Cidades

SOLIDARIEDADE

Ações buscam trazer um "natal digno" para famílias em extrema vulnerabilidade

Central Única das Favelas (CUFA); Causadores da Alegria, Projeto Yalodê, Instituto Homem Pantaneiro e Energisa mudam a ceia natalina de sul-mato-grossenses

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Em Mato Grosso do Sul, diversas ações buscam trazer uma realidade diferente para a mesa de famílias neste natal, principalmente que vivem em vulnerabilidade social, entre elas a da Central Única das Favelas (CUFA); dos Causadores da AlegriaProjeto Yalodê

Coordenadora da CUFA em Campo Grande, Letícia Polidório destaca o trabalho em prol delas, inclusive com o projeto "Mães da Favela", que possui cerca de 36 mil mulheres cadastradas. 

"A CUFA, este ano, pretende atender 3 mil famílias dessas todas. Esperamos a colaboração das pessoas, para montarmos os kits de alimentação, junto com a proteína, para poder estar atendendo essas três mil mães", comenta ela. 

Entre os principais pedidos da CUFA está a doação de frangos, proteínoa que raramente aparece no prato das pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. 

"Muito difícil pensar que eu lido, o ano inteiro, com famílias em extrema vulnerabilidade social, e que essas famílias e crianças vão chegar no final do ano, não vão conseguir ter uma ceia digna. E digna que eu falo é com o simples mesmo. Porque muitas dessas famílias não vão ter essa ceia", comenta. 

Para ela, 2022 foi um ano difícil, inclusive no balanço de doações recebidas pela central.

"A gente tem uma pós pandemia aí que é devastadora. Pessoas doentes ainda com o psicológico abalado por percas. Tenho uma proximidade muito grande com todas essas mulheres, que chefiam suas casas. Eu me vejo muito nelas... então pra mim, enquanto coordenadora da Cufa, Campo Grande, é muito difícil saber que essas mulheres não vão ter uma ceia digna no natal", cita Letícia.

Também, a Central arrecada em parceria com a Organização Não Governamental (ONG), Comitiva Esperança, eles arrecadam demais alimentos, e brinquedos para distribuir às crianças. 

Alegria e espiritualidade

Neste domingo (18), as ONGs Causadores da Alegria e Projeto Yalodê trazem duas ações, distintas, ambas com a ideia de levar alegria para os pequenos nessa época natalina. 

Para isso, o Projeto Yalodê busca doações para fazer a alegria da criançada, que podem ser mandad.

"Agora é hora de levar doce, brinquedo, alegria para as crianças. O projeto sempre teve a tradição de, em setembro, levar uma ação social rica em gincana, com doces, guloseimas, comidas gostosas", explica o idealizador do projeto, Bàbá Augusto de Lógunède. 

Além do pix - que pode ser enviado para o email "[email protected]" -, Pai Augusto destaca as outras formas que a sociedade pode contribuir. 

"Você pode ser voluntário, pode ajudar de forma financeira, pode ajudar também a arrecadar doações com outras pessoas. Então esse é o projeto de Axé". 

Fernando Eufigênio, diretor-presidente do Causadores de Alegria, revela que a ação será em apoio à 60 famílias que moram na região do Indubrasil, contemplando aproximadamente 300 pessoas. 

Ainda, para a ação deste domingo, distante dois dias, ele lista que faltam os seguintes itens: 

  • Caixas de leite com 12 unidades
  • Cartelas de ovos 
  • Frango congelado 
  • Salsicha 
  • Linguiça 

Também, são aceitas doações de roupas, agasalhos e cobertores; alimentos em geral; medicamentos e até mesmo materiais de construção. As doações podem ser enviadas ao Pix: 39.285.582/0001-35

"Natal, é tempo de alegria, esperança, tempo de amor, caridade, fraternidade e compaixão. A gente faz toda uma preparação para que a gente possa levar isso, finalizar o ano, com muito amor e carinho"

Professor de química, ele lembra ainda que, nesta época é necessária uma atenção, principalmente para pessoas que vivem uma situação de vulnerabilidade. 

"Precisam desse olhar especial. Escolhemos uma comunidade pequena para atender não só com alimento, mas com a mistura, a ceia de natal, com uma atenção especial para aquelas famílias que são esquecidas", frisa. 

 

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fenômeno

Eclipse parcial da Lua será visto em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira

Ponto máximo será às 00h31, no horário local, já na madrugada da sexta-feira, e poderá ser observado a olho nu

26/08/2026 18h00

Eclipse será visto a olho nu

Eclipse será visto a olho nu Foto: Álvaro Rezende / Arquivo / Correio do Estado

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Um eclipse parcial da Lua poderá ser visto na noite desta quinta-feira (27) e madrugada de sexta-feira (28) em Mato Grosso do Sul e todo o território brasileiro, a olho nu.

O fenômeno deve começar por volta das 22h30, no horário local, com o ponto máximo duas horas depois, às 00h30.

A astrônoma do Observatório Nacional, Josina Oliveira do Nascimento, disse que é necessário ter paciência para observar o eclipse, pois ao entrar na penumbra, que é a sombra mais clara, não é possível notar qualquer diferença no brilho da Lua.

Por volta do horário previstom de 22h30, é quando a lua começa a entrar na umbra e será possível perceber a diferença.

Ela acrescentou que o estudo dos horários em que os eventos ocorrem se baseia unicamente nas posições do Sol, da Terra e da Lua.

“É isso que define a luminosidade. É a mesma coisa de quando a gente sabe exatamente a hora em que a Lua entrou na Lua cheia, no quarto minguante e no quarto crescente. Cada mês tem um horário diferente. O que a gente precisa para saber disso é a posição do Sol, da Terra e da Lua, porque o que a gente está vendo é consequência desse triângulo”, explicou à Agência Brasil.

Segundo a astrônoma, durante o eclipse, primeiro se vê um pontinho preto, que vai evoluindo até a parte preta ficar em formato de uma “mordidinha”, o que significa que a Lua está entrando cada vez mais na umbra, que é a sombra escura. 

“Quando ela estiver 96,2% tomada, vai começar a sair da umbra e tomar uma tonalidade avermelhada. Logo depois vai sair”.

Ao contrário do eclipse solar, que para observar é preciso usar filtros, equipamentos especiais ou óculos próprios, o eclipse parcial da Lua poderá ser visto a olho nu, e de qualquer lugar. 

“No caso desse eclipse, o Brasil todo vai ver e com a Lua bem alta. A única coisa que vai fazer com que você não veja o eclipse é se chover ou ficar nublado”, apontou.

De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse desta quinta-feira “pertence ao Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que governa a recorrência de eclipses com características semelhantes”.

A astrônoma explicou ainda que esse tipo de eclipse ocorre toda vez que a Lua entra na sombra da Terra, formada pela incidência do Sol. 

“Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra. A Lua vai entrar na sombra da Terra e tudo acontece por conta dessa questão da sombra. Todos os corpos que não são pontuais, recebendo uma fonte de iluminação, têm duas sombras. Uma mais clara, que a gente chama de penumbra, e uma mais escura, que é a umbra”, disse à Agência Brasil.

Transmissão

O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota.

Segundo o Observatório, como ocorreu no eclipse solar no começo do mês, todos os veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura, mas precisam avisar antes pelo e-mail [email protected].

* Com Agência Brasil

Descumpriu normas

Após morte em MS, AGU pede indenização de R$ 500 milhões ao Discord

Menina de 13 anos teve a morte transmitida ao vivo na plataforma em Naviraí, incentivada por grupo extremista que agia online

26/08/2026 17h30

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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Após a morte da adolescente Lívia, de 13 anos, em Naviraí, no dia 22 de julho, que foi incentivada e obrigada a tirar a própria vida com transmissão ao vivo no Discord, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra a plataforma, pedindo indenização de R$ 500 milhões por descumprimento de normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Marco Civil da Internet.

Além da multa, também é requerida a aplicação de medidas cautelares para forçar a empresa a se adequar às leis do Brasil.

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (26) pelo ministro da Pasta, Jorge Messias, em entrevista coletiva.

A rede social já estava impedida de realizar transmissões ao vivo no País há duas semanas, após a morte da sul-mato-grossense.

O ato de sanção partiu da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que investiga o caso.

O ministro afirmou que a ausência da rede de proteção tem levado a situações de ordem criminal envolvendo crianças, adolescentes, mulheres e animais.

“Nós não podemos tolerar que verdadeiras cracolândias digitais sejam criadas em um ambiente virtual brasileiro. E esta ação representa que a tolerância do Estado brasileiro é zero para esse tipo de prática. Todas as empresas que queiram participar do ambiente digital brasileiro são bem-vindas, mas devem cumprir integralmente a legislação brasileira.”

Na ação, a AGU requer que a Justiça obrigue o Discord a aprimorar os instrumentos de supervisão e controle parental, de controle de idade dos usuários, de detecção e remoção de conteúdos nocivos e de comunicação às autoridades.

Em caso de descumprimento, é solicitada aplicação de multa de R$ 500 mil por dia.

Segundo Messias, a ação civil pública foi protocolada devido ao fracasso das negociações junto à empresa.

“Tentamos, por duas semanas, construir um termo de ajustamento de conduta. A empresa, no primeiro momento, demonstrou o interesse de assumir compromissos significativos com o Estado brasileiro, mas, infelizmente, recusou a assinatura do termo no último momento. Portanto, não nos restou outra saída que não a apresentação, o ingresso de uma ação civil pública.”

Caso Lívia

Encontrada morta na manhã de 22 de julho, em Naviraí,  Lívia foi incitada a automutilação e suicídio por grupos extremistas.

No dia 4 de agosto, a Operação Livia foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP).

A polícia descobriu que adolescentes e um jovem de 18 anos faziam parte de grupo que utilizava diferentes plataformas para localizar as vítimas, conquistar sua confiança e exercer controle sobre elas. 

Entre as práticas identificadas estão desafios cada vez mais violentos, automutilação, humilhações, exposição degradante e outras formas de violência psicológica, que em casos extremos culminavam na indução ao suicídio.

“Nós podemos falar que existem escravos virtuais. Isso acontece principalmente com as meninas. Então, dentro dessa organização criminosa, eles têm aquelas pessoas que vão captando vítimas, fazem uma engenharia social. Os adolescentes, eles deixam, muitas vezes, suas redes sociais abertas, então, eles começam a procurar pela família, onde estudam e, diante de todas aquelas informações, se passam por outra pessoa”, explicou a delegada Anne Karine Sanches Trevizan Duarte.

No dia da morte de Lívia, o grupo teria ficado cerca de duas horas pressionando a jovem até que ela decidisse cometer o suicídio, que teria sido um “castigo” por não ter cumprido uma tarefa passada pelos administradores do que eles chamavam de “panela”.

A jovem teria que fazer o que eles chamam de “luz”, que seria matar o próprio gato. Com a recusa dela de machucar o animal, os administradores e também expectadores, segundo a delegada, teriam pressionado a jovem a cometer suicídio.

“É como se eles estivessem jogando um videogame, tem que passar de fase. Então, assim, é uma frieza muito grande, é uma violência muito grande, é desconsiderar a vida humana de forma absurda. Eles têm satisfação com esse resultado. Várias pessoas assistindo e incentivando que praticassem a automutilação, em outros casos, a morte mesmo em si”, contou a delegada.

Anne Trevisan ainda afirmou que outros suicídios também são investigados por ligação com esses grupos, mas não quis detalhar o estado onde eles teriam acontecido.

Ainda conforme a delegada, o adolescente infrator de 14 anos apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi quem determinou “todas as coordenadas” que a adolescentes que morreu em Naviraí devia seguir para se suicidar.

* Com Estadão Conteúdo

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