Cidades

Entrevista

"A PRF tem buscado constantemente aperfeiçoar seus métodos de fiscalização"

Superintendente da PRF, João Paulo Pinheiro Bueno falou sobre a atuação da corporação em acidentes nas rodovias federais e também contra práticas criminosas nas estradas de MS

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O superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul (PRF), João Paulo Pinheiro Bueno, é o entrevistado desta semana do Correio do Estado. Atuando nas rodovias federais em MS contra crimes e para prevenir acidentes, ele falou sobre o uso de tecnologia para aperfeiçoar as fiscalizações da corporação.

“A PRF tem buscado constantemente aperfeiçoar seus métodos de fiscalização, combinando tecnologia, capacitação dos policiais, inteligência e experiência operacional. O objetivo é acompanhar a evolução das estratégias utilizadas pelo crime organizado”, afirmou o superintendente.

Bueno também falou sobre os recorrentes acidentes nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul e sobre a atuação da corporação nesses casos.

Matéria recente do Correio do Estado mostrou que, de janeiro até o início de agosto, houve um pequeno aumento no número de acidentes e mortes em rodovias federais no Estado, conforme dados da PRF. Confira a entrevista.

Dados da PRF mostram que houve aumento no número de acidentes e mortes nas rodovias federais neste ano. Sabe dizer os motivos que levaram a esse aumento?

Os dados precisam ser analisados com cautela, especialmente porque estamos tratando de um período ainda relativamente curto. Uma variação nos números não permite, por si só, afirmar que existe uma tendência consolidada ou atribuir o resultado a uma única causa.

O trânsito é um fenômeno complexo, influenciado por diversos fatores, como comportamento dos condutores, condições da via, fluxo de veículos e condições climáticas. A PRF acompanha esses indicadores permanentemente e direciona suas ações de fiscalização e prevenção para os fatores de maior risco.

Nosso trabalho é justamente atuar para reduzir a ocorrência e a gravidade dos sinistros, com fiscalização, educação para o trânsito e presença ostensiva nas rodovias, especialmente nos locais e nos períodos de maior risco.

O acidente de domingo, com cinco mortes, ocorreu por um carro ter invadido a pista contrária. Aquele ponto deve passar por uma duplicação. Quando isso acontecer, pode evitar novas colisões desse tipo?

A duplicação de uma rodovia, ao separar fisicamente os fluxos de veículos, tende a reduzir significativamente o risco de colisões frontais, que estão entre os sinistros de maior gravidade.

No entanto, é importante destacar que a segurança viária não depende exclusivamente da infraestrutura. Mesmo em rodovias duplicadas, o comportamento dos condutores continua sendo fundamental.

Respeitar os limites de velocidade, não dirigir sob efeito de álcool e manter a atenção são atitudes essenciais para evitar sinistros.

A PRF atua de forma permanente na fiscalização e na prevenção, buscando reduzir justamente os comportamentos que podem resultar em acidentes graves.

Além da extensão, o que faz com que a BR-163 concentre tantos acidentes em comparação com as outras rodovias?

A BR-163 possui características que naturalmente resultam em um fluxo elevado de veículos. É uma importante ligação entre regiões produtoras, centros de distribuição e diferentes estados, o que aumenta significativamente a circulação.

Também é uma rodovia extensa, com diferentes características de pista, trechos duplicados e não duplicados e diferentes níveis de fluxo. Por isso, uma comparação simples entre números absolutos de sinistros pode não representar adequadamente o risco de cada rodovia.

A PRF utiliza os dados justamente para identificar os trechos e os comportamentos de maior risco e direcionar a fiscalização de maneira mais eficiente. Além da fiscalização, são realizadas ações educativas e operações específicas voltadas à prevenção de sinistros e à redução de mortes nas rodovias.

Temos visto nos últimos anos um aumento da quantidade de cocaína encontrada em Campo Grande. Nas apreensões da PRF, também houve mudança nos pontos das rodovias onde elas ocorrem? Tem encontrado mais cargas de entorpecentes próximas da Capital?

A dinâmica do tráfico é bastante variável e as organizações criminosas constantemente modificam suas estratégias de transporte. Por isso, não é adequado estabelecer uma concentração definitiva das apreensões em determinado local apenas a partir de ocorrências pontuais.

O que podemos afirmar é que a PRF mantém fiscalização em toda a malha rodoviária federal de Mato Grosso do Sul, utilizando análise de informações, fiscalização especializada e integração com outras forças de segurança.

Campo Grande é um importante entroncamento rodoviário e, naturalmente, recebe um fluxo expressivo de veículos provenientes de diferentes regiões. 

A atuação da PRF ocorre tanto nas proximidades da Capital quanto nos demais corredores utilizados para o transporte de drogas, com resultados expressivos na retirada dessas cargas de circulação.

Nacionalmente, as duas principais facções criminosas do País estão em guerra pelas rotas do tráfico, e isso também acontece em MS. A PRF também tem notado essa situação nas rotas usadas pelas organizações ligadas ao tráfico?

A PRF acompanha permanentemente a dinâmica das organizações criminosas e mantém integração com as demais forças de segurança. Entretanto, não seria responsável atribuir uma determinada apreensão ou alteração no fluxo de drogas à atuação de uma organização criminosa específica sem elementos que permitam essa conclusão.

Mato Grosso do Sul possui posição estratégica para o tráfico de drogas, especialmente por fazer fronteira com dois países e estar inserido em importantes corredores rodoviários. Por isso, a PRF mantém uma atuação constante e especializada no enfrentamento ao crime organizado.

Nosso foco é impedir que essas cargas cheguem aos grandes centros consumidores, independentemente da organização criminosa envolvida, e os resultados das apreensões demonstram a efetividade desse trabalho integrado.

Nós sabemos que essas organizações criminosas estão sempre procurando novas formas de esconder as drogas. A PRF tem investido em tecnologia para acompanhar esse avanço? Como está o funcionamento do scanner? Além dele, há outros equipamentos utilizados? 

A PRF tem buscado constantemente aperfeiçoar seus métodos de fiscalização, combinando tecnologia, capacitação dos policiais, inteligência e experiência operacional.

O scanner é uma das ferramentas utilizadas nesse contexto e integra um conjunto mais amplo de estratégias e recursos empregados pela instituição para auxiliar na fiscalização de veículos e cargas.

A utilização do equipamento faz parte de uma atuação integrada, que envolve diferentes ferramentas tecnológicas, sistemas de informação, identificação veicular, inteligência e, principalmente, a experiência dos policiais na seleção e na abordagem de situações que demandam uma fiscalização mais aprofundada.

Por questões de segurança e para não comprometer a eficácia das estratégias operacionais, a PRF não divulga detalhes sobre os procedimentos e a forma de emprego desses recursos.

O que podemos destacar é que a tecnologia é utilizada de maneira complementar ao trabalho policial, contribuindo para tornar a fiscalização mais eficiente e o combate ao tráfico de drogas e a outros crimes cada vez mais eficaz.

{ PERFIL } 

João Paulo Pinheiro Bueno 

Atual superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul, é sul-mato-grossense, nascido em Campo Grande. Tem graduação em Engenharia Civil e pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Ingressou na PRF em 2012, iniciando suas atividades na Delegacia de Guia Lopes da Laguna. Atuou no Grupo de Patrulhamento Tático por seis anos. Em 2020, tornou-se chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Delegacia de Campo Grande e, em 2021, chefe da mesma delegacia.

Em dezembro de 2021, foi nomeado chefe do Serviço de Operações, função que desempenhou até assumir o cargo de superintendente, em 2023.

INADIMPLÊNCIA

Serasa oferece desconto de até 99% para negociação de dívidas

Ação dura até amanhã e oferece cupons extras de R$ 500 para as mais de 6,2 milhões de dívidas do Estado

08/09/2026 12h15

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Para aqueles que estão inadimplentes, o Serasa está com a campanha "Todo Mundo Ama Cupom em Dobro" e oferecerá desconto de até 99%. Com mais de 124 mil ofertas com desconto máximo e cupons de até R$ 500, a ação durará até amanhã (09) às 23h59.

A iniciativa prevê mudar o cenário de inadimplência no Estado, que ultrapassa 6 milhões de dívidas. Com isso, os consumidores sul-mato-grossenses poderão negociar o saldo devedor e limparem o nome antes do final do ano.

A campanha é uma parceria da empresa com o Mercado Pago e outras 2 mil empresas.

Além da redução de dívidas e cupons extras de R$ 500, a ação também permite que os consumidores utilizem ofertas disponíveis no Serasa Limpa Nome e aproveitem os benefícios até o fim da campanha nesta quarta-feira.

Conforme levantamento da Serasa, são mais de 1,3 milhão de pessoas inadimplentes no Estado, que somam 6,2 milhões de dívidas e R$ 11,1 bilhões em débitos. Entre estes números, há 12,9 milhões de dívidas que podem utilizar cupons e serem negociadas à vista via Pix.

Os dados mais recentes da empresa apontam que o valor médio devedor de um sul-mato-grossense é de R$ 8.500,27, e os bancos e cartões concentram 28,26% das dívidas.

Além de bancos e cartões, pendências com concessionárias de energia elétrica, água, gás e telecomunicações estão entre os principais segmentos que concentram as dívidas em Mato Grosso do Sul. Confira os principais segmentos que concentram as dívidas:

  1. bancos e cartões, com 28,26%;
  2. financeiras, com 18,24%;
  3. utilities, com 17,58%;
  4. serviços, com 14,04%;
  5. e varejo, com 9,39%.

Os dados não são alheio ao restante do país, que em julho chegou a mais de 83 mil pessoas inadimplentes. Atualmente o Brasil soma 348.310.896 dívidas negativadas, que totalizam R$ 586,45 bilhões. O valor médio devido por pessoa é de R$ 6.987,23.

Por isso, a campanha aparece para auxiliar os devedores a quitarem suas dívidas antes do fim do ano. Segundo Aline Maciel, diretora da Serasa, a expectativa é ampliar as oportunidades e oferecer benefícios extras com a parceria.

“Na primeira edição do 09/09 da Serasa, realizado no ano passado, registramos mais de 224 mil acordos realizados apenas nesta data. Neste ano, buscamos ampliar as oportunidades e oferecer benefícios extras com o Mercado Pago, reforçando nosso propósito de tornar o recomeço financeiro mais simples e vantajoso para o brasileiro”.

A parceria com o banco digital prevê descontos extras e, neste ano, de janeiro a agosto foram 12.406 acordos fechados com o desconto de 99% em Mato Grosso do Sul. E mais de 680 mil negociações em todo o Brasil na mesma condição durante o período.

Quando o consumidor realiza o acordo à vista utilizando o cupom, o consumidor recebe além do desconto extra na negociação um segundo cupom de compras para ser utilizado no Mercado Livre, extensão do banco digital.

O benefício pode ser utilizado mediante pagamento com o saldo em conta no site/aplicativo ou via saldo do Cofrinho Mercado Pago.

Confira como negociar as dívidas com os cupons:

  1. Atualize, baixe o app ou acesse o site da Serasa
  2. Negocie sua dívida ativando o cupom de desconto disponível na oferta;
  3. Pague o acordo à vista;
  4. Receba por e-mail o aviso de que o seu cupom para compras no Mercado Livre já está disponível;
  5. Acesse o link recebido e conclua a ativação no ambiente do Mercado Pago;
  6. Acesse o saldo em conta ou o “Cofrinho Mercado Livre” para usar o cupom em sua próxima compra.

Confira o regulamento aqui.

Operação Última Chamada

Polícia Civil devolve às vítimas 55% dos celulares recuperados em MS

Dos 246 celulares recuperados, 136 foram devolvidos

08/09/2026 12h00

Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados em MS

Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados em MS DIVULGAÇÃO/PCMS

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Polícia Civil recuperou 246 celulares e devolveu 136 aparelhos às vítimas, até 31 de agosto de 2026, durante a Operação Nacional Última Chamada, em Mato Grosso do Sul.

Isto signfica que 55,3% dos aparelhos recuperados já foram devolvidos aos proprietários. Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados.

Apenas em Campo Grande, 43 aparelhos foram devolvidos aos donos.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil iniciou um intenso trabalho de investigação destinado a identificação, localização e recuperação de aparelhos que foram roubados, furtados e receptados. Em seguida, identificou, localizou e contatou os proprietários dos aparelhos recuperados.

Confira o histórico do número de celulares recuperados e devolvidos:

  • Até 19 de agosto: 212 celulares foram recuperados e 75 aparelhos foram restituídos
  • De 20 e 31 de agosto: 61 aparelhos foram devolvidos às vítimas
  • De 20 e 31 de agosto (interior de MS): 34 celulares foram recuperados e 18 entregues às vítimas

Fonte: Polícia Civil

A Polícia Civil ressalta que o trabalho de recuperação e restituição de aparelhos continuará.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Brasil, 6.052 celulares foram recuperados, entre os dias 10 e 19 de agosto de 2026, durante a Operação Última Chamada.

Segundo o Ministério, a operação busca combater não apenas os roubos e furtos, mas também a cadeia de receptação e comercialização ilegal dos aparelhos. As autoridades utilizam informações como o número de identificação do celular (IMEI) para verificar se o dispositivo possui registro de roubo ou furto.

As polícias orientam que vítimas de roubo ou furto registrem a ocorrência e forneçam informações que possam ajudar na identificação do aparelho, como o número do IMEI. O registro facilita o trabalho de investigação e aumenta as chances de localização e restituição do celular.

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