Cidades

Entrevista

‘A evolução da medicina tem sido útil e de alto valor para a sociedade", diz radiologista

‘A evolução da medicina tem sido útil e de alto valor para a sociedade", diz radiologista

CRISTINA MEDEIROS

27/04/2014 - 18h00
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Aos 90 anos, sendo 63 de carreira médica, o radiologista sul-mato-grossense Syrzil Wilson Maksoud revela que sempre foi um entusiasta nesta área de diagnósticos. As frequentes novidades no setor e a possibilidade de contribuir com resultados cada vez mais precisos o fizeram fundar uma das empresas mais especializadas no setor em MS, a Di Imagem. Nesta entrevista, ele fala de sua trajetória e como consegue se manter tão lúcido, saudável e trabalhando.

CORREIO PERGUNTA - Dr. Wilson, o senhor é médico há quanto tempo e por que escolheu a radiologia como especialização? Sua carteira de médico é a de número 1 em MS?
No Conselho Regional de Medicina (CRM) é a de número um (01) sim, porque quando dividiu o Estado, o Conselho Federal ligou para a a Associação Médica para fundar o CRM de MS. Nós eramos cadastrados em MT e, depois, com o novo Estado, tinha que haver o CRM. E eu fui indicado pelo Conselho Federal para criá-lo aqui. Formei, então, uma equipe de médicos da Associação Médica e começamos a trabalhar para fazer isso com novas carteiras. Quanto à carreira, clínico há 63 anos e optei pela radiologia médica, que foi descoberta há mais de cem anos e mostra a estrutura do corpo humano. Ela começou numa casualidade, com os ossos da mão. Logo em seguida, criaram-se os aparelhos que, inicialmente, detectavam as doenças do pulmão, do aparelho digestivo e da coluna, principalmente. O progresso da medicina trouxe o ultrassom, que nos ajuda a ver o abdômen, principalmente da mulher, da criança. E eu escolhi esta área porque vi tanta novidade, tantos diagnósticos na radiologia, que me entusiasmou estudar e procurar trabalhar nesta área da profissão.

Então, pode-se dizer que o senhor é pioneiro em trazer aparelhos modernos para o Estado?
Sim, os aparelhos vieram aparecendo com a evolução da medicina, como por exemplo o que vê a densidade óssea; a mamografia, que detecta os tumores da mama na fase inicial e que hoje é uma obrigação a mulher fazer o controle. Depois veio a tomografia, que é a radiografia por cortes tomográficos.

E, mesmo com tantos anos de carreira, e já aos 90 anos, o senhor continua fascinado por tecnologia, por novidades?
Sim, eu gosto muito. Eu trabalhei muitos anos com raios X e também cheguei a trabalhar com o tomógrafo. E quando meu filho se formou, fez a residência em ultrassonografia, ele entrou na sociedade da Di Imagem.

Há tanto tempo na carreira, o senhor poderia definir o que melhorou e o que piorou na medicina ao longo dos anos?
A evolução da medicina tem sido útil e de alto valor para a sociedade, principalmente nesta área que eu escolhi, que evolui muito rapidamente com novos aparelhos.

O senhor acredita que a radiologia oferece uma base para que todas as outras áreas da medicina funcionem melhor?
Não há dúvida. Por exemplo, o coração. Aí entra a parte radiológica para ajudar os cirurgiões do coração. E os tumores, também, principalmente na fase inicial, a contribuição da radiologia é essencial. Outro exemplo é o tumor na mama, se descoberto cedo, tem cura.

O senhor se recorda de algo difícil de ser realizado em sua área no início de carreira e que hoje é muito mais fácil?
Hoje é muito fácil porque temos aparelhos modernos e que fazem os mais variados diagnósticos. A tecnologia digital nos oferece a ressonância magnética, por exemplo. Antigamente, não havia a tomografia e num acidentado, para ver se havia hemorragia cerebral, não tínhamos meios de diagnosticar - o paciente tinha que ir para São Paulo.

O senhor já trabalhou em alguma missão estadual, federal em sua área?
Sim, eu já fui secretário de Educação e Saúde da Prefeitura Municipal de Campo Grande na gestão de Wilson Barbosa Martins. Eu sou cofundador da Unimed; fundei a Associação Médica de MT e depois a de MS; depois disso o Sindicato dos Médicos. Hoje, mesmo aos 90 anos, a idade não alterou a minha mente nem o meu corpo.

E naquela época, como secretário, o senhor chegou a implantar algum programa diferenciado?
Como secretário da Educação e Saúde atendia os pobres, principalmente com fortificantes e vermífugos e também os municípios vizinhos, a ambulância percorria ajudando.

O senhor concorda que a prática médica deve ser pautada pela humildade, prudência, diligência, perícia, compaixão e justiça?
Com toda a verdade que existe, elas devem ser aplicadas, sim. Eu, particularmente, sempre procurei ajudar as pessoas. Os necessitados, na Santa Casa, naquela época, nunca pagavam nada. Não havia planos médicos, nem cooperativas médicas e então eu me baseei pelo juramento que o médico faz quando se forma, o juramento de Hipócrates.

O senhor acha que faltam estes predicados, atualmente, em muitos médicos no Brasil?
Faltam. Alguns esqueceram desse juramento, mas, de modo geral, eles cumprem os preceitos da honestidade, caridade e ciência, os três princípios que Hipóctares deixou. E Deus me deu saúde - do corpo e da alma - para continuar trabalhando até hoje. Do corpo, preservando meus cinco sentidos.

E a que o senhor atribui esta sua longevidade com tanta altivez e saúde?
Oras, o segredo da longevidade é não fumar, não beber, comer pouco, dormir cedo, atender as funções do organismo sem exagero e não esquecer de agradecer ao Todo-Poderoso a saúde que ele nos der, com toda a humildade. Nós ajudamos Deus a nos ajudar. E como ajudamos a Deus? Fazendo nossa vida controlada. Então, vem a recompensa que Deus nos ajuda também. A oração na minha vida é de muita importância. E na minha atividade como médico ela é mais importante ainda. Eu sempre pedi na oração e agradeci.

Ao longo dos anos, comunicar um diagnóstico ao paciente se tornou mais fácil?
Era difícil antigamente; hoje, modernamente, o médico diz a verdade ao paciente. Porque o profissional está mais preparado, os exames radiológicos, por exemplo, são mais específicos e detalhados e nos ajudam a traçar o perfil ao paciente. É preciso ter este diálogo. Há poucos pacientes para quem não se pode dizer a verdade, mas a maioria fica ciente. É direito de cada um saber.

Hoje, no Brasil, temos um embate: de um lado o governo diz que faltam médicos. De outro, as associações de classe falam que sobram médicos. Na sua opinião, faltam ou sobram médicos no País?
Sobram nos grandes centros – nas capitais e cidades grandes. E faltam no interior, porque o médico não tem equipamentos e as condições necessárias para o seu trabalho. E esta história vem de longa data.

O que o senhor acha do programa Mais Médicos, que trouxe cubanos para o Brasil?
Eu acho que é um programa muito importante trazer mais médicos que atendam, principalmente, o interior. Mesmo eles tendo alguma dificuldade com o idioma, com a cultura, é válido, afinal, a medicina no mundo é uma só. Mas eu sou a favor de que seja feito um teste, seja renovada a carteira, saber se ele fez o curso corretamente.

Quais os riscos de se medir a qualidade da saúde pela quantidade de médicos ou de hospitais?
O importante é os médicos terem a sua especialidade e trabalharem em hospitais adequados para internação e atendimento dos pacientes. A qualidade é mais importante que a quantidade. E eu penso que o governo deixa a desejar quando não aplica a quantidade necessária de verba nos cursos de medicina pelo Brasil. A medicina precisa de mais recursos no País.

Temos hoje, no Brasil, um atendimento baseado em um sistema de plantões que não é bom para ninguém: nem para o paciente, nem para o profissional. É possível implantar um modelo mais adequado?
Um outro modelo seria trazer mais médicos. Você vê as filas que têm nos hospitais, nos postos de saúde e sempre foi assim. O paciente muitas vezes tem que esperar muito tempo porque não há um especialista que possa atendê-lo adequadamente. Eu penso que falta gestão para que a Saúde no País melhore. Veja, para a Copa do Mundo o governo fez tudo não é, gastou uma fortuna! Por que não gasta na saúde?

Quem se beneficia do modo como o sistema de saúde está hoje organizado no País? O sistema atende aos interesses públicos?
Eu penso que atende, não como deveria, mas atende. E isso ocorre por falta de médicos e equipamentos.

Os seus interesses do início de carreira se concretizaram ou o senhor se desviou muito daquilo com o que sonhou?
Eu nunca desviei dos meus sonhos, sempre procurei seguir o juramento de Hipócrates. Eu me dediquei à área que escolhi, uma área que se ampliou. Fundei a Di Imagem, que hoje completa 25 anos.

O senhor acredita que a criação da tomografia revolucionou a medicina?
Sim, assim como a ressonância magnética e o PET CT.

E atualmente, como é o seu trabalho aqui em sua empresa?
Eu deleguei aos filhos o trabalho radiológico, mas acompanho de perto os avanços. Eles se atualizam nos congressos e nas jornadas médicas e eu, com a idade, não viajo mais. Mas procuro ficar atualizado, saber o que há de novo. E, nas minhas horas de folga, eu gosto de ler, principalmente a história dos santos. Sou assíduo frequentador da missa semanal, que me dá conforto grande para prosseguir na vida.  

saúde

Mais Médicos Especialistas oferece 132 vagas para MS em nova chamada

São 4 vagas imeditas e 128 para cadastro reserva; Inscrições estão abertas até dia 29 de outubro e profissionais especializados irão atuar no SUS

24/10/2026 11h23

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde abriu inscrições para a segunda chamada do 3º ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). Em Mato Grosso do Sul, são 132 vagas, sendo quatro imediatas e 128 para cadastro reserva.

Conforme o edital, as quatro vagas imeditas são para Três Lagoas, sendo três para aprimoramento em Oncologia Clínica, com foco nos cânceres prevalentes no Sistema Único de Saúde (SUS), e uma para aprimoramento em Rotinas Assistenciais em Medicina Intensiva no SUS.

Já as vagas para formação de cadastro estão distribuídas em 22 munícipios, sendo:

  • Dourados - 43
  • Três Lagoas - 34
  • Costa Rica - 6
  • Coxim - 6
  • Fátima do Sul - 6
  • Ponta Porã - 6
  • Brasilândia - 3
  • Caarapó - 3
  • Rio Brilhante - 3
  • Amambai - 2
  • Cassilândia - 2
  • Naviraí - 2
  • Nova Andradina - 2
  • Sidrolândia - 2
  • Aparecida do Taboado - 1
  • Aquidauana - 1
  • Bonito - 1
  • Corumbá - 1
  • Itaporã - 1
  • Itaquiraí - 1
  • Nova Alvorada do Sul - 1
  • Ribas do Rio Pardo - 1

   

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de outubro, pelo Portal UNA-SUS.

A estratégia busca incentivar a presença de especialistas em regiões historicamente desassistidas, com o objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

De acordo com o Edital nº 25/2026, em todo o Brasil serão 224 vagas de preenchimento imediato e 4.350 para cadastro reserva, distribuídas em 24 cursos de aperfeiçoamento, em áreas como anestesiologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, urologia, psiquiatria, entre outras especialidades.

Benefícios

Os médicos participantes recebem uma bolsa mensal, e o valor varia de acordo com a vulnerabilidade social do município de atuação, calculado pelo Índice de Vulnerabilidade Social (IVS):

  • R$ 20 mil para municípios de alta ou muito alta vulnerabilidade;
  • R$ 15 mil para os de média vulnerabilidade;
  • R$ 10 mil para os de baixa ou muito baixa vulnerabilidade.

Quem pode participar

Podem participar médicos e médicas, com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ativo.

O RQE deve ter sido obtido por meio de residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou de título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Mais Médicos Especialistas

O Projeto Mais Médicos Especialistas foi instituído pela Portaria GM/MS nº 7.177, de 10 de junho de 2025, com objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS, reduzir desigualdades regionais na distribuição de médicos e diminuir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

O programa qualifica a formação dos profissionais por meio da prática na rede pública.

Desde a implementação, 2.279 médicos especialistas já ingressaram no PMM-E, e 1.898 continuam ativos, o equivalente a 83,3% do total de profissionais até outubro de 2026.

 

transporte coletivo

Justiça exige conta bancária exclusiva para intervenção no Consórcio Guaicurus

Decisão liminar considera que lei municipal que determina a criação de uma conta própria não está sendo cumprida e cobra mais transparência da comissão interventora

24/10/2026 10h54

Interventores deverão criar conta própria, separada da conta do Consórcio Guaicurus

Interventores deverão criar conta própria, separada da conta do Consórcio Guaicurus Foto: Arquivo / Correio do Estado

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O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Eduardo Lacerda Trevisan, concedeu liminar que determina que obriga que a comissão interventora abra uma conta bancária exclusiva, separada das contas do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital.

Conforme a decisão, os interventores devem apresentar um plano para abertura de conta específica da intervenção em 10 dias, com prazo para implantação em 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O consórcio está sob intervenção municipal desde o dia 16 de junho deste ano, quando a prefeitura anunciou a decisão de tomar conta do transporte coletivo da Capital por um período de 180 dias. O advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira foi nomeado interventor.

Na ocasião, foi concedido a comissão interventora vários "poderes", dentre eles, a movimentação das contas da empresa pelos interventores.

O mandado de segurança foi impetrado pelo Consórcio Guaicurus, que pediu para que a comissão criasse uma conta exclusiva para uso dos interventores, separada da conta das empresas que fazem parte do consórcio, conforme determina o artigo 53, inciso I, da Lei Municipal nº 4.584/2007.

O artigo em questão dispõe que a equipe de intervenção deve "providenciar a abertura de conta-corrente própria em banco estabelecido na cidade de Campo Grande- MS, em nome da Prefeitura Municipal, vinculada, exclusivamente, à movimentação financeira decorrente da intervenção, a qual será administrada e conjunto com o interventor administrativo-financeiro".

A Procuradoria do Município chegou a argumentar que a lei que faz a exigência de conta específica em caso de intervenção era inconstitucional, mas a tese não foi acatada pelo juiz na decisão liminar, que deferiu o pedido do Consórcio.

Desta forma, os interventores devem apresentar, em 10 dias, um plano com a definição do cronograma para a criação da conta-corrente oficial da intervenção, que ainda não foi aberta mesmo sendo prevista em lei, separada daquelas sob a titularidade do operador do sistema.

A conta precisa ser aberta em banco público, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. O plano deverá conter ainda o detalhamento de como a transição de contas será feita para que não haja comprometimento dos pagamentos essenciais à continuidade do serviço de transporte de Campo Grande.

Após a apresentação do plano, a Comissão terá 30 dias para implantar a mudança a partir da intimação.

A Comissão também terá de entregar ao juiz a cópia integral do ato colegiado que aprovou as normas de governança e controle do processo de intervenção.

Segundo o magistrado, caso esse sistema de governança dos atos administrativos dos interventores não exista, a Comissão deverá declarar perante a Justiça a ausência de tais documentos e não poderá criar validações que sejam retroativas.

Na decisão liminar, a Justiça também exigiu que a comissão interventora exiba as autorizações e justificativas motivadas para todos os pagamentos de dívidas vencidas e que tenham caráter excepcional, realizados durante o período de intervenção.

Intervenção

Decretada pela prefeitura no dia 16 de junho deste ano, a intervenção no Consórcio Guaicurus divulgou no mês passado um relatório dos primeiros 90 dias à frente da empresa. Segundo o documento, neste período, os interventores descobriram R$ 48,5 milhões em débitos e obrigações acumuladas que comprometem a estabilidade das operações na capital sul-mato-grossense.

Conforme matéria do Correio do Estado da época, no centro desse passivo financeiro estão os parcelamentos fiscais consolidados com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que somam R$ 31,29 milhões. Esse montante exige um desembolso mensal de R$ 721.486,16 para amortização, gerando um comprometimento anual de cerca de R$ 8,66 milhões no fluxo de caixa operacional.

A lista de dívidas tributárias e regulatórias inclui débitos com outros órgãos federais e municipais. O consórcio registra um saldo devedor de R$ 183,7 mil em parcelamentos de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de R$ 4,86 milhões referentes a impostos e contribuições sobre a folha de pagamento, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Imposto de Renda.

Venda do Consórcio

O Consórcio Guaicurus anunciou, no dia 21 de julho, que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, responsável pelo transporte coletivo de Goiânia (GO).

O acordo feito entre as empresas foi aprovado pelo Cade, órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil, que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios. Após esta aprovação, a nova empresa deverá apresentar planos de melhorias para receber o aval da prefeitura.

Apesar de os valores ainda serem mantidos em segredo, fontes próximas ao negócio, que pediram sigilo ao Correio do Estado, indicam que a negociação da concessão e dos bens do Consórcio Guaicurus gira em torno de R$ 200 milhões.

Além dos veículos e dos imóveis, a venda também engloba os seis anos de contrato para administrar o transporte público de Campo Grande, tempo que pode ser estendido por mais 10 anos, conforme o acordo firmado em outubro de 2012 e que, no domingo, 25/10/2026, completará 14 anos.

Desde 2012, o Consórcio Guaicurus é responsável pelo transporte coletivo e urbano de Campo Grande e desde 2019, pelo menos, reclama de prejuízos no serviço. Em crise, tanto interna como com a administração municipal, o serviço passa por uma intervenção desde junho deste ano.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda no dia 8 de outubro de 2026. 

A Prefeitura da Capital, por sua vez, aguarda a apresentação de um plano de melhorias para o transporte coletivo antes de dar o aval para a nova empresa operar o serviço.

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