Brasil

SABESP PRIVATIZADA

Tarcísio diz que vítimas de explosão causada pela Sabesp serão ressarcidos

Segundo o Corpo de Bombeiros, 10 imóveis foram interditados e 36 foram atingidos indiretamente pelas explosões. Ao menos uma pessoa morreu

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comprometeu-se a ressarcir os prejuízos dos moradores atingidos pela explosão ocorrida nesta segunda-feira, 11, no Jaguaré, bairro da zona oeste da capital paulista. O acidente causou a morte de uma pessoa e deixou outras três feridas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, 10 imóveis foram interditados e 36 foram atingidos indiretamente. Há um total aproximado de 160 pessoas desalojadas e já foram cadastradas 73 famílias até o momento, afirma a corporação.

"Convoquei reunião imediata com as empresas envolvidas, no Palácio dos Bandeirantes, para discutir a pronta resposta e o acolhimento de todos os afetados pela explosão", afirmou Tarcísio.

"Nossa prioridade neste momento é garantir o rápido alojamento e acolhimento daqueles que tiveram suas casas impactadas, além da segurança de todos e de seus pertences. Todos terão seus prejuízos ressarcidos e suas residências devidamente recuperadas", declarou o governador em publicação feita na noite desta segunda-feira na rede social X, antigo Twitter.

O acidente ocorreu na comunidade Senhora das Virtudes II, em uma área próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes Leme e à Rua Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque.

Informações iniciais indicam que a explosão pode ter sido provocada por um vazamento identificado durante uma obra realizada pela recém privatizada Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na região, possivelmente após o rompimento de uma tubulação durante escavações. As causas, no entanto, ainda serão confirmadas pela perícia.

Em nota conjunta, a Comgás, responsável pela distribuição de gás, e a Sabesp informaram que o acidente aconteceu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água, quando uma rede de gás foi atingida. "As empresas adotaram imediatamente todos os protocolos de segurança", disseram.

As companhias anunciaram a disponibilização de R$ 2 mil para os moradores que precisaram deixar suas casas e informaram que os desabrigados serão encaminhados para hotéis. Segundo Sabesp e Comgás, o valor será uma ajuda de custo emergencial até a conclusão do levantamento completo dos prejuízos.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) informou que equipes técnicas fiscalizaram a atuação das concessionárias e que abrirá, em conjunto com as autoridades, uma investigação para apurar as causas do acidente

"A Arsesp solicitará às concessionárias todos os documentos e registros operacionais relacionados à prestação dos serviços no local, bem como informações específicas sobre a manutenção realizada no endereço nesta segunda-feira", informou a agência, que afirmou ainda que poderá punir as empresas caso sejam identificadas irregularidades.

Moradores relataram forte cheiro de gás na região antes da explosão. "Ficou cinco horas vazando gás. Começou às 13h e depois explodiu às 17h", contou Ednaldo dos Santos Vieira Filho, que teve a casa atingida.

A explosão deixou um cenário de destruição, com pilhas de destroços, e causou pânico entre os moradores, que enfrentaram a perda de imóveis e o temor de terem parentes ou animais de estimação entre as vítimas.

Uma pessoa foi encontrada morta sob os escombros. Entre os três sobreviventes, uma vítima foi resgatada por moradores, outra pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e uma terceira pelo Corpo de Bombeiros, que seguiu realizando buscas por possíveis vítimas até por volta das 21h30.

Segundo relatos, o impacto arremessou pessoas e provocou a quebra de vidros de prédios vizinhos. Moradores de um edifício ao lado precisaram deixar o local por precaução, mas posteriormente receberam autorização para retornar.

protecionismo

SRB pede explicações sobre veto da União Europeia à carne brasileira

Para a organização, as adaptações eram tecnicamente viáveis. Por isso, considera fundamental compreender por que não foram concluídas dentro do cronograma previsto

08/06/2026 07h11

Exportação de carnes brasileiras soma em torno de US$ 2 bilhões por ano para a União Européia

Exportação de carnes brasileiras soma em torno de US$ 2 bilhões por ano para a União Européia

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A Sociedade Rural Brasileira (SRB) afirmou neste domingo, 7, que é necessário esclarecer os motivos que levaram o Brasil a ser retirado da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para a União Europeia a partir de setembro deste ano. Em nota, a entidade defendeu uma avaliação detalhada do processo para identificar falhas e evitar novos entraves ao acesso de mercados internacionais.

Segundo a SRB, o foco deve estar na compreensão das razões que impediram o cumprimento integral das exigências estabelecidas pelo bloco europeu, e não na busca por responsáveis. A entidade avalia que o episódio deve servir para aperfeiçoar procedimentos e fortalecer a capacidade do País de atender às demandas regulatórias cada vez mais rigorosas dos importadores.

A restrição imposta pela União Europeia está ligada a um regulamento aprovado em 2019 e posteriormente complementado em 2023, que exige dos países exportadores a comprovação de equivalência regulatória nas normas relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. O prazo para adequação sempre esteve fixado em setembro de 2026.

Na avaliação da entidade, o Brasil dispõe de condições técnicas para atender às exigências europeias. A SRB destacou o histórico de credibilidade do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISPOA) e afirmou que os mecanismos de autocontrole adotados pelo setor privado contribuíram para ampliar a eficiência e a transparência dos processos de fiscalização.

No segmento da pecuária bovina, a entidade ressaltou ainda a experiência acumulada com o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov), utilizado para a rastreabilidade dos animais destinados a mercados que exigem esse tipo de controle.

Para a organização, as adaptações adicionais requeridas pela União Europeia eram tecnicamente viáveis. Por isso, considera fundamental compreender por que as etapas necessárias não foram concluídas dentro do cronograma previsto.

"A produção animal brasileira reúne amplos segmentos altamente tecnificados e plenamente capazes de atender a esse tipo de exigência", afirmou a SRB. A entidade acrescentou que o principal objetivo agora deve ser identificar pontos de melhoria, corrigir eventuais falhas e reforçar a competitividade do agronegócio brasileiro nos mercados externos.

PREVISÃO

Governo terá de leiloar 2 rodovias por mês para atingir meta de 13 certames no ano

Das concessões previstas inicialmente para este ano, duas foram a mercado até o momento: Rotas Gerais (MG) e Rota dos Sertões (PE/BA)

06/06/2026 22h00

Sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

Sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Foto: Jeff D'Avila / Comunicação ANTT

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O governo federal terá de realizar cerca de dois leilões rodoviários por mês para cumprir a meta de 13 certames em 2026. A agenda combina novos projetos e repactuações em um momento de aperto orçamentário para os órgãos responsáveis pela estruturação e regulação das concessões.

Das concessões previstas inicialmente para este ano, duas foram a mercado até o momento: Rotas Gerais (MG) e Rota dos Sertões (PE/BA). Com isso, aproximadamente 85% dos certames previstos para 2026 estão concentrados no segundo semestre. Sem leilões federais programados para junho até o momento, a agenda será retomada em julho com a concessão da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR), único certame com data já definida.

Se todos os ativos previstos forem leiloados, o Ministério dos Transportes repetirá o recorde de 13 certames alcançado em 2025. No ano passado, a agenda acelerou na reta final, com cinco disputas promovidas até junho e outras oito realizadas no segundo semestre.

Apesar do ritmo mais lento no início de 2026, o ministro dos Transportes, George Santoro, reforçou a projeção para este ano. "Faremos 13 leilões este ano", disse após o certame da Rota dos Sertões, na semana passada, destacando que a atual gestão realizou 24 leilões rodoviários federais desde 2023, que somaram mais de R$ 260 bilhões em investimentos.

Após a Régis Bittencourt, a agenda inclui projetos como a Rota 2 de Julho (ViaBahia), a Rota Vale do Café e os lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina. A carteira também contempla repactuações de contratos como Arco Norte e Transbrasiliana.

O diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos, vê espaço para que o governo cumpra a meta prevista. "Vai ser preciso dar uma acelerada para fazer o que se espera nos próximos meses, mas dá tempo ainda", reforçou.

No entanto, para Luís Felipe Valerim, sócio do VLR Advogados, o sucesso da agenda dependerá mais da consistência dos projetos do que do número de certames. "Mais importante do que fazer 13 ou 10 leilões é manter um compasso com qualidade", afirmou. Segundo o especialista, a pressão para cumprir metas pode acelerar estudos e modelagens, aumentando o risco de problemas nos primeiros anos dos contratos.

Mesmo com a intensa agenda de concessões dos últimos anos, o interesse dos investidores pelos ativos rodoviários permanece elevado, com forte competição nos leilões recentes e a entrada de novos investidores no setor, avalia Diogo Nebias, sócio do Panucci, Severo e Nebias Advogados. "O principal risco não está na demanda do setor privado, mas nas questões institucionais para colocar os leilões de pé, como a modelagem e a estruturação dos projetos", ponderou.

Perspectivas

O avanço dos projetos ocorre em meio a restrições orçamentárias nos órgãos responsáveis pelas concessões. O governo federal bloqueou R$ 8,3 bilhões das pastas de infraestrutura para cumprir as metas fiscais previstas no Orçamento. O Ministério dos Transportes teve R$ 1,7 bilhão contingenciado, enquanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) perdeu R$ 56 milhões em recursos destinados às atividades regulatórias.

As repactuações também adicionam incertezas à agenda. Das 11 concessões rodoviárias previstas para este ano, cinco envolvem contratos já existentes. "É um cronograma difícil de prever porque não depende só do governo, mas também da construção de consenso entre as partes e, só depois disso, da estruturação do processo competitivo", afirmou Valerim.

Por outro lado, o calendário eleitoral não é visto como um obstáculo relevante para a agenda de concessões. "A carteira de projetos já vem sendo anunciada há algum tempo e, apesar de atravessarmos um período eleitoral em breve, isso não deve afetar a agenda de leilões", disse João Paulo Pessoa, sócio do Toledo Marchetti Advogados.

Valerim, por sua vez, explica que as restrições normalmente associadas ao período eleitoral afetam principalmente contratações de obras públicas, e não concessões. Na avaliação do advogado, a proximidade das eleições pode até acelerar a conclusão de projetos já em fase avançada de estruturação. "A máquina pública tende a fazer um sprint final para entregar projetos e mostrar resultado antes das eleições", afirmou.

Para Barcelos, a carteira de projetos já estruturada para os próximos dois anos reduz o risco de descontinuidade da agenda de concessões após as eleições. "Quem sentar na cadeira de ministro a partir de 2027 vai viver o melhor dos mundos, com uma forte agenda de inaugurações, e não vai querer retroceder", disse o presidente da ABCR.

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