve mais um brasileiro procurado pelos atentados golpistas do 8 de janeiro, informou ao Broadcast o Ministério de Segurança do país. Após a detenção de Joelton Gusmão de Oliveira na quinta-feira, 14, as autoridades capturaram na sexta-feira o brasileiro Rodrigo de Freitas Moro ramalho.

Até a noite de ontem, ambos seguiam na Argentina aguardando uma decisão do juiz Daniel Rafecas, da Justiça Federal da cidade de Buenos Aires, sobre a extradição. De acordo com as informações do Ministério de Segurança argentino, Ramalho foi realizar trâmites migratórios quando as autoridades identificaram que se tratava de brasileiro com ordem de prisão.

Em outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extradição dos brasileiros investigados pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro que estavam foragidos na Argentina. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal, que identificou mais de 60 fugitivos no país.

Condenações

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou no último dia 8 o balanço parcial das condenações de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Até o momento, a Corte condenou 265 acusados pelos crimes de associação criminosa armada, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. As condenações variam entre 15 e 17 anos de prisão.

A Corte também contabiliza quatro absolvições.

Foram assinados 476 acordos de não persecução penal. O acordo permite que os acusados que não participaram diretamente dos atos de depredação do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo não sejam condenados.

Nesses casos,  eles deverão prestar serviços à comunidade, pagar multas que variam entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, cumprir proibição de uso das redes sociais e participar de um curso com o tema Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado.

Os investigados que participaram dos atos de depredação Supremo não terão direito ao benefício e irão a julgamento na Corte.

Pelo acordo de não persecução penal (ANPP), acusados de crimes cometidos sem violência ou grave ameaça e com pena mínima de quatro anos podem confessar os crimes em troca de medidas diversas da prisão.

*Com informações da Agência Brasil

trasparência

Mendonça derruba sigilo do caso Master a pedido de Fachin

Sigilo foi retirado sobre as investigações envolvendo Daniel Vorcaro e de outros 14 processos ligados ao escândalo

11/09/2026 07h15

André Mendonça retirou o sigilo de conteúdos que, segundo ele, não vão atrapalhar investigações ainda em andamento

André Mendonça retirou o sigilo de conteúdos que, segundo ele, não vão atrapalhar investigações ainda em andamento

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A pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo do inquérito que investiga fraudes cometidas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros 14 processos relacionados às investigações. Fachin havia feito a solicitação em despacho publicado na noite da quinta-feira, 10. O presidente do STF também pediu que os autos fossem enviados aos demais integrantes da Corte. Segundo Fachin, Mendonça poderia preservar o sigilo de documentos cuja publicidade possa prejudicar a apuração.

"Registro que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros", informou Mendonça.

Na quarta-feira, 9, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a quebra de sigilo das investigações envolvendo o Master. Em publicação nas redes, ele afirmou que, considerando a gravidade dos fatos e a escalada da crise no Poder Judiciário, o nome de todos os envolvidos deveria vir a público.

Na quinta, antes da decisão de Fachin sobre o fim do sigilo, Lula elogiou, em entrevista ao SBT, a conduta do presidente do STF. No dia anterior, o ministro havia reagido à desordem na Corte. "Fachin agiu corretamente. Tem que colocar ordem na casa e fazer o STF apurar e divulgar tudo", disse o petista. "Espero que ele faça mais coisa para colocar ordem na casa." O presidente disse ainda que pediu a Fachin que retirasse o sigilo de todas as investigações. "Todo mundo tem que ser investigado, do presidente da Suprema Corte ao presidente da República. Do mais simples catador de papel de qualquer rua ao mais rico empresário."

Julgamento

A presidência do Supremo marcou para a terça-feira, 15, o julgamento em plenário que vai decidir se as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro serão alvo de investigação ou se o caso será arquivado. A análise do plenário foi solicitada por Mendonça. Os votos de Fachin e da ministra Cármen Lúcia são contabilizados como decisivos para sacramentar o destino de Moraes. Fachin conversou na quinta com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a sessão. Ele liberou para todos os gabinetes de ministros a íntegra do processo que trata do caso envolvendo Moraes.

O presidente do STF tenta um consenso sobre o formato da sessão. Inicialmente, previu que seja realizada de forma presencial e aberta ao público. Parte dos ministros defende a discussão a portas fechadas.

Moraes ensaiou uma manifestação pública sobre o tema. Após dez dias de silêncio desde a revelação, pelo Estadão/Broadcast, de mensagens enviadas a ele pelo banqueiro, o ministro marcou um pronunciamento para a manhã da quinta no plenário da Primeira Turma do STF, mas cancelou a fala poucos minutos depois. O movimento ocorreu um dia depois de Moraes ser retirado da relatoria do inquérito das fake news por Fachin, que assumiu o caso.

Nos bastidores, seis votos na sessão da próxima terça-feira são dados como garantidos. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin se posicionariam contra a abertura da investigação. Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux seriam favoráveis ao procedimento. Moraes não votaria, porque é o alvo da discussão. Dias Toffoli já se declarou suspeito para participar de decisões sobre o caso Master.

Restariam os votos de Fachin e Cármen Lúcia. Os dois ainda não teriam definido posição e devem ser pressionados pelos dois lados até o julgamento. Também há pressão para que Toffoli participe da votação, por não haver ligação direta com o tema principal da investigação envolvendo as fraudes bilionárias do banco.

O motivo do pronunciamento de Moraes e da desistência não foi esclarecido. Ele deve se pronunciar na próxima segunda-feira. Um dos temas de sua fala seria justamente o inquérito das fake news, segundo informou a interlocutores.

De acordo com pessoas próximas a Moraes, ele teria avaliado que o timing na quinta não era bom, porque a Polícia Federal cumpria mandados de busca para investigar a destinação de emendas para o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.

PGR

No julgamento de terça, outro ponto de dúvida é se Gonet poderá se manifestar em processo no qual será analisada uma petição que requer seu afastamento do caso. Em ofício enviado a Fachin, a OAB pediu que Gonet se abstenha de atuar na ação. Isso porque o PGR foi mencionado no relatório, por mensagens enviadas a Vorcaro por intermediário.

O PGR já se manifestou pelo arquivamento da investigação, por entender que Mendonça não poderia ter determinado à PF a produção de um relatório sobre os diálogos sem autorização do plenário.

Ainda será definido, também, se a discussão será iniciada por aspectos formais do caso. O grupo ligado a Moraes defende que haja arquivamento logo no início da sessão, porque Mendonça não poderia ter pedido para a PF apurar fatos sobre um ministro sem antes ter submetido isso ao plenário. No caso de haver votação sobre o mérito - ou seja, se deve ou não ser aberto procedimento contra Moraes -, é preciso definir se o ministro terá direito a apresentar defesa em plenário e se poderá ser acompanhado de um advogado.

Em 1.º de setembro, o Estadão/Broadcast detalhou as principais vertentes da relação entre Vorcaro e Moraes, como pedidos do banqueiro para que o ministro interviesse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e a Gonet, para travar investigações; a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, com Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro. Após isso, Mendonça tirou o sigilo da investigação.

Resposta

Depois que as mensagens vieram a público, Moraes usou o inquérito das fake news para acusar Mendonça de improbidade, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Citou relatórios de inteligência da PF segundo os quais haveria um "quadro indicativo de que André Mendonça adota posturas diferentes diante de ilicitudes aparentes relacionadas a Dias Toffoli e Nunes Marques, em comparação com sua percepção no que toca a Alexandre de Moraes".

O relatório da PF, sem valor probatório e usado por Moraes, provocou uma liminar de Mendonça que afastou do cargo o chefe da PF e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão de Mendonça, proferida na terça-feira e referendada pela maioria da Segunda Turma, ganhou um novo capítulo no dia seguinte, quando Flávio Dino determinou o retorno de Andrei ao comando da PF. Na noite da quarta-feira, 9, Fachin suspendeu as duas decisões.

FILME DE BOLSONARO

PF deflagra operação sobre financiamento do filme "Dark Horse"

Investigado em outro processo, sob relatoria de André Mendonça, por ter pedido dinheiro ao a Daniel Vorcaro para o filme, Flávio Bolsonaro não é alvo da operação

10/09/2026 07h22

Operação da PF investiga suposto repasse irregular de verbas públicas para a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

Operação da PF investiga suposto repasse irregular de verbas públicas para a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

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A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quinta (10), operação contra 29 pessoas que teriam participado de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares para o filme "Dark Horse", sobre a vida de Jair Bolsonaro. A CGU (Controladoria-Geral da União) participa das investigações.

A medida foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino no âmbito da investigação que apura o desvio de recursos para o filme.

Entre os alvos da operação estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), autor das emendas, e a produtora do filme, Karina Gama. O caso chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).

Estão sendo cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Investigado em outro processo, sob relatoria do ministro André Mendonça, por ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme, Flávio Bolsonaro não é alvo da operação.

Em nota, a PF afirma que "as investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendidos até julho deste ano".

Afirma ainda que "levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado".

Segundo a PF, "estão sendo investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios".

Dino avocou também para o STF a investigação que a Polícia Civil de São Paulo já fazia sobre o filme.

Em agosto, ele autorizou a PF a ter acesso a dados da investigação da polícia paulista que envolve a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme "Dark Horse", em contratos com a Prefeitura de São Paulo. Karina Gama é a dona da empresa.

Em junho, a polícia de SP deflagrou operação em endereços ligados à produtora e em uma secretaria da Prefeitura de São Paulo, como parte de um inquérito que apura se houve irregularidades e desvios de um contrato municipal e se os recursos foram para a equipe do longa-metragem.

A suspeita é de que os recursos tenham sido desviados de um contrato de R$ 108 milhões firmados entre a gestão Ricardo Nunes (MDB) e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Ferreira da Gama, que é dona da produtora. O contrato previa fornecimento de wi-fi gratuito a comunidades carentes.

Na decisão em que determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao comando da PF, na quarta (9), Dino citou o impacto do afastamento do diretor-geral sobre as investigações do caso.

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