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A partir do fim de semana, MS terá uma "trégua" da onda de calor

Espera-se mais chuvas e tempestades, elevando a umidade relativa do ar até os 90%

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A partir deste fim de semana, espera-se que a onda de calor dê uma trégua à população sul-mato-grossense. O calor permanecerá, mas em menor intensidade, mostram os dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec). 

Em meio a onda de calor, parte da população aguarda ansiosamente por chuvas significativas que amenizam a sensação térmica. 

Em Campo Grande, a espera deve chegar ao fim neste fim de semana, com chuvas esperadas para os dias 19 e 20 de novembro, conforme informado pelo meteorologista do Cemtec, Vinícius Sperling.

Nos últimos dias, houve pancadas de chuvas isoladas em alguns locais do Estado, mas nada que fosse suficiente para derrubar as temperaturas. 

Entretanto, conforme a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a formação de nuvens a partir de hoje favorece mais chuvas.

Na Capital, espera-se muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas no sábado (18), com a umidade do ar chegando à máxima de 65%. 

A partir de domingo (19), espera-se mais chuvas e tempestades, elevando a umidade relativa do ar até os 90%.  

Na última semana, dia após dia as altas temperaturas alcançaram novos recordes. Ontem (16), mais um vez, Porto Murtinho foi a cidade mais quente do país, com máxima de 43,4ºC.

Além dessa cidade, outras seis cidades estiveram entre as 20 mais quentes do país: Corumbá (42,3ºC), Aquidauana (41,3ºC), Nhumirim (41,2ºC), Coxim (40,9ºC), Água Clara (40,4ºC), Três Lagoas (40,2ºC). 

Trégua no calor a partir de domingo

Para hoje (17), a previsão indica tempo estável, com predomínio de sol e variação de nebulosidade devido a atuação de uma massa de ar quente e seca, aponta o Cemtec. 

Em conjunto, temos a atuação do El Niño que amplifica as altas temperaturas, com a possibilidade de ocorrer novos recordes de temperatura máxima e umidade relativa do ar mínima em 2023. 

Além disso, essas condições meteorológicas extremas (altíssimas temperaturas e baixa umidade relativa do ar) tornam o ambiente atmosférico propício para a ocorrência e a
propagação dos incêndios florestais.

 Porém, devido ao calor acentuado, não se descartam pancadas de chuvas e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo. 

“As instabilidades ocorrem devido ao intenso fluxo de calor e umidade, aliado ao aquecimento diurno. São esperadas altas temperaturas, com valores que podem atingir os 40-44°C em Mato Grosso do Sul”, informam os meteorologistas do Cemtec. 

Além das altíssimas temperaturas, a umidade relativa do ar estará muito baixa, com valores entre 10-30%. Por isso, recomenda-se beber bastante água e evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e secos do dia. 

Estão previstas temperaturas mínimas entre 25-27°C e máximas que podem atingir os 41°C nas regiões sul e leste do estado. 

Para as regiões pantaneira e sudoeste, devem ocorrer temperaturas mínimas elevadas, entre 28-31°C e máximas de até 42-44°C. 

Para as regiões norte e bolsão, temperaturas mínimas entre 26-28°C e máximas de até 39-41°C. 

Em Campo Grande, a temperatura mínima prevista oscila por volta dos 27-29°C e máximas de até 38-40°C. 

Já no fim de semana, entre sábado (18) e domingo (19), a previsão indica tempo instável, com probabilidade de chuvas e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de
vento e eventual queda de granizo. 

Tais instabilidades ocorrem devido ao intenso fluxo de calor e umidade vindo da Amazônia, aliado ao avanço de uma frente fria oceânica. 

Além disso, a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai e o transporte de cavados favorecem a formação de nuvens e chuvas no Estado do MS. 

No sábado, estão previstas temperaturas entre mínima de 24ºC e máxima de 44ºC no Estado. 

No domingo, o calor deverá dar uma trégua e estão previstas temperaturas entre a mínima de entre 22ºC e máxima de 37ºC. 

SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

COMBUSTÍVEL

Petrobras recebe parcela de R$ 448 milhões, referente à subvenção à gasolina

Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela empresa no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões

19/09/2026 21h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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A Petrobras informou hoje que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram repassados à estatal R$ 448 milhões, referentes à comercialização de gasolina no período de 16 e 31 de julho.

"Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões", diz a empresa.

Além disso, a estatal informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada a sexta-feira, aprovou a adesão à subvenção econômica de produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. Segundo a empresa, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel "A", de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

"A adesão à subvenção econômica de que trata a MP nº 1.391/2026 não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador, tampouco revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel "A"", disse a Petrobras. "Dessa forma, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos."

De acordo com a estatal, diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. "A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica", informou.

Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, informou a estatal.

"A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, preservando a flexibilidade necessária para a execução de sua estratégia comercial e para a geração de valor de longo prazo", afirmou a Petrobras.

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