Cidades

COVID-19

Acamados com mais de 60 anos devem ser incluídos na vacinação em Campo Grande

Secretário de Saúde avalia que o próximo lote pode ajudar a ampliar grupos de vacinados

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Com a chegada de novos lotes de vacina, idosos acamados com 60 anos ou mais devem ser incluídos no cronograma de vacinação contra a Covid-19. A informação é do secretário de Saúde de Campo Grande, José Mauro de Castro Filho. 

O público acima de 80 anos e com baixa mobilidade já começou a receber o imunizante, neste caso, equipes volantes vão às residências daqueles que fizeram o cadastro nas unidades de saúde da Capital.

O secretário explica que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) já identificou cerca de 4 mil idosos acamados com mais de 60 anos no mapa de cadastros nas unidades públicas de saúde.

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“É importante que a população que não esteja cadastrada na sua unidade faça o cadastro, porque esse sempre foi o trabalho da atenção primária. Uma vez com o cadastro feito, nós identificamos no nosso mapa 4 mil pessoas acamadas precisando ser vacinadas”, detalhou.

Filho afirma que há 1.147 acamados com idade acima de 80 anos registrados e que já estão sendo imunizados, com apoio da Câmara Municipal. 

“Nós estamos vacinando mais de mil idosos acamados acima de 80 anos, com apoio da Câmara Municipal, que disponibilizou cerca de 20 veículos para que pudéssemos enviar equipes volantes para vacinar os acamados que estão cadastrados na sua unidade de saúde”.

A definição também entra em acordo com a orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para que o próximo grupo prioritário de vacinação seja composto de idosos acamados com mais de 60 anos. 

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, este deve ser o grupo prioritário, pois são pessoas que ficam mais suscetíveis ao contato com o coronavírus, em virtude do contato com cuidadores e equipes de saúde.

Segundo Filho, o Ministério da Saúde vai disponibilizar aos estados 3,2 milhões de doses até este sábado (6). No entanto, ainda não há definição do quantitativo de doses para Mato Grosso do Sul, tampouco de quantas dessas virão para a Capital.  

“Nós vamos receber no sábado um novo carregamento e esse é o problema que a gente tem, não recebemos essa informação oficialmente. O que nós temos é a informação vinda do secretário de Estado e também não temos uma informação da quantidade de doses. Então por isso que nós estamos tendo que alterar o calendário de vacinas de acordo com esses recebimentos”, explica.

O secretário explica que se o novo lote for suficiente para vacinar pessoas acima de 80 anos a idade do público-alvo será ampliada. 

“A cada lote que chega a Campo Grande é feita uma orientação do Ministério Público sobre qual público vai utilizar aquelas doses. É de acordo com essa orientação que eu vou saber quando vai abrir o público, neste momento são os profissionais de saúde, pacientes acima de 80 anos e pacientes acamados”.

Também haverá um aumento no número de locais disponíveis para vacinação na cidade.

O número de unidades está em torno de 18 e chegaremos a 55. Esse drive que temos capacidade de quatro baias, em torno de 200 doses, podemos estender o horário de funcionamento, e quando chegar no público mais denso, no público jovem, nós temos a opção do Guanandizão e a criação de outros drives em outros pavilhões que a prefeitura tem ou até mesmo em outras regiões da cidade”.

POLOS DE VACINAÇÃO

O drive-thru de vacinação contra a Covid-19 no Parque Ayrton Senna foi inaugurado na tarde de ontem, com o objetivo de agilizar o processo de imunização em Campo Grande. Atualmente, as equipes da Sesau atendem cerca de 75 pessoas por dia; já com o drive-thru a capacidade chega a 200 vacinações diárias.

Segundo o secretário da Sesau, por não se tratar de um ambiente voltado para a saúde, o atendimento funcionará por agendamento, para que a organização seja mais eficiente. “Precisa ter logística e estratégia de armazenamento de doses. 

Todos serão vacinados, tanto nas unidades quanto no drive-thru, mas quem tiver agendado vai estar na frente”. De acordo com a Sesau, até então, a Capital recebeu 26.343 imunizantes e a previsão é de que até esta sexta-feira (5) sejam vacinados 23.985 campo-grandenses.

Nesta primeira fase da campanha estão os profissionais da área da saúde que trabalham na linha de frente contra a pandemia, idosos acima de 80 anos e indígenas aldeados, segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI) – Campo Grande, porém, não há registro desse grupo.

Entre os profissionais da saúde, a campanha já alcançou 50%, incluindo colaboradores de laboratórios, resgates, hospitais, vigilâncias e funerárias. “Não podemos deixar essas estruturas desassistidas”, completou o secretário.

O prefeito Marcos Trad (PSD), que esteve presente na abertura do drive-thru, ressaltou que não existe previsão de fechamento do local, muito pelo contrário, há a possibilidade de ampliar os horários de atendimento e até de haver mais pontos de imunização, também no formato drive-thru. 

“Somos destaque nacional, vimos a imprensa elogiando nossa cidade e a gente parabeniza a equipe de saúde do município e também do Estado pelos esforços em salvar vidas”.

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Saúde

MS investe R$ 783 milhões na saúde, mas fica abaixo do mínimo

Relatório apresentado na ALEMS aponta aumento nos investimentos em saúde, porém aplicação de recursos próprios não alcançou os 12% exigidos pela Constituição

26/05/2026 18h22

Foto: Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul aplicou R$ 783,1 milhões em ações e serviços públicos de saúde entre janeiro e abril de 2026, conforme balanço apresentado durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), realizada nesta terça-feira (26).

Apesar do volume de investimentos, o Estado não atingiu o percentual mínimo constitucional de aplicação de recursos próprios na área da saúde.

De acordo com os dados apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o percentual aplicado com recursos próprios ficou em 10,23% da receita de impostos e transferências constitucionais, abaixo dos 12% exigidos pela Constituição Federal.

O relatório aponta que foram liquidados R$ 696,7 milhões em recursos estaduais para a saúde no período, enquanto o valor necessário para atingir o mínimo constitucional seria de R$ 816,9 milhões, diferença de R$ 120,2 milhões.

Os números apresentados durante a audiência mostram que os recursos estaduais seguem como principal fonte de financiamento da saúde pública em Mato Grosso do Sul, representando 87,41% das despesas liquidadas no quadrimestre.

Já os repasses federais fundo a fundo corresponderam a 11,31% dos recursos utilizados.

Mesmo abaixo do índice constitucional, o percentual aplicado em 2026 foi o maior registrado nos últimos quatro anos para o primeiro quadrimestre.

Em 2023, o índice ficou em 8,42%; em 2024, subiu para 8,67%; e em 2025 alcançou 9,60%, chegando agora a 10,23%.

Durante a audiência, o presidente da Comissão de Saúde da ALEMS, Lucas de Lima, destacou a necessidade de acompanhamento permanente dos gastos públicos na área da saúde e afirmou que as audiências periódicas permitem monitorar a aplicação dos recursos e discutir demandas relacionadas ao atendimento da população.

Obras e ampliação da rede estadual

O relatório também detalhou investimentos em infraestrutura hospitalar e modernização da rede pública estadual.

No Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, foram realizadas reformas na UTI Pediátrica, enfermaria pediátrica, Central de Material Esterilizado (CME) e na área externa da unidade

Outro destaque foi a reforma e ampliação do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que recebeu investimento superior a R$ 15,4 milhões. As obras do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) em Campo Grande chegaram a 99,56% de execução, enquanto a unidade de Dourados alcançou 96,61%.

Já a ampliação do Hospital Regional de Dourados entrou na fase final da terceira etapa, com 99,45% das obras concluídas. A estrutura inclui enfermarias, setor de hemodinâmica e novos leitos de UTI.

Saúde digital e regionalização

Na área de saúde digital, a SES informou avanços na implantação de painéis de indicadores e na expansão dos serviços de teleatendimento.

Segundo os dados apresentados, foram realizadas 1.768 teleconsultas e emitidos mais de 31 mil laudos de eletrocardiograma por meio do sistema estadual de telediagnóstico.

O relatório também aponta que a estratégia de regionalização da saúde busca reduzir o deslocamento de pacientes do interior para Campo Grande, principalmente nos atendimentos de baixa e média complexidade.

Conforme a SES, o percentual de pacientes regulados para hospitais fora da Capital aumentou de 33,18% para 37,18%, indicando ampliação da capacidade de atendimento em outras regiões do Estado.

Atenção primária supera metas

Os dados apresentados durante a audiência mostram ainda que a cobertura da Atenção Primária à Saúde atingiu 96,05%, acima da meta estadual de 90% estipulada para 2026. Na saúde bucal, a cobertura populacional chegou a 67,58%, com mais de 7 mil ações de escovação supervisionada realizadas no período.

A Rede Hemosul distribuiu 37.095 hemocomponentes durante o quadrimestre e registrou índice de satisfação de 96,6% entre os usuários. Durante a audiência pública, também foram debatidos os desafios relacionados ao avanço dos casos de chikungunya e o andamento das campanhas de imunização em Mato Grosso do Sul.

Megaoperação

Arauco instala estrutura de 300 toneladas na maior caldeira do mundo

Equipamento considerado o "coração" da futura fábrica foi içado a quase 100 metros de altura em uma das maiores operações de engenharia do Brasil em 2026

26/05/2026 17h48

Foto: Divulgação

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A futura fábrica de celulose da Arauco, em Inocência, no interior de Mato Grosso do Sul, atingiu nesta terça-feira (26) um dos principais marcos da construção do Projeto Sucuriú.

Em uma megaoperação de engenharia, a empresa realizou o içamento e a instalação do balão de vapor da caldeira de recuperação, equipamento que fará parte da maior caldeira de recuperação do mundo voltada à produção de celulose. 

Com mais de 300 toneladas, a estrutura foi posicionada a quase 100 metros de altura após meses de planejamento técnico, análises de segurança e preparação logística. O equipamento é considerado peça central da futura planta industrial, responsável pela geração de vapor e energia que abastecerão o complexo industrial. 

Segundo o diretor de Engenharia e Implantação do Projeto Sucuriú, Claudinei Santos, o balão de vapor funciona como o “coração” da fábrica, já que participa diretamente do ciclo de produção energética da unidade. A previsão é de que a estrutura produza mais de 2.400 toneladas de vapor por hora. 

A energia gerada pela operação da caldeira também chama atenção pelos números. A futura unidade industrial terá capacidade superior a 400 megawatts de energia renovável. Metade desse volume será utilizada no funcionamento da própria fábrica e o restante será destinado ao Sistema Nacional de Energia. 

Operação mobilizou guindastes gigantes e centenas de profissionais

Para realizar a instalação da estrutura, a operação mobilizou centenas de trabalhadores especializados e dois guindastes com capacidade para levantar até 750 toneladas.

O processo exigiu cálculos minuciosos envolvendo peso, centro de gravidade, velocidade de içamento, estabilidade estrutural e condições climáticas. 

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O presidente da Arauco Brasil, Carlos Altimiras, afirmou que a operação simboliza a dimensão do empreendimento e demonstra o avanço do cronograma da fábrica em Mato Grosso do Sul. 

 “Esta é uma etapa que traduz a complexidade e a grandeza deste empreendimento. Não se trata apenas da instalação de um equipamento de grande porte, mas de um marco que conecta planejamento, engenharia, segurança e execução. O sucesso desta operação mostra uma equipe engajada, que segue avançando no cronograma, e preparada para as próximas fases da montagem da fábrica”, destacou Carlos Altimiras.

A fornecedora da tecnologia da caldeira, a Valmet, também classificou a operação como histórica. Executivos da empresa destacaram que o projeto envolve um dos maiores desafios globais de engenharia industrial voltados ao setor de celulose. 

Celso Tacla, vice-presidente executivo da Valmet na América Latina, destaca que a operação representa um marco também para a empresa fornecedora. 

“Participar da entrega da maior caldeira de recuperação do mundo é motivo de muito orgulho e responsabilidade para a Valmet. Estamos falando de uma solução altamente tecnológica, desenvolvida para atender aos mais elevados padrões de eficiência, segurança e desempenho operacional. Todo o processo exigiu uma integração extremamente precisa entre engenharia, fabricação, logística e montagem, reforçando a capacidade da Valmet de executar projetos de grande complexidade e em escala global”, afirma.

Já Fernando Scucuglia, diretor de Celulose, Energia e Circularidade da Valmet na América Latina, reforça a capacidade de execução das equipes de gerenciamento envolvidas no projeto. 

“O içamento do balão de vapor é uma atividade de alta complexidade e precisão de engenharia, ainda mais para a maior caldeira de recuperação já fabricada no mundo. Porém, é também uma demonstração objetiva do resultado conquistado até agora pelas equipes de gestão de projeto e execução de obras, que têm trabalhado com muita dedicação, esforço e competência para atingirem todos os marcos críticos do projeto dentro dos prazos estabelecidos. É uma sensação de realização muito grande fazer parte deste momento e desta história que está sendo construída”, destaca.

A participação da Enesa Engenharia, nesta que é considerada uma das maiores operações de engenharia do Brasil em 2026, foi celebrada pelo diretor-executivo da Companhia, Hélio Nodari.

Ele ressalta o trabalho em equipe em diversas frentes e o cumprimento de um cronograma arrojado de montagem das estruturas metálicas que sustentam o balão. E o resultado foi gratificante.

“Todo este esforço, dedicação e trabalho em equipe entre as empresas resultaram em uma operação bem-sucedida e segura, garantindo o cumprimento de um dos principais marcos do projeto”, afirma.

Equipamento veio da China e percorreu milhares de quilômetros

O balão de vapor foi fabricado na China e chegou ao Brasil após uma operação logística internacional que durou cerca de 45 dias.

Depois do desembarque no Porto de Santos, em São Paulo, a estrutura ainda percorreu quase dois meses de transporte terrestre até chegar ao município de Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. 

O equipamento possui 32 metros de comprimento, 3,15 metros de largura e 3,81 metros de altura. 

Projeto bilionário promete transformar economia da região

O Projeto Sucuriú marca oficialmente a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento previsto é de US$ 4,6 bilhões, com capacidade de produção estimada em 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. 

Instalada em uma área de 3.500 hectares próxima ao Rio Sucuriú, a fábrica deve iniciar as operações no fim de 2027. A expectativa da companhia é gerar mais de 14 mil empregos durante as obras e cerca de 6 mil vagas permanentes após o início das atividades industriais, florestais e logísticas. 

Destaques do Projeto Sucuriú

  • Investimento estimado em US$ 4,6 bilhões
  • Fábrica terá a maior caldeira de recuperação do mundo
  • Estrutura instalada pesa mais de 300 toneladas
  • Produção energética prevista ultrapassa 400 MW
  • Operação industrial deve começar em 2027
  • Obras podem gerar mais de 14 mil empregos em Mato Grosso do Sul
  • Unidade será instalada em Inocência, região leste do Estado

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